Enamorados
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Notas iniciais
essa é a nona fic da série "Os Quatro Reis e o Forasteiro"
boa leitura
boa leitura
Amyoma estava mais uma vez sozinha no castelo, Kinotto, Hajime, Kyuske e Mitsoginoto tinham saído e a princesa aguardava ansiosa pela visita de seu amado.
Ela estava impaciente em seu quarto, andando de um lado para o outro. Tomo escalou sua janela e sorriu ao encontrá-la tão ansiosa. Cuidadosamente, ele caminhou sem fazer barulho e agarrou sua cintura. — Tomo! — Amyoma exclamou surpresa e contente. — Eu estava com saudades — ele sussurrou. — Eu também estava — ela se virou nos braços dele e envolveu seu pescoço com os braços. — Eles saíram? — Saíram. Não sei exatamente o que foram fazer, mas saíram os quatro juntos, então, demorarão! Quer is aos jardins? — Não. Na verdade, eu tenho outra idéia... — Tomo puxou a cintura de Amyoma e ela ficou um pouco corada com o brilho que encontrou nos olhos do namorado. — Que idéia? — ela perguntou desconfiada. — Vamos fazer um piquenique. Fora do castelo. — Fora... Fora do castelo? — Amyoma nunca era permitida de sair do castelo. A expectativa de finalmente sair de sua prisão chocou-se violentamente com um temor inesperado. — Você não tem o que temer, meu amor — Tomo enlaçou a mão da amada com a sua e a fez repousar a cabeça carinhosamente em seu ombro. — Eu nunca deixarei nada lhe fazer mal. O calor do corpo do jovem cavaleiro tranquilizou a princesa e ela sorriu, acariciando a mão que segurava a sua tão docemente. — Vou pedir a Sakura que nos providencie o piquenique, então — Amyoma ia soltar-se do abraço de Tomo, mas ele a impediu e afagou seus cabelos. — Já providenciei tudo o que precisamos. Deixemos Sakura em paz, ao menos hoje — ele sorriu amorosamente. — Já providenciou tudo? — ela disse, surpresa. — Eu faço de tudo pra ver minha Amyoma sorrir... Vamos, acho melhor sairmos pela janela mesmo — ele a conduziu e ajudou a descer pela árvore que ficava à janela do quarto em que estavam. Amyoma andara milhares de vezes por aqueles jardins, mas a expectativa de finalmente conhecer o que havia além daqueles muros e o risco de serem pegos, dava toda uma atmosfera de aventura ao passeio. Ela apertou forte a mão de Tomo e os dois saíram por uma passagem que o cavaleiro sempre usava para visitar a princesa escondido dos quatro reis. Ele tinha preparado o piquenique para os dois em uma clareira, onde Amyoma podia ver as colinas e o riacho. — Aqui é tão lindo — ela suspirou, encantada. — É, a grama do vizinho é sempre mais verde — ele brincou, segurando a cintura dela e beijando-lhe o pescoço. Amyoma perdeu-se nos beijos que o amado depositou em seu pescoço, deliciando-se com a felicidade intensa que percorria seu corpo cada vez que tinha Tomo ao seu lado. Desde que se conheceram, a existência dela ganhara vida. Os dois se sentaram juntos para apreciar o piquenique preparado por ele, que aconchegou Amyoma entre suas pernas,. muito próxima ao seu corpo. — Como tem sido os dias no palácio? — ele perguntou, dando um morango pra que ela mordesse e depositando um selinho em seus lábios em seguida. — Tranquilos. Kinotto me deixou um pouco em paz... — É? A que ele tem dedicado tanto tempo, então? — os dois riram. Amyoma sempre fora bastante detalhista quando relatava o jeito obcecado que Kinotto a vigiava. — Ele está vigiando Hajime... — Pobre Hajime! — Pobre nada. Ele bem que merece. — Por quê? Vocês brigaram? Amyoma inclinou o corpo pra trás, apoiando-se no corpo do namorado, deitando sua cabeça no ombro dele e apoiando as mãos em seus joelhos. — Ele descobriu sobre nós dois e estava me chantageando para que eu fizesse coisas pra ele em troca de seu silêncio. — Traidor desgraçado! Eu mesmo tirarei satisfação com ele... — Não é preciso. Já cuidei disso — Amyoma disse, rindo. — O que fez? — Tomo perguntou, espantado. — Hajime também tem um segredo que o colocaria em apuros se Kinotto descobrisse... Tomo piscou os olhos, confuso. — Ele e Sakura estavam se encontrando escondidos na biblioteca durante a noite... — Os dois estão juntos? — ele perguntou surpreso. — Estão. Disse a Hajime que, se ele continuasse a me chantagear ou contasse sobre nós a Kinotto, eu contaria que ele seduziu minha dama de companhia! — Mas então ele a seduziu? Como um de seus caprichos? — Não. Vi os dois juntos e parecem mesmo apaixonados. Mas Sakura parece temer que nunca sejam aceitos juntos por ela ser uma dama de companhia e ele um rei. — Mais um amor proibido dentro daquele castelo... Tão mal fadados os corações dos habitantes mais importantes do reino, não? — Bom, só eu e Hajime, não? Não acredito que Kinotto se apaixone por alguém. Tudo o que ele ama é a ordem e a obrigação. Kyuske também não me parece sentimental. E Mitsoginoto... — Por favor, até os ventos que sopram as copas das árvores dessa clareira, mesmo apenas de passagem, sabem que Mitsoginoto a ama — Tomo resmungou, mal humorado. — Está com ciúmes de Mitsoginoto? — ela sorriu, depositando um beijo na bochecha dele.
— É claro que estou! Ele pode vê-la todos os dias, admirá-la e adorá-la. Enquanto que eu tenho que me esgueirar se quiser vê-la, meu anjo. — E, no entanto, eu sou apenas sua! Amyoma depositou um selinho nos lábios de Tomo, mas ele permaneceu entristecido. — O que foi? — ela perguntou preocupada, afagando os cabelos do amado, perdendo seus dedos entre eles carinhosamente, fazendo-o suspirar profundamente. — Você disse que se Kinotto nos descobrir estaremos em apuros — ele lamentou pesadamente. — Eu disse? — ela condenou-se por ter magoado seu amor. — Disse que se Kinotto descobrisse Hajime e Sakura eles também estariam em apuros. Seu "também" se referia a nós dois, não é? Ela se aconchegou no corpo protetor dele e enlaçou sua cintura, beijando calidamente o pescoço de Tomo. — Eu não gosto que você se arrisque por mim... — Tomo... — É verdade. Pensar que você pode ter problemas apenas por falar comigo... Eu devia ir embora e garantir sua segurança. — Ir embora? Não, Tomo, por favor, não faça isso — lágrimas brotaram em seus olhos e ela se agarrou firme em sua cintura. — Ou me leve com você. Mas por favor, não me deixe... Sem você aqui eu morrerei... — Não chore — ele enxugou as lágrimas dela carinhosamente. — Eu juro não deixá-la, meu amor, pois você também é minha vida e eu não sobreviveria sem você comigo. Sou completamente egoísta pra deixá-la em perigo apenas pra garantir minha existência... — Eu não me importo de correr riscos por você, não me importo! — Eu sei o quanto é corajosa — ele sorriu, beijando-lhe a testa. — Por favor, jure nunca mais pensar em me deixar! — Amyoma, eu apenas me preocupo com seu bem estar... — Jure, Tomo! Ele sorriu derrotado. — Nunca mais pensarei em deixá-la. Mesmo que isso mate nós dois... — Você jura? — ela insistiu. — Eu juro — ele riu abertamente. — Assim está melhor — ela disse puxando o rosto dele e beijou-lhe entusiasmadamente, deixando-o surpreso. — Isso foi bom. Ainda não tinha me beijado assim — ele disse, sorrindo malicioso, fazendo-a corar. — Vi Sakura beijar Hajime assim. Queria saber como era... — ela sussurrou timidamente, escondendo o rosto na curva do pescoço dele. — E o que achou? — ele perguntou, achando-a adorável. — Delicioso — ela sussurrou em seu ouvido, encabulada. Tomo sorriu e puxou-a para um novo beijo, tranquilo, tocando serenamente cada canto da boca de Amyoma carinhosamente com sua língua e permitindo que ela tão timidamente fizesse o mesmo com a sua. O sol subia rapidamente e se aproximava a hora do almoço. Tomo ergueu Amyoma nos braços. — Hora de levá-la pra casa. -Prometa que teremos mais dias assim? — Prometo que teremos muitos dias assim! Prometo que teremos muitas histórias para contar a nossos filhos e netos. Ela sorriu e envolveu o pescoço dele, quase adormecida em seus braços, sentindo-se protegida e feliz. — Eu pensei que nunca seria feliz assim — ela sussurrou. — Por que, meu amor? — Porque princesas de verdade não vivem felizes para sempre. — E o que faremos? — Eu nunca quis ser princesa mesmo... Tomo tentou encarar Amyoma, mas o rosto dela estava afundado em seu peito. — O reino precisa de você — ele disse sério. — Eu preciso mais de você do que eles de mim. E além do mais, eu mal saio do castelo, pra que precisam de mim se nem conhecer meu reino eu posso? — Está pensando em abandoná-los? — Nós podíamos fugir... — Kinotto nos perseguiria — sua voz saiu ainda mais séria, sua expressão era de revolta e tristeza. — O mundo é tão injusto. Uma lágrima quente escorreu pelo rosto do cavaleiro. O mundo era mesmo injusto por separá-lo daquela maneira de seu grande amor. E ele percebia que, assim como ele, essa injustiça amargurava também Amyoma. Assim que entraram novamente nos jardins, Tomo desceu a princesa de seu colo e a ajudou a voltar para seu quarto. — Você voltará essa noite? — ela disse, enlaçando seu pescoço e dando-lhe beijinhos pelo rosto. — Não acha arriscado? — ela se inclinou para encará-lo. — "Mesmo que isso mate nós dois..." — Está bem, eu volto — ele sorriu e lhe deu um selinho. — Eu te amo! — Eu também amo você! Até mais tarde — ele saiu pela janela e ela ficou observando-o se afastar. Lágrimas rolaram de seus olhos e uma tristeza profunda invadiu seu coração como se um abismo tivesse se aberto entre ela e Tomo, como se o destino não fosse trazê-lo de vota pra ela e tudo em seu mundo fosse transformado em trevas. Tomo era sua luz, sua razão de viver e por ele, Amyoma morreria.
Notas finais
mereço reviews???
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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