Empty Soul

3 Capítulo 2 - Eu te amo.


Notas iniciais
vamoos lá, quase nenhum coment, animem essa autora !!!

maas um cap pra vocês!

Boa Leitura!

Christina Aguilhera – Sex For Breakfast — http://www.youtube.com/watch?v=Y-dOqqEjXf0&feature=related

Senti o sol quente em minha pele e abri os olhos, me deparando com uma imensidão azul me encarando. Abri um sorriso.

- Bom dia amor.

- Bom dia minha linda – passei a mão em seus cabelos curtíssimos, mas macios, parando na nuca, já ele passou um braço em minhas costas puxando pra si, colando nossos corpos, passei uma perna em cima de seu corpo, rodeando-o. Levantei a sobrancelha ao sentir sua situação.

- Deus, sempre tão disposto – falei manhosa, basicamente num gemido, ele começou a beijar meu pescoço e sua mão escorregou até meu bumbum, apertando.

- Sempre meu amor, só por você, só você... – nem terminou de falar e colou a boca na minha e virou-se ficando em cima de mim, automaticamente minhas pernas enlaçaram sua cintura e minhas mãos seguravam seu braço e nuca.

- Não... – tentei falar – Giulia... – ele colocou o dedo em meus lábios.

Seu beijo foi descendo para meu pescoço, lambendo, chupando o local. Mordia a boca com força para não gemer alto. Desceu ainda mais para meus seios, brincando com a língua ali, puxava involuntariamente sua cabeça para mais perto. Continuou descendo, mas eu não agüentava mais essa tortura, me sentei na cama, puxando seu rosto para um beijo sôfrego. Ele se sentou e fiquei de joelhos, uma perna a cada lado de seu corpo. Gemi quando senti seu membro pronto pra mim roçando em minha entrada, fui descendo devagar, sentindo cada espaço meu sendo preenchido. Gemi de alívio e ansiedade ao mesmo tempo, abraçava seu pescoço, ainda beijando sua boca.

James tinha seu braço em minhas costas, me puxando pra si e sua mão em meus cabelos agarrando os fios. Quando meu marido estava todo dentro de mim, ele parou o beijo e puxou minha cabeça pra trás, fazendo-me encará-lo. Seus olhos me hipnotizaram me deixando totalmente entregue a ele. Ele subiu meu corpo e desceu lentamente, me fazendo deslizar por todo seu sexo novamente, mordi meu lábio deixando minha cabeça pender para trás em abandono, voltei a encará-lo e dessa vez eu comecei a me movimentar por conta própria, mas logo James me ajudou com os movimentos. Em momento algum nossos olhos se desviaram, era sempre assim.

Sua mão em meus cabelos desceu para meu sexo, apertando, eu quase gritei.

- Oh James... Eu vou...

- Vem comigo meu amor – falou isso e aumentou a velocidade dos movimentos.

O pouco raciocínio que eu tinha no momento foi embora, deixando apenas a paixão e o amor me rodeando. Foi assim que cheguei ao meu ápice junto com James.

- Oooohh God – beijei James com todo o amor que podia, ele correspondeu a altura – eu te amo – sorri, ainda com a respiração acelerada.

- Eu te amo – me deu um beijo casto, pra depois me segurar no colo e levantar da cama, enlacei minha perna em sua cintura, ficando o mais presa possível a ele e o olhei confusa.

- O que?

- Banho – entrou no Box, ligando a água logo em seguida, que no começo veio fria.

- Cassete – grunhi, estremecendo, ele gargalhou.

- Olha a boca menina – bati em seu ombro, descendo de seu colo.

- Não enche, PAPAI – ele riu e me abraçou, dei um beijo em seu peito e me afastei – agora vamos tomar esse banho rápido, porque daqui a pouco nossa filha acorda e alguém – apontei pra mim – tem que estar com o café preparado.

- Tudo bem, MAMÃE – me puxou com um braço colando nossos corpos – vou ter que deixar meus planos pra mais tarde então – sua cara era de um completo safado, eu ri.

- Meu Deus, meu marido é um ninfomaníaco e eu não sabia disso, coitada de mim – falei com um falso drama.

- Cínica você gosta se duvidar até mais que eu! – ele riu irônico.

- Agora eu que sou a viciada? – levantei a sobrancelha.

- Você nunca reclamou, aliás, quando eu te conheci, foi VOCÊ que me agarrou safadinha – beijou meu pescoço.

- Você sempre joga isso na minha cara filha da mãe! – bati em seu ombro forte, ele riu.

- Agradeço por ter feito isso – me beijou.

(...)

Estava terminando de arrumar meu quarto, esperando James terminar de correr na praia para que fossemos todos juntos ao farol.

- Mãe! – escutei a voz de minha filha me chamar.

- Que foi filha – falei quando cheguei à porta de seu quarto.

- Amarra aqui pra mim, por favor? – virou de costas, mostrando o tecido solto do pequeno biquíni.

- Amarro sim – fiquei de joelhos e comecei a amarrar.

- Mãe

- Oi – ela levantou o cabelo comprido para que eu amarrasse no pescoço.

- Aonde você e o papai iam hoje de manhã? – fiquei pensando no que ela disse e segurei seu ombro para que ela ficasse de frente pra mim, já que já tinha terminado de amarrar o biquíni.

- A nenhum lugar, como assim? – minhas sobrancelhas juntaram de dúvida.

- É que hoje de manhã, acordei mais cedo, e quando fui bater na porta do seu quarto escutei você dizendo pro papai que ia a algum lugar e ele falou pra você ir com ele – um estalo deu em minha cabeça e fiquei mais vermelha do que o normal – mas vocês não foram pra nenhum lugar, então fiquei com soninho e voltei pra cama.

- Oh Jesus – falei baixinho.

- Aonde vocês iam? – ela tocou minha bochecha – Por que está tão vermelha mamãe? Tomou sol?

- Tomei um pouquinho – ri forçada e me levantei coçando a testa – espera a mamãe aqui que eu vou colocar o biquíni para nós irmos à praia, tudo bem?

- Tudo bem mamãe – sorriu – mamãe!

- Oi

- Estou com saudades do vovô e da vovó – ela fez um bico.

Eu também sentia falta de meus pais, não consegui encarar muito bem a morte repentina dos dois, já fazia dois anos, mas, ainda sim eu sentia muito a falta deles. Os pais de James não chegaram a conhecer Giulia, a mãe dele morreu há muito tempo, antes de eu conhecer James, e seu pai morreu antes do nascimento de meu anjo.

- Eu também sinto a falta deles meu amor, muita – ela abaixou a cabeça e eu fiquei de joelhos na sua frente segurando seu rostinho, levantando-o – mas eles sempre vão olhar você, sempre estarão protegendo – ela abriu um pequeno sorriso – não importa o que seja, vão sempre estar aqui – coloquei minha palma em cima de seu peito, demonstrando o coração.

- Eles são meus anjos da guarda né? – seu sorriso tomou mais vida, eu sorri e concordei me levantando.

- Agora me espera colocar o biquíni, ok? – ela assentiu sentando na cama.

(...)

Antes do que eu queria, tivemos que voltar, ficamos apenas três dias, mas foram os três dias mais perfeitos da minha vida, sem brigas ou discussões, sem mundo lá fora, apenas nós três nos curtindo o máximo que podíamos.

Giu estava dormindo no meu colo, enquanto James colocava as coisas no carro, sempre me lançando olhares alegres seguidos de piscadelas, sua marca registrada.

Foi o que me encantou nele quando nos conhecemos, eu tinha 15 anos e ele 20. Meus pais não aceitaram o namoro de jeito nenhum, diziam que ele não queria nada sério comigo, que eu era apenas um brinquedinho pra ele. Então a gente namorava escondido. Com 16 fiquei grávida, foi um choque, eu não sabia o que fazer. James ficou animado, já que era seu sonho ser pai, e além do mais, trabalhava na empresa de seu pai e tinha condições de sustentar uma família.

Ele foi comigo em casa contar para meus pais sobre minha gravidez, já que eu não tinha coragem. Foi horrível, meus pais me olhavam com nojo, me falavam coisas terríveis, e me expulsaram de casa. Lembro que meu marido e meu pai quase partiram para agressão física, mas eu e minha mãe conseguimos acalmá-los.

- Eu nunca mais quero ver nenhum de vocês dois! Nunca mais! – eu dizia chorando, com James me abraçando.

Só lembro a cara de dor de minha mãe e de raiva do meu pai antes de tudo ficar preto, e eu perder todos os sentidos. Acordei em uma cama de hospital com James conversando com minha barriga, falando que ele já amava quem estava dentro dela e que tudo ia dar certo. Com essa cena, tive forças pra seguir em frente, James e meu filho eram quem precisavam de mim agora e nada mais importa.

Casamos-nos quando eu estava com cinco meses de gravidez, exatamente três meses depois do ocorrido na casa de meus pais, depois daquilo não os tinha visto mais, eu tinha ido morar com James, já que não tinha mais casa.

Quando Giu nasceu, minha mãe foi me ver no hospital, pedia perdão e que me amava, nos acertamos, claro. Meu pai estava com receio de entrar no quarto de hospital, mas no final acabou entrando e me dando um abraço, ele chorava quando disse que me amava, e pegou minha filha do colo de minha mãe dizendo que era o segundo bebe mais lindo do mundo, já que eu fui o primeiro. Foi tudo ótimo, minha vida depois do nascimento de Giulia só melhorou, retomei meus estudos me formei em letras. Não trabalhei porque James insistia em dizer que não precisava e que não me queria longe de Giu, eu acabei fazendo o que ele pediu. Comecei então a escrever, e escrevi um livro, que foi o maior sucesso, e vi que era isso que eu queria.

- Amor, vamos? – James me chamou pra irmos, coloquei Giu na cadeira do banco de trás e coloquei o cinto, tudo como manda a lei, e fui pro meu lugar.

Placebo – Running Up That Hill — http://www.youtube.com/watch?v=vP0ngiMBnas

No meio do caminho uma tempestade começa a cair, dificultando a visibilidade da pista, mas mesmo assim continuamos nosso caminho.

James não soltava minha mão, e estava tenso pela chuva.

Eu estava com uma sensação ruim, como se algum desastre fosse acontecer. Eu olhei pra minha filha que tinha acordado por conta de um trovão, me olhando assustada.

- Eu te amo neném – disse de maneira calma.

- Eu também te amo mamãe – ela disse abrindo um sorriso estendendo a mãozinha e eu peguei dando um beijinho na palma.

Olhei pra James, a sensação ruim aumentou me dando uma aflição, ele me olhou rapidamente com preocupação estampada em seu rosto, mas tentou disfarçar com um sorriso.

A tempestade não diminuía, e a sensação também não.

James percebeu minha preocupação, porque levantou nossas mãos, e deu um beijo nas costas da minha sem desviar os olhos da estrada.

Chegando perto da cidade, o carro parou, por conta de um engarrafamento.

- Eu te amo – James disse em meu ouvido, me dando um beijinho no pescoço.

- Eu tamb... – foi tudo muito rápido, antes de eu conseguir terminar a frase, uma caminhonete veio em direção ao carro, de frente ao lado de James, batendo em cheio, fazendo o carro virar de cabeça para baixo.

Bati a cabeça no vidro, fiquei tonta, mas não deixei a escuridão me vencer. Eu estava ensanguentada, mas a única coisa que pensava no momento era em minha filha e meu marido.

Olhei pra James, ele estava desacordado, e todo cheio de sangue.

- James, James – eu o chamava sem forças na voz, eu estava embargada pela tontura – James, abre os olhos – sua blusa branca, agora estava vermelha – alguém ajude – eu disse num fio de voz.

Não conseguia me mexer direito pra ver Giulia, então me apoiei com um de meus braços no teto, soltei meu cinto, e deslizei pra fora do carro pela janela quebrada.

Fui rastejando até a parte de trás do carro para ver minha filha, ela estava desacordada como o pai.

- Giulia, filha, acorde, por favor – eu chorava e sussurrava, já que era o máximo que conseguia erguer a voz, eu tremia inteira pensando no pior.

Giu abriu os olhinhos com esforço, se esforçando a abri-los quando piscava.

- Mãe – ela disse baixinho – ta doendo muito – depois apagou.

- Filha, FILHA – eu dizia chorando – por favor, não – eu fiquei repetindo como um mantra.

Sirenes soavam ao fundo, mas eu não consegui pensar em nada, a escuridão me engoliu.

Notas finais
eentão, vamos comentar que o cap sai beeeem mais rápido !!1