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7 Capítulo 6 - O Sonho.
Notas iniciais
Sarah McLachlan – Angel — http://www.youtube.com/watch?v=Hx4RsCfL_fA
Estava num lugar lindo, um campo cheio de flores, aliás, eu conhecia este lugar, foi onde James e eu nos amamos a primeira vez. Gostava de vir aqui com ele sempre, mas fazia muito tempo que não ia até lá, o buraco em meu peito não deixava.
Como vim parar aqui, eu não sei. Olhei pra todas as direções e me deparei com aqueles olhos azuis que tanto amava e sentia falta.
- James? – ele sorriu – James, meu amor – corri até ele abraçando e o beijando desesperadamente, ele retribuiu tão desesperado quanto eu.
- Bella – ele falou quando nos separamos, eu já chorava – não chore meu amor, eu sempre estive aqui – colocou a palma em meu coração – te protegendo e guiando – sorriu.
- James, me perdoe – falei o abraçando.
- Não tem o que perdoar meu amor, você não fez nada de errado – acariciou meu cabelo.
- Mas eu me envolvi com Edward, eu traí você! – ele colocou o dedo em minha boca, me impedindo de continuar.
- Não, você está é traindo seus sentimentos – ele disse calmo – você o ama e sabe disso, só está querendo esconder isso por culpa, que não deveria ter – acariciou meu rosto, fechei os olhos para sentir melhor a sensação.
- Mas... – colocou o dedo de novo me impedindo.
- Eu também te amo, mas você precisa seguir com a sua vida – segurou meu rosto com as mãos – e Edward é tua vida agora meu amor!
Eu apenas chorei novamente o abraçando.
- Por que não veio falar comigo antes?
- Porque eu tinha que deixar você viver sem mim.
- Mas, por que agora?
- Porque você precisava saber sobre você mesma e não encontrava o caminho certo – beijou meus cabelos.
Ficamos abraçados um tempo.
- Onde está nossa filha? – perguntei o olhando.
- Bem ali – apontou em minhas costas.
Virei-me rapidamente, procurando por ela, e a vi, mais linda do que nunca em um vestidinho branco com um lacinho na cabeça.
- Giulia, meu bebê! – já chorava estendendo os braços pra ela, que veio correndo pulando em meu colo.
- Mamãe! – abraçou meu pescoço.
- Que saudades meu amor, como sinto tua falta – a abraçava apertado.
- Não chora mamãe, eu to bem, papai ta sempre comigo – sorriu beijando a ponta do meu nariz, como sempre fazia – eu te amo mamãe – disse sorrindo.
- Eu também te amo meu anjinho, tanto que até dói – coloquei sua cabeça no vão do meu pescoço.
James veio até nós e nos abraçou, eu estava nas nuvens com os dois ao meu lado e queria ficar assim pra sempre.
- Temos que ir – James falou pra Giu, que o olhou calma e assentiu.
- Tchau mamãe – Giu disse beijando meu rosto e me abraçando – eu te amo.
- Ma-mas já? Não, por favor, não – dizia apertando mais Giulia a mim, mas ela evaporou de meu braço, aparecendo na minha frente – eu acabei de tê-los de volta, não vão, por favor! – eu implorava chorando.
- Tchau meu amor – James veio até mim beijando minha testa – eu te amo – e foi até Giu pegando sua mão.
- Não, por favor, não! – eu tentava sair do lugar, mas não conseguia.
- Tchau mamãe – Giulia acenou e começaram a desaparecer.
- NÃO – gritei desesperada – eu amo tanto vocês – caí no chão de joelhos – tanto.
Abri os olhos, e não estava mais naquele campo, estava no quarto da casa de Edward, ofegante e suada deitada na cama.
Sentei na cama, ainda atônica pelo sonho, que recém tinha tido. Chorava compulsivamente, eu os tinha em meus braços há poucos instantes e agora nada mais.
Em meio ao choro, palavras de James vieram a minha mente “você precisa seguir com a sua vida e Edward é tua vida agora meu amor!”. Era difícil aceitar o fato, a culpa ainda me dominava, mas eu precisava seguir em frente, Edward se declarou e eu o machuquei o rejeitando, e o pior, contra a minha vontade.
Eu precisava resolver, eu precisava fazer o que tinha que ser feito, e o que minha vontade mandava.
Levantei e fui tomar um banho, precisava tirar o suor de meu corpo. Terminei me enrolando na toalha e saindo do banheiro. Mas não me vesti ao sair do quarto.
Eu conhecia esta casa como a palma de minha mão, então eu sabia exatamente onde eu queria ir. Parei na frente daquela porta e abri, sem permissão e o vi deitado de costas pra porta, apenas de cueca box, respirando lentamente. Seu corpo era forte, com seus músculos bem aparentes, um arrepio subiu minha espinha ao vê-lo assim.
Fui até ele sentando na cama, bem a sua frente, olhando em seu rosto, que tinha uma expressão de dor, me machucava tanto vê-lo desse jeito, ver seu sofrimento.
Plumb – Cut — http://www.youtube.com/watch?v=OJkqkWIpFAI
Passei meus dedos em seu rosto e ele acordou com o toque, se sentando de imediato.
- Bella... – coloquei meu dedo em seus lábios impedindo de continuar.
Segurei seu rosto com minhas mãos e o beijei apaixonadamente, como eu me sentia agora, totalmente apaixonada pelo meu salvador, meu Edward.
No começo ele não correspondeu, como se estivesse digerindo o que eu acabei de fazer, mas logo uma de suas mãos foi pra minha nuca e a outra para minhas costas, me puxando pra mais perto, me colocando em cima de suas coxas.
Terminamos o beijo e nos olhamos, acariciando o rosto um do outro. Estávamos cúmplices e totalmente apaixonados e era só isso que importava naquele momento. Tirei minhas mãos de seu rosto e levei-as a toalha, soltando e jogando-a em algum lugar, deixando todo meu corpo nu a mostra, mas, ao contrario do que eu achava, ele não desgrudou os olhos dos meus, deixando um sorriso amoroso se abrir em seus lábios, logo depois me puxou para um beijo sôfrego, eu retribui tão voraz quanto ele. Gememos com esse contato tão intenso.
Ele parecia ser entalhado a mão, de tão belo que era. Passei meus dedos por todo seu peito e desci até a barriga, ele soltou um gemido quando cheguei ao seu umbigo, aquele som foi tão sensual e gostoso de ouvir, que fui mais ousada ao começar a beijar toda a região que tinha passado os dedos anteriormente, mas antes de chegar à barriga, ele me puxou pra cima, me beijando com urgência. Nossos corpos deitaram lentamente no colchão, com ele em cima de mim, sem parar o beijo.
Sua mão, que até então estava em meu rosto, desceu para meu pescoço, colo, parando entre meus seios, soltei um gemido pelo toque mais intimo. Continuou descendo, passou por minha barriga, me arrepiando por inteira, depois rodeou meu umbigo e desviou pelo osso de minha cintura parando em minha coxa, puxando-a, cruzei-a em suas costas, puxando-o mais pra mim, sentindo sua excitação em minha intimidade, gemi alto ao perceber seu estado, agarrei seus cabelos com força, passando minhas mãos em suas costas, arranhando de leve.
Minhas mãos foram em direção de sua cueca, abaixando um pouco, que era o máximo que conseguiria tirar, ele levantou e terminou de tirá-la, com calma, mas ainda sim seus olhos queimavam, de desejo e amor, nos meus, mas depois ele abaixou o olhar para o meu corpo, deitado, admirando como se fosse um belo quadro. Sem demoras ele deitou, com muito cuidado, sobre meu corpo, segurando seu peso, e começou a beijar meu pescoço, um arrepio passou por todo meu corpo, eu abri minhas pernas, num convite mudo de que já estava pronta pra ele, e enlacei seu pescoço com meus braços.
Ele levantou a cabeça e me olhou nos olhos intensamente, com a mão pousada ao lado de minha cabeça, a palma virada pra mim, me acariciando com os dedos, segurava seus cabelos da nuca, também fazendo carinho. E foi assim, olhando e nos acariciando, que ele me preencheu, sem nunca desviar os olhos do meu.
A sensação de ter sido preenchida foi maravilhosa, nós dois reviramos os olhos e gememos arrebatados pela sensação que estávamos tendo.
Os movimentos eram lentos, suaves. Mas eram perfeitos pra nós dois, era o que precisávamos no momento, carinho e muito amor, nós nos sentíamos assim. Sem muita demora, explodimos de prazer, chamando o nome do outro.
Nossas respirações estavam alteradas como a batida de nossos corações. A sensação de culpa tentou me invadir, mas me permiti ignora-la, sentindo a onda de amor que meu corpo passava, um sorriso nasceu em meus lábios e o abracei mais forte quando ele tentou sair de cima de mim. Não queria seu peso longe de meu corpo pequeno, a sensação de segurança e paixão era forte demais quando nossas peles estavam em contato. Ele relaxou, mas nos virou colocando-me em cima dele beijando meus cabelos.
- Eu te amo Edward – disse o encarando com intensidade, quebrando o silêncio que imperava.
- Bella, não se sinta no dever de...
- Eu estou apaixonada por você, e essa é toda a verdade dentro de mim – olhava-o fixamente.
- Bella... – me puxou para um beijo.
Fizemos amor mais uma vez naquela noite, as sensações foram ainda mais arrebatadoras do que da primeira vez. Eu estava em paz comigo mesma depois de muito tempo de sofrimento e tortura. Foi sentindo essa sensação deliciosa de cansaço e plenitude, que dormi sentindo meu corpo como se estivesse flutuando sobre as nuvens do céu.
Corinne Bailey Era – Like a Star — http://www.youtube.com/watch?v=D8oS1SHjhPU
Acordei com o sol batendo em minhas costas nuas, era boa a sensação que ele deixava em minha pele, aliás, eu estava com uma sensação ótima em todo meu corpo. Abri os olhos e abri um sorriso com as esmeraldas que me encaravam.
- Bom dia – ele falou sorrindo, acariciando meu rosto.
- Bom dia – ele me puxou pra cima de seu corpo, era rotina.
- Está com fome? – ele perguntou, acariciando minhas costas.
- Estou morrendo de fome – sentei em sua barriga, com uma perna de cada lado de seu corpo, olhei para todo ele – hum, sabia que você é muito gostoso? – ele levantou a sobrancelha surpreso com o que eu acabei de dizer, eu pisquei pra ele, que levantou o tronco, me abraçando e beijando.
- Vejo que está mais animada hoje meu amor – colocou uma mecha de meu cabelo atrás da orelha, eu só abri um sorriso deitando minha cabeça em seu peito, inspirando seu cheiro, ele acariciou meus cabelos – temos que conversar anjo – eu respirei fundo e me sentei de novo.
- Temos – eu ia sair de cima dele, mas ele segurou minhas pernas, eu levantei a sobrancelha em duvida.
- Você está tão linda assim – ele se sentou, apoiando as costas na cabeceira e dobrando os joelhos, como um apoio para as minhas costas, eu apoiei minhas costas em suas pernas, deixando a cabeça pender um pouco pra trás, sentindo uma pressão em meu bumbum, olhei pra ele e seus olhos olhavam para meu corpo nu com desejo, depois me olhou e corou, abrindo um sorriso tímido – desculpe – puxou o lençol e me cobriu.
- Não tem o que pedir desculpas – tirei o lençol e joguei longe – não precisa ter vergonha — ele abriu um sorriso torto e foi com um dedo para os meus lábios, descendo para meu pescoço e indo até embaixo de meu umbigo, eu estremeci, arrepiando-me inteira, ele me olhava como se decorasse meu corpo, com adoração, eu gemi com a intensidade de seu olhar sobre mim, ele me olhou e provavelmente meu olhar espelhava o dele – acho que podemos conversar mais tarde – ele só respondeu “aham” antes de tomar meus lábios.
Depois do que James me falou em sonho me permiti viver, tentando cada dia mais não ficar na letargia, tentando amar cada vez mais aquele que estava ao meu lado, que me salvou de mim mesma, meu novo amor. Mais um em meu coração. Eu nunca deixaria de amar James, apenas aumentei o espaço dentro de mim para mais uma pessoa, foi isso que coloquei em meu coração para que não me sentisse mal por meu falecido marido, mas ainda algo em minha mente dizia que era errado, mas eu faria o que James me pediu, seguiria com minha vida sem eles. Essa parte ainda me doía demais, mas eu teria que conviver com ela o resto de minha vida.
Amamo-nos aquela manhã inteira, eu me sentia bem, e isso era algo muito bom de sentir depois de muito tempo sem sentir nada.
Conversei com ele sobre o que tinha sentido, sobre eu ter me sentido uma traidora gostando dele. Contei sobre meu sonho e sobre o que eu pretendia fazer com meus sentimentos.
- Eu te amo Edward, muito mesmo! – enxuguei meus olhos, ele segurou meu rosto e me beijou na testa – Eu não quero mais lutar contra esse sentimento – respirei – eu nunca vou deixar de amar James – ele ficou um pouco tenso, mas tentou disfarçar – mas foi como se meu coração aumentasse de tamanho – ele abriu um sorriso.
- Eu não consegui tirar você da minha mente desde a primeira vez que te vi – eu o olhei com curiosidade – quando te vi naquele quarto, chorando desesperada pelo seu marido, eu senti algo forte, eu queria consolá-la, tirar toda sua tristeza – ele me olhou nos olhos depois que terminou – eu fiquei dois anos com você em meu pensamento, querendo saber cada passo seu, ficando triste ao saber que não conseguia seguir em frente, me desesperando com suas idas frequentes ao hospital, eu estava obcecado – estava surpresa pelo que ele tinha falado – quando te vi entrando no hospital naquela maca, sua irmã chorando ao lado de seu corpo, eu pensei o pior – ele olhou pra baixo, respirando fundo – ficava do lado de fora de seu quarto, sempre perguntado sobre seu estado de saúde, como você estava, nunca saia dali – acariciou meu rosto – mas na noite que você saiu escondida, bem na hora tinham me chamado pra resolver alguma coisa que não me recordo – deu um sorriso como se pedisse desculpas – quando voltava para seu quarto, vi você saindo do hospital e a segui até aquela ponte de carro, me desesperei ao ver o que pretendia e quase não conseguir chegar a tempo de te impedir – ele falava um pouco rápido, meio exasperado, eu apenas acariciei seu rosto, ele fechou os olhos como se sentisse a sensação.
- Mas você conseguiu e hoje eu estou aqui completamente apaixonada por você – ele riu e me beijou.
- É isso que eu agradeço todos os dias – abri um sorriso de puro amor e o abracei.
- aqui o link da minha outra fanfic -Hunter-.
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