Empty Soul

6 Capítulo 5 - Meu Salvador.


Notas iniciais
nos falamos lá em baixo amores,
Boa Leitura!

Joel & Luke – Love’s to Blame — http://www.youtube.com/watch?v=_tF8bKqUkQo

Já fazia um ano desde que Edward me acolheu na ponte, e nesse tempo nunca mais nos separamos, ele é essencial na minha vida, me aconselhou a tocar a vida em frente, como ele havia feito após a morte de Pietra e Victória, sua ex-esposa e mãe de Pietra, ter o abandonado logo em seguida. Foi aí que entendi as roupas femininas no guarda-roupa.

Mas o grande problema, era que eu sabia que eu nunca iria conseguir seguir em frente como deveria, existia um grande buraco em meu peito que nunca iria curar, apenas poderia ser tratado e anestesiado, mas nunca curado, mas mesmo assim eu tentava, por Edward, que sempre estava ao meu lado, passava noites comigo, às vezes apenas para não me deixar dormir sozinha, ele era um grande amigo.

Sentia-me culpada por tomar seu pouco tempo, já que ele passava muito tempo no hospital, o que passou a ser minha segunda casa quando comecei a ajudar voluntariamente as crianças doentes, mas eu realmente precisava dele, era só com ele que me sentia viva, apenas uma brasinha, mas pelo menos alguma coisa. Eu sabia que era egoísmo meu querer sua presença só para mim, ele deveria estar saindo com mulheres, mas eu não queria que ele saísse, não queria dividi-lo com ninguém. Possessiva demais, eu sei, mas era algo impossível de controlar.

As crianças também era uma grande terapia pra mim, me fazia esquecer, por alguns momentos da minha vida vazia, com seus lindos sorrisos sinceros. E era o que eu estava fazendo agora, ajudando uma menina que tinha leucemia, a pintar o desenho para colorir.

- Tia Bella – ela me chamou com sua voz fininha melodiosa.

- Oi minha querida – olhei pra ela.

- Você é muito bonita – passou as mãozinhas em meu cabelo – não deveria ficar triste – abriu um sorrisinho lindo – vou pro meu quarto, estou com sono – me deu um beijo no rosto e partiu.

Eu fiquei chocada com que ela tinha dito, ela era muito nova pra notar essas coisas, 5,6 anos no máximo. Apoiei minha cabeça em minhas mãos, e fiquei ali, sentada, pensando no rumo que minha vida teria que seguir.

Eu ficaria de luto eterno por conta de minha pequena família, mas eles, com certeza, não iriam querer me ver assim, e foi só pensar neles, que meus olhos já enchiam de água. Abracei meu tronco, sentindo aquela ferida abrir.

- Bella? – olhei pra voz que mais precisava escutar naquele momento, ele ficou desesperado quando percebeu minha situação – Bella... – disse vindo em minha direção e me abraçando.

- Eu sinto tanta falta deles Edward – abracei com força, como se minha vida dependesse daquilo – tanta!

- Shiii – acariciou meu cabelo – eu sei, shiii – segurou meu rosto com suas mãos fortes e me olhou nos olhos, tão intensamente, que cheguei a ofegar e perder o rumo por alguns segundos – eu estou aqui com você, meu amor.

Lara Fabian – Love By Grace — http://www.youtube.com/watch?v=0uVHevK7iJ4

Quando terminou de falar, aproximou seu rosto do meu colando nossas testas, era normal nós dois fazermos isso, essa nossa proximidade, não ficava mais tensa com a sua distância, mas dessa vez eu fiquei nervosa e um desejo me apossou, me fazendo levar minha boca pra perto da sua, mas parando a milímetros de distância, sem nunca desviar de seu olhar, não conseguiria e não queria.

O que eu estava fazendo? Ele era meu amigo, e eu amava James! James sempre vai ser o único homem pra mim! Mas porque eu queria tanto que nossas bocas se encostassem? Queria me perder em seus braços até ele me fazer esquecer tudo isso.

Minha discussão interna foi interrompida quando senti uma de suas mãos indo pra minha nuca, deixando-a lá apenas como uma carícia. Levantou o rosto beijando minha testa, desceu beijando a ponta de meu nariz e depois minhas bochechas, tudo no mais suave toque, como se eu fosse algo delicado e quebrável, o que eu na verdade era e estava. Frágil e quebrada.

Ele me olhou novamente tão intenso quanto antes, aproximou seu rosto lentamente, automaticamente entreabri meus lábios, ele parou e expirou meu hálito, pra depois continuar seu caminho.

Ele apenas roçou seu lábio no meu, como se pedisse permissão pra continuar, abri meus olhos o fitando, como uma autorização muda pra ele continuar e foi o que ele fez. Selou nossos lábios com mais firmeza, mais ainda muito suave e doce. Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo, me fazendo sair da estática. Levei uma de minhas mãos pra seu peito e a outro em seu rosto, passando a ponta dos dedos em sua pele, bem de leve, queria sentir seu rosto.

Terminamos o beijo e ele encostou a testa na minha.

- Sempre estarei – ele disse beijando meus olhos molhados.

- Eu sei, eu sempre soube – o abracei forte.

- Vamos pra casa – passou um braço em meus ombros nos guiando pra fora do hospital.

No caminho até a casa dele, não falamos nada, mas não era preciso, ele apenas segurava minha mão, beijando de minuto a minuto. Eu estava muito bem, como há anos não me sentia, ainda não estava curada, mas a dor não estava em primeiro plano no momento. Isso me bastava.

(...)

Enquanto ele foi tomar banho, eu fiquei deitada, na cama do quarto que ele dizia ser meu, já que eu sempre dormia em sua casa. Estava encolhida, mas era por falta de seu abraço e isso machucava a ferida de meu peito. Não demorou muito ele saiu e seu olhar já se conectou com o meu, veio em minha direção, deitando ao meu lado e já me puxando pra ficar em cima de seu corpo forte, como sempre ficávamos, mas agora era diferente, não era mais como se fosse um irmão me puxando pra seu peito para me consolar ou proteger. Era um homem que estava me consolando e protegendo, era Edward.

Levantei minha cabeça e o olhei, passando a mão em seu cabelo e em sua face, inclinei-me para poder cheirá-lo. Ele tinha um cheiro tão bom, aquele cheiro que tanto me deu paz e aconchego.

O olhei mais uma vez e selei nossos lábios, mas agora abrindo espaço para sua língua. Eu queria sentir seu gosto, sua textura, seu toque. Suas mãos foram para meu rosto, enquanto as minhas estavam em seu peito. Nossas línguas se entrelaçaram e ondas de prazer irradiaram por nossos corpos fazendo-nos soltar um gemido, minhas mãos foram automaticamente pra seus cabelos, agarrando os fios, suas mãos desceram pra minha cintura, apertando-me mais ao seu corpo. Ao sentir sua excitação, um gemido saiu de minha boca.

James veio a minha mente, me fazendo gelar e parar o que estava fazendo. Eu ainda não sabia se o que estava prestes a acontecer era certo, eu me sentia como uma traidora, uma vagabunda.

- Oh meu Deus – falei saindo de cima de Edward, me sentando na cama, ele que me olhava atônico – o que eu estou fazendo? – comecei a chorar.

- De-desculpa – ele disse ficando sentado – eu não deveria... – passou a mão nos cabelos, nervoso – eu fiz alguma coisa errada? – eu desviei meu olhar do seu, me encolhendo. Como pude me deixar levar? Eu não podia trair James!

- Na-não posso – disse soluçando – Ja-James – gaguejei – não – olhei pra baixo abraçando minhas pernas, ele se levantou da cama e andou de um lado para o outro, depois parou.

- Bella – continuei estática – Isabella, olhe pra mim! – falou mais alto, meio aborrecido, o olhei assustada, ele pareceu ter notado o tom e veio até mim, ficando de joelhos na cama, segurando minha face com as mãos, fazendo-me eu olhar em seus olhos – Me escute, eu am...

- Não! – coloquei o dedo em seus lábios o impedindo de continuar – Não fale isso, por favor – deixei minha mão cair ao lado do corpo.

- Pare com isso – seu tom ainda era firme, mas não mais irritado.

- Não... – balbuciei tentando sair de suas mãos.

- Eu te amo Bella – ele falou e eu chorei ainda mais, por culpa de ficar feliz com aquelas palavras, pela vontade de responder eu também, pela vontade de abraçá-lo e esquecer tudo, mas eu não podia, não podia fazer isso pela honra de meu marido – eu estou completamente apaixonado por você – neguei e ele assentiu – eu te amei desde a primeira vez que te vi, eu te amo incondicionalmente.

- Não – balancei a cabeça em negativa – não faça isso – continuava negando – não faça isso comigo, por favor – ele me largou, abaixando a cabeça em derrota e saiu da cama indo pra porta.

- Eu... – ia falar com firmeza, mas respirou e abaixou a cabeça novamente coçando a testa e saindo do quarto, fechando a porta.

- Droga – falei caindo de cara no travesseiro, chorando até pegar no sono.

Notas finais
não me matem por ter sido um cap mais curto e ela ter rejeitado *se esconde atrás do sofá fujindo de um sapato*

então, como já falei, a história já esta terminada e uma coisa que quero perguntar pra vocês, o que vocês achariam de um POV Ed?

peensem e me falem por comentário.

beeijos, até o próximo cap e não esqueçam dos coments!!