Empire
1 One Shot
Notas iniciais
Boa leitura ♥
— Acorda Holly! Hoje é seu dia! — Lori pula na cama. Esfrego meus olhos, e resmungo:
— Só mais cinco minutos.
— Você está louca? Esqueceu do seu casamento?— Ela diz mais alto do que o normal.
— Sim, eu sei que é o meu casamen... — me lembro do significado dessas palavras. — Meu casamento? — Grito e finalmente acordo.
— Esqueceu que você vai se casar? Já faz dois anos. — Levanto da cama super confortável do Hotel holandês, e tomo um banho longo.
Depois do banho, visto um vestido azul-bebê e sapatilhas douradas, vou até um edifício preto, minha irmã disse que serei preparada e de lá vou para a igreja.
Depois de uma seção se massagem, Spa e outras atividades relacionadas ao tal ''Dia da Noiva'' que o edifício —que mais tarde descobri que se chama Edifício das Noivas — oferece. O cabeleireiro faz um penteado em minhas madeixas loiras prendendo-as em um coque deslumbrante colocando a coroa cravejada de diamantes em minha cabeça e um véu exageradamente branco. A maquiadora veio logo depois, pedi que ela me deixasse bem natural, passou um batom nude e uma linha dourada nas minhas pálpebras.
Quatro horas. A transformação acabou, minha mãe se emociona ao ver meu resultado.
— Você está linda
— Você também está. — Nós nos olhamos no espelho e sim, nós somos muito parecidas, acho que nossa única diferença são as marcas de expressões no rosto de minha mãe.
Entro no carro e vou até a igreja que fica em um lugar deserto, na Holanda existem campos de flores, mas de grama também. Espero trêmula a hora de entrar, pernas bambas, penso nas minhas decisões, será que é o certo á fazer? Quero mesmo me casar com ele?
— Está na hora, Holly.
— Já?
— Sim, deixa que eu te ajudo. — Ela segura a calda do meu vestido e escuto a música de fora da igreja, as portas se abrem, subo as escadas, Adam está com lágrimas nos olhos. Ele é um noivo bonito, mas seria ele o homem que eu amo? Viemos até a Holanda para um casamento que nem sei se eu quero? Minha mãe pega em meu ombro me puxando para frente para que eu ande, mas minhas pernas travam.
— Ande! — Ela murmura e solta uma risada nervosa, puxa meu braço, mas eu não vou.
A música já está no meio, nem entrei na igreja, minha mãe está tonta, Lori a pega pelo braço e a leva para beber água. Adam olha para mim e mexe a cabeça.
Respiro fundo. Não é ele que eu amo. Jogo o buquê no tapete, e desço as escadas, não e esqueço de tirar a calda do vestido, seria difícil correr com aquela coisa.
Corro pelos campos de grama, não quero olhar para trás, minha vida hoje fica naquela igreja, nesses campos eu vou encontrar o recomeço.
Corro até uma casinha e lá acho uma Kombi verde-oliva, um tanto quanto chamativa. Bato na porta de madeira e de lá sai um velhinho.
— Posso ajudá-la? — ele pergunta confuso. Deve estar assustado com uma noiva em sua porta.
— Aquela sua Kombi, por quanto você me venderia? — perguntei sendo totalmente direta.
— Ela não está a venda. — Eu finjo um choro tão sofrido que o velhinho se arrepende e diz:
— Tudo bem.
— Quanto é?
— É um presente de casamento para uma bela noiva.
— Obrigada, mas eu na verdade não me cas... — Holly sua burra! Quase perde o veículo!
— Como disse?
—Não... nada... — Gaguejo. Ele entrega a chave e avisa que o tanque está cheio. Ligo a Kombi e sigo á caminho do nada, pego a estrada e sigo viagem. Tem um rádio aqui. Está tocando uma música muito boa. Que poético! As estrelas fazem amor com o universo.
Duas horas depois, avisto uma placa na pista dizendo que a próxima cidade é Keukenhof, fiz as contas e chegarei lá daqui dez minutos. Penso em tudo o que aconteceu hoje, minha transformação, meu abandono ao casamento, até me lembrei de que não tinha dinheiro nenhum para oferecer ao velhinho. E, bom, por sorte tenho uma conta no banco com uns dez mil dólares que eu poderia converter em Euro (moeda circulada na Holanda).
Em Keukenhof vou até o banco e retiro dois mil da minha conta e depois troco moedas do meu país natal pelas do lugar onde estou, mas é claro que chamando atenção, afinal, não é todo dia que se tem uma noiva descabelada andando na rua normalmente. A cidade é linda e colorida, as flores dão um ar cheiroso para o lugar. Passo em uma lanchonete qualquer e como uma tal de Poffertjes uma espécie de panqueca bem doce com açúcar e manteiga. Vi quatro crianças comendo o mesmo prato que eu, estavam bem felizes, basicamente, me senti como uma delas, mesmo com tudo isso acontecendo, pode-se dizer que eu estou feliz.
A única coisa que ainda tinha comigo da minha antiga vida era meu celular, que estava em meu sutiã, um pouco que indiscretamente tirei-o e liguei. Assusto-me ao ver as trinta e nove chamadas perdidas de minha mãe, acho que ela deve estar um pouquinho brava demais. Pago a conta e procuro um albergue, uma coisa bem barata mesmo, só para passar a noite.
O albergue mais barato que eu achei foi de 20 euros (cerca de 27 dólares) bom, e sim, era horrível. O meu quarto cheirava chulé e eu tive que dividi-lo com uma velhinha que cheirava sabão e uma mulher de meia idade rabugenta.
No dia seguinte, saí vestida de noiva mesmo, não estava nem aí para o que os outros iam pensar, apesar do povo holandês ser bem hospitaleiro e não dizer nada sobre isso.
Keukenhof é a cidade dos famosos campos de tulipa. Nunca imaginei que conheceria-os e aqui estou eu, se não tivesse fugido daquele casamento acharia normal estar na Holanda.
Vinte minutos de viagem depois eu chego, é muito lindo, deixo a Kombi para lá e saio andando, bom, ontem eu tomei banho no hotel, e por sorte aquela mulher rabugenta me deu roupas de baixo que ela tinha acabado de comprar, eu disse que ia pagá-la. Os campos parecem mais um arco-íris, o que mais me chama atenção são as tulipas vermelhas, são lindas.
— Procurando por um buquê? — uma voz atrás de mim pergunta.
— Hã? — pergunto e depois me viro para saber quem é, nunca o vi na vida, pele branca, cabelos e olhos castanho-escuro, usava um chapéu preto — Na verdade eu fugi do meu casamento.
— Espontânea, fugir do casamento e sair andando por ai vestida de noiva. — ele ri das próprias palavras. Não respondo, apenas continuo andando.
— Hey, espera! Não sei seu nome.
— É Holly, Holly Edward. —Continuo andando.
— Você não quer saber o meu?
— Para que eu precisaria do seu nome?
— Não sei, talvez quisesse saber... Eu sou o Dolf, Dolf Müller.
Aceno com a cabeça e vou embora.
Vou fazer compras, compro algumas roupas íntimas, um vestido azul, duas sapatilhas, duas calças jeans e algumas blusas, acho que vou ficar aqui por um bom tempo. Ah, e não esqueci de comprar um par de roupas íntimas para a mulher do albergue.
Quando chego lá, entrego e ela fica grata.
— Onde está a velinha?
— Ela morreu nesta manhã. — Abaixo a cabeça e lembro do cheiro do sabão exalando o quarto.
Seis da tarde, e não tenho nada para fazer á não ser procurar por barzinhos em Keukenhof e acho um chamado Stroopwafel, deve ser bom.
Chego lá, é um barzinho típico holandês, descobri mais tarde que Stroopwafel é um tipo de waffle muito bom, e o provei. Uma bandeira da Holanda está pendurada em uma das paredes decorando o local, pessoas rindo de um lado para o outro bebendo suas cervejas. E um músico tocando e cantando, alías, acho que já o vi em algum lugar. Ele me encara.
— Essa próxima música é dedicada á Holly, Holly Edward. — Viro-me assustada, como é que ele sabe meu nome? Ah, acho que eu me lembro, o cara das tulipas vermelhas... Dolf.
Ele canta a mesma música do rádio da Kombi, só que em uma versão acústica com um violão e sua voz suave. As pessoas aplaudem e ele tem um intervalo, vem até mim, analisa a calça preta e o casaco azul e diz:
— Achei que da próxima vez que a visse, ainda estaria vestida de noiva.
— Você está me seguindo?
— Não, eu trabalho aqui, você que está me seguindo.
— Que poético, as estrelas fazem amor com o universo.
— Hã?
— A letra da música que você cantou.
— Ah... Vamos sair daqui.
— Você está trabalhando.
— O cachê daqui é horrível, e já fui pago. — Ele dá um gole na minha cerveja, pago a conta e saímos. Sentamos em um baquinho perto de um lago.
— Por que fugiu?
— Fugi do quê?
— Do seu casamento. — estava tão desligada do mundo olhando as flores que nem lembrava do meu quase casamento.
— Eu não o amava.
— E esperou até esse dia para perceber isso?
— Pois é. — abaixo a cabeça me lembrando da cena.
Ele pega em minha mão, e diz:
— Não queria te magoar.
— Não estou magoada, só pensativa. — Puxo a mão de volta para mim.
— Esse cenário é digno de um beijo, não acha?
— Sim, é bem româ... — não consigo nem terminar a frase, Dolf segura a minha cintura e me beija, quase caio do banco, um beijo tão doce com o gosto da cerveja que eu bebi.
— Isso é normal? Você conhece uma noiva que foge e dois dias depois do seu quase casamento você a beija?
— Tenho que admitir que tenho um certo fetiche por noivas fujonas.
— Eu nem te conheço.
— Mas o meu beijo você conhece.
— Já está na minha hora de ir, tchau. —levanto do banco, pego o meu celular e ando, sem olhar para trás. Até que o beijo dele não foi tão ruim assim.
— Espera! — viro-me e olho para ele — Você gostou do beijo?
— Vai te catar! — Vou pisando fundo até a minha Kombi.
No albergue a mulher de meia idade foi embora, só ficou eu lá naquele quarto horripilante. Já passa de duas da manhã, estou sem sono, pego o meu celular para ver alguma das mensagens.
— Que estranho por que a foto do Dolf está... — Espera aí, ele ficou com o meu celular! Que ódio, quando eu penso que eu nunca mais vou vê-lo na vida, eu deixo o meu celular com ele, o que será que eu tenho na cabeça?
Imediatamente o celular começa a vibrar e é o meu número, atendo bufando:
— Por que você pegou o meu celular?
— Acho que agora você tem o meu número.
— Não seja ridículo. Nesse celular tem a minha vida.
— Bom, tocaram alguns lembretes aqui. — tento me lembrar dos alarmes, das cinco gotas do meu remédio, do meu alarme para acordar ás dez.
— Acho que você esqueceu que hoje é dia de depilar as axilas e a virilha. — Coro quase que instâneamente.
— Aonde podemos ir para você me devolver o meu celular?
— Pode ser no café ao lado do bar. — Eu desligo e antes de dormir, poderia fuçar um pouco em seu celular.
O mais engraçado de tudo isso são as mensagens, as mulheres realmente gostam dele, mas em todas ele dá um fora. Vejo as fotos, esqueci de reparar um único detalhe em Dolf: ele é lindo. Não consigo parar de observar suas fotos. Deixe de ser boba Holly, ele é apenas um ladrão de beijos e celulares que tem um fetiche por noivas.
No dia seguinte, vou até o café. Observo uma imagem borrada em uma mesa próxima á minha, uma mulher e uma garota... Espera aí, aquelas são minha mãe e Lori. Elas olham para mim e Lori solta um grito. As duas me abraçam e eu escuto o sermão enorme de minha mãe.
— Mãe eu não o amava.
— Filha, ele é um ótimo homem. — Traduzindo essa frase para o vocabulário da minha mãe: ele é rico.
Uma coisa tão engraçada acontece, Dolf senta ao meu lado com tulipas vermelhas e me beija, minha mãe fica boquiaberta e eu me livro do beijo alguns segundos mais tarde.
— Olá querida, você esqueceu seu celular no apartamento.
— Você trocou o Adam por ele. — Ela enfatiza o ''ele'' se referindo á Dolf de uma forma humilhante.
— Mas ele... ele... — gaguejo. Dolf me abraça e sussurra:
— Confie em mim. — paro de falar e correspondo o abraço.
— Eu quero ir ao banheiro, você vem comigo Holly? — Lori me olha nos olhos e deu á perceber que ela só quer falar comigo. Levanto-me e deixo os dois lá, minha mãe quase que atirando nele com o olhar e Dolf com um ar descontraído.
Assim que ela fecha a porta fica eufórica e diz:
— Ele é lindo. Vocês decidiram fugir desde o casamento?
— Não é meu namorado. Como assim?
— Ele estava no casamento, é um primo do noivo.
— Sério?
— Sim
Saio do banheiro interrompo a troca de olhares entre minha mãe e Dolf e digo:
— Você estava no casamento?
— Bom... É uma longa história.
— Só me responde!
— Sim, eu estava, sou primo do Adam.
— Que traidor! Será que você não podia deixar minha filha se casar em paz? — minha mãe murmura.
— Quer saber? Nós estamos indo! — Jogo dinheiro na mesa o suficiente para pagar a conta e uma boa gorjeta para o garçom, pego a mão de Dolf e saio, entro na Kombi e ele senta no banco do carona. Cansei dessas briguinhas histéricas da minha mãe. Holly sua louca! Como você pega na mão desse cara e sai sem rumo?
— Quanta coragem a sua. Ele diz, mas eu apenas rio.
Chegamos nos campos das tulipas e caminhamos por lá, descalços na terra fofa, macia, imagino o tanto de escremento de vacas para ajudar a fertilizar as flores deve ter ali.
― Qual é o seu interesse em mim afinal?
― Bom, eu gosto de você, desde que te vi no casamento, seria desperdício casar-se com Adam, ele é um otário.
― Pelo menos ele não é um músico pé-rapado.
― Então era por isso? ― Ele acaricia as pétalas de uma das milhares de tulipas.
― Isso o quê?
― Você ia se casar por dinheiro?
― Não, minha mãe estava me casando por dinheiro.
― Ela me odeia então.
― Bom, pelo que eu acho, sim. ― Ele coça a cabeça depois me encara. Em uma fração de segundos começa a chover, pego um guarda-chuva, que estava na Kombi.
― Para quê isso? ― Dolf pergunta.
― Eu não quero me molhar.
― Uma das melhores coisas na Holanda é a chuva.
― E dai?
― E dai que você deveria senti-la
― Já disse que não quero me molhar.
― Você não é de açúcar. ― Ele puxa o guarda-chuva.
― Hey! Você vai perder meu guarda-chuva! ― A chuva me molhou meio que instantâneamente. Dolf jogou-o no horizonte e ele voou com o vento. Acabei de perder meu guarda-chuva!
― Dolf! ― Ele sai correndo e eu vou pegá-lo, mas ele corre muito mais rápido, em uma velocidade masculina que mulheres geralmente não conseguiriam alcançar.
Já estou encharcada quando ele diz:
― Eu acho que você está super sexy.
― Idiota ― Ele ri e eu pulo em suas costas, derrubo-o no barro e rolamos no chão sem tulipas. A chuva para, nos sentamos em um lugar bem raro (por causa da grama no chão).
Talvez eu tenha um pequeno fetiche por músicos pé-rapados que me beijam a força, mas apenas um deles, Dolf. Dolf Müller. Mas isso é só um talvez.
― Ah! Você não sabe que dia é amanhã! ― Ele diz do nada.
― O dia depois de hoje talvez? ― Respondo não entendendo nada.
― Amanhã é dia quatorze de fevereiro! ― Arco as sombrancelhas e ainda não sei do que ele está falando. ― amanhã é dia de São Valentim.
― Ah, o ''dia dos namorados'' na Holanda.
― Sim... E... Bom, já que eu me passei por seu namorado perto da sua mãe, eu acho uma boa ideia nós sairmos.
― Tudo bem. ― Hesito um pouco, mas acho que não é uma má ideia sair com ele amanhã. Uma hipótese: eu acho que sou namorada do Dolf.
― Afinal, aonde você está morando?
― Em um albergue que fede á chulé.
― Belo lugar... Não quer passar a noite no meu apartamento?
― Bom, eu não estava pensando nisso... ― Ele abaixa a cabeça, eu continuo ― Mas eu... eu acho uma boa ideia.
― Bom, vamos para lá buscar suas roupas.
Quando chegamos no apartamento de Dolf sou obrigada a corrigir o ''pé-rapado'' ele não é isso, tem um apartamento ótimo, com dois quartos, e a sala é muito bonita também, a cozinha mais ainda.
― Acho melhor você tomar um banho, pode ficar resfriada. Ah, a porta do banheiro não tem tranca... ― Eu bufo e digo:
― Se você abrir enquanto eu estiver tomando banho, eu chuto suas bolas.
― Tudo bem, bravinha, vou fazer o jantar.
Entro no banheiro e tomo um banho bem quente e demorado, esqueci das roupas, vou ter que me trocar no quarto, quando abro a porta Dolf grita da cozinha:
― Você tomou banho ou foi para a sauna? ― Não respondo, ele ri e me observa de toalha.
― O que você tá olhando?
― Você está mais sexy agora.
― Vai te catar!
― Americanos são bem mal educados, hein? ― Ele continua zombando de mim.
Coloco um macacão-pijama (nome que eu inventei para esse modelito) Dolf ri da minha roupa e diz que agora não estou mais sexy, solto um sorriso quase que imperceptível
― O que você fez? ― pergunto sentindo o cheiro da comida.
― Bitterballen.
― O que é bitbaly?
― Bitterballen.
― Não sei falar isso.
― Bolinhos de carne, você vai gostar.
Ele pega cerveja e nós vamos até o telhado do edifício dele. A cerveja holandesa é bem melhor que qualquer uma, acho que só não é melhor que a da Alemanha, é tão diferente e melhor, acho que virei alcoólatra nesses últimos dias. É tudo muito lindo, as luzes deixam a cidade maravilhosa, e as flores, ah, as flores são perfeitas, essa deveria ser s cidade mais romântica do mundo.
― Eu gosto de você, Holly.
― Isso é verdade ou você está tão bêbado que nem sabe o que está falando?
― Eu só bebi três goles e você está terminando a sua primeira garrafa.
― Bom, como alguém começa a gostar de outra pessoa tão rápido assim.
― Você não sabe, mas desde o seu noivado eu já estava pensando em você. ― Meu noivado foi há seis meses atrás.
― Isso faz seis meses?
― Não sei, não conto o tempo que eu gosto de uma pessoa. ― Ele me beija, e dessa vez eu correspondo.
Hoje é dia 14 de fevereiro! Dia de São Valentim, como prometido, disse que ia sair com Dolf. Tomei um banho e vesti uma calça preta e um casaco vermelho. Dolf disse que as pessoas saiam de vermelho nas ruas para representar o amor. Dolf me levou para o campo de flores e tivemos um almoço lindo, á tarde as crianças distribuíam cartões e nos entregavam.
Seis da tarde, estava quase escurecendo quando vi uma chuva de algo vermelho. Não entendi bem, mas depois que vi era pétalas de tulipas vermelhas e coraçõezinhos feitos de cartolina vermelha, um perfume ótimo.
― Essa cena seria digna de um beijo. ― Dolf disse e depois me puxou para si, repouso minhas mãos em suas bochechas e ele em minhas cinturas, sinto como se não tivesse ninguém, estamos em uma sala escura sem ninguém. O beijo termina, a euforia começa, todos os casais se beijaram, foi tão lindo, Dolf me beijou mais uma vez, acho que esse é o começo de uma história de amor clichê.
9 meses depois...
― Filha você não pode fazer isso!
― Mãe, escolha agora: Minha felicidade ou dinheiro. ― Ela hesita mas diz que é a minha felicidade.
― Mas Adam...
― Mãe, Adam não serve para mim, entendeu?
― Mas... ― Eu interrompo-a:
― Só me deixa ser feliz, tá? Eu estou feliz assim.
― Tudo bem, eu te amo e quero te ver feliz.
Ela pega em meu ombro e caminhamos pelos campos florido, quem eu amo, eu o amo, tenho certeza. Respiro fundo e começo caminhar até onde ele está, minha mãe beija a minha testa e me entrega para Dolf.
― Não vai fugir? ― Ele sussurra.
― Dessa vez não.
― Tem certeza?
― Sim.
― Holly Edwards, você aceita Dol...
― Sim, eu aceito.
― Dolf você acei...
― Sim. ― Nós nem deixamos o coitado terminar as frases. Agora somos só um, marido e mulher. Um beijo sela nossa união, pétalas de tulipas vermelhar chovem sobre nós.
Jogo o meu buquê e Lori pega, num sorriso tímido ela olha para Adam, e corre para beijá-lo, ninguém esperava por isso (só ele).
― Eu te amo. ― Dolf grita.
― Eu te amo. ― Grito em resposta.
Dançamos a noite toda, e bom... Esse é o meu final feliz. A história de amor clichê continua, mas o limite de 3666 palavras está acabando.
Notas finais
Reviews PLEEEEEEEEASE :3
Beijinhos Melados de mel hahaha
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