Emotions: O Segredo da Corrente

15 Capítulo 14: Harry Bisbilhoteiro.


Notas iniciais
Então.. Prometi na terça né? heehehe )=

Capítulo 14: Harry Bisbilhoteiro.

A última semana de aula foi tensa e quieta. Harry ignorava Hermione e Ron o máximo possível e todo tempo estava com Ginny, o que fazia os casais de amigos não se falarem. Em alguns momentos Ginny falava com Hermione, e a castanha sentia uma imensa vontade de contar todos seus problemas para a sua amiga, mas sabia que não podia...

Neste último dia de aula os casais sentaram juntos nos vagões como sempre, mas foram calados a maior parte da viagem. Os poucos momentos que não foram ocupados pelo silencio, fora graças a Ginny que comentava alguma coisa com Hermione que respondia normalmente, mas infelizmente não conseguiam levar o assunto a diante.

O trem parou. E este era definitivamente o último dia deles em Hogwarts. Todos os alunos começaram a sair dos vagões a caminho da saída do trem, porém os quatros não se moveram. Quando Neville passou pelo vagão dos amigos ele abriu a cabine e pediu para conversar com Ron.

— Cara, podemos conversar aqui no vagão do lado. – ele deu uma olhada meio torta. – A sós de preferencia, ali está vazio.

— Hm, quanto mistério. – brincou Ginny.

— Ah, Ginny deixa eles. – disse Hermione rindo. – Eles querem se amar um pouco.

— Ah, sua boba. – Ron sorriu e deixou um intenso beijo na sua namorada. – Já volto. Me esperem aqui, assim que terminar a conversa com Neville vamos todos juntos, ok?

Os amigos assentiram e caminharam a saída.

— O que aconteceu naquele dia do banheiro, hein? – ele perguntou cauteloso – Estou pra te perguntar isso há cinco dias, desde que aconteceu.

— Ah cara... – ele abriu um sorriso forçado – Era só o Malfoy me irritando... Mas, ahr.. Eu estou tão cansado psicologicamente, sabe? Este ano era ano de descanso e aconteceu tantas frustrações... Estou mais irritado que o normal esta é a verdade. E aquele palerma estava me provocando e sei lá, cara. – ele gaguejava e em nenhum momento olhou nos olhos do moreno, o que fez o garoto perceber na péssima desculpa do ruivo.

— Hm, tudo bem. – Neville abriu o sorriso e colocou a mão no ombro do amigo – Se não sente confiança em mim para contar a verdade, quem sou eu para te obrigar não é. – E ele saiu deixando o ruivo sozinho.

“Por esta não esperava.” – pensou o ruivo.

— Vamos? – perguntou Ron aos amigos que o esperava.

Ao sair da cabine os amigos encontraram Draco e Blaise na saída o que fez Ron ferver e Harry também.

— Ah! – falou Draco olhando fixamente nos olhos de Hermione. Não era um olhar que todos compreenderiam, na verdade, era um olhar que só ela entendia. – Blaise, esqueci um negocio lá na cabine da parte do vagão da Slytherin.

— O quê? – perguntou o amigo do loiro. – Precisava mesmo dizer? Somos Slytherins cara, que idiotice.

O loiro o ignorou e caminhou para onde estava vindo.

— Ah, — Hermione abriu um sorriso. – Vejam só como é minha bexiga. Preciso ir ao banheiro. Vão na frente, depois encontro vocês lá. Estou apertada! – e ela saiu correndo fingindo estar desesperadamente necessitada.

Os amigos seguiram em frente, porém, sem Ron e Ginny não notaram que Harry se desmembrou do grupo, e com a capa da invisibilidade, seguiu caminho que Hermione e Draco foram.

POV Harry On

Ron poderia dizer o que fosse, mas eu sabia que Draco estava envolvida com alguma coisa entre os dois. Apesar de eu realmente ter confirmado que Lavender estava na enfermaria, Draco havia agido muito estranho naquele dia da biblioteca. E naquele dia do banheiro, ele falou coisas estúpidas sobre a Hermione, sei que é mentira, mas... Por incrível que pareça aquilo me incomodou de um jeito como se fosse verdade.

Não pude resistir. E mais esta agora. Deu pra perceber nos olhos de Draco que aquele “vagão da Slytherin” fora um código ou sinal ou sei lá que merda mais. E depois Hermione sente do nada com uma vontade enorme de ir ao banheiro e segue o caminho de Draco sendo que teria um banheiro próximo à saída. Hermione nunca soube mentir.

Não sei como Ginny não notou e ter me separado dela. Ron eu até compreendo ele nem tem coragem de olhar nos meus olhos – outra coisa que prova que ele está mentindo – agora minha ruivinha estava do meu lado. Bom, se bem que ela anda muito dispersa e lenta ultimamente. Não se se é efeito da gravidez ou da pressão emocional que nós andamos vivendo.

Se já não bastava sete anos caçando alguma maneira de destruir Voldemort me vem agora pegadinhas do amor pra cima de mim. Será que não posso descansar um pouco?!

Peguei minha capa, joguei por cima de mim, e entre no vagão que eles estavam. Os retardados deixaram a porta aberta o que foi mais fácil pra mim, óbvio.

— Então vocês vão se casar? – perguntou Draco bem próximo a Mione que olhava fixamente nos olhos dele. – Eu... Eu ainda não aceito.

— Culpa sua, Draco. – ela foi ríspida. – Nós ainda estaríamos juntos se não fosse suas falas naquele dia...

Juntos? Juntos! Mas que porra é esta? Não posso acreditar... Hermione... Não, ela é muito inteligente para isto.

— Ah, não sabe como me arrependo disto... Se pudesse voltar atrás eu nunca teria dito aquilo...

Eles ficaram em silêncio se encarando e depois pude ver as lágrimas enchendo nos olhos de Mione. Aquilo me irritou. Queria socar a cara dele agora, mas ainda sabia muito pouco e torcia para eles falarem mais.

— Foge comigo, por favor... – ele sussurrou tão baixo que mal pude ouvir. Ele colocou a mão no rosto dela ao dizer isto e se aproximou mais do rosto dela. Já não a encarava fixamente, na verdade seu olhar intercalava entre os olhos a boca dela.

— Não, Draco. – ela choramingou e fechou os olhos deixando as lágrimas caírem. – Será que não compreende... – ela colocou uma de suas mãos agora no braço em que ele estava com sua mão do rosto dela, e ele se aproximou mais dela ainda.

— Eu te amo boba. Nunca amei ninguém. Nunca senti este sentimento. Nunca senti algo tão puro. Perdoa-me por ser tão covarde... – os olhos deles encheram de lágrimas também. Aquilo me estressou mais ainda. Não era possível que ele poderia se tão sonso a fingir que estava apaixonado por ela. Não acredito que Hermione acreditou! – Ser tão... Inerme... – Ele se aproximava aos poucos — Seu inerme...

Eles praticamente estavam se beijando – eles iam se beijar! Senti meu corpo ir pra frente e socar aquela cara nojenta dele naquele momento, mas me segurei, e bati meu corpo contra a parede do trem.

Draco que já estava com seus lábios encostados no dela se afastou – não se beijaram – e olhou para onde eu estava. Sua expressão fácil mudou ligeiramente, e seu olhar não parava quieto, ele examinava todo o lugar.

Ele tirou a mão do rosto dela — até que enfim! – e fechou os punhos ficando com o olhar sombrio de sempre. Com um sorriso cínico na cara, fechou os olhos e os punhos.

— Potter. – ele rosnou. Meu coração gelou. Mas meu sangue ainda estava fervendo de ódio.

— Harry! – Hermione se virou para onde eu estava também, parece que ao perceber que eu estava lá ficara mais triste... Ou talvez envergonhada.

Meu coração doeu ao ver a cara de Mione. Me senti mal por tê-la machucado, mas não me arrependi de ter ido lá.

Tirei a capa e quis olhar protetor para Hermione com tentativa de confortá-la, mas sem perceber já estava encarando-o com tanto ódio nos olhos que praticamente lançava maldições da morte por eles.

— Harry! – ela gritou novamente chorando. Sua voz estava frágil e trêmula e podia sentir o nó na garganta por ela. – Por que nos seguiu?

— Por que mentiu? – perguntei balançando a cabeça e agora olhava pra ela. Pude sentir meus olhos encherem de lágrimas também. – Eu não compreendo... Pensei que amasse Ron que...

— Eu o amo! – ela me interrompeu. – Mas ele tinha me trocado pela Lavender e... Eu... – ela chorava cada vez mais.

— Ahr! Idiota. – reclamou o loiro. – Me procure se mudar de ideia... E acredite nas minhas palavras quando digo que te amo. – ele se virou e foi embora.

— Harry... Por que... – ela chorou mais. Colocou as mãos na cara. Não sabe como me senti culpada. Bom, a culpa não era minha, e sim do Draco. Não conseguia pensar em nada para dizer, só tinha perguntas em minha mente, que não queria fazer agora por causa do estado em que ela estava, iria piorar tudo. Apenas a abracei e beijei sua cabeça. – Eu não queria mentir. – sua voz saiu abafada pois sua boca estava encostada ao meu peito. – Prometo que te explicarei a história toda.

— Quando? – falei mais que depressa. Sei que prometi a mim mesmo que não diria nada, mas não me aguentei.

— Um dia. – ela falou me largando e secando as lágrimas. – Não posso prometer que ele seja breve. – ela sorriu sem graça, virou-se e foi embora sem me esperar.

POV Harry Off

Os dois procuraram seus amigos separados porém acharam eles ao mesmo tempo. Ginny e Ron pareceram mais aliviados em tê-los achado, os dois ficaram longe por pelo menos meia hora, e Harry sumiu sem nem ao menos avisar.

— Droga, Harry, onde estava? – brigou Ginny — Me assustou.

— Que xixizão, hein. – zombou Ron rindo.

— Ridículo! – Hermione riu envergonhada e beijou seu namorado. – Eu namoro um crianção!

— É, xixizão. – repetiu Harry com um sorriso forçado olhando para Hermione que respondia a ele com os olhos também. Ela ficou meio sem graça, mas disfarçou beijando o ruivo.

Eles caminharam um pouco assim que saíram da estação, e foram para uma zona que tivessem menos trouxas. Depois disto aparataram para o quintal dos Wesley.

Agora era sério. Teriam que contar toda a verdade. E toda a mentira.

Notas finais
Minha ideia é tentar reviver a Ginny e o Harry. Eles estão muito apagadinhos na fanfic e tals.. MANDEM REVIEWS PRECISO SABER O QUE ESTÃO ACHANDO!
Obrigada, e beijos. Até sexta.