Emotions: O Segredo da Corrente
11 Capítulo 10: Novos Problemas
Notas iniciais
Capítulo 10: Novos Problemas
Depois de horas juntos dentro daquele quarto, Harry e Ginny entraram e atrapalharam o casal que acabara de se reconciliar.
— Ronald, dá pra acender a luz? – falou Harry.
A luz se acendeu. Harry e Ginny viram Hermione deitada abraçada ao ruivo que também estava deitado e tinha o braço em cima de seus ombros. Eles estavam visivelmente mais felizes.
Harry abriu um sorriso enorme ao ver os amigos juntos de novo, E Ginny também, mas ao contrario do Harry que disse: ‘finalmente’ a garota disse:
— Se você não fosse tão estupido, e tivesse terminado com a piranha há mais tempo, já poderia estar com ela há mais tempo. – falou a garota. Ela abriu um sorriso, e deitou do lado dos dois.
— Ei, Ginny esta cama muito mal cabe um. – falou o irmão.
— Está me chamando de gorda? – brincou a garota.
— É tão bom ver esta cena! – falou Harry fingindo estar emocionado. Harry se jogou em cima de Ron, e os quatros estavam em cima da cama rindo.
— A cama vai acabar quebrando assim! – falou Neville entrando no quarto.
Dito e feito. Quando Neville terminara sua frase a cama se espatifou no chão. Os quatro amigos se assustaram, e depois de perguntarem um ao outro se estava bem, começaram a rir.
- UMA SEMANA DEPOIS –
Hermione olhava para Draco de longe com um pouco de repugnância, mas sempre que ele parecia olhar para ela, ela virava a cara, e continuava a conversar com seus amigos.
— Ah... – ela arfou se sentindo mal. – Estou... Ah, que coisa nojenta.
— O que foi Hermione? – perguntou Harry. – Você ficou pálida de uma hora para outra.
— Eu estou enjoada... – ela falou arfando. – Droga... – a garota levantou correndo direto para o banheiro.
Ron foi atrás dela na mesma hora, e logo atrás deles foram Harry e Ginny.
Quando Ron chegou ao banheiro ouviu Hermione vomitar, o que deixou ele um tanto enojado e preocupado.
Quando ela saiu do banheiro e foi até a pia lavar sua boca e passar uma água no rosto, Ron foi até a ela ver o que ela tinha. Sua preocupação era visível para qualquer um.
— Mas o que você tem amor? – perguntou ele colocando a mão em sua testa. – Você nem comeu nada hoje no café da manhã.
— Sei lá, só estou mal. – ela disse. – Acho que comi muito pudim ontem, ou sei lá! Vou melhorar...
— Tem certeza? – perguntou Harry que também já estava lá, com Ginny.
— Ah, é melhor eu ir embora. – disse Ginny meio tonta. – Este cheiro está me enjoando também. Antes que tenha duas vomitando, vou embora. – e ela se foi junto com o moreno.
— Vou ficar bem... – falou Hermione. – Sério...
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Ela estava de baixo da árvore junto com Ron, apenas abraçado a ele, e ele fazendo-lhe cafuné apreciando a tarde.
— Eu tenho que falar com a professora Minerva, Mione. – ele disse. – Tirei notas muito baixas, e então ela disse para eu ir falar com ela nesta tarde... Tenho que ir, mas depois a gente se encontra lá no quarto, certo? – ele a beijou e foi embora.
Ela continuou ali, sem fazer nada. Só estava pensando nas coisas, até que alguém lhe fez uma surpresa.
— Estava passando mal de manhã cedo. – falou o loiro aparecendo atrás da árvore, e se sentando ao lado dela. – Está melhor agora?
— O que você quer? – ela perguntou um tanto esnobe, porém seu coração estava acelerado ao ouvir sua voz. – E como sabe que eu estava mal?
— As noticias correm. – ele disse. – E quero saber se você está bem?
— Melhor impossível. Só isso?
— Não. – ele respondeu olhando para seus pés. – Está namorando o Weasley, né?
— Estou. – ela respondeu. – Acho que finalmente conseguimos ficar em paz. Lavender nem se quer ousou dizer oi para nós.
— Hm... – ele olhou para cima e ficou mirando o horizonte. – Então é isso? Vai ter sua família com sete filhos e uma casa pequena?
— Por que você não vai embora? – ela olhou para ele, com raiva, mas estava quase chorando. – Quer saber? Deixe que eu me vá. – ela levantou e indo embora antes que pudesse chorar.
— Hermione... – ele a segurou pelo braço. – Por favor... – ele viu as lágrimas transbordarem em seus olhos castanhos claros, e aquilo fez seu coração apertar pois sabia que era sua culpa. – Veja só... Se pudesse ver seu olhar... Dá pra ver pelo brilho apagado de seus olhos que ainda me ama... Que não quer Ron contigo pelo resto da sua vida que...
— Eu o amo! – ela se exaltou puxando seu braço e se afastando. Ela fechou seus olhos e todas as lágrimas saíram de seus olhos. Quando os abriu novamente seus olhos estavam quase seco e refletiam o ódio e repugnância que ela sentia naquele momento. – Eu nunca te amei. Você estava certo em não acreditar... – e ela foi embora antes que ele pudesse detê-la novamente.
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— Eu não acredito! – gritou Ron entrando no salão de Gryffindor. – Você é maluca ou que garota?! – ele olhava para a garota loira que ficara satisfeita pela reação do ruivo, porém se fez de mal entendida.
— Mas o que eu fiz? – ela fez cara de assustada, a vadia sonsa.
— Não seja cínica. – ele disse entre os dentes. – Você quer que eu grite, ou quer ir para um lugar onde tem menos gentes? – ele estava visivelmente irritado.
— Pois diga aqui. – ela abriu um sorriso. – Não fiz nada mesmo...
Ron fechou os punhos e respirou fundo. Olhou a redor, e viu sua irmã e seus amigos, e sua namorada olhando assustados. Ele subiu em cima de uma poltrona e então disse:
— Muitos! – ele aumentou a voz para que todos prestasse atenção nele. – Não souberam, mas nossa querida amiga Lavender Brown disse que esperava um filho meu. – A garota se contorceu na cadeira, e os que já sabiam continuaram a ouvir, aqueles que não sabiam ficaram extremamente surpresos. – Bom! Era mentira... E agora... Ela contou pra minha mãe! – a última frase ele disse aos berros. – VOCÊ ESTÁ MALUCA?! – ele desceu da poltrona – Minha mãe não podia saber...
— O quê? – Ginny se levantou da cadeira onde estava e foi para o lado da irmã. – O que você tem na cabeça! Sua retardada...
— Acho... – disse Hermione. — Que deviam ir para o quarto e conversar isso a sós...
Ele puxou a garota pelo braço e foram para o quarto onde só havia eles.
— Por que você fez isso? – ele mostrou a carta da mãe para ela.
— Você fez a escolha Ron. – ela nem se poupou em ler a carta. – Ou me tinha ou sofreria as consequências... Aguente estas agora. – ela virou – Ora, ora... Você teria que contar se eu realmente estivesse grávida... – ela riu vencedora e foi embora.
Ele se sentou com lágrima nos olhos e com o ódio dentro de si, que não podia controlar. Depois de algum tempo Harry, Ginny e Hermione entraram no quarto e perguntaram o que aconteceu.
— Essa filha da puta... – ele mostrou a carta.
A carta no início tinha a letra de Lavender, e estava escrito no pergaminho:
Parabéns vovó Molly! Ron vai ser papai.
E mais a baixo tinha a letra de Molly, no entanto, pareciam mais rabiscos do que letras, escrito:
O que quer dizer com isso Ronald Weasley? Explique-me.
— Eu vou matar esta garota! – gritou Ginny. Porém ela ficou tonta, e se acalmou.
— Por que ela fez isso? – falou Ron entre os dentes. – Não tem como eu explicar isso agora para minha mãe! Não tinha nem ideia de como ia explicar quando eu disse que: ‘mãe tenho algo muito importante para dizer, mas não sei se vai gostar’. E agora me faz isso...
— Ei... – falou Hermione pegando seu rosto com as mãos. – Você vai superar esta, viu? Vamos superar esta. E todas que vierem pela frente, como fizemos todos estes ano. – e ela lhe deu um selinho, embora bobo, sincero e doce.
Ele abriu um meio sorriso, e a abraçou.
- TRÊS SEMANAS DEPOIS –
Hermione não acreditava que aquilo era possível. Mas ela vira com os próprios olhos. Suas suspeitas já estavam comprovadas serem reais. O mínimo que ela podia fazer era chorar... Ali de baixo se sua árvore favorita.
— O que você tem Mione? – perguntou o ruivo preocupado. – Está chorando... Por quê? – e ele a abraçou.
— Me perdoa...? Me perdoa...? Me perdoa...? – ela ficou repetindo aquelas palavras chorando e soluçando, deixando o coração do garoto cada vez mais triste e doloroso por ver sua amada triste. – Por favor... Só prometa que me perdoa! Eu estava com a cabeça em outro lugar e...
— Ok! – ele garantiu. – Seja o que for eu te perdoou, porque afinal eu te amo. – ele a abraçou mais forte. – Agora só me conta o que aconteceu...
— Tá... – ela secou as lágrimas, porém foi em vão, pois outras voltaram a cair. – Eu fiquei tão louca quando você começou a namorar a Lavender, que tudo me estressava e bom... Draco se aproveitou para me irritar, e então ficamos de detenção. Você já conhece esta parte... Só que... Ficamos juntos e sozinhos várias vezes... E eu estava com raiva de você, e depois que Lavender disse que você ia ser pai, eu fiquei pior e... E...
— Você... – Ron respirou para colocar seus pensamentos no lugar. – Você o namorou não é isso?
— Mas do que isso, Ron... – ela secou as lágrimas, e tinha um nó em sua garganta. Seu rosto estava extremamente vermelho de tanto chorar. – Eu até pensei estar apaixonada por ele, mas no mesmo dia você se declarou pra mim, aí percebi que ainda o amava.
— Ahr... – Ron respirou fundo de novo. Todas as palavras da garota fora como uma faca em seu peito. – Isso me dói ouvir muito, Hermione. Mas... Prometi de perdoar, não é? – ele forçou um meio sorriso.
— Não... – ela grunhiu. – Você não vai me perdoar... É mais do que isso...
— Hermione, fica calma, eu já disse que te perdoei. – e ele beijou sua testa. – Calma, agora eu estou aqui...
— Não, Ron! – ela parou de abraçar ele. – Não foi só beijo... Eu dormi com ele. E não foi só uma vez... Foram várias!
O coração do ruivo doía muito, e também estava começando a ficar com raiva, porém ele respirou fundo e manteve a calma.
— Ok... – ele arfou num sussurro trêmulo com nó na garganta. – Eu ainda sim te perdoo. Eu namorei a Lavender e você o Malfoy. Ambas fizeram péssimas escolhas! – ela abriu um sorriso tentando melhorar o humor da garota, mas fora em vão. — E É passado! – ele disse. – Vamos esquecer!
— Não tem como esquecer... Agora também é presente. Não é tão simples.
— Claro que é simples. Se não é, me explique.
O ruivo ficou calado esperando a resposta dela, e então ela disse:
— Eu estou grávida, Ronald.
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