Emma Mills?
3 Explicações e um começo
Notas iniciais
Explicações e um começo...
Nenhuma palavra saiu da boca da Rainha por algum tempo, a loirinha esperou seu tempo, apesar de curiosa e de não demonstrar, sentia medo da resposta, de ser mandada longe de onde estava, havia apreciado estar à companhia de certa morena, verdade seja dita, a mulher era diferente de qualquer pessoa que seus pequeninos olhos já tenham avistado, e isso se devia a vários fatores, e não era apenas por sua beleza tão única, ou o poder que parecia lhe emanar quase como que involuntariamente.
Seus olhos eram o que mais a fazia diferente na opinião de Emma, ah, os olhos possuía esses sim eram muito apreciados, cobertos por tanto carinho que pareciam lhe abraçar, mal podia descrever a sensação de olhar naqueles orbes, pois, foi a primeira vez que sentiu a sensação de ser amada verdadeiramente, de estar onde deveria estar e que estava segura, protegida, teria ela encontrado o lar que tanto quis e que lhe foi negado tantas vezes? Alguém finalmente teria visto suas lagrimas durante as frias e solitárias noites no orfanato? Nesse momento a loirinha desejou com todas as forças que a resposta fosse sim enquanto observava seu semblante cuidadosamente neutro, absorvendo seu aroma, pois de uma coisa tinha certeza, mesmo que fosse embora, ao menos uma lembrança dela e de seu aroma tão acolhedor queria guardar.
Os pensamentos eram conflitantes na cabeça da Rainha, mesmo assim, ela tomou cuidado em manter sua expressão neutra por fora, não demonstrar emoções lhe era algo comum após tantos anos “praticando” pensou com amargura a jovem Rainha.
Eram tantas coisas passando por sua cabeça ao mesmo tempo, tantas possíveis respostas, sendo a maioria descartada por ela, o que diria? Como diria? E se ela não me aceitar? Se quiser ir embora? Poderia ela dizer a verdade? Mas como uma criança tão pequena podia entender o que aconteceu quando a própria não conseguia entender totalmente? Seria ela capaz de amá-la? De querer ficar com ela? A Rainha esperava que sim, já amava demais aquele bebê, e queria ser amada por ela.
Esperava não desapontar “sua” Emma, o enegrecido coração da Rainha retorceu-se ante tal pensamento, não, daria sua vida para jamais machucar seu presente. Com o coração atormentado pela duvida, Regina começou a falar, decidida pela verdade.
— Já era tarde da noite, eu estava trabalhando em meu escritório quando ouvi a campainha tocar. – começou a Rainha, preferindo omitir o que estava fazendo, não queria que seu bebê soubesse que estava bebendo, ainda era cedo demais para ela descobrir essa parte tão ruim do mundo, mal sabia ela que a pequena Emma havia experimentado esse lado, não que houvesse bebido, mas seus pais adotivos bebiam “socialmente” e os havia visto bebendo.
— Ao abrir a porta, inicialmente não vi ninguém, e quando olhei para baixo, vi uma linda bebê enrolada num fino cobertor.
— Eu. — pontuou a loirinha.
— Sim. — respondeu-lhe Regina com voz suave.
— E como eu fui para lá?- questionou a loirinha.
— Não sei dizer meu amor- respondeu por fim a Rainha olhando nos olhos de Emma – Como já disse, era tarde e você estava com frio, então a peguei nos braços e te trouxe para dormir no meu quarto.
— Cuidou de mim- disse olhando nos olhos da morena, sua voz continha agradecimento genuíno, quando a Rainha iria dizer algo foi surpreendida ao ser abraçada por Emma. – Obrigada – disse deixando a Rainha sem saber o que dizer então a mesma apenas retribuiu o carinho.
Emma separou-se da morena depois de alguns minutos lhe dirigindo o sorriso mais verdadeiro e carinhoso que a Rainha já havia recebido.
— Não precisa agradecer meu amor. – Regina acariciou seu rostinho retribuindo com um sorriso que não mais sabia ser capaz de dar, com carinho e calor.
— O que vai acontecer comigo? – perguntou incerta.
— Ficará comigo, — falou um tanto rápido e se recriminou logo, afinal, a decisão deveria ser de Emma, e ela iria respeitar sua vontade. — se quiser é claro. — corrigiu com voz incerta.
— Quer ficar comigo? – perguntou com adoração nos olhos.
— Sim- afirmou a Rainha.
— E não vai me abandonar? – perguntou com os olhos marejados.
— Nunca vou lhe abandonar- disse com firmeza olhando nos olhos de Emma. — Você gostaria de morar comigo Emma?
Recebeu como resposta uma Emma muito feliz jogando-se sobre ela num abraço forte.
— Sim, sim, sim! – disse toda feliz.
— Tem certeza amor? Não sou perfeita e as vezes sou muito rígida.- a garotinha se afastou um pouco para olhar a Rainha e disse séria.
— Ninguém nunca me quis de verdade, a diretora do orfanato disse que meu pais me abandonaram, os Willian me abandonaram também porque teriam um bebê- disse com lagrimas nos olhinhos- não tinha mais lugar para mim na vida deles, mas você me quis não é? E não vai me abandonar não é? — perguntou com a voz entre esperançosa e temerosa.
— Nunca meu amor- disse tocada pelas palavras da pequena, sentia vontade de acabar com as pessoas que machucaram sua Emma.
— Então eu não me importo se for rígida, seja lá o que isso quer dizer, mas você me querer perto de você é o que me importa, também quero estar perto de você. – terminou sorrindo sendo abraçada pela Rainha.
— Eu vou cuidar sempre de você Emma, só me dê uma chance.
— Posso dar quantas quiser. — sorriu doce — To com fome- disse Emma quebrando o clima e fazendo a Rainha sorrir de seu jeito espontâneo.
— Acho melhor ir preparar seu desjejum então, o que você quer comer?- perguntou sentando-a em seu colo.
— Posso mesmo escolher?- perguntou com os olhos pidões recebendo um aceno de cabeça da morena. – hmmmm- disse fazendo uma carinha fofa de dúvida- Pode ser chocolate quente com canela e panquecas? – fez uma carinha de pidona.
— Se é o que quer, então teremos chocolate quente com canela e panquecas. – disse fazendo a garotinha pular de entusiasmo e sair do seu colo pegando sua mão a puxando.
— Vamos! Vamos!
— Calma amor, alguém tem que escovar os dentes e se preparar para o dia antes. — a mais velha falou fazendo a pequena suspirar impaciente.
— Tudo bem, mas se apresse, to com fome.- disse se sentando na cama balançando os pés, como se não fosse com ela.
— Eu estou falando de você também. — Emma arqueou a sobrancelha como havia visto Regina fazer mais cedo.
— Eu? – disse se fazendo de desentendida.
— Sim você! — afirmou fazendo cara de "é obvio".
— Mas já estou pronta para o dia! – disse tentando se livrar.
— É mesmo? Não lhe vi escovando os dentes mocinha! — pontuou a Rainha em desafio.
— Por quê? Meus dentes estão limpos e lindos olha- disse sorrindo grande para mostrar seu ponto de vista.
— Porque deve se escovar os dentes todos os dias. — Regina arqueou a sobrancelha se divertindo com as respostas que a loirinha lhe dava.
— E porque tenho que escovar meus dentes todos os dias? Não vejo necessidade de torturá-los todos os dias!- disse com os braços cruzados. Regina achava fofa toda essa manha da pequenina, mesmo assim, tinham um dia longo pela frente tinha tantas coisas a comprar, afinal, Emma não tinha nada fora à roupa em seu corpo, além de ter de conversar com Gold, mesmo contra sua vontade, era necessário se desejasse ficar com Emma, e de uma coisa Regina tinha certeza, ninguém lhe separaria de seu presente.
Sendo assim a pegou no colo a levando para o banheiro enquanto ia lhe explicando
— Precisamos escovar sempre os dentinhos porque existem muitos bichinhos invisíveis...
E assim nascia uma relação pura, que duraria para sempre, pois uma foi destinada a outra. A Rainha ao lado de Emma não sentia-se mais como tão temida Evil Queen, sentia-se apenas como Regina, como se o tempo tivesse voltado e estagnado no momento onde ela era a Regina pura e inocente que Daniel conheceu, com a qual Snow conviveu, mesmo sendo pouco o tempo com ela assim, sentiu acima de tudo que naquele momento, ser apenas ela era mais que suficiente.
Sentiu que finalmente era amada.

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