Emma Mills?
30 Epílogo
Notas iniciais
Epilogo
O sol despontara num calor acolhedor naquele dia, abrandando o frio congelante daquela noite, a primeira da família finalmente completa. Os raios laranjas despertaram os olhos da Rainha, perdendo para o brilho absurdo presente no rosto alvo da morena.
Sem demora um sorriso largo foi se abrindo nos lábios rubi, Regina suspirou aproveitando o calor irradiando de Emma lhe abraçando por trás de forma tão protetora. Fora uma noite memorável, faziam poucas horas, como podia sentir que aquele pequeno ser no outro quarto já era tão seu?
Parecia não ter pertencido a ninguém mais. Que o carregará em sua barriga tal instinto materno e protetor sobre a prole. Perderá a conta de quantas vezes levantará para conferir como Henry estava, até mesmo para garantir não ser fruto da imaginação.
Impossível não admirar o pequeno ser roncando baixinho agarrado aos travesseiros e cobertas. Tão espaçoso quanto Emma ainda era, sorrirá ante ao pensamento. O narizinho arrebitado e tão pequenino, a boquinha parecia tanto com a sua, aqueles pezinhos chutando o nada lhe encantava, arrumará as cobertas tantas vezes quanto beijou a testa do menino. Seu menino.
Sabia estar exagerando mas nada lhe tiraria do modo mãe coruja. Era a primeira noite de Henry junto a elas, estava em seu direito garantir que ficaria bem. E ele sempre ficou, assim Regina voltava para os braços da mulher amada.
Beijara suavemente Emma colocando um travesseiro em seu lugar, banho tomado e roupa trocada, sairá em passos silenciosos do quarto, verificando Henry, junto a mais uma arrumada nas cobertas com direito a carinho nos cabelos pretinhos antes de se dirigir a cozinha.
O sentimento de plenitude lhe fazia quase flutuar andando na cozinha enquanto preparava suas famosas panquecas, o tão amado chocolate quente com canela aos três. Sim. Aprenderá a amar a bebida durante a ausência de Emma, parecia trazer a loira para perto sempre que bebia. Mesa e refeição prontas antes de poder ouvir passos na escada.
Quase morrerá de tanto amor quando um Henry com biquinho era carregado por uma Emma explicando a importância de escovar os dentinhos a ele. Agora Regina tinha certeza que a loira sabia o trabalho tido com essa tarefa.
O biquinho fora esquecido por Henry quando vira a Rainha caminhando até eles. Abrindo o mesmo sorriso largo dado a loira mais cedo naquela manhã, jogará todo o corpo sobre Regina sentindo o cheiro característico de maçã que lhe trouxe tanta proteção.
Aquele riso doce de criança se espalhará pelas paredes da cozinha quando Regina encherá o rosto magro do menino de Beijos e cheirinhos, tal como seu papel de mamãe babona sugeria, rindo junto os olhos marrom fitaram o largo sorriso da loira.
— Bom dia meu príncipe. — falou com voz tão doce para o menino, derramando amor nos ouvidos e coração daquela criança tão sofrida vendo as covinhas aparecerem inocentes. — dormiu bem meu amor?
Perguntou suave dando um selinho na loira antes de ouvir a voz do menino que conquistará de forma irrevogável seu coração.
— Floi a noiti mlaisi qulentinha de toudas. Sem fio. Taum confotlavel, nlem sabia comu tera boum dolmi na clama. — falava com os olhinhos cheios de adoração e gratidão para as mulheres, apertando o coração delas em como o menino estava feliz com tão pouco. — Obligada. — terminou corado mexendo com a camisa de pijama.
Estava temendo o momento em que seria posto para fora daquela casa tão quentinha, onde estaria longe dos braços protetores das mulheres, o aroma gostoso de comida recém feita, elas eram a realização de tudo aquilo que pedirá. Não queria se afastar nunca daquele lugar.
Pela primeira vez na vida estava sentindo como era estar junto a uma família de verdade, como aquelas vistas por seus olhinhos pequenos nos parques, quantas vezes desejará aquele abraço cheio de amor, os beijos ofertados para as crianças mimadas e elas os desprezavam sem nem imaginar a sorte que tinham.
Mesmo que fosse devolvido as frias ruas naquele exato momento, teria válido a pena somente por aquela noite, para uma criança como Henry valeria só pelos abraços e beijos recebidos. Queria tanto essa família, abraçar a morena com cheiro de maçã todas as manhãs, brincar junto a loira todos os dias.
Dormir no quentinho e ter comida uma vez ao dia já estava bom demais para ele. Mas quando via as duas as achava tão perfeitas e reais, imaginava o que iriam querer com um menino como ele. Não tinha nada para ofertar a elas, nem achava qualquer razão para quererem uma criança de rua.
Mas se Deus lhe desse a chance de pertencer a ela, faria de tudo para merecer a honra, agradeceria todos os dias e jamais faria algo para machucar as duas.
Desejava tanto que fosse diferente, mas era sua realidade, as ruas sempre seriam seu lar, ninguém o tiraria delas, nunca seria bom o bastante para pertencer a uma família como essa.
Ou assim pensava a criança, quando seus olhos fitaram famintos a mesa posta para três, repleta de comida quentinha e gostosa, sua barriga roncou alto, com vergonha escondeu o rosto no pescoço de Regina sentindo os dedos fazendo carinho nos fios pretos.
— Que bom ter tido uma boa noite meu príncipe. Preparamos a cama especialmente para você. — A Rainha Beijara a testa do menino compartilhando o olhar sofrido com Emma, nenhuma criança deveria passar pelas coisas passadas por Henry.
— Mas agora vamos comer Kid, — falou Emma olhando a criança de forma amorosa o segurando em seus braços para senta-lo no cadeirão já preparado. — Regina é a melhor na cozinha. — a loira piscou para a Rainha antes de sorrir para Henry.
— Mlaisi lindla tamem. — o menino sorriu olhando a mulher toda derretida por ele.
Embora o amor e proteção em relação a Henry fossem velhos conhecidos da Rainha, esse instinto materno era tão novos. Mas tão bom.
— Esse é o meu garoto. — Emma sorriu orgulhosa da criança piscando para ele que tentou piscar em retorno, mas saiu uma carinha fofa nada parecido com piscar.
A morena pensava em como ainda morreria tanto amor por aquelas pessoas na sua cozinha. Sem resistir beijou a bochecha da criança.
— Num tonsigo. — Henry fez bico sentido por não conseguir piscar também. Sorrindo Emma fingiu sussurrar para a criança.
— Depois eu te ensino, com isso você vai fazer o maior sucesso com as garotas. — piscou provocando a morena que fechou a cara cruzando os braços de forma ciumenta fuzilando Emma com os olhos.
— Nem tente Swan. — a loira imediatamente sentiu o perigo, e sorriu arqueando a sobrancelha fazendo Regina revirar os olhos. — Meu príncipe vai ser muito novo para garotas até ter 30 anos.
A morena bufou colocando o prato de panquecas já cortadas na frente da criança faminta, Henry só prestava atenção na comida, pegando o garfo de plástico começando a comer.
— Ciumenta. — Emma fingiu falar a palavra tossida. Pegando seu prato.
Balançando a cabeça num meio sorriso a Rainha fizera o mesmo, não se importava em parecer ciumenta, era mesmo, Henry era por hora só delas, com a Leoa tão protetora duvidava alguma garotinha se atrever a chegar perto.
No fim a pequena família comeu em harmonia, entre conversas triviais, aos poucos elas iam descobrindo a esperteza e doçura de Henry, o pequeno parecia outra criança tão diferente daquele que chegará retraída na mansão. Quis até ajudar com a louça.
Acabou mais espalhando espuma por toda a cozinha do que ajudando mas para as duas mulheres valeu só pelo riso gostoso dado quando a espuma voava mesmo sem querer. Ambos sentiam como se pertencessem aquele cenário. Plenitude resumiu o momento.
Quando a cozinha novamente ficará impecável os três foram para a sala sentando no sofá. Emma e Regina haviam conversado durante a noite, decidindo a melhor forma de falar com a criança, e o fariam logo que possível, estava na hora.
Henry estava no colo de Regina sentada ao lado da loira, os olhos verdes tal como os marrons fitavam carinhosa e seriamente o pequeno menino, da forma que apenas mães sabem fazer.
— Henry, nos — Regina começou segurando a mão de Emma. — gostaríamos de conversar com você sobre algo muito importante. — ia falando de forma suave e devagar para que o menino entendesse.
— Vloces qlerem teu vá embola nle? — a voz soou fraquinho e sofrida quando os olhos fitaram a camisa do pijama, torcendo o tecido imaginando que chegará o momento tão temido. Seria rejeitado. De novo.
— É claro que não meu amor. Porque acha isso? — Emma perguntou fazendo carinho nos cabelos fininhos, nem podia imaginar não ter mais sua criança junto a elas. O quadro jamais estaria completo sem ele.
— Polte nintem qué eu, nunta nintem qué. Polte iam queler? — soltou com tanta verdade e dor sendo embalado carinhosamente pela Rainha.
— Porque você é a parte que falta para nossa família estar completa, e nos te queremos junto a nos. — falou de forma firme e doce fitando os olhos marrons da criança que olhava de uma a outra com medo de estar entendendo errado. — Você aceita ser nosso filho? — Regina perguntou emocionada para o menino. Emma não estava diferente.
— Vloces me quelem? — Henry olhava as duas com lágrimas nos olhos.
— Mais que tudo meu amor. — respondeu Emma secando uma lágrima do rosto pequeno.
— Té claro teu quelo. Semple tis ter uma mamãe. Agola telei duas. — o pequeno sorria e chorava ao mesmo tempo tão feliz que estava.
Finalmente teria a família que tanto desejará, proteção e carinho tão esperados, a cama quentinho, comida e alguém para abraçar quando tivesse medo.
As duas mulheres não estavam diferente da criança, em meio a lágrimas com o coração transbordando do amor mais verdadeiro existente, elas abraçaram o menino juntas, beijando as bochechas rosadas de um Henry sorridente.
Assim que seus lábios tocaram as bochechas da menino uma espécie de poder saiu dos três estremecendo toda a mansão e fora dela, por toda a cidade, marrom fitou o verde sabendo o que significava. Era real, depois de todo esse tempo a maldição chegará ao fim. O Amor verdadeiro quebrará sua maldição.
Surpreendendo a própria Regina eles continuavam em Storybrooke, imaginara que seriam mandados de volta para onde vieram. Temia a reação de todos. Que tentassem lhe tirar sua família. Conhecendo seus pensamentos a loira lhe apertou a mão reconfortante.
— Sabíamos que iria acontecer em algum ponto minha Rainha. Estaremos juntos não importa a situação, como a família que somos. Ninguém vai te machucar. — fez carinho na face da namorada, que aos poucos ia se acalmando.
— Isso mlesmo. Nintem masuca mlinha mamãe. Vlou poteger Vloce. Pleucupa naum. — Henry abraçou sua mãe para demonstrar que estaria junto a ela. Emma bagunçou os cabelos da criança sorrindo orgulhosa.
O momento foi cortada por uma batida insistente na porta fazendo que elas levantassem, a loira abrirá a porta deparando com seus pais, Mary correu lhe abraçando forte chorando sendo seguida por David. Emma sorriu com o Abraço de seus pais.
— Minha filha. Minha linda filhinha. -os olhos da professora derramavam lágrimas como uma cachoeira. — Você está tão grande, tão linda. Eu te amo tanto. Tanto. — dera Beijos por todo o rosto da loira.
— Finalmente estamos juntos de novo minha princesinha. E posso te chamar de minha filha. — David tinha a voz embargada de emoção trazendo a loira para um abraço forte.
O momento foi cortado por um pequeno ser abraçando as pernas da loira que o segurou em seus braços beijando a bochecha rosada.
— Quem é essa criança Emma? OMG. Minha filha está namorando com a Evil Queen. Muita coisa para uma mãe assimilar. — falava apressadamente sendo amparada por David.
— Esse homenzinho lindo aqui é o Henry, seu neto. — falou cheia de orgulho antes de olhar para a morena perdida no meio da sala, esticando a mão lhe chamando.
Tomando coragem a morena caminhou até sua família, ficando frente ao casal Charming enlaçando a cintura da mulher amada.
— Ela é meu lar, e eu a amo como jamais poderia amar outra mulher, é com ela que sou feliz e agora somos uma família. — completou a loira, orgulhosa da família que podia chamar de sua.
Mary e David se olharam por um tempo antes de finalmente dizerem algo.
— Confesso que jamais imaginei ver minha filha amando a Evil Queen, Mas nunca desejei nada menos que a felicidade e o brilho presente nos seus olhos. Se Regina é a responsável por isso então só tenho a agradecer por tudo que fez pela minha menina.
Ponderou Mary se aninhando ao marido, gerando um sorriso ainda maior no rosto de Emma.
— Bem vinda a família Regina. — concluiu David sorrindo de forma confortante para a morena. — eu deveria dizer para não ousar machucar minha princesa mas depois de todos esses anos seria ridículo. Sei que não o faria. Continue cuidando muito bem da minha filha como tem cuidado. E do meu neto também.
Sorriu indo até Emma fitando a pequena criança que lhe olhava com curiosidade, extremamente confortável nos braços da mãe.
— Emma e meu filho são tudo para mim, cuidarei deles com minha vida. — falou com firmeza beijando o rosto da sua loira.
— Hey campeão. Sabe quem eu sou? Eu sou o papai da sua mamãe. — David falou já parecendo o avô coruja que seria sendo seguido por Mary. — E essa moça linda aqui é a mamãe da sua mamãe. — terminou vendo o sorriso de covinha crescer no rosto de Henry.
— Agola eu tlenho avós? — Henry estava tão feliz fitando as pessoas a sua frente. Para quem até ontem não tinha ninguém agora ter duas mães e avós parecia um sonho.
— Tem sim meu amor. Vem com a vovó. — Mary estendeu os braços para ele.
O menino fitou suas mães sendo encorajado por elas se jogou nos braços da mulher. Logo avós e neto conversavam animados enquanto Emma abraçava sua Rainha pelos ombros beijando lhe a testa.
— Eu te amo minha Rainha. — sussurrou mirando os olhos marrons que tanto amava.
— Assim como eu te amo meu maior e melhor presente. — um beijo suave selou suas vidas como uma.
Algo que não mudaria jamais. Porque uma só estaria completa junto a outra.
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Do lado de fora da mansão 108 uma moça jamais vista naquela cidade fitava as cenas ocultada por sua capa.
— Trabalho concluído. — sorrirá para si mesma.
— Você ta sempre se metendo onde não foi chamada Destiny. — uma voz repleta de veneno disse ao parar do seu lado. A moça apenas sorriu lhe piscando o olho.
— Só estava corrigindo um erro que cometi. — deu de ombros indiferente.
— Colocando a garota na porta da Regina? — uma sobrancelha se arqueou no rosto perfeito da mulher. — Desconfiei que tivesse dedo seu quando Regina apareceu com ela na minha loja.
— Não importa mais Gold, — os olhos fitaram uma última vez a janela da mansão 108 antes de se virar para o homem ao seu lado. — alguns erros podem ser concertados. — e apontou com a cabeça para um rapaz em torno de 30 anos vindo em sua direção. — desde que jamais os repita. — concluiu.
Incrédulo Gold fitou a mulher que se afastava começando a desaparecer.
— Espere. Como? — perguntou confuso sem nem saber como perguntar.
— O que posso dizer? Gosto de me meter onde não fui chamada. — sorrirá piscando antes de desaparecer para eles, não antes de fitar pai e filho se abraçando depois de todo aquele tempo, e de toda a dor sofrida e causada, naquele Abraço só tinha espaço para o amor de um pelo outro.
E então finalmente as coisas estão onde deveriam estar. Em seu devido lugar.
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