Emma

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Oi pessoinhas, antes de tudo OBRIGADA pelos comentários, por favoritarem e pelos acompanhamentos. MIL PERDÕES pela demora, mas como eu disse capítulo passado, eu fiquei sem net acabei acumulando trabalho e atualizações das minhas leituras, desde a última atualização eu estive muito ocupada e não pude revisar o capítulo antes do dia 2 para postar, ainda nem tive tempo de ler as fic's que acompanho e responder aos comentários. Eu não sei quando eu vou poder postar de novo, mas dessa vez por questões de saúde, estou proibida de chegar perto de note por causa da minha coluna (estou quebrando ordens médicas nesse momento, mas é que eu to me sentido mal pela demora, só hoje hihihi) e eu não consigo fazer pelo celular, por sorte o tempo não é muito longo, em duas, três semanas estou de volta com novo capítulo, desculpas antecipadas por isso. Boa leitura.

Caminhava a passos lentos pelo estacionamento de seu prédio. Catherine finalmente o convencera a ir pra casa e conversar com Sara. Estava mais calmo, porém ainda não aceitava o fato d’ela ter omitido algo tão importante. Será que ela não confiava nele? Ou não o amava o suficiente para compartilhar sua vida? Agora já não importava, ela o enganara e ele estava completamente decepcionado.

Ao adentrar no quarto deparou-se com uma mala. Ouviu o chuveiro ligado, sentou-se na cama a esperar.

Ela entrou no quarto, ele nem percebeu de tão imerso em seus pensamentos que estava.

— Grissom! — ele a fitou. Um podia ver a tristeza do outro.

Ela estava tão frágil. Com olhos vermelhos de tanto chorar. Via-se ao longe seu abatimento. Notou-a até mais magra.

— Será que agora podemos conversar calmamente. — ela pergunta com confiança, que não passa despercebido por ele.

— É pra isso que estou aqui. — Sara fica tensa ao ouvir seu tom de voz frio, mas não deixa transparecer.

Calmamente pega uma regata branca e uma bermuda jeans escuro. Joga-as na cama e retira a toalha, a qual cobria sua semi nudez, já que estava somente com a peça íntima de baixo.

Grissom engole a seco. Não importa que esteja decepcionado, ele a ama, a ama como nunca amou mulher alguma, e lado a lado com o amor está a paixão, a paixão pela mulher incrível que ele aprendeu a respeitar, a mulher que ele adora, a mulher que ele não consegue mais viver sem, e faz seu coração disparar mesmo depois de tanto tempo, que o faz suspirar e desejar a cada minuto mais. E no momento que a vê, seminua, ele esquece as palavras, ele apenas aprecia a bela mulher a sua frente.

Ela curva-se para pegar a regata e ao voltar a posição anterior sente dois braços firmes a envolvê-la. Olha para onde instantes Grissom estava para ter certeza que não estava delirando. Nem havia percebido ele aproximar-se.

— Perdoa-me. — falava baixinho ao ouvido dela fazendo-a arrepiar-se — Fui um estúpido ao agir tão irracional. — admite beijando e mordiscando seu pescoço e ombro — Diz que me perdoa. — suplica esquecendo-se de tudo e todos. Sara vira-se ainda envolta de seus braços. Toca seu rosto com ambas as mãos.

— Não, eu não preciso perdoá-lo de nada. Você não tem culpa de nada. — toca-lhe os lábios levemente com os seus — Eu te amo tanto. Eu nuca tive intenção de esconder qualquer coisa de você, eu apenas — ela para respirando fundo — tive medo do passado.

Ele a beija lentamente. Ela sente tanta ternura no beijo. O beijo torna-se urgente e eles caem na cama, ainda unidos. Grissom cessa o beijo e olha-a profundamente. Compreensão e carinho em seu olhar.

— Eu não sei mais viver sem você, sem sentir seus beijos, seus carinhos, sem sentir teu cheiro ou ouvir tua doce voz. — ao ouvi-lo Sara começa a chorar, mas não de tristeza e sim de felicidade. Grissom enxuga suas lágrimas e passou a beijar-lhe os olhos para que não chorasse mais. Ao perceber que ela havia acalmado-se, segue com beijos para a boca, enquanto acaricia seu corpo, dando inicio ao ritual do mais puro amor ao qual ele já pode provar.

~.~

Ela chega ao laboratório mais leve e com um pequeno sorriso no rosto. Nunca teve dúvidas do amor de Grissom por ela, mas não imaginava que fosse tão forte ao ponto d’ele perdoá-la por uma falta tão grave, sim, ela sabia que o tinha magoado e decepcionado e não tirava sua razão.

Seu sorriso se desfez ao ouvir seu nome ser pronunciado por uma voz grave. Era Thomas a última pessoa a quem ela desejava ver, pelo menos não naquele momento. Ela o olha com desprezo.

— Thomas! — pronuncia entredentes.

— Precisamos conversar.

— Não me lembro de nada tão importante que tenhamos que conversar a ponto de vir me importunar no trabalho. — fala ríspida, Thomas assustou-se com as palavras e o tom de Sara, mas decide ignorar.

— É sobre a Emma. Ela tem que saber Sara, o quanto antes melhor. — responde um tanto nervoso.

— Tem razão, eu preciso conversar, mas com ela, com você não tenho nada o que falar. Eu a procurarei. — mal termina de falar, ela sai não dando chance a ele de refutar suas palavras.

~.~

Estava com a cabeça recostada em seu armário. O encontro com Thomas tendo arruinado seu bom humor. Não que ela tivesse esquecido de Emma e das dificuldades que enfrentará para aproximar-se da menina, mas ela queria aproveitar apenas mais um pouco a sensação de paz e alívio após a reconciliação com o marido, se é que ela pode dizer que houve desentendimento. Mas eles haviam conversado, Grissom a compreende, ela não deveria estar surpresa, afinal é Grissom e seu descontrole momentâneo foi por ter sido pego de surpresa, mas ei, ela também foi pega de surpresa e ainda está tentando conciliar tudo. Questões ainda precisam ser resolvidas, não só entre ela e Emma, mas ela precisa saber o que exatamente aconteceu há dezoito anos. Quem fez isso com ela e a filha não pode continuar impune.

Ela senta-se no chão rememorando o passado. Lembrar-se da dor da perda de seu bebê, lembrar-se das brigas constantes com Thomas que se sucederam a perda. Tudo por um capricho dele e por fim lembrar-se da dor do abandono. Thomas simplesmente sumiu sem ao menos um adeus. E agora ele está de volta a sua vida, casado com aquela a qual ela compartilhou suas tristezas, juntos tiveram uma filha e ele teve a audácia de colocar-lhe o nome da filha dela, o nome que ela escolheu e ver ele, conversar com ele é apenas insuportável para ela, no entanto, ela querendo ou não terá que conviver com ele a partir de agora, eles tem um vínculo permanente. Emma. Portanto, ela precisa fechar esse ciclo de sua vida, deixar a mágoa e o rancor para trás para poder viver o presente, para ser a mãe que sua filha precisa.

~.~

— Oi. Já fiquei sabendo que você e o Grissom fizeram as pazes. — Vartann compartilha sentando-se ao lado de Sara. Ela solta um riso irônico.

— Como as notícias correm rápidas por aqui não?- ela responde olhando-o de lado, intrigada. Ele cora envergonhado.

— Bom... — ele pigarreia — E-eu — ele não sabe o que responder, Catherine o tinha deixado a par de tudo, quando ele fora visitá-la mais cedo, mas como explicar a ela sem deixar as vistas sua relação? — Só quero que saiba que estou feliz que tenham se entendido, você sabe, Grissom e eu nunca fomos melhores amigos, porém o admiro muito, assim como a você.

— Obrigada. — ela sorrir sincera — Nos também o admiramos. — ele meneia a cabeça assentindo. O silêncio recai no ambiente, ele a olha de canto de olho decidindo sobre sua nova pergunta.

— Hum — ele pigarreia chamando a atenção — e agora o que você vai fazer? — ele gesticula nervosamente por ter que entrar no tema da filha dela, contudo a curiosidade é maior — Você sabe, a garota. — explica e Sara abaixa a cabeça pensativa.

— Agora, vou enfrentar a fera. Tenho quase certeza que ela não irá aceitar o fato assim tão facilmente. — Vartann toca-lhe a mão amigavelmente, gesto comum que ele encontrou para dar conforto a qualquer um que ele ache que necessita.

— Vai dar tudo certo. Você é uma excelente CSI, uma pessoa maravilhosa e tenho certeza que será uma ótima mãe e se ela não a aceitar agora, uma hora ela irá se render aos seus encantos. — Sara gargalha com as últimas palavras do colega fazendo-o rir também, seu tom de brincadeira não deixando dúvida que era uma tentativa de piada.

De repente eles ouvem o som de pés batendo firme no concreto, assustados eles olham na direção que este veio e deparam-se com Catherine, que ao ver a cena não pode conter o ciúme.

— Uau, qual é a piada, me contem que eu quero rir também. — olha de Sara para Vartann e por fim para as mãos dos dois que ainda estavam unidas.

Sara ao perceber o olhar duro da loira se solta imediatamente e trata de explicar-se.

— O Vartann só estava me dizen... — mas ela não consegue terminar, pois é foi cortada por um Vartann nervoso tentando explicar-se.

— Não é nada disso que você está pensando Cath. — ele levanta-se mantendo distância de ambas as mulheres.

— E quem disse que eu estou pensando algo. — Sara estreita os olhos e aperta os lábios tentando esconder o sorriso que se formava ao dar-se contar da tensão que estava rolando entre os dois. Agora ela sacou tudo.

~.~

Ela estaciona em frente a escola que Emma estuda, desce do carro e encosta-se no capô, as mãos no bolso tentando acalmar-se. Mais cedo decidira não adiar mais aquela conversa e ligara para Thomas pedindo o endereço da escola. Ela espera por quinze minutos que mais parecem horas, de repente avista-a com um grupo de adolescentes estranhos. Uns rapazes com calças frouxas e bonés virados para trás, garotas com os cabelos pintados com umas cores que não dava para definir qual chamava mais a atenção.

Aproxima-se lentamente quando vê um dos rapazes agarrar Emma e beijar-lhe tão depravadamente que ela chega a ter ânsia ao presenciar a cena. O garoto parece querer engolir Emma e ela aperta os punhos querendo pegá-lo e dar-lhe uma boa surra por agarrar assim sua menininha, mas contem-se.

— Emma. — A garota vira-se e ela quase caiu pra trás ao ver a maquilagem forte da garota, bem como o piercing no nariz e os vários ao redor da orelha. Mas no que aquela garota de rosto angelical e expressão doce havia se tornado? Como Thomas pode deixar isso acontecer? Ela pergunta-se horrorizada.

— CSI Sidle, a que devo a honra, não me diga que estou sendo acusada de um novo crime. — a garota fala sarcasticamente dando um sorriso malicioso.

— Não seja tão convencida menina, você não é tudo isso que quer aparentar ser.- responde sagaz e Emma desfaz o sorriso — Estou aqui por outro motivo, preciso falar com você.

— Mas eu não quero conversar com você. — responde petulante e dá as costas a Sara deixando-a irritada.

Com pouca paciência, Sara puxa-lhe pelo braço fazendo-a ficar de frente para ela.

— Olha aqui eu não estou brincando, ou nós saímos daqui e temos uma conversa civilizada, ou iniciamos a conversa agora na frente de todos os seus amiguinhos. — ordena e olha os adolescentes que observam a cena em silencio, alguns com o olhar de medo. Ela volta a fitar Emma e as duas encaram-se por alguns segundos até Emma quebrar o contato e soltar-se bruscamente.

— Já chega! Eu não tenho nada a falar com você, não me interessa nada que venha de você. Eu detesto você. — grita com raiva e tenta dar as costas a Sara novamente, que não se contém e a segura pelo braço novamente dessa vez o apertando fortemente, era incrível como aquela garota a irritava só com o olhar. Ela sai puxando-a para o carro sob os protestos da garota.

— Me solta, está me machucando.

— Só depois que você me ouvir. — abre a porta do passageiro e a joga a garota no banco do passageiro e tranca a porta imediatamente — E nem pense em fugir. — avisa e dá a volta no carro e entra.

— Você não tem o direito de...

— Tsc tsc tsc, calada, não quero ouvir um a seu.

— Quando eu sair daqui vou te denunciar por sequestro. — a menina profere ofendida e Sara gargalha, fazendo a garota assustar-se.

— Ah me poupe garota, se olha no espelho e olha pra mim, você acha mesmo que eles iriam acreditar. Você acha que iriam acreditar que eu uma CSI competente iria sequestrar a própria filha. — ela diz sem pensar.

De repente o carro fica silencioso, ela arrependida por ter deixado a verdade escapar num momento de raiva. Olhando para a menina de olhos arregalados ela começa a perceber que tudo foi um erro, sua abordagem foi um erro e agora mais que nuca a menina irá odiá-la.

— Não, é mentira, você não é minha mãe, SUA MENTIROSA. — Emma grita as últimas palavras e começa a puxar o trinco do carro querendo sair. Sara ainda em choque com as próprias palavras destrava o carro e a garota sai correndo sem direção. Ela apenas encara o banco.

Notas finais
Bem, Sara contou a Emma que é sua mãe, mas digamos que não da forma que deveria contar, e a Emma de início não acreditou, para depois ter um surto, e então o que vocês acham que ela irá fazer depois que estiver mais calma? Será que irá aceitar a Sara? Ou rejeitá-la? Não percam o próximo capítulo