Emily
5 Capítulo 4 - Cindy
Notas iniciais
P. O. V Emily
Ter várias pessoas com os olhos em cima de você, não é algo agradável. Por sorte eu consegui parar no centro do salão, sem tropeçar e passar vergonha. Por mais que eu tenha me embolado na hora de cumprimentar todos, eu acho que me sai bem. Meu saiu de seu trono e se aproximou de mim.
– Pessoal está é minha filha Emily. – Meu pai disse me apresentando aos demais deuses.
Depois de me falar quem era quem meu pai deixou os deuses me cumprimentarem.
– Olá minha querida! — Disse Hera animada. Ela me deu um abraço caloroso.
– Oi vó! — Digo deixando um pouco da vergonha de lado.
– Quer ver o meu presente?! — Perguntou Hera ansiosa.
– Mas é claro. — Concordei.
Hera caminhou até sua bolsa que estava encima do seu trono. E tirou de lá um bela caixa. Eu peguei a caixa e sorri. Eu a abri e vi um lindo colar com um pingente em forma de coração.
– É tão lindo! — Digo encantada pondo o colar em meu pescoço. Hera sorriu vitoriosa.
De repente Zeus começa a rir abertamente.
– Jura Hera? Esse é o melhor que poder fazer. — Diz negando com a cabeça. — Aproxime-se minha neta. — Pede.
– Oi vô! — Digo o abraçando.
– Olá Emily! — Disse animado. — Lembra daquele bichinho fofo que você me pediu? — Pergunta com um sorriso de canto.
Eu o olho com um misto de surpresa e felicidade. Eu já sabia exatamente qual era o presente. Ele apontou para uma caixa média rosa com alguns furos ao lado de seu trono. A abri e peguei o meu filhote de onça pintada.
– Minha nossa, você comprou mesmo! — Digo entusiasmada. — Eu vou chamá-la de Cindy. — Digo abraçando o filhote.
Depois disso eu fui falar com os demais olimpianos. Fiquei tensa ao notar que faltava Ares e Afrodite. Eu cheguei primeiro em Ares. Que me olhou com malícia. Nojento.
– Oi... — Digo sem disfarçar minha raiva.
– Então, você é a filhinha do patinho feio. — Disse em deboche. — Você é bem bonita para ser filha dele — Disse como se isso fosse um elogio.
Eu prometi para o meu pai causar uma boa impressão. Mas, esse babaca está pedindo para levar um fora. Será que se eu mandar Cindy arranhar a cara dele, eu vou me encrencar?
– E você é Ares o grande e poderoso Deus da guerra! — Disse com sarcasmo. — Tão poderosa que foi trancado em um potinho por dois gigantes. — Debochei.
Ele cerrou os punhos e me fitou com extrema raiva. Eu dei um sorriso falso e segurei sua mão de surpresa. Senti sua mão um tanto áspera e com alguns cortes e cicatrizes. Deve ser por causa de alguma guerra.
– Foi um prazer conhecer o senhor. — Digo forçando um aperto de mão.
Depois disso largo sua mão rapidamente. Não queria ficar perto dele mais que o necessário. Caminho agora em direção à Afrodite. A mesma me encarava com expectativa.
– Olá minha querida filha!! – Disse animada.
– Como? — Digo confusa. Não a deixo responder, pois quando ela iria falar algo Mabel entra no salão dos tronos.
– Mãe! — Disse animada. – Que bom que a senhora veio! — Digo alegre. — Já conhece Afrodite? — Pergunto em tom maldoso.
Eu praticamente havia esfregado na cara de Afrodite que ela não era e nunca iria ser minha mãe.
– Como eu disse Afrodite. Eu ter dado um pouco da essência de seu poder não a torna sua filha! — Disse Hefesto. — Pelo jeito minha filha foi bem recebida por todos. Mas, acho que ela deseja descansar. — Hesfesto diz aos demais. — Mabel a acompanhe até o quarto dela.
– Vamos Em! — Chamou Mabel pelo meu apelido.
Assinto e saio com Mabel dos salão dos tronos.
– É Cindy foi mais fácil que eu havia pensado. — Digo para minha onça.
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