Emergency
16 Capítulo 15 - Labaredas
Notas iniciais
Se quiserem, coloquem a música Swim In Silence do Paramore para tocar quando a tradução aparecer em itálico.
Espero que gostem deste capítulo, tenham uma boa leitura!
A doçura daquele momento não poderia tê-lo deixado mais mágico do que já estava.
Mas deixou.
Capturar aqueles lábios tão doces fazia com que o coração de Jeremy e o de Bonnie batesse cada vez mais rápido dentro do peito. Era uma sensação indescritível e fazia com que os dois se sentissem cada vez mais vivos.
Bonnie nunca havia beijado um rapaz da forma como beijava Jeremy e ela nunca havia sido beijada da forma que Jeremy estava beijando-a naquele momento. Havia muitos sentimentos naquele beijo. Muitos sentimentos reprimidos que haviam escolhido o momento certo para se libertarem.
Os dois separaram um pouco os rostos e se olharam, ficando assim por um bom tempo.
– Tudo vai dar certo. — Jeremy sussurrou e Bonnie acabou sorrindo. Algo naquelas palavras lhe deu uma certeza infinita de que tudo daria certo.
– Eu sei que vai. — Ele sorriu para ela. — Jeremy, preciso lhe contar algo. — Bonnie se lembrou de Klaus e do isqueiro que Caroline achou na rua minutos depois de Elena ter sido sequestrada e acabou contando para o agente tudo o que ela sabia. Jeremy a ouviu com atenção, uma expressão pensativa adornava o seu rosto enquanto Bonnie lhe contava tudo.
O momento carinhoso entre os dois havia sido quebrado, mas Bonnie sabia que precisava lhe contar logo tudo o que lhe afligia. Inclusive, toda sua desconfiança em Klaus Mikaelson, que havia sumido assim como a sua amiga.
– Tudo o que você está me contando é muito sério. — Após o relato, Jeremy ficou em silêncio, apenas processando toda aquela informação. Bonnie balançou a cabeça de forma afirmativa, concordando com o policial
– Eu sei.
– É estranho, mas faz sentido. — ele se levantou, olhando para Bonnie de forma determinada — O que acha de irmos até a delegacia?
– Para quê? — Questionou-o.
– Está na hora de pegarmos esse safado.
Fazer compras não alegrava mais a loira como costumava alegrar um tempo atrás. Toda aquela vida fútil não fazia mais nenhum sentido para ela. Não sabia onde seu irmão havia se metido, pois até agora ele não havia dado notícias.
Rebekah estava em um esconderijo com Stefan e por mais que aquilo lhe deixasse eufórica, ela sabia que Stefan nunca olharia para ela da maneira que ela queria que ele olhasse.
Mas isso era o menor de seus problemas naquele momento.
Sua preocupação mesmo era com Elena Gilbert. E também com o paradeiro oculto de Katherine. Ela não sabia ao certo o que a vadia estava tramando, mas tinha um forte palpite de que não era nada agradável.
– Tem alguma notícia do Klaus? — Stefan perguntou assim que entrou no esconderijo com algumas sacolas de comida.
– Não, ele não telefona mais há quase 2 dias. — Rebekah estava agoniada com aquele silêncio.
– Ele sempre telefona. — Klaus tinha o hábito de telefonar para toda a quadrilha todos os dias sempre que estavam separados. Por isso, ela sabia que alguma coisa estava errada.
– Parece que ele não telefona mais. — Disse a loira, agoniada. — Conseguiu falar com o Damon?
– Não, tento ligar para o celular dele mas só cai na caixa postal. — Stefan colocou as sacolas em cima da mesa da mini cozinha e permaneceu ali, absorto em pensamentos.
– Aposto que para o Damon ele liga todos os dias. — Ela bufou, se aproximando de Stefan.
– Já pensou se ele desistiu de nós? — Rebekah franziu o cenho com a pergunta de Stefan.
– Como assim?
– Rebekah, esse silêncio dele pode significar que agora poderemos ter nossas vidas de volta. — Ele sorriu, mas aquelas palavras não encorajaram a loira.
– Não viaja, Stefan! — Ela deu um tapa forte no braço do loiro.
– É sério, Bekah! Pensa bem, ele nem liga mais para nós! Sempre atrapalhamos os roubos, sequestros... porque ele iria nos querer? — A confiança que Stefan tinha, estava deixando Rebekah cada vez mais estressada.
– Porque não temos escolha? Qual é, Stefan nós nem temos pra onde ir! — Ralhou ela.
– Temos o dinheiro que ele deixou conosco, para comermos e outras coisas. — O loiro apontou para as sacolas de comida.
– Um dinheiro que não vai durar muito, obviamente. — Stefan bufou, impaciente.
– Se fugirmos, nunca irão nos encontrar. — O loiro sorriu, pegando na mão da loira, que se desvencilhou de seu toque rapidamente. Ela não cairia naquele truque de sedução.
– Stefan, não. — Choramingou.
– Vamos fazer um trato.
– Que tipo de trato?
– Se daqui há 3 dias o Klaus não ligar, nós fugimos.
– E se ele ligar?
– Nós ficamos aqui.
– Você é maluco!
– E aí, Trato feito? — Rebekah pensou por alguns minutos. Ela sabia que se algo desse errado, ela se meteria em uma grande enrascada. Mas se não topasse, Stefan ficaria enchendo-a para sempre. Klaus iria ligar. Ele nunca deixava de ligar. Porque agora seria diferente?
Por outro lado, ela não tinha nada a perder aceitando aquilo tudo. Esperar 3 dias até que Klaus ligasse era tempo o suficiente. Antes do prazo estipulado, ele ligaria. Ele tinha que ligar.
Foi somente por isso que Rebekah disse a frase que Stefan estava esperando para ouvir:
– Trato feito.
O clima naquela delegacia estava longe de ser agradável. Jenna e Alaric brigavam em um canto, discordando de tudo o que um dizia para o outro. Elijah examinava uma pasta repleta de relatórios e a xerife Forbes só conseguia pensar em sua filha.
Tyler havia matado aula para ir para a delegacia pensando que lá ele poderia ter alguma idéia de onde Caroline havia se metido, mas ele não fazia idéia de onde estava, já que até agora a loira não havia aparecido.
Jeremy e Bonnie entraram em sua sala sem ao menos bater na porta antes. Tyler nem reclamou, estava concentrado demais para pensar em xingamentos.
– Jeremy, o que faz aqui? — Jenna perguntou assim que o viu. A ruiva deu um sorriso para Bonnie, que acenou para ela imediatamente.
– Bonnie tem um cara muito suspeito que pode estar ligado ao sequestro de Elena Gilbert e o de Caroline Forbes. — Informou-os Jeremy.
– Você acha que o sequestro das duas tem uma ligação? — Tyler perguntou.
– Sinceramente? Eu acho que sim. No dia em que Elena foi sequestrada, minutos depois dela ter saído da casa da Caroline, ouvimos gritos. Corremos para ver o que era e Caroline achou um isqueiro bem na rua, alguns metros depois de sua casa. Ela nos disse que aquele isqueiro era de um homem que conheceu no mercado. Esse mesmo homem, agia de forma suspeita quando via Caroline. Ele parecia obssecado por ela. — Bonnie retirou o isqueiro do bolso, mostrando-o para os policiais naquela sala.
Tyler já havia visto o isqueiro muitas vezes, mas Elijah, a xerife e os outros, nem sabiam de sua existência.
– Como ela pode ter certeza de que esse isqueiro pertence ao suspeito em questão? — Alaric fez a pergunta.
– Porque tem as iniciais dele gravadas embaixo. — Ela virou o isqueiro de cabeça para baixo e lá estava, as iniciais K.M. gravadas embaixo dele.
– Essa história faz um pouco de sentido. — Disse Jenna, tamborilando o indicador nos lábios.
– Eu acho que faz todo o sentido. Klaus estava obssecado pela minha amiga. Existem crimes parecidos com esse por todo o país. Não acho que seja apenas uma mera coincidência de que as minhas duas melhores amigas tenham sido sequestradas. — Todos balançaram a cabeça afirmamente. A mãe de Caroline fungava no canto.
– Concordo com a Bonnie. — Elijah a apoiou.
– Acho que agora podemos começar uma investigação de verdade. — A xerife Forbes disse, se levantando.
– Claro, também poderemos desvendar todo o mistério do caso Gilbert. — Disse jeremy, abraçando Bonnie que corou um pouco.
– Vamos torcer para que as duas estejam vivas. — Disse Jenna. Alaric colocou uma mão em seu ombro, como se a apoiasse.
Pelo menos naquilo, os dois estavam concordando.
A emoção do reencontro foi tão forte que as duas se debulharam em lágrimas ali mesmo, na frente daqueles dois sequestradores que pareciam não ter nenhum tipo de sentimento. Quero dizer, Damon até tinha, mais relutava em deixá-los se manifestarem dentro de si.
Já Klaus, parecia não haver salvação.
Caroline e Elena se abraçavam fortemente, deixando toda a saudade, medo e agonia virem a tona, tudo de uma vez só.
Naquele momento, elas puderam desfrutar de uma felicidade que parecia não existir há uns minutos atrás.
Caroline estava aliviada ao ver que a amiga estava bem. Por várias vezes, ela pensou que sua amiga havia morrido, que poderiam ter feito várias atrocidades com ela. Mas ao ver Elena ali em sua frente, sã e salva, ela sentiu que não poderia haver felicidade maior do que aquela.
Deixaram de pensar no medo que estava inserido naquela situação e dos sequestradores que olhavam para as duas inexpressivos. Apenas se deixaram levar pela emoção e aproveitaram aquele momento.
– Amiga, que bom que você está bem. — Caroline disse, chorando.
– Eu senti sua falta. — Elena respondeu, sorrindo em meio as lágrimas.
– Eu também! Todos estão te procurando. Tyler, Bonnie, Matt... seus pais... — Uma dor corroeu o peito de Elena quando ela pensou em seus amigos e em seus pais.
Todos os segredos que seus pais haviam escondido de si mesma ao longo dos anos pareciam ter evaporado. Ela não guardava rancor, raiva ou ressentimento.
Só parecia haver espaço para a saudade.
– O que você está fazendo aqui amiga? — A morena perguntou, totalmente curiosa e preocupada.
– Klaus me sequestrou, quer que eu viva com ele. — A boca de Elena se abriu com horror. Ela iria dizer algo mas foi interrompida por uma terceira voz muito sarcástica.
– Que bonitinho... — Disse Klaus, afastando Caroline da amiga, puxando seu braço com força.
– Deixa ela, seu monstro! — Gritou Elena, ao ver o desespero da amiga.
– O que você disse, insolente? — Klaus olhou para Elena de forma incrédula. — Damon, dê um corretivo nessa garota! — Elena olhou para Damon desesperada, vendo que o moreno estava atônito.
Encontre-me aqui debaixo do céu ardente
Onde que o mar vem e nos leva de todas as nossas mentiras
Você nunca disse que estava voltando
Eu tenho esperado, apesar de eu ter achado o lugar onde te escondes
O que te mantém tão longe?
Ela não podia acreditar em tudo o que estava acontecendo. Nem ele mesmo podia acreditar que estava naquela situação. Damon não podia desobedecer as ordens de Klaus. Primeiro porque Klaus desconfiaria de que algo havia acontecido entre os dois e segundo porque ele e Elena poderiam se prejudicar mais ainda.
– O que está esperando, Damon? — Klaus vociferou, ainda segurando Caroline, que se debatia.
Damon caminhou em direção a Elena, que o encarava incrédula e desesperada. Não aguentava mais levar surras, muito menos quando era Damon que batia nela.
Pensava que ele poderia ter um pouco de consideração por ela, mas viu que estava enganada. Ela viu todas aquelas perspectivas de que Damon mudassem serem destroçadas diante dos seus olhos quando ele caminhou em sua direção e lhe desferiu um tapa em seu rosto.
Nós podemos nadar em silêncio
Você pode me puxar pra baixo
Eu não subirei por ninguém
Eu posso afundar lentamente e
Assistir enquanto você me deixa
Mas eu vou afogar até que você se importe
Eu vou afogar até que você se importe
Lágrimas saltaram dos seus olhos com o tapa. Uma ardência no local se fez presente e Damon a olhou como se pedisse desculpas por seu ato. Mas ela não o desculpou.
Klaus ficou rindo daquela cena, sem perceber o quanto Damon estava se sentindo mal. Caroline apenas chorava, horrorizada com tudo aquilo.
– Agora eu vou indo. Tchau menina insolente! — Klaus saiu puxando Caroline, que por sua vez, trocou olhares com a amiga. Olhares desesperados e cheios de tristeza.
A porta se fechou e Damon pegou Elena pelo braço, virando o rosto da morena para si.
– Me solta! — Ela tentou puxar seu braço, mas não conseguiu. Damon era muito mais forte do que ela.
Eu imagino como deve ser
Ter tudo o que você precisa e não estar satisfeito
Correr a água até que queime
E você não pode ver através das ondas que batem na sua presa
O que te mantém tão longe?
– Elena, me desculpa, eu... eu tive que fazer aquilo. — Pediu, olhando-a com tristeza.
– Mas é claro, você faz tudo o que o Klaus manda. — A raiva se fez presente quando Elena dissera aquilo. Damon apertou mais o braço da morena por isso.
– Faço porque eu sou o seu sequestrador. Não podemos nos envolver. Tudo o que existiu entre nós... toda essa merda, tem que acabar. — Eles tentavam negar para si todos os sentimentos que os dominavam sempre que seus olhares se encontravam. E por mais que eles dissessem que tudo aquilo era errado e que tinha que acabar, nenhum deles tinha coragem o suficiente para dar forças a todos aqueles argumentos.
– Pois já acabou! Você nunca vai mudar. — Vociferou ela, puxando seu braço.
– Não vou mesmo, ainda bem que você sabe disso. — Elena estava se odiando naquele momento. Se odiava por ter se apaixonado por um cara tão errado quanto ele. Se odiava por gostar de um cara que era encrenca.
E ele se odiava por ter se metido naquela situação. Por ter se deixado levar, por ter alimentado aquilo.
A cada dia que passava, o sentimento ficava mais forte.
Nós podemos nadar em silêncio
Você pode me puxar pra baixo
Eu não subirei por ninguém
Eu posso afundar lentamente e
Assistir enquanto você me deixa
Mas eu vou afogar até que você se importe
Indo para baixo, indo para baixo
O fim se aproximava, eles podiam sentir isso. Ninguém queria dar continuidade a todos aqueles sentimentos, mesmo que eles não tivessem coragem para dar as costas um para o outro.
Então, eles ficaram ali, se olhando, com a respiração ofegante. A raiva e outro sentimento mais profundo dominando o coração de cada um, competindo, para ver quem iria ganhar.
– O que você diria se eu mudasse de idéia? — Ele perguntou, aproximando-se de Elena. Ela percebeu que estar cara a cara com o Damon era semelhante a estar perto de labaredas, que queriam queimá-la a todo o instante.
– Diria que você não tem palavra. — Apesar de toda a situação ser extremamente tensa, Damon deu risada.
– Eu sou um bandido, Elena. Não tenho palavra mesmo. — Damon passou a mão pelo rosto de Elena, no local onde ele havia dado o tapa. Ela fechou os olhos com aquele toque e a ardência naquele local parecia não existir mais.
– Eu sei disso. — Sussurrou.
Chegando perto do que nós não podemos reconhecer
Flutuando de bruços nas mentiras
Aqui estamos sem nenhum rastro
Além das mentiras que costumamos censurar
E você está tão longe
O que te mantém tão longe?
Então, sem nenhum aviso prévio, Damon a beijou. Não sabia exatamente porque estava fazendo aquilo. Se queria pôr um fim mesmo no que estavam vivendo, não deveria estar beijando-a daquele jeito, como se sua vida dependesse do toque delicado dos lábios da morena sobre os seus.
Ele não poderia nunca, dizer não aquilo. Não poderia negar que o que sentia por Elena era mesmo muito mais forte do que qualquer outra coisa. E que ele se sentia dependente dela e que queria sentir a todo o momento aqueles braços finos rodeando seu corpo e implorando por mais.
Os dois se beijavam com intensidade. Havia algo hipnótico na maneira com que seus lábios se moviam. Com que suas mãos se tocavam.
Elena poderia tê-lo afastado de si, mas não o fez. Não o fez porque ela sabia que o queria. Porque ela precisava dele e de todas aquelas labaredas que a consumiam quando ele estava por perto.
Eles não sabiam o que aconteceria daqui pra frente. A única certeza que eles tinham naquele momento era de estarem apaixonados um pelo outro.
Nós podemos nadar em silêncio
Você pode me puxar pra baixo
Eu não subirei por ninguém
Eu posso afundar lentamente e
Assistir enquanto você me deixa
Mas eu vou afogar até que você se importe
Eu vou afogar até que você se importe
Notas finais
Bonnie e Jeremy também são puro romance e o cerco está se fechando para o Klaus. Será que os nossos super policiais conseguirão prendê-lo?
Caroline ainda passará por maus bocados estando nas mãos do Klaus. Mas será que ela consegue mudá-lo?
Meninas, estou muito feliz em saber que essa história tem agradado vocês. Espero nunca decepcionar vocês.
Comentem o capítulo? É muito importante pra mim, até já respondi a maioria dos reviews que estavam atrasados HSUAHUSAH
Fiquem com Deus meninas e tenham uma ótima semana.
Fuuuui
Fale com o autor