Emergency

21 Capítulo 20 - Sangue, Lágrimas e Sorrisos


Notas iniciais
Meninaaas mil perdões pela demora! Eu estou trabalhando e em breve vou começar a fazer faculdade. Tô chegando tarde em casa todos os dias e por isso não tenho tido muito tempo para escrever. Mas hoje eu finalmente apareci com esse capítulo para vocês. Eu espero que gostem, fiz de coração. Tenham uma boa leitura!

Caroline narrando:

Eu ainda não sabia explicar o que estava acontecendo dentro de mim. Porque toda a vez que eu pensava na loucura que eu havia feito de salvar o Klaus e continuar enclausurada nesse cativeiro, eu sentia que havia feito uma burrice daquelas.

No entanto, o arrependimento e o remorso não vieram me atormentar. Somente o alívio em ver que Klaus estava bem.

Sinceramente? Isso estava começando a me assustar.

Abri a porta do quarto em que ele repousava deitado. Seus olhos estavam fechados, mas ele não parecia estar dormindo. Fazia caretas de dor quando tentava achar uma posição mais confortável na cama e aquilo me deixou um pouco balançada.

Me aproximei de Klaus vagarosamente, observando o ferimento já coberto com um curativo. Mesmo parecendo vulnerável, Klaus não deixava de exalar autoridade.

E perigo.

Klaus abriu os olhos rapidamente e me encarou. Pisquei os olhos várias vezes, tentando entender o arrepio que passou pela minha espinha quando senti aqueles olhos tão verdes e profundos me encarando daquele jeito.

– Porque você me salvou? — ele perguntou, com a voz rouca. Tossi algumas vezes para disfarçar, mas a verdade é que eu ainda não sabia que resposta dar aquela pergunta simplesmente porque nem eu mesma sabia ao certo porque tinha feito aquilo.

Foi uma atitude altruísta da minha parte. Talvez a criação que minha mãe me dera finalmente tivesse colhendo os frutos que ela sempre sonhara ou talvez eu esteja mesmo enlouquecendo.

Klaus vivia para atormentar a minha vida e a vida da minha amiga. Não só as nossas vidas, como as de todas as pessoas que ele já fez sofrer e nossas respectivas famílias.

Porém, uma partezinha lá no fundo de mim ainda tinha alguma esperança de que Klaus pudesse algum dia ser uma pessoa melhor.

– Você podia ter fugido. Podia ter chamado a polícia. Tinha nas mãos a chance de salvar a sua melhor amiga e de se ver longe de mim e de todo o mal que eu lhe causei. Para sempre. Mas mesmo assim, você escolheu me ajudar e não me abandonou. Porque fez isso, Caroline? — Ele refez a pergunta, me encarando tão firmemente quanto um leão. Exigindo de mim respostas que nem eu mesma tinha ideia de como responder. Então eu comecei a chorar.

Chorei porque eu não sabia o que estava acontecendo comigo. Chorei porque eu não sabia se um dia eu voltaria a ver a minha mãe. Chorei porque meu coração latejava esperançoso, implorando para que Klaus pudesse ser bom.

E essa era a pior parte. Eu não queria ter essa esperança em relação ao Klaus. Não deveria ter essa esperança. Eu deveria esfaqueá-la, acabar com ela, antes que dominasse os resquícios de sanidade que eu ainda tinha dentro de mim. Mas quem disse que eu conseguia fazer isso?

– Eu realmente não sei. — eu respondi, ainda chorando. Klaus continuou me encarando como se por um momento soubesse a resposta dessa pergunta.

– Você sabe, Sweet. — disse ele, tentando dar um sorriso. — Só não quer admitir.

– O que você quer dizer com isso? — perguntei, franzindo o cenho.

– Você é boa demais para mim, Sweet. Poderia estar longe de tudo isso a uma hora dessas. Com a sua mãe e os seus amigos.

– Eu sei, mas...

– Obrigado por ter me salvado. — Tentei dar um sorriso também, mas não consegui. Eu me sentia tão confusa e assustada que nem sabia ao certo como agir.

Klaus fez outra careta de dor, mas seu olhar transbordava gratidão.

Foi aquele olhar que me fez perceber que eu havia feito a coisa certa ao salvá-lo.

Bonnie narrando:

Eu estava impaciente. E irritada. Jeremy havia ficado de me encontrar no Central Park mas ele estava atrasado 50 minutos. Eu odeio quando me deixam esperando. Odeio! Principalmente quando já se passaram quase 1 hora em que eu estou em pé, no sol e com uma dor de cabeça infinita.

Peguei meu celular e disquei o seu número, colocando-o na orelha. Mas ele não atendeu o maldito telefone. Tentei mais uma vez e nada. Bufei e joguei o celular dentro da bolsa com brutalidade.

– Ele que se dane, eu vou embora! — exclamei, marchando pelo Central Park com uma carranca que espantaria qualquer um que viesse falar comigo.

Ouvi uma melodia linda tocando ao longe. Legal, mais um bando de malucos querendo posar de High School Musical pra cima de mim.

Continuei andando sem ao menos olhar para trás, querendo sair dali o mais rápido possível. A música ficou mais alta e eu aumentei o passo.

Mas espera aí... eu acho que conheço essa música.

Olhei para trás para ver o que estava acontecendo e vi uma orquestra tocando I don't wanna miss a thing, do Aerosmith. Jeremy sabia que aquela era a minha música favorita.

Mesmo sem entender direito o que estava acontecendo, eu fiquei parada em meu lugar, vendo a orquestra tocando com maestria e elegância as notas da música com perfeição.

Senti alguém atrás de mim e me virei, deparando-me com Jeremy parado próximo a mim, de terno e segurando um buquê de rosas vermelhas. Um sorriso lindo deixava o seu rosto mais iluminado e eu acabei sorrindo também.

– O que significa tudo isso, Jer? — eu perguntei, olhando para a orquestra novamente, que não havia parado de tocar.

Uma aglomeração se formou a nossa volta e eu olhei novamente para Jeremy. Seus olhos brilhavam tanto que meu coração se encheu de amor e alegria.

– Essa é uma das minhas formas de dizer que eu te amo. Agora eu lhe pergunto, Bonnie. Quer ser a minha namorada? — ele perguntou, estendendo-me o buquê de rosas que eu peguei rapidamente.

Esbocei um sorriso repleto de felicidade e meus olhos acabaram se enchendo de lágrimas.

– Mas é claro que eu quero! — eu disse, jogando-me nos braços do meu namorado. — Eu te amo. — completei, dando-lhe um beijo que externava tudo o que eu sentia quando estava com ele.

As pessoas ao meu redor começaram a aplaudir e a orquestra continuou tocando a minha música favorita.

Enquanto eu beijava o meu namorado, eu só conseguia pensar no quanto aquele momento estava sendo mágico e especial. Porque eu amava o Jeremy. Ele sempre fora tudo o que eu sonhei quando era apenas uma garotinha.

Se eu tivesse o poder de parar o tempo, tenho certeza de que esse seria o momento em que eu congelaria para sempre, para poder revivê-lo quantas vezes eu quisesse e para poder sentir tudo o que eu estava sentindo agora.

Amor, felicidade, emoção.

Eu e Jeremy nos abraçamos apertado e eu senti que poderia me perder naquele momento para sempre sem ter que me preocupar com o amanhã. Porque estar com o Jeremy era sentir como se eu pudesse flutuar sem correr o risco de cair.

E se eu caísse, eu tenho certeza de que ele estaria lá embaixo, pronto para me segurar.

Rebekah narrando:

– Stefan, eu preciso falar com você! — gritei, seguindo-o para dentro da floresta. Stefan nem ousou olhar para trás. — Você é um frouxo! — gritei novamente, andando com dificuldade por causa de alguns galhos que atrapalhavam o meu caminho.

Eu já estava cansada do Stefan e de seus surtos idiotas. Ele não falava comigo e me ignorava a maior parte do tempo e aquilo tinha que acabar.

Ele continuou me ignorando e andava tranquilamente, como se não fosse nada difícil caminhar por ali.

– Eu já estou cansada de sofrer por sua causa! — exclamei, sentindo uma vontade enorme de chorar. — Ao longo desses anos, eu só venho sendo machucada por você e por todas as pessoas que eu amo. Eu sou uma ladra e não estou nessa porque eu quero, assim como você, Stefan. Mas você cisma em pisar em cima de mim. Eu só queria saber porque você faz isso. Se não me ama, porque me beijou? Seja homem pelo menos uma vez na sua vida e olhe para mim. Vamos resolver isso. — Stefan parou no meio do caminho, de costas para mim.

Ele ficou naquela posição por algum tempo, e eu esperei que ele se virasse. Mas ele não se virou.

– Nós não temos nada para resolver. — Sua voz soou fria aos meus ouvidos. — Eu não deveria ter te beijado. Eu não te amo.

Abaixei a cabeça e tentei controlar os soluços. A única vantagem de olhar para as costas rígidas do Stefan era que ele não podia ver o quanto eu estava chorando.

– Eu imaginei que você diria isso. — murmurei, franzindo os lábios. — Você ama a Katherine, sempre a amou. É só que... por um momento eu achei que você pudesse gostar de mim também. Quando nos beijamos eu senti que... — Senti algo molhar a minha camiseta e olhei para baixo. O sangue manchou a minha camiseta branca.

Passei a mão pelo ferimento e caí no chão quando minhas pernas fraquejaram. Minhas mãos tremiam. Olhei para o lado e vi a silhueta de uma mulher que sorria mas quando pisquei os olhos, ela havia sumido.

– REBEKAH! — Stefan gritou, aturdido, quando me viu estirada no chão. Ele retirou a sua camiseta e colocou em cima do sangramento para estancar o ferimento, colocando minha cabeça em seu colo logo em seguida. — Rebekah, por favor, fica comigo. — pediu, parecendo desesperado.

– Tinha alguém aqui...

– Não, não diga nada. — ele disse, com os olhos cheios de lágrimas. — Me desculpe, Rebekah eu... eu te a...

Meus olhos foram se fechando e eu desmaiei antes que Stefan terminasse de falar.

Elena narrando:

Alguns dias depois...

Respirei fundo antes de sair do banheiro. Droga, eu estava muito nervosa. Hoje eu havia decidido confessar o que sinto pelo Damon. Porém, o medo de sua reação me deixava praticamente incapacitada de tomar essa iniciativa.

O encontrei no andar de baixo, falando no telefone. Ele parecia falar com Klaus sobre a Rebekah sobre um atentado que a mesma sofrera.

Tentei me inteirar sobre o assunto, já que Rebekah sempre fora uma ótima amiga quando precisei. Além do mais, eu estava preocupada e sentia a falta dela.

Damon desligou o telefone depois de um tempo e me encarou. Ele parecia estar tão preocupado quanto eu.

– O que aconteceu com a Rebekah? — eu perguntei, curiosa e aflita.

– Levou um tiro assim como Klaus levou há umas semanas atrás. — Fiquei impressionada com aquela revelação. Tinha certeza de que aqueles ataques eram obra da mente maquiavélica de minha irmã gêmea.

– Mas ela está bem? — Segurei fortemente a mão de Damon quando me dei conta de que o Damon poderia ser a sua próxima vítima.

– Está, por sorte a bala passou de raspão.

– Que ótimo, fico mais aliviada sabendo disso. — Damon me encarou confuso. Tentei me explicar, mas a única maneira de fazer isso era contando a verdade. — É que... bom, ela e eu fizemos uma amizade quando vocês me sequestraram. — confessei, sentindo-me embaraçada.

– Bem que eu desconfiei disso. — ele disse, sorrindo e apertando a minha mão. No minuto seguinte, ele me puxou para si, abraçando-me apertado.

Meu coração logo tratou de acelerar e as minhas mãos começaram a suar frio. Nos separamos apenas o suficiente para podermos nos encarar. Meus olhos logo se focaram em sua boca e Damon aproximou seu rosto do meu, beijando-me de uma maneira que conseguia me deixar ensandecida.

Meu coração, minha mente e o meu corpo gritavam: "Eu te amo tanto!" e minha boca pedia para que eu falasse aquilo. Eu não podia mais aguentar.

– Damon... eu amo você. — sussurrei, próximo a sua boca. Nós nos olhamos, ofegantes e Damon esboçou um sorriso torto para mim.

– Eu também amo você. Acho que estou louco, mas eu amo você. — Nós dois começamos a rir.

Quando o acesso de risos passou, comecei a dar uma sequência de selinhos em sua boca.

Eu não me lembrava de ter me sentido tão feliz antes.

A campainha tocou e o momento mágico se espatifou no chão.

Trocamos um olhar aflito e desconfiado. Damon se dirigiu até o olho mágico e abriu a porta de uma vez só.

Me aproximei o suficiente para ver quem estava do outro lado e levei um susto ao ver Klaus, Rebekah, Stefan e Caroline parados em nossa frente.

Notas finais
Caroline está confusa, Klaus parece estar um pouco menos mal KKK Bonnie e Jeremy estão in love, Elena e Damon também e Rebekah e Stefan ainda não conseguiram se resolver. Com certeza vocês já sabem quem atirou na Rebekah. O que vocês acham que o Klaus e os outros foram fazer no cativeiro do Damon e da Elena? a) Fazer uma visitinha b) Klaus foi começar a executar seu plano contra a Elena e levou todo o mundo junto com ele c) Klaus resolveu voltar a juntar toda a gangue novamente no mesmo cativeiro. Uma dessas respostas é a certa e vocês saberão qual é no capítulo que vem. Tenho que responder as reviews de vocês ainda mas está difícil arranjar tempo pra isso ;@ Espero que apesar da demora vocês comentem esse capítulo pra me dar ânimo. Os próximos serão mais agitados, prometo!! Tenham uma boa tarde e começo de semana!