Emergency
1 One Shot
Mukuro-sama, este era o nome que a garotinha da névoa falava baixinho, naquele momento em que estava prestes a cair, o ilusionista de cabelos roxos surgia e logo a acolhia em seus braços, seu protetor havia chegado:
-Nagi, é hora de descansar um pouco.
Chrome sorria enquanto Rokudo Mukuro lutava contra o inimigo, estava nevando bastante e ela começava a se tremer. Terminada a batalha, ele pergunta:
-Está se tremendo, Nagi?
-Hum? Eu...
-Já venci aquele fracote, vem aqui.
-S-sim, Muku...
Mukuro a abraça e em seguida começa a afagar o cabelo dela levemente, Chrome sentia-se bastante envergonhada, aquele garoto que a protegia estava observando-a nos olhos.
-Isso é tão bom, não é, minha querida Nagi? Faz esquecer um pouco as mágoas do passado.
-Ninguém se importava de verdade comigo.
-Eu me importo bastante; Aqueles dois estão vindo.
-Chikusa e Ken.
-Mukuro, desculpe interromper o momento de vocês, não sabia que gostava dessa garota ai. Dizia rindo Ken
-Chrome Dokuro.
O garoto girava seu Trident mortal:
-E dai? Algum problema?
-Claro que não Mukuro, eu até ia elogia-la.
-Isso mesmo, nada demais.
-Quero que a levem com vocês e cuidem dela, preciso encontrar uma certa pessoa agora.
-Tudo bem, vamos logo Chrome.
Um certo tempo depois, os três chegam ao interior do decaido parque de diversões, onde moravam; Ken reclamava:
-Aqui está uma bagunça, trate de arrumar isso Chrome, seja útil para alguma coisa.
-Que monotonia. Desabafava Chikusa
- *Mukuro-sama, onde está agora?*
Aquele a quem Mukuro procurava era Hibari Kyoya, os dois ainda não haviam esquecido a luta que tiveram um tempo atrás no parque, o guardião da núvem estava de costas para ele, com suas duas armas em punho, não havia ninguém por perto.
-Então você realmente veio.
-Sim, vim te fazer perder outra vez.
-Vou te bater até a morte! *Avança golpeando*
Mukuro esquiva-se rindo e diz:
-Não pode vencer minhas ilusões com ataques tão fracos.
-Cale-se.
-Você já está em meu mundo ilusório, vou te fazer sumir, sabe porque? Eu sou seu oponente e também seu maior pesadelo.
-Espere, Mukuro-sama.
O guardião da névoa observava ao redor e ninguém exceto Hibari lá estava, era uma emergência de Nagi, não porque estava em perigo, mas sim com uma repentina e intensa saudade do rapaz de cabelos roxos, a noite já chegara e a neve intensa ainda prosperava.
-Eu pode te ouvir, doce Chrome, estou a caminho.
-Onde está indo? Ainda temos assuntos a tratar. Dizia Kyoya, pouco entendendo o que estava acontecendo.
-Deixaremos essa luta para depois, Hibari Kyoya.
Enquanto isso, Chrome Dokuro estava deitada naquele velho sofá, sentia fome e fraqueza, até que uma porta ia abrindo e um rastro de luminosidade chegava a ele, o local em que ela e seus dois amigos ficavam não estava tão escuro quanto antes, uma voz surgia:
-Você não deve dormir agora, Nagi-chan, trouxe chocolate quente para ti.
-M-mukuro-sama...é você?
-Sou sim.
-Obrigada por ter vindo.
-Ei! Que barulheira é...Mukuro! Tudo bem? Gritava Ken
-Estou, agora deixe-nos a sós por um tempo.
-Está certo.
Ken e Chikusa saiam da sala, agora só restavam os dois da névoa.
-Tome, beba um pouco para se aquecer. Por que me chamou?
-Sim, é que...percebi que estava sentindo sua falta.
-Está vermelha,Nagi. *Segurava as mãos dela* Não precisa mais disso, já estou com você, linda.
-Hum? Eu...por que me protege tanto?
-Por que eu te amo, Chrome.
Diante daquela revelação, ela mostrava-se surpresa e corada, sentia seu coração palpitar, Mukuro e Chrome estavam se aproximando cada vez mais um do outro, lentamente o garoto começava a beija-la enquanto novamente afagava o cabelo dela; Ken os observava pela fresta da porta e comentava baixinho:
-Sabia que ele estava a fim dela. *Rindo*
-Você já teve alguma namorada, Ken?
-O que? Isso não te interessa, idiota.
O trident é arremessado por Mukuro e fica com as pontas presas na porta:
-Eu sei que estão espionando, mas tanto faz.
-M-mukuro -sama, eu preciso te dizer uma coisa.
-E o que seria, minha Nagi?
-Desde pequena eu buscava o sentido de viver, não tinha amigos e nem meus pais se importavam comigo, ninguém me entendia, depois daquele acidente, senti que iria partir desse mundo, mas...
-Mas?
-Mas você apareceu e me salvou, passou a me proteger...obrigada por tudo e eu... eu também te amo, Mukuro-sama.
-Sempre irei cuidar de você.
Ela sorria gentilmente, porém, como estava bastante cansada, deitou-se no sofá e começou a por sua cabeça no colo dele para se aconchegar, admirava a Lua sob o céu estrelado.
-Para onde olha?
-Para a Lua, está muito bonita hoje.
-Está sim; Não está na hora da garotinha aqui dormir?
-Chrome concordava e após desejar boa noite a ele, começa a fechar os olhos, o sono havia dominado-a.
Esta noite foi tranquila, mas neste momento amanhecia em Namimori e a neve havia cessado completamente, Chrome acordava abraçada a um travesseiro macio e branquinho, nenhum sinal de Mukuro ao redor.
-Mukuro-sama? Mukuro-sama?
-Estou aqui Nagi, em seu pensamento.
-Essa voz...onde estão Ken e Chikusa?
-Ainda não acordaram.
Uma carta que acabara de avistar lhe chamava a atenção, estava um pouco amassada, em cima do sofá em que ela tinha dormido, logo Chrome a segura e lê: “Para minha querida Nagi” , a abre e checa seu conteúdo, um sorriso meigo surgia em sua face avermelhada.
Na carta, estava desenhada ela o abraçando e sorrindo, ainda pequeninos, e também escrito estava com tinta azul-escura a seguinte palavra: “Aishiteru” , que significa “Eu te amo”.
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