(...) Madrugada de sexta-feira eu acho, não sei ao certo. Chove muito. Encontramos alguns deles na beira da estrada, a gasolina já estava quase no fim e os mantimentos que havíamos pegado estavam se esgotando. Éramos muitos no começo, mas agora restam poucos de nós. Não sei ao certo como essa praga chegou ate nós. Só estou torcendo pra que tudo seja um pesadelo e eu acorde logo desse inferno.

Nunca vou me esquecer do dia em que tudo começou. Eu estava num hospital, havia levado minha namorada pra fazer uns exames, pois ela havia desmaiado e batido a cabeça, o medico disse que ela iria ficar em observação. Fiquei na sala de espera aguardando. Dai alguns enfermeiros passaram correndo pelos corredores com uma maca, parecia que o cara havia sido atacado por algum animal, o cara gritava feito louco, foi levado as pressas para a mesa de cirurgia. Depois disso um silencio tomou conta dos corredores.

Passava das três da madrugada ,quando o grito de uma enfermeira quebrou o silencio, o louco que havia sido atacado, estava agora atacando a pobre mulher. Ela pedia por ajuda e logo dois enfermeiros vieram em seu auxilio, depois disso não ouvi mais nenhum ruído vindo daquela sala que ficava no fim do corredor, talvez tivessem sedado o rapaz. Minha namorada ainda estava em observação e só iria sair algumas horas depois. Seria uma longa noite e meu celular estava descarregando, havia esquecido o carregador.

(...)

Levantei-me para pegar um copo de café, pois já estava com muito sono, e ao olhar para o fim do corredor eis que vejo o rapaz que haviam trazido de pé ao lado da porta, pensei em chamar alguém para levado de volta ao seu quarto, mas antes que conseguisse o mesmo veio em minha direção, ele tinha sangue saindo da boca e seus olhos estavam vermelhos, a pele estava pálida feita folha de papel, mas apesar de sua aparência ele vinha rápido, parecia um velocista em plena forma, não pensei duas vezes corri para a recepção, mas para meu azar estava vazia.

Despistei o maluco e fui para o quarto de minha namorada para ver se ela estava bem, mas para minha surpresa o quarto estava vazio, inclusive os quartos ao lado. Diabos onde estão todos? Não é possível que tenham ido embora e minha namorada onde esta?

Decidi voltar para a recepção para tentar ligar para a policia, pois meu celular já estava totalmente descarregado. Ao chegar à recepção descubro que os telefones estão mudos, certo se isso era pra ser uma piada não estou achando a menor graça. Mas então ao me virar dou de cara com meu perseguidor que parecia mais furioso do que nunca, ele urrava feito um animal devia estar fora de si pensei, tentei dialogar mas de nada adiantou, E com um salto pulou em cima de mim. Caímos no chão. Travamos uma luta desesperada ate que consegui alcançar o telefone que havia caído perto de mim e o acertei na cabeça.

Aparentemente ele havia desmaiado então usei os fios do telefone para amarra-lo para não correr o risco de ele me atacar de novo. Sai dali e continuei andando a procura de minha namorada ou de alguém que pudesse me dizer o que estava acontecendo.

Ao passar por um dos corredores ouço um grito de socorro vindo de uma das salas, corri para ajudar, e ao chegar no local encontro uma enfermeira atacando uma garotinha que estava escondida debaixo da cama, a mulher tinha os olhos vermelhos iguais aos do rapaz, a pele pálida e a boca cheia de sangue, a garotinha estava apavorada ela chorava e gritava por ajuda, não podia ficar parado sem fazer nada, então peguei um extintor que estava ali perto e a golpeei na cabeça a fazendo cair no chão. Coloquei o extintor de lado e me abaixei para falar com a garotinha:

-ei não precisa ter medo eu vim te ajudar, o meu nome é John, mas pode me chamar de Joe. Qual o seu nome?

(...)

Ela me olhou fixamente. Continuei.

- sabe onde estão as outras pessoas?

-T-todos sumiram. Ela disse com a voz tremula.

-não precisa ter medo não vou te machucar ok?

- O meu nome é Lucy. Obrigada por me salvar.

-de nada, mas onde estão seus pais?

-eu sou órfã, mas moro com minha avó, eu vim para esse hospital porque ela iria fazer uma Cirurgia, mas depois... E antes que Lucy terminasse vários gritos ecoam pelos corredores.

-É melhor sairmos daqui não é seguro.

Lucy apenas acena com a cabeça que sim e saímos.

A enfermeira maluca então se levanta, mas rapidamente tranco a porta do quarto, em seguida ouço batidas na porta, Lucy então puxa minha camisa para me alertar que estávamos sendo observados. Ao me virar vejo dois homens parados nos observando ambos com os olhos vermelhos, deviam ser pacientes do hospital. Eles murmuravam, mas não diziam nenhuma palavra e vinham caminhando em nossa direção. Eram mais lentos que o maluco de antes, mas bem mais fedidos, cheiravam muito mal, parecia ate carne podre.

Então Lucy e eu saímos correndo pelos corredores, podia ver o medo em seus olhos, também estava assustado, mas não podia deixar transparecer isso para ela a fim de deixa-la mais apavorada. Voltamos ate a recepção e o maluco ainda estava lá amarrado.

-estou com medo. disse ela.

-não se preocupe tudo vai ficar bem, vou te proteger.

Notas finais
Espero que tenham curtido,comentem ai pra eu saber a opniao de vcs sobre a historia,criticas construtivas sao muito bem vindas,um abraço a todos e ate o proximo capitulo.