Embrulhado Pra Presente
1 Capítulo 1 - Corações Medrosos
Notas iniciais
FELIZ NIVER GREGO GOSTOSO E PERFEITOOOOO MILOOOOOO XD
Boa leitora, (gente a Mel fala ta, mas ela ta meio calada demais, no segundo cap, ela que vai postar e falar heheh) bjins
Era uma quarta feira à noite, Milo estava trabalhando como um louco, como sempre, cansado e irritado, olhava os papéis na mesa e queria chorar compulsivamente, não suportava mais tanto trabalho.
As onze e trinta da noite, não suportou mais e retirou o terno ficando apenas com a camisa social branca. A gravata a muito já não estava em seu corpo, encarou o relógio e não sabia se queria ou não voltar pra casa.
- Ótimo, já são quase meia noite e eu ainda to aqui, sendo que amanha meu é aniversário, mas de que adianta um aniversário se não posso ter quem eu quero na minha cama, do meu lado? Vida de fresco a minha, trabalho-casa, casa-trabalho, qualquer dia desses eu agarro aquele ruivo metido a beato. Porra. – Gritou deitando a cabeça na papelada e vendo a imagem de Kamus Chevalier, seu primo, um belo francês filho de sua tia, irmã de sua mãe, ambas francesas.
Ouviu o celular tocar o tirando de seus pensamentos, no visor a foto de seu irmão mais velho apareceu. Era só o que lhe faltava, Kanon ligando para si uma hora daquelas. Como se já não bastasse o tanto de trabalho que tinha pela frente ainda viria inchação de saco.
Pensou duas vezes antes de atender ao maldito telefone até que o toque cessou, o que causou um sorriso no grego que não demorou em sua face ao ouvir o som recomeçar.
- Quem me incomoda? – Atendeu ironicamente, deixando claro em seu tom de voz a irritação e o cansaço.
- Nossa, quanta gentileza! Se fosse o santo do Kamus você atenderia de outra forma, não é seu ingrato!? É assim que você fala com seu o irmão mais velho? – Brincou tentando melhorar o humor do mais novo.
O loiro bufou irritado, já estava sem humor, e ainda ter que suportar os surtos do outro era demais pra si.
- O que quer Kanon? Viu a hora, irresponsável!? Deveria estar trabalhando no seu antro de perdição e não me torrando a paciência! – Sorriu de canto, antro de perdição era como Kamus chamava a boate de Kanon.
- Você passa mais tempo paparicando o priminho que não quer dar pra você do que pensando em si mesmo, mas, isso não é da minha conta. – Falou ressentido com o excesso de atenção que o mais novo dedicava ao ruivo – Milo meu bem, amanhã é seu aniversário, o que você pretende fazer? – Perguntou já imaginando a reposta.
Ou passaria trabalhando, ou jantaria com Kamus lhe dando carinho e amor, mas sem dizer claramente suas intenções com ele, aquilo irritava o geminiano.
- Eu vou trabalhar normalmente Kan, convidei o Kamus pra jantar comigo, mas ele recusou. – Suspirou resignado. O garoto lhe dissera que estaria ocupado fazendo trabalho da escola, e olha que fizera até chantagem emocional por conta de seu aniversário, e nada derretera o coração de gelo do mais novo.
- Isso, trabalha Milo! Trabalha mais, porque nesses dias você surta, entra em colapso e o ruivinho lindo ainda estará fazendo trabalho. PORRA, NÃO AGUENTO MAIS VOCÊS DOIS! QUEREM, MAS NÃO SE PEGAM! ORA MERDA, QUE FRESCURA! – Desabafou num grito contido há anos. Mas especificamente desde o momento em que o francês fora morar com eles há três anos.
- Kan, diz de uma vez o que você quer porque eu tenho mais o que fazer! Só ligou pra me irritar, foi? – Girou em sua cadeira, ficando de frente pra enorme janela, de onde dava pra ver toda a vista da cidade. Tudo muito lindo, porém solitário. Sabia que o irmão tinha razão, mas o que poderia fazer? Pegar o ruivo a força? Um menino de apenas dezesseis anos?
- Eu quero um pouco da atenção do meu irmão amanhã, porque ta difícil. Porra Milo, estamos na Grécia morando sozinhos, você, Saga, Kamus e eu, mas parecemos estranhos, nossa família ficou na França, mas você era mais presente lá do que aqui. Quer merda! – Reclamou, mas toda aquela reclamação tinha um motivo, daria um jeito no irmão e no primo nem que fosse a última coisa que fizesse.
- Tudo bem Kanon, agora para de chorar que isso não combina com um homem do seu tamanho. – Suspirou rendido, realmente, ultimamente vinha sendo um irmão muito ausente – O que você quer que eu faça para me redimir?
Um sorriso malvado surgiu na face do loiro no outro lado da linha.
- Quero sua presença amanhã às oito da noite lá em casa, claro, mas não pode atrasar, e tem que estar de olhos fechados ao entrar, e acredite eu vou saber se não estiver. – Falou num fôlego só, sabendo que o irmão iria desconfiar de algo.
- O que está planejando, seu maldito?! O que vai aprontar Kanon? Se levar uma das putas do seu antro de perdição eu acabo com a sua raça, ouviu? – Se o irmão fizesse o que imaginava que ele queria fazer, sabia que suas chances com o primo passariam de zero para negativo.
Kanon riu alto, sabia que Milo pensaria que era isso, coitado, estava tão enganado.
- Porra Milo, não sou um filho da puta, claro que não, senão suas chances com o ruivo já eram, mas será que dá pra confiar em mim uma única vez na sua vida? – Perguntou mordendo o lábio inferior com força com medo da resposta.
- Na verdade não Kanon, não dá. Mas já que eu não vou ter a companhia do Kamus eu posso te dar essa chance. – Sorriu divertido – Então amanhã as oito eu estarei em sua casa. Até lá, irmãozinho.
Não esperou resposta e desligou o telefone. Seus horários e os de Kanon não batiam muito, o irmão trabalhava a noite, enquanto ele trabalhava durante o dia no escritório de advocacia próprio. Quando Kanon chegava a casa já era lá pela madrugada ou às vezes até de manhã, nunca conseguiam se ver.
Chegou a casa estressado, não tivera coragem nem mesmo de comer algo, apenas de tomar um banho rápido, se jogando na cama em seguida, desmaiando de sono e cansaço com a imagem de seu amado na mente.
^.^
No dia seguinte...
Amanhecera rápido, mas Milo tivera uma noite feliz, já que na hora que o relógio marcara meia noite em ponto, recebera uma mensagem de Kamus, ao entrar em casa na noite anterior a uma hora da madrugada, lia vezes incontáveis a mensagem fofa.
“Feliz aniversário pra pessoa mais incrível e especial que já conheci, que seu dia seja magnífico como você primo, te amo.
Ass: Kamus”
Ganhara o dia, e mesmo que não o tivesse por perto naquela data tão insignificante sem a presença dele, não importava, pois aquela mensagem já valia muito.
O despertador tocou pra Kamus e este acordou pontualmente às seis e meia da manhã, fez tudo o que fazia todas as manhãs, tomou banho, vestiu o uniforme da escola, mas antes de ir pra aula e pegar sua mochila, adentrou silenciosamente o quarto do grego e pé ante pé aproximou-se da cama e ficou a mirar a face tranquila a ressonar suave.
Cuidadosamente depositou um beijo sutil na bochecha dele sussurrando doce.
- Um bom dia meu amor. – Sairia calado dali, se os olhos de mar revolto não o tivessem tragado pra profundezas sedutoras e magnificamente charmosas, os olhos azuis de Milo se abriram pra lhe fitar sonolento, fazendo em seguida com que um sorriso lindo adornasse sua face, brindando o mais novo com sua faceta mais real.
- Zeus... Eu ainda estou sonhando ou um anjo veio mesmo visitar-me? – Sorria bobo. Adoraria acordar todos os dias e ver aquele ruivinho tão lindo ali, em seu quarto, de preferência nu em sua cama, gemendo seu nome, lhe chamando de amor mais vezes, lhe dedicando atenção eterna.
- Pára Mi, assim fico sem graça, só não queria passar o dia todo sem te ver, eu não ia suportar. – Falou virando o rosto envergonhado com a própria frase.
O loiro sorriu, aquele ruivo era mesmo uma graça todo constrangido.
- Se não quer passar o dia sem me ver por que não aceitou meu convite pra jantar? – Interpelou fitando mais claramente os olhos de rubi do outro, que abaixou o rosto em sinal claro de vergonha.
Uma resposta difícil, não poderia contar a Milo que Kanon o havia feito prometer não marcar nada com o grego mais novo, para que juntos fizessem uma surpresa pra este, e que o escorpiano adoraria a ideia, e foi assim que aceitara, mesmo não sabendo o que o geminiano estava aprontando, pra Milo faria sempre qualquer coisa.
- Preciso entregar esse trabalho Mi, sou responsável por isso, me perdoa. – Pediu sentindo seu peito apertar. Mataria Kanon se estivesse tramando algo pra machucar seu anjo loiro.
- Tudo bem, não quero atrapalhar você. – Sorriu sem muita vontade, sentando-se na cama – Agora vem aqui me dar um beijo de feliz aniversario, vêm?
O ruivo sorriu se jogando nos braços do grego, reparando que este trajava apenas uma boxer vermelha, estava lindo, como sempre lindo.
O loiro logo o abraçou o puxando para seu colo, sentindo o perfume dos cabelos sedosos.
- Camus... Obrigado por existir na minha vida. Esse é o melhor presente que eu poderia ganhar de aniversário.
Mesmo envergonhado depositou um beijo demorado ao lado da boca do grego o abraçando em seguida com força.
- Você que é um presente pra mim Mi. – disse rouco, encabulado, mas certo das palavras.
Milo sentiu todo o seu corpo arrepiar com aquele contato tão ínfimo. Zeus, quantas noites passara em claro sonhando como seria ter aquele ruivo em seus braços? Como sentia vontade de fazê-lo seu naquele momento. Mas não podia, não quando sabia que Kamus não estava preparado para algo assim.
- Você sabe que eu amo muito você, não é? Você é como um irmão mais novo para mim.
De certa forma as palavras do grego lhe mataram um pouco, esperava ser mais do que um irmão pra ele, bem mais.
- Sei que sim, eu sei que sim. – Sua voz era como um lamento, se desvencilhou do abraço não conseguindo encarar o loiro – Preciso ir, um ótimo dia Milo. – Saiu sem esperar resposta, seu peito doía por querer algo que nunca teria dele.
Ao ver o ruivo saindo, Milo deitou de novo abraçando o travesseiro, se maldizendo por nunca fazer a coisa certa, por que mesmo que não aproveitara o momento e roubara de Kamus aquilo que sempre desejou?
Por que não o beijara? Pelo menos teria uma lembrança que guardaria para sempre em seu coração, saberia o sabor daqueles lábios tão rubros e convidativos. Sempre estragava tudo mesmo.
Mas sabia que no fundo Kamus o via apenas como um irmão. Precisava se acostumar com isso. Resolveu levantar e tomar banho, tinha que ir trabalhar, já que possuía compromisso para as oito. Se não chegasse no horário marcado, Kanon o mataria com requintes de crueldade.
^.^
No Caminho Pra Escola...
Kamus havia ido embora, seu pensamento não estava na escola, estava no grego que deixara em casa, os olhos azuis, a boca vermelha e carnuda, o corpo desnudo, a perfeição humana, Milo era seu pecado, seu martírio, seu chão, e mesmo que este só lhe visse como irmão, preferia estar ao seu lado desta forma, do que não ter nem isso.
Antes que chegasse ao colégio seu telefone tocou, olhou o celular e xingou a pessoa mentalmente.
- O que é, Kanon? – A voz mal humorada denunciava seu estado de espírito.
- Nossa, que humor é esse garoto? Não respeita os mais velhos, não?! – Até que era divertido ver, ou ouvir o tom irritado do ruivinho. Aquilo com certeza era obra de Milo. Só seu irmão mesmo pra extrair qualquer tipo de emoção de Kamus.
- Fala logo o que deseja encosto. – Disse agressivo, tentando se acalmar pra chegar à escola, queria parar de pensar em Milo e não conseguia.
- Camus, eu já disse que seu mau humor é pura falta de sexo! Pena que você não me deixa resolver seu problema. – Estava brincando, homem de irmão seu para si era mulher. Se bem que... Também gostava de mulher. Mas o caso era que jamais ficaria com alguém que um de seus irmãos gostasse.
- É verdade, falta de sexo, e se você quer me ajudar a não piorar o meu humor, fala logo o que quer. – Rosnou.
- Ui... Minha coisinha fofa ficou bravinha! – Debochou – Mas, vamos ao que interessa. Hoje você precisa chegar mais cedo em casa, temos que preparar a surpresa do seu amado, digo, a surpresa do Milo.
- Ei pera um minuto, você realmente vai levar essa ideia a serio? – Perguntou incrédulo.
- É lógico que eu vou! O meu irmão não sabe, mas ele terá o melhor aniversário da vida dele! – Sorriu de canto, o presente afinal não era só para Milo. Kamus seria beneficiado, e principalmente ele e Saga, pois já estavam cansados de aguentar crises de “TPM” e os chiliques daqueles dois.
- Ta bom Kanon, te espero na frente da escola, e nada de roupas estranhas. – Não deu tempo pro mais velho falar mais nada, apenas desligou o telefone e foi pra aula.
Continua...
Fale com o autor