Embrulhado Pra Presente
2 Capítulo 2 - Seu Presente Sou Eu
Notas iniciais
oOo
Mel: Então, aí está o segundo e ultimo ch, e agradeçam a Kiki por ele sair. Ela quem fez o lemon sozinha, minha parca paiticipação se resume ao lindo do Kanon.
Belle querida, obrigada pela betagem e por toda a ajuda. Te adoro. Kiki, obrigada por topar escrever a fic e ter se dedicado tanto a ela. Te amo.
Boa leitura e parabéns pro Milo. Sortudo!
Kanon sorriu travesso, já estava no shopping, agora compraria tudo o que fosse necessário para dar o presente de seu irmão. Quanto a Kamus não querer roupas estranhas... Desde quando o ruivo tinha querer? Pelo menos não naquele caso. E no fim sabia que ele iria adorar a surpresa até mais que Milo.
No escritório de advocacia, o loiro mais novo tentava se concentrar em algo que não fosse à proximidade que tivera com o primo antes de sair de casa, aquele pensamento lhe deixava muito irritado. Não o pudera tocar, não tivera coragem de assumir que o queria.
Pra completar sua total falta de humor, o telefone tocou lhe tirando do transe, olhou o celular e suspirou, só poderia ser ele mesmo.
– Parabéns pra você... Nessa data querida... Muitas felicidades... E milhares de picas... – Kanon cantou do outro lado da linha.
– Kanon meu caro e adorado irmão, faça-me um imenso favor e vai tomar bem no meio do olho do seu CU! – Respondeu sem educação e muito puto, levando Kanon a gargalhar gostosamente.
– Ora Milo, você sabe que essa não é bem a minha praia... Eu prefiro comer um belo cu a tomar nele. Mas enfim... Lembre-se de seu compromisso para logo mais! Esteja aqui as oito ou será um homem morto!
– Eu não esqueci, seu filho da puta, e ai de você se não fizer algo bem gostoso. – Advertiu.
– Ah não se preocupe... Coisas deliciosas o esperam, isso eu prometo! – Sorriu malicioso.
O loiro mais novo desligou o telefone irritadiço, naquele dia mandaria até o mais alto empresário a merda caso este lhe tirasse do sério. Ele sabia que ficar sem Kamus no dia do próprio aniversário era tortura demais, mexia muito com seu humor.
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No Colégio...
O dia passou rápido e logo Kanon estava na porta da escola do ruivo.
– Oi Kanon. – Disse o francês com cara de poucos amigos.
O loiro olhou pra ele sorridente. O ruivo vestido com o uniforme da escola parecia uma ninfeta, Milo poderia até ser considerado um pedófilo, porque Kamus era a descrição perfeita de um anjo por fora e um demônio por dentro. Por um momento pensou que o irmão poderia adorar o rapaz vestindo uma fantasia de colegial. Mas ficaria para outra ocasião. Natal, talvez.
– Pensei que não ia sair mais, já estou te esperando há longos cinco minutos! – Brincou piscando um dos olhos, displicente.
A cara do francês era impagável, os olhos vermelhos fuzilavam o primo com ódio e fúria.
– Porque não para de brincadeiras e me leva logo pra onde você quer levar, seu inconseqüente? – Falou ríspido, estava num humor infernal.
– Mal humorado com sempre, sorte sua que você é realmente delicioso, caso contrário com esse humor morreria solteiro! – Sorriu passando os braços sobre os ombros do ruivo. “Ah Kamyu, se seu mau humor for falta de sexo seus problemas acabaram. Ou acabarão em breve" — Sorriu com o próprio pensamento.
– Sua cara me assusta, mas vamos, não tenho nada a perder mesmo. – Entrou no porshe negro do primo e seguiram até uma loja de fantasias.
A cara do ruivo era hilária, ele não sabia se saia do carro, não sabia se corria, ou se matava o primo, mas Kanon mantinha a todo custo a compostura.
– Vamos Camus, não temos o dia todo e temos muito a fazer, não vai ser fácil lhe deixar no ponto certo. – Saiu do carro esperando o ruivo na porta da loja. Ah, Milo ficaria lhe devendo essa pequena ajuda.
– Mas nem me pagando eu entro ai. – Gritou ainda dentro do veiculo, fechando os olhos com força, massageando as têmporas e não fitando o loiro.
– Ah, mas você vai, nem que eu tenha que te arrastar e usar da minha autoridade como primo mais velho e seu tutor. – A feição antes divertida do grego, passou pra uma séria e autoritária.
– Porque sempre que você quer alguma coisa, usa seu poder legal sobre mim, seu chantagista barato? – Perguntou saindo do carro e fitando o local.
– Porque é pra isso que serve ser mais velho, pra mandar quando não querem obedecer. Vamos Kamus, não gosto de usar meu poder “tutor responsável” com você. – Disse tão serio que o mais novo o encarou sem ação, e este não aguentou muito tempo ao ver a face perplexa do primo, desatou a rir.
– Kanon, você não presta! – Comentou não conseguindo ficar sério por muito tempo, caindo na risada com o geminiano.
– Agora vamos pequeno. – Falou descontraído segurando a mão do ruivo e entrando na loja.
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A Noite No Escritório...
Um loiro atordoado tentava revisar todos os papéis a tempo da audiência do dia seguinte, passara o dia recebendo ligações, Saga, sua mãe e seu pai, e o resto da família, sem contar com os amigos.
Não gostava de aniversários, só ficava feliz neles quando o ruivo estava por perto.
– KANON. PUTA QUE PARIU, ESQUECI DO MEU IRMÃO. – Gritou olhando pro relógio em seu pulso constatando seu maior medo, estava, e muito, atrasado pro compromisso com o mais velho.
– Agora ele me mata, já são dez da noite, preciso correr. Ele ta tão puto que nem me ligou pra reclamar. MERDA. – Saiu apressado, pegando suas coisas de qualquer jeito e indo direto pra garagem do lugar, pegou seu volvo prata e correu até em casa.
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Em Casa...
O grego adentrou sem nem mesmo lembrar-se do que havia combinado com o geminiano, não colocou a venda, não chegara no horário, queria apenas correr e saber onde estava o irmão.
Estranhou a casa toda escura, e o carro do loiro não estava na garagem, nem o carro dele, nem o de Saga.
– Kanon, onde você está? – Perguntou em voz alta adentrando na mansão, subiu as escadas e reparou que a luz de seu quarto estava parcamente acessa, correu até ela, entrando com cuidado e abrindo a boca com a cena divina que encontrou lá dentro.
Kamus estava deitado dormindo placidamente, vestindo algo que o loiro não acreditou.
Aproximou-se mais, ficando a centímetros do mais novo. Sorriu encantado com a figura angelical do primo.
Este trajava uma boxer negra, orelhinhas de neko, uma cauda falsa bem arrepiada, tudo num tom de negro e cinza, nas mãos luvinhas delicadas de patinhas, e nos pés pantufinhas de patas de gatinho, e a possuía também uma coleira negra de veludo no pescoço.
Os fios rubros espalhados nos lençóis de seda branca, mas a melhor parte era que o rapaz possuía uma fita azul piscina de tamanho médio, envolvendo seu tórax formando um lindo laço encima de seu coração.
Uma lagrima de emoção caiu sem pedir permissão por seu rosto, era isso que o ruivo e o geminiano estavam aprontando, seu presente de aniversário, era o amor de sua vida, seu ruivo.
Ajoelhou-se no chão ao lado da cama, jogando tudo que carregava ao lado retirando o terno e afrouxando a gravata cinza. Tocou com cuidado os cabelos cheirosos e macios num afagar suave.
– Meu anjo, você é meu presente? – Sussurrou sorrindo – Ah meu ruivo, você é minha vida. – Declarou comovido, vendo o mais novo abrir os olhos sonolentos.
– Mi... – Falou num sussurro preguiçoso.
– Oi meu amor. Desculpe-me Kamus, eu não cheguei na hora. – Falou sentindo-se a pior criatura do mundo.
– Eu... Achei que você não fosse vir. – Falou mais desperto, e triste.
– Se eu soubesse que era você que estava me esperando Kamyu, eu não teria nem saído de casa, páro qualquer coisa por você, esqueço qualquer um por você, desisto de tudo pra ter por perto. – Confessou afagando o rosto sereno e sorridente.
– Mi... Feliz Aniversário. – Falou agarrando o pescoço do grego de maneira possessiva, sendo muito bem retribuído por ele.
– Kamus... – Sussurrou – Posso desembrulhar meu presente? – Perguntou num misto de curiosidade e malicia.
Envergonhado e ainda inseguro, ele se afastou do primo levantando-se junto com ele mostrando como estava lindamente vestido. O grego ficou sem fala, era uma beldade, seu amado, seu pecado, seu sonho, seu Kamus.
– Eu sou seu presente... Pode... Fazer... O que quiser... Mi! – Declarou num fio de voz, sua face vermelha de vergonha extrema, fazendo o escorpiano tremer de excitação pela simplicidade na frase, pela verdade, e pelo medo contido nela também.
Kamus era um anjo a seu ver.
– Meu anjo... – Aproximou-se dele lhe puxando pela cintura, não queria pensar, não naquele momento, antes de qualquer coisa, queria beijá-lo, como deveria ter feito desde que se descobriu apaixonado pelo aquariano.
Devagar e com calma aproximou seus lábios dos do mais novo, que não recuou se inclinou na direção dele oferecendo sua boca pra que fosse degustada ao bel prazer do primo.
O loiro não suportou aquilo, encurtou a distância e devorou os lábios macios e carnudos, um beijo cheio de sentimento e desejo, a principio apenas uma coisa calma e casta, até que o ruivo deu passagem ao amado pra que este lhe adentrasse a cavidade macia.
Convite que prontamente atendido, as línguas se tocaram cálidas, desejosas, as mãos do mais novo se emaranharam em seus fios de ouro intensificando o toque ainda muito sutil.
Pra um anjo, Kamus estava ficando bem saidinho. Perdendo um pouco a sutileza depois do ato do francês, Milo decidiu mostrar toda a sua vontade de tê-lo, colocou uma perna entre as dele apertando seu sexo e fazendo o rapaz gemer contra sua boca.
O começo de ereção mal escondido na boxer negra, desceu a mão que repousava na cintura ate as nádegas durinhas apalpando e em seguida acariciando onde a cauda se encontrava.
O ruivo não pode não gemer loucamente intensificando o beijo e já perdendo o ar, Milo beijava com amor e desejo, era intenso, era real, era seu sonho se concretizando, como quis o primo daquela forma.
Milo não dera tempo do outro se por a par da situação, estava sendo deitado na cama de casal do grego, com este por cima de si, lhe fazendo finalmente pensar no que iria acontecer, seu coração passou a bater forte e descompassado, não apenas pelo beijo insano que trocava com o loiro, mas com a expectativa de ser finalmente dele de corpo e alma.
Notando a mudança nos batimentos cardíacos do ruivo, o mais velho se afastou a muito custo da boca apetitosa do outro, o encarando, vendo este de olhos fechados, respiração descompassada, e uma excitação bem visível.
Tocou no rosto afogueado com carinho e este lhe mostrou as iris vermelhas, lhe fazendo mergulhar num oceano de lava.
– Kamus... Você não precisa fazer isso, sei que foi ideia do meu irmão... – Não pode completar a frase um dedo suave repousou em seus lábios.
– Kanon apenas me levou pra loja pra comprar a fantasia, mas eu que decidiria o que fazer, ele não disse nada na verdade, admito que a ideia de ir ate o fim foi minha, mesmo que ele tenha pensado eu não dei tempo dele falar e contei antes. – Confessou corado – Eu quero ser seu, sempre quis, desde o dia que vim morar aqui. – Declarou assustando o loiro que lhe encarava sem ação.
– Eu nunca soube Kamus, porque se eu soubesse já teria feito isso. – Não completou nem mesmo o pensamente e antes que o ruivo pensasse em qualquer coisa o laço que atrapalhava um toque perfeito dos peitorais fora retirado delicadamente, revelando plenamente a pele alva e macia.
Pra um nerd, o francês possuía um físico invejável. Todo esculpido, há essa altura as luvas e as pantufas já não estavam mais no corpo do menor que apenas se contorcia enquanto os lábios atrevidos mordiscavam seus mamilos.
Milo mordia e soprava cada um deles sem pena, atiçando até a última gota o inocente Kamus, que se contorcia e pedia por mais roucamente.
A ereção do grego estava comprimida na boxer negra, desceu os beijos até a barriguinha durinha do primo, lambendo e depositando beijos calientes, enchendo o umbigo deste de saliva pra depois passar a língua sedutoramente, vendo este se contorcer ainda mais de prazer.
Antes que chegasse no ponto que queria sentiu as mãos em seus fios lhe puxando de volta pra cima, obedeceu e ouviu a voz mansa e cheia de desejo do mais novo.
– Eu quero te dar prazer, não o contrário Mi. – Revelou virando o grego na cama e subindo em cima dele com uma perna de cada lado.
A cena era muito sexy, um ruivo com fantasia sexy de neko com uma ereção enorme em cima de si, era um sonho, ia ser difícil suportar a tortura.
Devagar o mais novo retirou com cuidado a blusa social branca que o loiro usava, o livrando da gravata em seguida, passou a distribuir beijos e mordidas pelo pescoço moreno, ouvindo os gemidos de prazer dele.
Prosseguiu lambendo o peitoral exposto e definido, dando atenção aos mamilos, mordendo, sugando, soprando, atiçando, enquanto se esfregava na ereção do escorpiano.
Milo não tinha força nem pra respirar, aquilo era um paraíso infernal. Kamus desceu seus beijos ate chegar ao cós da calça a retirando sem cerimônia, revelando o pênis mal coberto pela boxer azul marinho.
Lambeu os lábios inconscientemente em puro desejo, o loiro por sua vez ficou se perguntando onde estaria seu inocente primo, mas antes que a pergunta pudesse sair de seus lábios, sentiu a boca pequena lhe envolver o sexo ainda por cima da peça intima.
Não pode não gritar, era imprescindível, agarrou os fios rubros forçando o mais novo a prosseguir, e este o fez rindo, mordeu ainda com o tecido atrapalhando, sentindo o desejo do grego aumentar contra seus lábios.
– Porra ruivo, não judia! – Pediu e o francês atendeu ao pedido, retirou a boxer que ele usava e revelou o mastro grande e lustroso do amante.
Milo ia dizer algo que fizesse o ruivo pensar sobre o que estava prestes a fazer, mas este não lhe dera tempo e antes que expusesse sua opinião sentiu a boca pequena e aveludada se apossar de seu membro, lhe tomando com gana e cuidado.
– AHHHH Kamus. – Gritou segurando os fios vermelhos, vendo a cortina rubra que se formava no seu baixo ventre, o subir e descer cadenciado do outro em seu pênis, era delicioso, a boca do primo era perfeita, era gostosa, um calor agradável e excitante, queria mais muito mais.
Seu membro cabia na cavidade só Zeus sabia como, mas cabia e o aquariano fazia um serviço perfeito, imaginou se ele já havia feito aquilo, mas descartou, seu primo parecia casto demais pra isso.
Kamus passou a sugar a glande com vontade, dando uma mordidinha de leve apenas pra atiçar o loiro que gritou de prazer. Prosseguiu com o intento, era a primeira vez que fazia aquilo, mas havia passado dias e dias lendo sobre o assunto pra poder ter coragem de dar prazer ao homem que amava.
Retirou o membro da boca e passou a distribuir lambidas pela extensão, levando o amante a loucura, voltou a colocá-lo na boca, não sabia como conseguia comportar tamanho volume, mas estava se esforçando pra fazer tudo certo.
O loiro apenas se contorcia, sentindo seus orgasmos chegar com vontade, mas antes que este viesse puxou os fios ruivos o tirando de seu sexo, vendo a cara safada do mais novo, achando que estava vendo coisas.
– Quero você. – Pediu, puxando o francês pela nuca lhe dando um beijo de filme pornô enquanto o virava na cama.
E antes que o ruivo percebesse o loiro já lhe retirava a boxer negra revelando a ereção grande e grossa, lambeu os lábios contente, traçando uma linha de beijos do queixo ate o sexo do outro o colocando na boca e fazendo o mais novo perder a razão e lhe arranhar sem pudor.
Sugava com força, maestria e maldade, estava tirando a sanidade do amante, que lhe arranhava e falava coisas desconexas, vendo o torpor do outro, abandonou o sexo do ruivo que quase rosna de desgosto e fez este dobrar as pernas bem torneadas expondo as nádegas durinhas.
O mais novo estava meio atônito pelo prazer interrompido na cama, sentiu apenas quando a língua quente e atrevida lhe adentravam o ânus, gritou e gemeu de prazer, aquilo era delicioso, a língua matreira lhe penetravam deliciosamente.
O grego por sua vez tentava não gozar diante a situação, estava finalmente matando sua vontade de ter o primo, e agora só queria saber de saborear ele, sua língua forçava passagem com cuidado, e aproveitando a distração do rapaz enfiou um dedo junto com ela.
Ouviu um grito rouco, mas nada que o fizessem parar, ia e vinha com a língua e com o digito atrevido, sentindo a musculatura relaxar com a invasão, não demorou muito e somou outro dedo, agora via Kamus se mexer mais desconfortavelmente, mas sem reclamar.
Continuou o beijo grego e intensificou os toques dentro dele tentando achar o lugar ideal, e quando achou ouviu um grito delicioso.
– MIIIII. – o ruivo não conseguia se conter, era bom demais.
O loiro continuou sem pena, preparando o ruivo pra algo maior, e este queria e logo essa experiência, porque pouco tempo depois puxou os fios claros o tirando do meio de suas pernas o trazendo pra seu campo de visão.
– Quero você em mim, AGORA! – Ordenou no auge do desespero por prazer pleno.
– Seu desejo é uma ordem. – Brincou, nem mesmo numa situação como aquela o aquariano deixava de ser mandão, adorava isso nele, na verdade adorava tudo nele.
Beijou o primo com carinho, reparando que este ficara apenas com a coleira fininha de couro e com as orelhas de neko, sorriu, era seu gatinho, só seu.
Com cuidado, posicionou seu membro na entrada virgem, forçando passagem aos poucos, vendo este abandonar seus lábios e morder os próprios tentando conter um grito dolorido.
Passou a morder seu pescoço e a lhe masturbar enquanto o adentrava lentamente ganhando espaço na cavidade apertada.
– Kamyu... Sou eu... – Sussurrou em seu ouvido, tentando lhe causar o mínimo de dor possível.
– Se não fosse você... Não seria... Ninguém... – Assumiu gritando quando se sentiu preenchido por completo e deixando um escorpiano perplexo novamente com a informação.
– Amo você. – Declarou o grego saindo do ruivo e voltando com vontade vendo este gritar, mas agora não apenas de dor, mas de prazer, acertara a próstata de primeira, e isso lhe deixava bem satisfeito.
As pernas durinhas do francês enlaçaram a cintura do moreno o fazendo ir cada vez mais fundo dentro de si, admitia que doía ainda, mas era o seu grego, e depois daquela declaração tinha certeza que não amava sozinho.
Cada fibra de seu corpo se contraia toda vez que o loiro lhe estocava, gemia e gritava, podia sentir o pênis crescer dentro de si e o prazer era indescritível.
Mas queria mais, bem mais, Milo ainda estava sendo gentil, aproveitou que o mais velho fora lhe beijar pra inverter as posições, ficando por cima e assustando o moreno.
– O que vai... AHHHH. – Gritou assim que o ruivo passou a se mover freneticamente sobre si se contraindo de propósito.
O rapaz de pele alva suava e gemia loucamente, era delicioso, estava galopando no seu homem, seu Milo.
Acometido de um desejo insano Milo segurou a coleira negra o puxando com força pra baixo impedindo o amante de ir rápido.
– Gatinho mal, vai ficar de castigo por ser tão afoito. – Brincou passando a língua pelos lábios carnudos e vendo o primo sorrir safado.
– Hum, então me puna. – Pediu manhoso se livrando das mãos do grego e voltando a cavalgar em seu colo, ia e vinha com vontade, as orelhas de gato ainda em sua cabeça davam um ar infantil e pervertido a tudo aquilo.
Regido de uma coragem que nem mesmo sabia que existia, o loiro segurou o adolescente pela cintura o virando na cama e o estocando com vontade, ouvindo este gritar de delírio.
Saiu de dentro dele e viu a cara de desgosto e revolta.
– De quatro, gatinho. – Mandou sendo prontamente obedecido, quando encarou o ruivo de quatro se oferecendo pra si, perdeu a razão e o penetrou sem piedade dando um tranco forte no corpo pequeno, vendo francês gritar de deleite.
– MAIIIISSSS... – Implorou sendo atendido, Milo passou a masturbá-lo no mesmo ritmo frenético que o estocava, o mais novo se segurava nos lençóis gritando de prazer, era tão delicioso, até as orelhas de neko haviam caído.
Milo sentia o canal do outro se contrair involuntariamente e sabia que o fim estava próximo, o cheiro de sexo, suor e perfume impregnava o quarto, e com mais algumas estocadas ambos gozaram ao mesmo tempo.
– MIIII....
– Kamyu! – Gritaram juntos desabando na cama e ficando quase mortos de tanta letargia pós gozo.
Alguns minutos depois do orgasmo o loiro saiu de dentro do mais novo e o virou pra si o trazendo pra seu peito.
Este estava quase adormecido, mas antes de apagar de vez, encarou o primo e sussurrou feliz.
– Também te amo Mi. – Sorriu satisfeito e fechou os olhinhos descansando no peitoral forte e seguro.
– Você é tudo que eu mais amo meu presentinho mais perfeito. – Sussurrou sorrindo e adormeceu, tendo a certeza que aquele havia sido o melhor aniversário de muitos que ainda viriam ao lado do seu amado Kamus.
FIM
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