Embriagado de Chá
4 Capítulo 4 - O sorriso
Notas iniciais
Chapeleiro —
Seu vestido azul era lindo. Havia algumas manchas de terra e um rasgo em sua meia-calça listrada, mas mesmo assim continuava linda.
Seus pesados cachos loiros caiam sobre seus ombros, bagunçados provavelmente por conta da queda. As íris de seus olhos escuros brilhavam e refletiam o largo sorriso no rosto do Chapeleiro.
Ele não conseguia para de olhá-la.
– Minha pequena Alice! — o Chapeleiro sentia seus olhos arderem por conta das lágrimas, estava tão feliz que a felicidade queria transbordar por seus olhos — Você está mesmo aqui minha querida!
– Chapeleiro! — disse Alice, já cheia de lágrimas no rosto, e saiu correndo para abraçá-lo — Meu Chapeleiro. Como esperei por esse dia! — ela não conseguia conter as lágrimas, e seu nariz corou rapidamente. Seus cabelos grudavam nas bochechas por conta do choro.
– Quando chegou? Por que não foi me ver? — disse ele — Senti tanto sua falta...
– Eu cheguei agora Chapeleiro, não tive tempo algum. Como soube que cheguei?
– Mallymkun me contou. Ela estava por aqui quando você chegou. Vim correndo ver se era verdade!
– Aham — Tweedledum chamou a atenção dos dois — Senhorita Alice, não quero atrapalhar o reencontro, mas a Rainha Branca deseja vê-la. Ela sabia do nosso plano — os dois coraram
– Que plano? — o Chapeleiro enfureceu-se em questão de segundos — Do que vocês dois estão falando?
– Acalme-se Chapeleiro, não foi nossa culpa. A Rainha pediu segredo, uma surpresa para você... — os irmãos se encolhiam de pavor, o Chapeleiro era realmente assustador quando queria
– Oh — disse ele voltando á si — Me desculpem garotos... Vamos ao encontro de Mirana, Alice? Dessa vez não será de chapéu — disse sorrindo
– Vocês nos acompanham? — Alice se dirigia aos Tweeds
– Não, não senhorita — disseram — Vamos tentar encontrar McTwisp, ele foi em outra direção...
– Vamos então Alice — disse o Chapeleiro, estendendo a mão para Alice — Venha.
Os dois foram seguindo pela floresta, Alice olhava para todos os lados tentando matar a saudade que sentia. O Chapeleiro por sua vez não desviava o olhar de Alice.
E então, de repente um sorriso surgiu. Nem no rosto de Alice, nem no rosto do Chapeleiro. mas no ar.

Fale com o autor