Embrassé par um vampire

Desafio 13 de drabbs, tema beijo

— por Paola Tchébrikov

— Staz-san! — choramingou Fuyumi ao ser deitada na cama. — O-O que você está fazendo? — questionou corada.

— Shii — resmungou ele subindo sobre ela.

Staz não sabia mais como evitar aquilo. Suas presas arranhavam para saírem e afundarem na pele branquinha da humana diante de si. E vê-la ruborizar só aumentava ainda mais sua libido vampiresca.

O corpo embaixo do dele se contorcia. Fuyumi respirava afoitamente, perdida ante o ataque repentino do vampiro. Suas mãos foram presas contra o colchão pelas de Staz, enquanto ele aproximava o rosto do dela.

— Shii, é só um pouco. Prometo não sugar todo o seu sangue. — O sorriso debochado que nasceu nos lábios dele indicava o contrário.

Os olhos azuis se arregalaram, no mesmo instante em que ela congelou. Ele ia sugar seu sangue? Mordê-la? Por quê?

Seus pensamentos sumiram quando a cabeça de Staz desceu para seu pescoço. Ele deslizou o nariz por sua pele até alcançar a jugular, parando. Seus dedos se enroscaram nos dela, entrelaçando-os, enquanto seus caninos desciam e arranhavam a pele levemente.

— Eu posso mordê-la, Fuyumi? — indagou ele com a voz embargada.

— E-Eu não sei, Staz-san.

— Eu não vou machucá-la, eu te prometo — insistiu ele.

Fuyumi virou a cabeça, fitando os olhos vermelhos profundamente. Aquela situação era estranha. Ela não sabia o que pensar ou fazer. Era a primeira vez dela. Como simplesmente aceitar?

— E-Eu não sei — ela repetiu.

Ambos ficaram em silêncio. Staz suspirou, começando a afastar-se dela. Ele queria mordê-la, sugá-la até tomar sua vida para si, o demônio dentro dele concordava, mas, sem a permissão da humana, ele não faria isso.

Quando Fuyumi entendeu o que ele faria, seu coração disparou de medo. Ele não iria querê-la mais? Staz procuraria outra pessoa para saciar sua sede? Não mais a procuraria? Protegeria? O que seria dela sem ele?

Seus olhos se encheram de lágrimas quando ela o segurou pelo braço.

— Staz-san, por favor — implorou.

— Eu não vou mordê-la à força, não se preocupe — murmurou ele desviando os olhos dela.

— P-por favor, me morda — ela pediu.

Staz virou a cabeça tão rápido que seu pescoço estralou, seus olhos presos nos dela, indagando silenciosamente sua decisão.

— Você tem certeza? — indagou deixando suas presas caírem.

— S-sim... Quer dizer, não... Ah, a-apenas faça.

Concordando, e voltando a inclinar-se sobre ela, Staz entrelaçou novamente os dedos e deslizou suas presas pela pele branquinha, sentindo a tensão invadir o corpo dela. Procurando acalmá-la, ele beijou o local onde a morderia, acariciando suas mãos e sentindo os seios avantajados pressionarem seu abdômen.

Seu coração disparou no instante em que ela suspirou, e ele não foi capaz de impedir que seus caninos afundassem na pele macia.

Cortando pele e veia, o sangue logo tocou seu paladar. O corpo embaixo do seu amoleceu. Staz manteve-se segurando-a firmemente enquanto sugava seu sangue, ouvindo os suspiros extasiados dela em seu ouvido.

Fuyumi não sabia que era assim. Parecia algo ruim, e doeu um pouco quando ele mordeu, mas a sensação de ter seu sangue sugado não era ruim. Era como ficar mais leve. Seus músculos relaxaram e sua mente esbranquiçou. O aperto dos dedos de Staz em sua mão, e o peso suave do corpo masculino contra o seu eram o único indício de que seu corpo ainda era seu.

Staz afastou-se dela lentamente, lutando contra seu lado vampiresco. Ele queria mais, muito mais, mas Staz sabia que precisava se controlar. Se ele sugasse tudo, mataria Fuyumi, sem dúvida.

Lambendo a ferida, ele limpou o sangue que havia sobrado e ergueu a cabeça, primeiro olhando para as duas marquinhas de dente, depois olhando-a nos olhos. Fuyumi sorria, seu olhar enevoado, seu corpo mole.

— Fo-foi bom — murmurou sorrindo, seu rosto pálido.

— Durma um pouco, vou encontrar algo para você comer e recarregar suas energias — murmurou Staz levantando-se. Ele parou quando a mão pequena segurou em sua blusa.

— V-você vai morder de novo? — perguntou Fuyumi lentamente, sonolenta.

Um sorriso malicioso pintou-se em seus lábios.

— Assim que você se recuperar — respondeu, saindo do quarto quando ela o soltou, suspirando de satisfação.

Oh, sem dúvida ele a morderia de novo e de novo.

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