Emboscada

2 E.. Surpresa!


Notas iniciais
Capítulo meio triste no meu ponto de vista.. mas vamos lá!

Eu já havia desmarcado com a Ellie, e ela estava aparentemente triste por isso.

Não nos víamos com frequência, porque eu sempre tinha muitos problemas pessoais pra resolver. E hoje não foi diferente.

Eu precisava saber quem era o palhaço que estava afim de ter as tripas arrancadas pra aprender a não brincar com quem não deve.

Saí do apartamento e lembrei ter esquecido minha jaqueta de couro encima da mesinha. Voltei e apanhei-a.

Liguei o meu carro e quando estava saindo da garagem, pude ouvir um grito. Alto, abafado, desesperado.. Tão agonizante.

Não contive a minha curiosidade, dei ré e estacionei. Desci do carro e o silencio da garagem me possibilitava ouvir todos os meus passos, o som do meu salto finíssimo batendo no chão áspero.

Olhava em volta, em todos os cantos, mas não encontrava nada.

Desisti, contra minha vontade, e arranquei com o carro da garagem dirigindo em direção ao café.

Eram dez pras oito e eu já estava dentro. Não tinha nenhuma alma viva na segunda mesa, mas decidi esperar um pouco, aliás, a adiantada era eu.

Retirei o meu Ipad do bolso e comecei a ver algumas fotos. Fotografias antigas e novas.

Nunca gostei muito de tirar fotos, mas o Jeremy adorava. Por esse motivo, meu Ipad era lotado de fotos dele. Pelo menos assim eu podia me sentir perto dele agora.

Senti a almofada do meu lado afundar. Guardei o aparelho e me virei pra ver quem eu tanto esperava. 1, 2, 3.. Surpresa! Minha querida namorada estava sentada ao meu lado, com encontro desmarcado e remarcado sem sequer eu saber.

- Ora, ora.. Que decepção. – declarei. Você me preocupou, Ellie. Fez-me pensar que podia ser algum de nós querendo me ajudar ou algo assim.. Mas era só você, brincando de novo com o que não deve.

- Uau, porque tanta revolta meu amor? Pensei que fosse ficar feliz em me ver! – questionou.

- Eu ficaria muito feliz em te ver, se não precisasse desse drama todo. Eu pensei que fosse alguma coisa importante, ou alguma pista sobre o assassinato do Jeremy!

- Você só se volta para as suas coisas, não é? Você é egoísta, só pensa em si mesma. Sempre foi assim, mas eu pensei que você mudaria. Prometeu-me que mudaria. E não mudou.

- Então estamos quites. Você me decepcionou e eu fiz a mesma coisa em troca.

- Não, você não entende. Você fez isso o tempo todo. Se não percebeu, até agora, eu era a única que me importava de verdade com você. Até a policia local te teme e não sabe o porquê.

- Diz na minha cara que não me ama mais, Ellie. Diz que eu sumo da sua vida.

- Não vou dizer isso, não gosto de mentiras. Mas eu também não vou dizer que te amo e te implorar pra ficar, porque o que a gente tinha, acaba aqui. – murmurou com os olhos cheios d’água.

Pela primeira vez, tive vontade de chorar. Deixar todo meu orgulho pra trás e pedir pra voltar. Eu amava a Ellie mais que tudo nesse mundo. Mas todos nós temos que aprender a dizer adeus.

Não abaixei a cabeça e me mantive firme vendo-a partir.. Até que ela se virou.

- Só uma coisa: eu deixei um bilhete na sua cômoda e ele vai te valer muito. Gritos agudos são dados por garotas assustadas.

“Gritos agudos são dados por garotas assustadas.”

Esta frase ressoava na minha cabeça sem cessar.

Eu precisava voltar pro meu apartamento o mais rápido possível. O grito á que ela se referia devia ser o que eu havia escutado antes de sair da garagem.

Só faltou eu derrubar a porta do apartamento 66 quando eu cheguei ao sexto andar. Arranquei o bilhete da cômoda e sentei na escada, agora, não mais contendo o choro.

Eu não tinha tempo pra lê-lo naquele momento, eu precisava apenas saber o motivo que tanto me torturava. Notei por manchas de graxa e logo lembrei de uma vez que entrei num quartinho cheio de bicicletas na garagem. Era pra lá que eu iria agora.

Chamei o elevador e a sua porta abriu rapidamente. Apertei para o subsolo e quando a porta se abriu, corria em direção ao quartinho.

Fui tomada por um medo enorme de ver o que tinha lá dentro.

Agarrei a maçaneta com força e girei-a.

Agora eu chorava ainda mais vendo frente a frente o que tinha tirado o meu chão. Era o corpo do meu irmão falecido, atirado no assoalho frio, repleto de hematomas. Milhões de questões começaram a surgir na minha mente.

Quem estava por trás de tudo isso?

Sequei minhas lágrimas e abracei-o pela última vez.

Se aqui pode cair um corpo, podem cair mais dois. Preparem-se vadias e filhos da puta.. A antiga Brittany Davies está voltando.

Notas finais
E aí, o que acharam? Mandem reviews com a sincera opinião de vocês e me façam sorrir!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.