Em um novo lar
16 Visita de outro mundo
— E-eu... E-eu Tam-também T-t-te amo.
Tony não conseguia acreditar. Steve estava vivo. Mas ele tinha visto o marido morrer, o coração parou de bater por muito tempo e agora ele estava falando. Stark viu uma jarra de água ao lado da cama e correu para dar ao Super Soldado.
— Você está vivo. — Tony falou acariciando os cabelos de Steve.
— E-eu não podia deixar meu marido estragar meu filho. — O mais novo deu risada. — Eu . — Eu também não podia deixar você. Principalmente com os pensamentos que você tem.
— O-o que?
— Anthony, você disse que não era nada sem mim, mas você é incrível com ou sem mim. Você é inteligente, bom, é um pai maravilhoso, um marido maravilhoso. Anthony você é um herói, em todos os sentidos da palavra.
Tony se deitou na maca ao lado de Steve.
— Vamos fazer uma surpresa para nossos amigos. — Anthony falou sorrindo.
Naquele mesmo dia Steven recebeu alta, deixando o hospital acompanhado do seu marido.
Ele se dirigiu a mansão da família, aonde se encontava todos os Vingadores. Tony pediu para Steve não entrar e esperar ele chamar.
— Oh, Tony. — Pepper correu para abraçar o amigo. — Eles desligaram os aparelhos, não é?
— Sim, desligaram. — Todos encararam o chão, em um silêncio triste. — Eu vou buscar os papéis que eu tenho que assinar. Eu esqueci no quarto. — Tony foi até o lado de fora e chamou o marido.
Assim que entrou, todos ficaram de pé e encararam o Capitão como se fosse uma assombração.
— Vocês acharam que se livrariam tão fácil assim de mim. — Bucky correu para abraçar seu amigo.
Steve conversou com todos seus amigos, todos pareciam bem felizes e animados com o retorno do Capitão.
— Vocês são incríveis, eu... — Steve foi interrompido pela campainha e Tony correu para atender a porta.
Fury e Hill seguravam duas crianças e ao entrarem tiveram um choque ao ver o Capitão.
— Quem são as crianças, Fury? Decidiu ter filhos? — A pergunta de Steve fez todos ficarem em silêncio.
— São nossos filhos, Steve. — Tony sorriu, mas desmanchou o sorriso ao ver a expressão confusa no rosto do marido. — Sarah e Timothy...
— Eu... Claro, claro... Eu... Eu fiquei grávido... Eu esqueci por alguns minutos, mas lembrei. — Steve estava com medo de ter esquecido mais alguma coisa importante.
Steve pegou os filhos no colo e reparou como eram parecidos com Anthony. Sara tinha os olhos castanhos, a cor dos cabelos eram loiros, mas o rosto, o nariz, era uma versão pequena e fofa do Homem de Ferro. Timothy era completamente o Tony, sem tirar nem por.
— Eu acho que sou uma máquina de clonagem. — Todos na sala riram. — São idênticos à você, Tony. Acho que vou pedir um teste de DNA para ver se são meus mesmo. — Tony revirou os olhos. — Eu te amo.
— Eu também te amo. — Tony pegou Sara e Timothy. — Vou levá-los para a sala de brinquedos.
— Temos uma sala de brinquedos? — O homem loiro perguntou ao mais novo. — Desde quando temos uma sala de brinquedos?
— Eu precisava me distrair, eu estava sofrendo com seu momento Bela Adormecida, então fiz um lugar para eu ficar com as crianças. — Steve decidiu não brigar, apenas sorriu e deixou um beijo nos seus bebês. Quando Tony os levou para a sala de brinquedos, Steve pediu para seus amigos que os deixassem à sós, pois ele queria poder se divertir com o marido. Ninguém questionou, muito menos perguntaram o tipo de diversão que os dois iriam ter, apenas saíram.
Quando todos foram embora, o soldado foi até a cozinha e começou a fazer a comida.
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Tinha sido meses longos para Peter, tudo estava indo tão bem, ele estava tão feliz que ia ter irmãos, que eles passariam o natal e ano novo juntos, mas não aconteceu.
Steve ficou em e Tony ficou desolado. Então não teve natal. Ned e Michelle tinham ido para a casa deles, passar as fetas com suas famílias, então o natal foi só Tony, Peter e os gêmeos assistindo filmes e comendo besteiras.
Depois de todos os meses tendo esperança e acreditando que tudo ficaria bem, Steve estava oficialmente morto. O menino decidiu que ficaria longe de casa por um tempo.
Peter se sentou no banco da praia, ele mantinha os olhos fechados, sentindo o cheiro do oceano. As lágrimas começaram a cair, mas o garoto continuou com olhos fechados.
— Dá para você não chorar! — Ele ouviu a voz de um homem. — Você está dificultando meu trabalho, Babyboy. — Peter resolveu ignorar quem quer que fosse. — Vamos lá, eu não vou conseguir te assaltar se continuar chorando. — Peter abriu os olhos para então encontrar um sujeito todo de vermelho. — Meu nome é Wade Wilson.
— Você não aprendeu que não deve falar seu nome para quem você pretende assaltar, na escola de bandidos, Wade? — Peter falou para o mascarado.
— Você não entregaria um pai de família que precisa pagar o tratamento do seu filho, que por acaso tem a saúde muito debilitada. — Peter encarou o homem. Wade se sentou no banco ao lado de Peter. — O que aconteceu para você estar chorando assim.
— Meu pai morreu. — O garoto falou olhando para o mar.
— Eu não sou especialista em famílias, eu nunca tive uma, mas eu iria para casa ficar perto dela em momentos como esse.
— Você não tinha um filho, com a saúde muito debilitada?
— Não pode acreditar em tudo que um ladrão te diz. — Peter riu e olhou para o mascarado, ele estava certo, Peter deveria ficar com Tony e os irmãos.
O garoto se despediu e caminhou para casa. Ao entrar sentiu cheiro de bolo, chocolate e pãezinhos doces. Ele estranhou, Tony nem pensava em comida durante os meses que se passaram, imagine no dia da morte de Steven.
O menino andou até a cozinha e qual foi sua surpresa ao ver o Capitão América ali.
— P-Papai? — Steve olhou para Peter, que estava parado com os olhos cheios de lágrimas.
— Oi meu amor. — Ele falou se aproximando, até que abraçou o filho.
— V-você morreu...
— Não, eu só dormi muito, eu não deixaria você. — Peter afundou seu rosto no peito do pai. — Eu estou aqui, vai ficar tudo bem, eu estou bem.
Após consolar o filho, Steve decide que os cinco deveriam ficar juntos.
Então o soldado, guiado por Peter foi até o quarto de brinquedos. Ao chegar, Steve ficou apavorado ao ver Tony caído no chão, descordado, ele procurou por seus filhos, mas não os encontrou em lugar nenhum.
— Tony! — Steve foi até o marido que começou a despertar.
— Cadê o palhaço? — O moreno perguntou para o Capitão.
— Que palhaço? — Peter perguntou com medo.
— Ele estava aqui, eu não sei como ele entrou... Cadê a Sara e o Timothy? — O celular de Steve tocou assim que Tony perguntou.
Steve: Oi, Nat!
Natasha: Steve, liga sua tv.
Steve viu uma TV de tela plana na sala de brinquedos. Quando ele ligou viu um palhaço.
— Hoje vamos brincar de jogar os bebês na psina. — O coração de Tony acelerou, era aquele o palhaço que ele tinha visto. — Se o Tony Stark não chegar em uma hora, eu vou jogar a bolinha no alvo e os bebês vão cair na psina... Ops, esqueci de avisar que é ácido, não água. — Tony entrou em pânico, eram seus bebês.
— Natasha, prepare a equipe, fala para a SHIELD tentar localizar as crianças, nós estamos a caminho. — Steve falou e desligou o telefone.
Quando chegaram no prédio abandonado, já havia se passado 55 minutos. Anthony, Steve e Peter estavam desesperados, eles só queriam os gêmeos seguros.
Ao entrarem o ambiente parecia vazio, mas então ouviram uma rodas a vindo da parte de cima. Todos os Vingadores correram para onde se encontrava o palhaço assustador.
— Ele trouxe amigos. — Coringa falou com um sorriso sádico. — Mas eu achava que isso era covardia.
Steve partiu para cima do Coringa, mas quando viu, estava preso em uma jaula que caiu do teto. Tony ativou a armadura, Wanda aproveitou a distração e junto de Peter se aproximou do tanque aonde estavam os bebês.
Natasha tentava tirar Steve da armadilha, Clint tentava acertar flechas do palhaço maluco.
Peter e Wanda recuperam os filhos de Steve e Tony, enquanto Clint e Tonu prendiam Coringa e Natasha libertava Steve.
— Vocês parecem tão bravos. — O palhaço falou rindo, enquanto era empurrado pelos heróis. — Mas, o que é tão sério?
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— De onde esse maluco saiu? — Steve perguntou enquanto eles tiravam o palhaço do carro.
De repente, um tipo de Buraco Negro apareceu na frente dos heróis, quando uma mulher máscara de morcego, cabelos vermelhos, é roupas pretas apareceu junto à um rapaz com blusa de couro e cabelos compridos.
— Achamos ele, Vibro. — A Mulher falou se aproximando. — Como saiu de Arkahan, seu palhaço doente?
— Morceguinho... Eu não gosto dos irmãos morcegos. — Coringa falou enquanto dava risada. — Um palhaço nunca revela a origem das suas piadas.
— Quem é você? — Natasha perguntou.
— Eu sou a Batwoman e esse é o Vibro. Notamos que um psicopata tinha conseguido fugir do asilo Arkahan em Gotham. Procuramos em todos os lugares, quando meu colega, Vibro, disse que o viu fazendo gracinhas em outra dimensão e causando caos. — Ela falou com um ar sério.
— Viu? Ele consegue ver outras dimensões? — Tony perguntou perplexo.
— Vamos dizer que sim, Homem de Ferro. — O garoto, muito provavelmente latino-americano. — Eu vi os Vingadores... Ah... Peter, sinto muito não ter chegado a tempo para salvar sua tia das mãos do Coring...
— Espera um pouco... Foi ele que matou minha tia? — Peter queria matar o palhaço, mas foi empedido pelas mãos do Capitão em seus ombros.
— Eu comecei a ter essas visões à uma semana, e nessas visões, ele foi contratado pela ruiva malvada, que descobriu como viajar entre as dimensões... Ela mandou ele matar sua tia. — Peter queria matar os três. — Me perdoe se não consegui vibrar mais cedo, é que essa dimensão é muito distante da minha.
Após levarem Coringa para Arkahan, Batwoman e Vibro foram agradecer os Vingadores, por capturarem o palhaço e os poupar de muitas buscas.
— Foi um prazer conhecer vocês, Batwoman, Vibro. — Steve falava para os heróis que caminhavam ao lado deles, dessa vez sem uniforme.
— Pode nos chamar de Kate e Cisco. — A mulher falou para o Capitão. — Aliás, sua amiga ruiva é muito bonita, por acaso ela seria comprometida?
— Natasha? — Kate sorriu e fez um sinal positivo. — Acredito que sim.
— Vela na Terra 1, Vela na Terra 2342... É Cisco, as coisas nunca mudam para você. — Cisco falou, fazendo Kane dar risada.
— Vocês querem passar almoçar conosco? Aí você poderia tirar a Nat da solidão. — Steve falou, fazendo os dois rirem.
— Acho que Barry e os outros não iriam se importar, se ficássemos um pouco mais. — Ramon falou e todos foram para sede dos Vingadores, finalmente comemorar a volta do Super Soldado.
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