Em um novo lar
8 Peter P. Stark-Rogers
Steve estava tentando pensar em que momento o Caveira Vermelha teve uma filha.
Mas depois Steve percebeu como Bucky estava pertubado, e o Capitão se sentiu culpado por estar preocupado com essas coisas e se esqueceu que seu amigo foi torturado pela Hydra e a volta de um agente deve ter trazido memórias horríveis a tona.
— Bucky? — Steve chamou entrando no quarto que pertencia ao soldado. A cena era muito familiar. Bucky deitado chorando, parecendo frágil. — Uma vez, quando eu tinha quinze anos, eu estava deitado na cama chorando e você trouxe um lanche de geléia de morango. — Bucky sorriu em meio as lágrimas.
— É... Eu lembro... Foi por isso que decidi ir embora. — Steve encarou o amigo com dúvida. — Porque eu nunca esqueci o gosto da sua boca, porque eu beijei várias bocas e nenhuma era tão doce e me despertou daquela maneira. — Steve se lembrava do beijo. — Porque eu te amo. Te amo o suficiente para ver você com Tony e me sentir feliz por ver você realizando seus sonhos. Mas eu não conseguia mais estar tão perto e não te beijar, então pedi para o rei T'Chala, para me deixar ficar em Wakanda. — Steve o olhou e se sentiu culpado.
— Eu amei você, mas quando você foi para o exército, e eu conheci Peggy e eu também amei ela. Achei que você também tivesse encontrado uma mulher, porque nós dois sabíamos que não poderíamos seguir com nosso amor que já era condenado. Quando eu conheci Peggy, eu tinha encontrado alguém que eu amasse e que eu poderia passar o resto da vida. Então, eu dormi por setenta anos e todos tinham morrido, mas Tony estava lá. E eu amei Tony. O jeito dele, toda aquela teimosia e arrogância, acompanhado com toda a inteligência e beleza... — Steve gostava de se lembrar quando viu Tony pela primeira vez. Se lembrava como seu coração acelerou quando os olhos castanhos se encontraram com os azuis e foi ali que ele soube que Stark era a pessoa certa, era o amor que Steve queria na vida dele. — Ele se tornou meu mundo, tudo que eu fiz foi por ele, e por causa dele eu não acabei enlouquecendo nesse século. — Bucky sorriu. Steve estava bem, ele tinha encontrado finalmente alguém que ele pudesse amar e ser ele mesmo sem ser condenado à pena de morte ou castração química. Bucky se lembrava do medo que ambos tinham de serem descobertos ou de não conseguirem disfarçar. Ver Steve tão leve e sem preocupação era maravilhoso e reconfortante.
— Eu entendo, Stee. Por isso quis me afastar. — O moreno disse.
Steve deixou Bucky para pensar em tudo que estava acontecendo.
Quando ia entrar no quarto, seu celular tocou.
— Alô.
— Senhor Rogers?
— Sim, quem fala?
— Meu nome é Allison Creev e estou ligando para dizer que o pedido de adoção foi aprovado, vocês só precisam assinar uns documentos.
— Okay
— Vocês podem comparecer amanhã?
— Sim, podemos. — Steve não conseguiu conter a felicidade. Ele correu para a sala, mas Tony não estava lá, então lhe ocorreu que ele estivesse no quarto e ele estava certo. Stark estava sentado na cama do casal, com um copo de Wisky, olhando fixamente para a parede.
— Hey! — Steve fala chamando a atenção de Tony. Então o soldado percebe que ele estava chorando. — O que aconteceu? Por que está chorando?
— Você me disse que não sentia nada pelo Bucky. — O moreno tinha tristeza em sua voz.
— E não sinto. — Steve respondeu se sentando ao lado dele.
— E-Eu ouvi ele se declarando e você dizendo que o amava. — Os olhos de Steve agora carregavam surpresa.
— Tony, você entendeu errado. — Steve lhe olhou sério.
— Claro, eu sempre entendo tudo errado. — Tony disse com um tom sarcástico.
— Tony, quando eu disse que amei Bucky, foi porque eu de fato amei ele, mas foi á muito tempo, quando eu tinha quinze anos. — O menor olhou para o loiro, que tomou o copo de bebida da sua mão. — Você tem que confiar mais em mim e em meus sentimentos por você.
— Todos sempre acabam me abandonando. Meus pais, meus amigos, namoradas, todos sempre me deixam. Todos sempre percebem quem é Tony Stark e me deixam — Steve acaricia o rosto do marido.
— Eu nunca abandonaria você. É com você que sou casado e agora, é com você que tenho um filho adolescente que vai nos dar muitos problemas, porque a adolescência é uma fase complicada. — Tony olha para Steve. — Amanhã temos que ir assinar os papéis da adoção. — O menor ficou surpreso.
— Conseguimos? — Tony perguntou.
— Sim, Peter é oficialmente nosso filho. — O moreno se jogou nos braços do marido.
Steve aconchegou Tony nos seus braços.
— Será que ele vai querer nossos sobrenomes? — Steve pensou algo fazendo Stark lhe olhar.
— Por que isso é importante? — Tony perguntou.
— Porque desde o dia em que começamos o processo de adoção, e-eu imagino ele carregando nosso nome. — Steve olhou para o marido — Besteira minha, deve ser algo relacionado á eu ser antiquado.
— Ei! Podemos conversar com ele... Talvez ele queira. — Steve ainda tinha um olhar triste, mas concordou.
Os dois esperaram todos irem embora ou para seus quartos, para ficarem a sós com o adolescente.
— Peter, podemos conversar? — Steve perguntou. Peter viu o olhar do Capitão e se prontificou a jusficar qualquer que fosse a besteira que tinha feito.
— M-Me perdoe... E-Eu não sei o que fiz de errado, Capitão, mas, me perdoe, por favor... E-eu...
— Pirralho — Tony chamou, mas Peter continuou a pedir desculpas e por todas as besteiras que ele fez e provavelmente pelas que ele ainda ia fazer futuramente. — Pirralho, calma! — Peter finalmente se calou.
— Você não fez nada de errado, Peter. — Steve falou se aproximando do rapaz.
— Não? — O adolescente perguntou surpreso.
— Não. — Tony disse vendo a cara de alívio.
— Ufa, achei que eu tinha pisado na bola. — Tony riu, atraindo o olhar de Steve que deu um sorriso de lado.
— Nós queríamos falar sobre a adoção. — Peter congelou ao ouvir o que Steve falou.
— Vocês não conseguiram, não é? Eu vou ser transferido, eles vão me mandar para outra família...
— E ele começou de novo. — Tony disse revirando os olhos, ouvindo Peter falar que ele seria jogado em um orfanato.
— Peter, cale a boca — Steve falou, mas Peter continuou.
— Pirralho, escuta o que Steve e eu vamos falar. — O moreno disse sem paciência.
— Nós conseguimos, Peter. — O loiro disse sorrindo. — Só precisamos assinar os documentos.
— Sério? — O adolescente perguntou.
— Sim. — Tony respondeu.
— Eu só queria saber se... — O Capitão estava nervoso. — Nós queríamos saber se gostaria de ter nossos nomes?
— Os nomes de vocês? Tipo: Peter Parker Rogers-Stark? — Peter perguntou.
— Stark-Rogers — Tony corrigiu. — Steve e eu assinamos isso quando nos casamos e... — Stark foi interrompido pelo abraço que Peter deu nele e em Steve.
— Eu adoraria ter o nome de vocês, vai ser muito legal. — O jovem fala no meio do abraço triplo. — Muito obrigado Capitão e senhor Stark.
— Peter. — Steve chama fazendo o garoto olhar o homem loiro. — Se você quiser, pode nos chamar de pai ou papai, o que preferir. — Peter olha para os dois com lágrimas nos olhos. — Somos sua família agora.
No outro dia, eles foram até o local marcado e assinaram os papéis e fizeram todos os novos documentos do garoto. Agora ele era Peter Parker Stark-Rogers.
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