Thor tentava se consentrar no que Odin falava, mas o deus tinha atenção na cadeira vazia, que antes pertencia a Loki.

Agora, seu irmão estava pagando por seus crimes na prisão, e Thor nunca o via, pois tinha batalhas para lutar e isso o impedia de visitar seu irmão.

Hoje, Thor estava decidido à ir até a prisão de Asgard e conversar com Loki.

Odin, por sua vez, tinha um olho, mas não era cego. Desde que eram crianças, o filho mais velho olhava para o jovem gigante de gelo com um brilho intenso e cheio de sentimentos que iam além do amor fraterno. O mais novo, por outro lado sempre se mostrou distante, mas Odin sempre reparou nos olhares que ele lançava quando Thor não olhava.
No início, Odin fingia que não vai, depois pensava em tirar Loki de perto de Thor, então, finalmente percebeu os dois meninos saíram machucados.
Agora o Pai Todo queria a união dos dois, pois sabia que os dois sofriam com a distância.

Agora, Odin só precisaria descobrir como unir os dois.

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Enquanto adentravam a escola, Peter, Michelle e Ned atraíam olhares dos alunos da Winnston. Os três sabiam que o dia deles seria difícil, mas Peter não sabia que seria horrível.

A primeira aula de Peter foi de Biologia, e teve atividade em dupla. Ele pensou em chamar Ned, mas se lembrou que ele e Michelle foram para a aula de Educação Física.

— O-oi, P-posso me s-sentar c-com você? — Peter ouviu uma voz e levantou o olhar para encarar o garoto negro, com olhos quase dourados e cabelos muito cacheados.

— Pode. — Ele respondeu.

Assim que Louis se sentou todos olharam para os dois. Se ouviram cochichos e risadinhas, mas não foi nada que incomodou Peter. Ele nunca foi o aluno mais popular e sempre era o deboche da escola. Porém, Louis parecia se esforçar para ignorar os cochichos e risadinhas, mas ainda parecia muito encomodado.

Soou o sinal, indicando o fim da aula. Peter e Louis arrumaram o material e saíram da sala, mas assim que pisaram para fora outros alunos começaram a rir e falarem coisas horríveis.

— Conseguiu alguém para te comer, Lola? — Um garoto alto, dando risada.

— Meu nome não é Lola! — O garoto respondeu, parecendo desconfortável. — É Louis. — Respondeu com um tom de voz mais baixo, e depois saiu as pressas.

Peter foi atrás do garoto, que estava em uma parte deserta do jardim da escola.

— Louis! -Peter chamo, vendo o garoto sentado. — Você não deveria ligar para esses babacas.

— É, Talvez não. — O garoto deu um sorriso para Peter. Os dois conversaram sobre física e química. Na hora do intervalo, Peter apresentou Louis para seus amigos.

Ao fim da aula, Ned, Michelle, Louis e Peter foram para o intervalo, mas o garoto não estava se sentindo confortável, todos os olhares estavam sob se. Peter sabia que não era bem vindo. Ele e os demais amigos conversavam sobre filmes, quando começaram a falar sobre Star Trek.

— Peter, Michelle e eu maratonamos Star Trek, foi divertido. Nós brincamos muito e... — Peter ouvia Ned falar animadamente sobre aquele dia. Não tinha nada de errado, até que Peter se lembrou do que ocorreu depois do dia divertido dos três.

04/08 Quinta-Feira

Peter, Ned e Michelle tinham combinado de ir fazer o trabalho de física na casa de Ned. Era uma tarde ensolarada e agradável. Os três caminharam pelo parque próximo e pararam em uma soveteria para tomarem um milkshake de oreo.

Ao chegarem na casa do amigo, os três concluíram seus trabalhos e decidiram então, assistir Star Trek.

— Tem certeza que não quer dormir aqui? — Ned perguntou para o outro garoto que estava arrumando tudo para ir para casa.

— Tenho sim. — Respondeu o menino de cabelos castanhos. -A tia May não ligou e não estou conseguindo falar com ela. Provavelmente ela saiu e o celular está sem bateria. Mas obrigado por tudo, Ned. — Peter se despediu dos dois e foi para casa. O garoto, talvez deveria ter dormido na casa de Ned aquela noite.

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O coração de Peter quase explodiu de tão rápido que batia, sua boca ficou seca e estava com dificuldades para respirar. Suas mãos estavam geladas, mas mesmo assim ele estava suado, o garoto tremia. Ele conseguia sentir exatamente, tudo que ele sentiu quando encontrou May morta no chão da cozinha. As lágrimas começaram a descer pelo seu rosto, ele conseguia ouvir a voz de Michelle, Louis e Ned pedindo algo incompreensível para Peter no momento, logo a voz dela foi substituída por várias vozes distantes. Peter não soube exatamente quanto tempo o ataque de pânico durou, pois quando voltou a si, Steve e Tony afastavam a multidão de alunos e até chegarem ao garoto.

— Peter! — O garoto estava em choque, quando sentiu ser ennvolvido pelos braços de Rogers e Stark foi como se tudo sumisse. O garoto se agarrou aos seus pais como se fosse uma criancinha com medo do monstro de baixo da cama.