Em um novo lar
11 Eu Não Existo Sem Você
Peter
Eu sentia medo, conseguia ouvir as vozes dos alunos, conseguia sentir os olhares que se direcionavam para mim. Eu queria sair dali, mas não conseguia me mexer.
Steve me pegou no colo e envolvi meus braços nele e enterrei minha cabeça na curva de seu pescoço. Ele me levou até a saída, sendo seguido por Tony, Louis, Michelle e Ned.
— Nós vamos com vocês. — Michelle falou entrando no carro, mas Steve a impediu.
— Vocês ficam. — O loiro falou. — Peter está doente, vocês estão bem, precisam estudar. — O mais velho falou me colocando no banco de trás. — Voltem para a aula, Bucky vem buscar vocês.
Steve me deixou com Tony no banco traseiro.
Quando chegamos, Steve me mandou tomar banho. Ele e o senhor Stark estavam me esperando na sala.
Quando cheguei na sala, os dois estavam sentados no sofá, Steve tinha os braços em volta do Tony, cobertos com um coberto infantil do Homem de Ferro e um balde de pipoca.
— Achei que íamos conversar ou...
— Peter, você acabou de ter um ataque de pânico, nós só queremos esperar que esteja mais calmo para falar sobre isso. — Steve se levantou vindo em minha direção. — Vamos assistir um filme, depois conversamos.
Tony me colocou entre Steve e ele. Assistimos um filme de comédia romântica, comemos pipoca e fazendo piadas.
Peter Off
— Você quer falar sobre seu ataque? — Tony perguntou, após o fim do filme. — Pode nos falar quando se sentir a vontade.
— E-eu estava conversando com meus amigos sobre filmes... De repente era como se eu estivesse lá de novo, todos os sentimentos vieram na mesma intensidade e eu... Eu não sei... Mas toda vez que me lembro, é como se eu estivesse lá e não tendo apenas uma lembrança. — Steve e Tony ficam abraçados com o garoto no sofá, até que o mesmo acabe dormindo.
— Vou levar ele para a cama. — Steve se levantou e pegou o garoto no colo e subiu as escadas. Tony foi para a cozinha para tomar água ou qualquer coisa que o ajudasse a se acalmar, ele sabia que não podia ter uma crise de ansiedade com seu filho estando naquele estado. Mas, quando se deu conta, sua cabeça já estava trabalhando com a pior das possibilidades. E se o problema de Peter fosse ele? E se ele não estivesse sendo um bom pai? Será que ele se tornaria tão frio quanto Howard? Se seu pai estivesse vivo, diria que ele era um inútil e que Peter merecia alguém melhor que ele, e Tony sabia disso. O braço de Steve era tão aconchegante, Tony não o viu chegar, só sentiu os braços firmes do marido o tirando do chão, Tony nem se quer se lembrava como e o porquê de estar no chão. Quando a crise passou, o moreno se viu no sofá com um Steven lhe olhando carinhosamente e sorrindo para si.
— Você se preocupa demais, isso faz com que você tenha essas crises. — O loiro falou acariciando o rosto de seu marido. — Anthony, eu sei que não é fácil, que a gente está passando por muita coisa, mas você não precisa carregar o mundo de sofrimento e angústia sozinho, esse peso é insuportável e você pode dividir ele comigo. — O mais novo se deitou sobre o peito de Steve.
— Às vezes eu acho que não vou dar conta de tudo e acabo pensando que não sou merecedor de tudo isso, de você ou de Peter, que vocês merecem coisa melhor. — Steve fez carinho nos cabelos castanhos de Tony.
— Eu te amo. — Steve falou e Tony ficou lhe olhando. — Você é um bom pai, um bom marido, um ótimo empresário e um grande herói. Não deixe que Howard, mesmo depois de morto, te colocar para baixo. Você é Anthony Stark e fez coisas que Howard jamais conseguiria fazer, mesmo tendo toda essa tecnologia. E eu te amo, e Peter também. — Tony sabia disso, sabia que agora tinha uma vida bem encaminhada e que não precisava da aprovação de seu pai, mas ele queria o reconhecimento e a admiração daquele homem. Ter Steve por perto era algo que o deixava bem, ver que ele o considerava uma pessoa extraordinária fazia seu coração dar um salto, mas saber que a pessoa que o colocou no mundo não pensava da mesma maneira sempre o deixava aborrecido. Era uma necessidade de Tony, criar armas, máquinas e equipamentos cada vez mais incríveis, para tentar provar para si mesmo que era bom, porém, o homem que ele queria que olhasse estava morto e nunca iria reconhecer a grandiosidade do seu trabalho. — Anthony! — Steve segurou seu rosto, secando as lágrimas que o moreno nem reparou que estavam caídos. — É hora de enterrar o passado, esquecer a negligência e focar no que realmente importa, na sua família e em você. — Os lábios de Steve se uniram aos seus e logo a língua do mais velho estava tomando sua boca em um beijo apaixonado. — Você precisa deixar tudo isso de lado, você é mais que isso. Você é forte, mais do que você imagina. Eu sei que você quer que ele fique impressionado e que ele elogie seu trabalho. Eu sei que isso é importante, pois nada é melhor que o ver nossos pais orgulhosos de nós. — Tony tinha a cabeça enterrada no pescoço do marido. — Mas é hora de você se orgulhar de si mesmo e por uma pedra em cima desse sentimento de culpa e impotência, você merece mais, você merece ser feliz por completo. — O loiro pegou Anthony no colo e o levou para o quarto.
— O que você vai fazer? — Tony perguntou enquanto Steve o colocava na cama. — Era para ser um momento meloso, eu chorando, você me consolando...
— Acho que eu já fiz essa parte. — O moreno gargalhou alto.
— Você está muito pervertido, só pensa em me fuder com esse pau grande, cadê o romance? — Steven começou a distribuir beijos pelo rosto de seu esposo.
— Amanhã vamos ter um dia muito romântico e totalmente sem sexo, só mãos dadas e selinhos. — O loiro a se despiu.
— Acho que a gente pode fazer um dia muito romântico amanhã e a noite de muito sexo. — Rogers começou a tirar cada peça de roupa de seu marido.
— Eu tive uma ideia. — O mais velho falou quando tirou a cueca de Tony.
— Espero que seja uma ideia boa, na hora do sexo não é momento de ter ideias ruins. — Anthony viu algo no olhar do marido que não soube explicar.
— Tem algo que venho pensando há algum tempo... Algo que eu quero fazer, mas não estava preparado... Até agora. — Tony se sentou na cama e encarou o loiro, aquilo, sem dúvidas era algo importante. — Eu... — O mais velho estava ruborisado e claramente em dúvida se deveria levar aquele pensamento à diante.
— Pode falar, eu não vou julgar. — O moreno falou com um sorriso de lado. — Você quer colocar uma fantasia sexual, a gente faz, acho que podemos comprar algumas, você ficaria sexy de bombeiro ou policial... — O moreno foi interrompido pela gargalhada de Steve. — Que foi?
— Fantasias, Tony? — Os dois começaram a rir. — Eu quero você. — Tony parou de rir e olhou para Steven sem entender. — Eu quero que você tire minha virgindade... Eu quero voc...
— Você quer... Você quer que eu seja o... Você quer que eu foda você? Você quer... Isso é sério? — Steve respondeu com um beijo.
— Eu quero tudo com você, eu descobri que sempre foi você... Durante muito tempo eu me perguntei o porquê de eu ter sobrevivido. Por que eu fui o único que continuou vivo? O tempo passou e eu me sentia cada vez mais deslocado, eu estava em outro mundo, todos que eu conhecia morreram. Então veio você, e foi como se uma luz aparecesse e de repente e eu soube que era você, você era o motivo pelo qual eu estava vivo, eu precisava te conhecer, eu precisava descobrir você... Eu não existo mais sem você e eu quero ter cada experiência ao seu lado, você é minha casa. Porque eu acredito em um Deus que nos uniu, que ele queria que eu conhecesse você e que eu fosse seu...
— Steve, isso é tãaaaaaaaooooo... — Anthony fez uma pausa dramática — Brega. — Tony interrompeu. — Era só você falar: Stark, me fode por favor, eu preciso do seu pau. — Steve olhou o marido com incredulidade. — Mas o Capitão América sempre tem que fazer um discurso bonito para me fazer chorar e ficar todo derretido e isso me deixa louco e... apaixonado... Você não pode ser um pouquinho parecido com um cara normal de vez em quando, para eu não te achar tão perfeito? — Steve abaixou o olhar tentando esconder a vermelhidão de suas bochechas. — Eu te amo... E vai ser uma honra tirar cada resquício de virgindade do Queridinho da América. — O mais velho ria de descrença do marido. — Agora, fica em uma posição bem sexy, porque hoje eu vou fazer você gritar meu nome e mais um monte de palavras sujas, igual uma atriz de filme pornô. — Steve se deitou e abriu as pernas, Tony poderia ter um orgasmo só de ver seu marido naquela posição, esperando para que ele metesse e o fizesse ver estrelas. Tony foi até o criado-mudo e pegou o lubrificante e a camisinha.
— Sabe o que eu acabei de lembrar? — Tony perguntou com um sorriso maldoso. — 1)) Você é imune a todas as doenças e vírus, não precisa de camisinha e 2) Você tem resistência à dor, então não precisa de lubrificante.
— Nat disse que era essencial usar a camisinha e o lubrificante. — Steve falou sentindo Anthony se colocar entre suas pernas.
— Natasha dever ter esquecido que você não precisa da camisinha, mas para me fuder, o lubrificante ajuda muito, pois seu pau faz um estrago e eu acho que se não fosse por ele eu estaria na cadeira de rodas... Mas eu não preciso usar ele para fuder você... Fator de cura acelerado. — Anthony riu da expressão de Steve. — Eu vou usar o lubrificante, mas acho que não precisamos da camisinha. — Tony passa o lubrificante nos dedos e começa a preparar Steve. No primeiro dedo, o loiro sentiu o líquido gelado o que causou um leve desconforto no primeiro momento, mas não demorou para passar. Rogers tinha uma incrível resistência à dor, o que o fazia sentir muito mais prazer no movimento dos três dedos de Tony dentro de si.
— Agora, vou colocar meu pau. — O moreno sussurou no ouvido do Capitão, o deixando mais excitado.
Anthony se posicionou e começou a inserir seu membro em Steve, que arranhava as costas do mais novo.
Estar dentro do moreno era maravilhoso, mas abriga-lo dentro de si era um sensação única, sentir o membro entrando e explorando cada pedacinho de si era incrível. Steven se perguntava porque havia demorado tanto para se entregar ao marido daquela maneira.
Anthony não demorou para começar se mover e levar o Capitão América ao paraíso. Steve arqueava as costas e gemia de prazer, o loiro rebolava e movia o quadril em busca de mais. Tony estava feliz, ver Steve tão entregue e com tanto prazer era extraordinário, saber que era ele que estava provocando cada espasmos de prazer do marido o deixava orgulhoso. Eles deveriam fazer isso mais vezes.
— TONY! — Steve gritou ao sentir o pau do moreno batendo em sua próstata. O mais novo começa a dar atenção aquela região. — Ohhh Anthony.
— Eu te amo tanto, Steve. — Tony gemeu enquanto estocava em Rogers.
Steve não aguentou e derramou seu jato no abdômen de Tony e em seguida sentiu o líquido quente de seu marido dentro de si.
— Eu te amo tanto, Anthony. — O Capitão disse deitado sob o peito de Tony.
— Eu também te amo, vovô. — Os dois riram e depois se beijaram.
— Aquela história de fantasias era sério? — O loiro perguntou olhando para o mais novo.
— Por quê? Você quer usar uma fantasia enquanto me fode? Ou eu te fodo com uma fantasia bem sexy? — Stark peguntou sorrindo maldoso para Steven.
— Até que eu gostei da ideia. Devíamos fazer algum dia. — Steve respondeu distribui beijos pelo pescoço do esposo. — Mas eu quero mesmo é aproveitar o momento, já que nós dois estamos nús. — Tony e Steve continuaram de onde pararam.
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