Em um novo lar

3 A Guarda de Peter


Stark ligou para seu advogado. Que lhe explicou detalhes de adoção e como conseguir ser o lar provisório de Peter.

O advogado foi até a casa de Tony duas horas após a ligação. Ele estava sentado de frente para o casal.

— Bom... O processo vai ser mais fácil. Vocês estão se oferecendo como um Foster Family para Peter. — O homem negro disse entregando os papéis. — O assistente social virá em algumas horas averiguar as condições e fazer o Homestudy. — Era tudo muito complicado para Steve, mas com paciência o Sr. Bernards tirou todas as dúvidas do casal. — Vai ser muito mais fácil para os dois. Vocês são figuras influentes e respeitadas na sociedade americana. A agência tinha quatro horas para achar um lar para Peter. Mas como a senhorita Potts interviu e insistiu para esperarem os dois para tomarem alguma decisão sobre o que e quem ficaria com o garoto, eles podem acabar optando por deixá-lo aqui. — Tony e Steve ficaram aliviados.

O Senhor Bernards se retirou e deixou todos os documentos necessários para que Steve e Anthony estudassem com cuidado tudo o que envolvia ser uma Foster Family.

O assistente social chegou acompanhado de uma representando a agência.

— Sou Valentin e essa Jesse. — O homem alto e magricelo. Ele usava grandes óculos, seus olhos eram verdes. Já a mulher negra tinha cabelos cacheados e olhos castanhos bem claros.
Os dois pediram para ver Peter e os dois os levaram até o quarto onde o garoto dormia tranquilamente.

— Ele não dormiu à noite. Por isso demos algo para ele comer e o colocamos para dormir. — Tony disse para os dois.

— Tudo bem. — A mulher sentou-se em uma poltrona e o homem fez o mesmo. Steve estava nervoso. Ele estava feliz em ter o garoto por perto e queria muito ajudá-lo, mas tinha medo de falhar e acabar perdendo Peter. — Como ele se comportou durante essas horas com vocês.

— Quando chegamos ele estava atordoado, nervoso, confuso e com medo. Ele não conseguia formar frases inteiras. Então pedi para que ele tomasse um banho e trocasse as roupas que estavam sujas de sangue. — Steve falava tentando manter a calma. — Ele fez e pareceu mais calmo, porém ainda muito assustado.

— Depois ele dormiu. Tivemos que dormir com ele, pois estava assustado. Então, esperamos ele dormir. — Tony completou.

Valentin e Jesse fizeram algumas anotações e disseram que entraria em contato com o casal em algumas horas.

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Algumas horas antes

Peter tinha acabado de chegar da casa de Ned após fazer um trabalho escolar junto com Michelle. Eles tinham se divertido muito. Peter tinha estranhado o fato de tia May não ter ligado, geralmente ela era muito preocupada e ligava sempre para saber como ele estava.

Ele abriu a porta e viu que a mesma estava entreaberta, o que não era normal, já que sua tia era extremamente cuidadosa e zelosa. Tudo estava escuro. Peter tropeçou várias vezes em objetos espalhados.

— Tia May. — Ele chamou, mas não houve resposta. Ele finalmente chegou ao interruptor e ligou a luz. O que ele encontrou foi uma casa revirada. Gavetas jogadas, os sofás virados, vasos quebrados e o pior de tudo; Sangue por toda parte. O garoto começou a entrar em desespero. — T-Tia May... — Ele começou a chorar, ele queria encontrar sua tia bem e tinha esperança disso, mas ao entrar na cozinha ele encontrou o corpo de May no chão. Havia uma poça de sangue, seus olhos estavam vidrados, suas roupas cheias de sangue. Nesse momento o garoto perdeu o ar, ele começou a gritar desesperadamente por ajuda. Seu vizinho ouviu e foi ver o que tinha ocorrido.

— T-Tia... M-may... S-sangue... Morta... m-muito san... — Ele começou a soluçar e se atrapalhar. O homem velho, que deveria ter por volta de setenta anos entrou na casa e viu a cena digna de filme de terror. No mesmo instante ele ligou para a polícia...


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— Tia May! — Peter acordou gritando, mas percebeu que era um pesadelo ou pelo menos foi o que pensou. Por uns instantes, aquela imagem era apenas fruto da sua imaginação. Mas quando Steve e Tony entraram, ele se deu conta de que era real.

Peter chorava copiosamente. O casal deitou com o garoto. Steve do lado direito e Tony do lado esquerdo.

— Vai ficar tudo bem. — Tony disse acariciando as costas do menino.
Peter enterrou seu rosto no ombro de Steve. O soldado fazia carinho na cabeça de Peter e no seu braço. Aos pouco o adolescente foi se acalmando e olhou para os dois homens.

— Não... Não me deixem sozinho... Por favor... Por favor... — Ele disse.

— Não vamos. — Steve e Tony falaram juntos.

O telefone de Tony tocou e ele viu que era Pepper.

— É a Pepper. — Tony atendeu. — Oi Pepper.

— Tony! — Pepper parecia nervosa ao telefone. — Encontraram o assassino da May Parker.

— E quem é? — Ele perguntou.

— Ele é um paciente do hospital psiquiátrico que fugiu. Ele tem esquizofrenia e alguns outro problemas que não entendi.

— E como sabe que foi ele?

— Ele foi até a polícia e deu muitos detalhes do crime. Detalhes que ninguém teve acesso. Tudo bate. Horário, arma usada... Ele foi levado de volta para o hospital.

— Obrigado por me informar, Pepper. — O homem olhou para Peter que estava abraçado a Steve.

— Eu preciso sair. — Tony saiu as pressas.

O homem foi à uma loja de roupas onde comprou várias coisas para Peter. Quando estava saindo, Jesse o ligou e informou que felizmente, Peter ficaria com Tony e Steve até o juiz decidir se deveriam ter a guarda definitiva de Peter, e isso o alegrou intensamente.