Em um mundo real
2 Capítulo 2
—Ei, está pronta? — Dominick apareceu na porta.
— Prontissima , chamou o Joseph igual eu pedi? — perguntei ao não ver o Joseph no quarto .
— Ele está fingindo passar mal para que a enfermeira saia daqui — ele respondeu enquanto me ajudava a sair da cama .
Fomos até o quarto ao lado , ele abriu a porta e entramos , Vick estava deitada ligada a alguns aparelhos , me aproximei e sentei na beirada da cama.
— Não acredito que não funcionou — falei cabisbaixa .
—`Ela vai ficar bem , veja você , ainda mal consegue ficar em pé , demora um pouco para tudo se normalizar — ele tentou me animar .
Eu forcei um sorriso e logo depois saímos do quarto dela e corremos para o meu , ouvimos passos no corredor , já era a enfermeira voltando . Domi se escondeu embaixo da cama bem na hora em que a enfermeira entrou no quarto com o Joseph .
— Terá companhia essa noite — a enfermeira colocou ele em uma das camas vazias e saiu .
— Desculpa , não consegui segurar ela lá muito tempo — ele sussurrou de sua cama .
— Não tem problema , conseguimos ver ela — eu falei ainda um pouco desestabilizada .
Domi saiu debaixo da cama e ficou lá com a gente até o momento em que percebeu que a enfermeira havia dormido . Na manhã seguinte acordei super bem e finalmente recebi alta juntamente com Joseph .
— Tem noticias de Vick ? — perguntei a enfermeira antes de sair .
— Vou ser sincera com você, não sei o que esta acontecendo , ela está bem , no entanto ela não acordou ainda — ela respondeu com o semblante triste .
Sai da área da enfermaria e fui direto para a sala da direção da escola , para contar o que havia acontecido e para minha surpresa minha mãe estava lá .
— Senhor Valkion, minha pequena Eliza sempre foi uma filha e aula exemplar , temo que as más companhias estejam a influenciando — ela parou de falar ao notar que entrei na sala .
— Senhorita , finalmente veio , agora sente-se e me conte com detalhes o que houve com você e seus amigos nessa ultima semana — ele parecia bravo , mas ao mesmo tempo preocupado .
Expliquei tudo para ele , exceto a parte da mordida , Valkion me ouviu com muita atenção , ele se ajeitou na cadeira ao final do meu relato .
— Os relatos bateram , fico feliz que você nem o senhor Dominick tenham mentido para mim , agora vá para seus aposentos enquanto termino de falar com a sua mãe — ele fez sinal com a mão para que eu me retirasse .
Sai da sala um pouco trastornada , é verdade que minhas notas deram uma caída depois que conheci meus novos amigos e que não ligo mais para minhão mãe com frequencia , mas não era necessário ela estar aqui no colégio . Vi Joseph no corredor e corri atras dele .
— Adivinha quem é — eu cobri seus olhos com minhas mãos .
—Deixe-me pensar... Com essa voz rouca e mãos calejadas ... Só pode ser ... Eliza — ele se virou e me pegou pela cintura .
— Ei não tenho mãos calejadas e muito menos minha voz é rouca — eu empurrei ele .
— Tá bom princesa , agora preciso ir — ele foi se afastando .
— Nada disso , hoje você ficara comigo — eu puxei ele em minha direção.
— Vou só resolver uma coisa importante e já irei te encontrar — ele foi se afastando novamente .
— Mais importante que eu? -perguntei fazendo minha cara mais fofa .
— Nada é mais importante que você Eliza — ele se virou e me beijou.
Beijar ele me faz esquecer de qualquer problema , cada beijo parece melhor que o anterior , é como se eu não estivesse mais no mundo , só eu e ele importava .
— Ei pombinhos apaixonados — gritou Dominick do jardim .
— Não corta o clima — eu e Joseph gritamos ao mesmo tempo.
— Estou indo ver como esta Vitoria , alguém gostaria de me acompanhar? — ele perguntou já indo em direção a enfermaria .
— Claro , vamos — Joseph tirou suas mãos de minha cintura .
— Iremos daqui a pouco — eu puxei novamente suas mãos ao meu corpo.
Dominick seguiu até a enfermaria enquanto eu e Joseph nos beijamos loucamente , até o momento em que decidimos nos beijar em outro lugar porque corríamos o risco de minha mãe ou o diretor nos ver . Acho que ficar tanto tempo na enfermaria fez meu desejo por Joseph crescer alem das nuvens .
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