Em um corpo só

25 Lembranças PARTE 3


Notas iniciais
Mais um capítulo!!! Comentem!!!

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# Quitinete da Catherine#

Todas essas lembranças invadiram Catherine naquele momento. Ela sempre tentou esquecer, esconder de si mesma tanta dor. Catherine abortou o fruto daquele estupro, ela não conseguiria lidar com aquela situação, era muito nova e não via saída. O motivo maior do aborto foi o fato de Catherine não conseguir lidar com aquela lembrança que aquela criança sempre traria a ela.

– Meu deus, eu era uma criança....não conseguiria! – diz Catherine falando para si mesmo

Nesse momento seu celular toca

– Catherine? – diz o Agente Fabber

Catherine engole o choro e passa alguns segundos sem responder

– Está tudo bem? Tá podendo falar? – insiste Fabber

– Sim, pode falar – diz Catherine ainda com a voz embargada

– Está tudo sob controle?? Só me responde sim ou não... – diz Fabber

– Sim – diz Catherine

– A moça já acordou? – diz Fabber

– Não – diz Catherine observando Baby que ainda estava inconsciente

– Grissom orientou que você fizesse coletas de evidências na moça. Precisamos descobrir mais sobre ela – diz Fabber

– Ok, mas onde deixo? – diz Catherine tentando encurtar as palavras para não deixar nada escapar, pois mesmo que Baby estivesse adormecida de repente ela poderia despertar.

– Preserve do melhor jeito que puder, mais tarde você entrega ao Agente Korn na boate, ok? – diz Fabber

– Ok – diz Catherine desligando o telefone

Catherine enxuga as lágrimas e parece que sua força volta a se restabelecer. Ela se aproxima de Baby e faz um dos procedimentos que o médico do FBI lhe orientou. Logo após isso, Baby ainda continuava inconsciente, Catherine aproveitou para fazer as coletas.

Catherine estava sem seu material de CSI, mas os anos de trabalho lhe fizeram experiente para lidar com qualquer situação assim. Catherine improvisa com objetos que tinha na sua bolsa e no quitinete para fazer as coletas.

Ela pega um envelope que havia em sua bolsa e coleta cabelos de Baby, e assim continuava a improvisar com cotonetes e pinças de fazer sobrancelha para coletar o que fosse preciso. Catherine finaliza e coloca as evidências todas dentro de uma sacola e as põe dentro de um frízer para deixa-las o mais intactas possível.

Após esse processo, Catherine que desde que chegou na quitinete não teve tempo nem de conhecer o local, vai andando pelo quitinete que era pequeno, dividido em um cômodo só com quarto e cozinha e um banheiro pequeno. Ela abre a porta da sua geladeira pequena e vê que estava já cheia de comida e bebidas. Os agentes do FBI deixaram o quitinete pronto para uso, teria que ter tudo que Catherine precisasse para parecer que alguém já morava ali.

Catherine faz um coque nos cabelos, se aproxima da pia da cozinha e lava seu rosto, aquele ato mais parecia que ela queria lavar a alma. Catherine abre novamente a geladeira e pega um copo com água e segue para sentar ao lado de Baby. Catherine bebe um gole de água e olha para Baby ternamente e diz:

– O que aconteceu com você, menina? – pensa Catherine e depois toma outro gole de água

Nesse momento Baby se mexe e dar um gemido de dor.

– Baby? – se assusta Catherine

– Fo... – tenta falar Baby que ainda sentia dor

– Não faça força. Fique quieta. – diz Catherine se aproximando de Baby ainda mais

Baby estava com os olhos bem abertos, mas não conseguia falar muito pela dor que ainda sentia.

– Você ainda está sentindo muita dor? – pergunta Catherine

Baby apenas faz que sim com a cabeça.

– Tenho um remédio que vai te fazer ficar melhor – diz Catherine se levantando para pegar um remédio que o médico do FBI lhe deixou para que desse para Baby

– Você precisa fazer um forcinha para se levantar e tomar...é um comprimido, mas logo fará efeito. Você vai ver, querida... – diz Catherine ajudando Baby a levantar o tronco para tomar o remédio.

Baby engole o comprimido e se deita novamente.

– Eu preciso ir pra casa... – diz Baby com esforço

– Você precisa descansar. – diz Catherine

– Minha...minha filha preciso de mim – diz Baby ainda sentindo dor

– Ela não fica com uma amiga sua? – diz Catherine

– Mas já passou da hora de eu voltar... – diz Baby

– Você precisa se cuidar, só assim poderá cuidar da sua filha.- diz Catherine

Baby fica em silêncio por alguns segundos, seus olhos enchem de lágrimas, e ela diz:

– Obrigada... – diz Baby com as lágrimas escorrendo pelo seu rosto

– Tudo vai ficar bem... – diz Catherine

Nesse momento, Baby adormece novamente sob o efeito do remédio para dor.

Catherine se levanta, respira fundo, e vai para o banheiro tomar um banho. Catherine queria tirar de si toda a tensão que aquele dia lhe provocou. Ela precisa daquele banho.

Ao chegar no banheiro, tira o vestido que usara, desamarra seu cabelo que estava em coque, e entra no box do chuveiro. A água estava fria, e era tudo que Catherine precisava para acalmá-la. A água percorria o corpo de Catherine e ela tentava relaxar para conseguir seguir em frente na missão. O dia tinha sido duro, muitas lembranças vieram a tona, era algo que Catherine nunca mais pretendia remexer. Mas a vida dá conta de fazer isso por si só.

Catherine sai do banho, enxuga os cabelos e os deixa soltos e molhados para secarem naturalmente. Ela veste um camisão e se senta no sofá próximo a Baby, Catherine ainda não conseguia comer nada, só queria descansar, e foi isso que tentou fazer.

Alguns minutos ela passou deitada no sofá, mas seus olhos não saiam de Baby, ela ainda estava preocupada. Catherine levanta-se para fazer mais um dos procedimentos que o médico do FBI a orientou, e depois disso voltou a se deitar. Até que finalmente adormece.

Três horas depois...