Ao acordar na cama de Blaise, teve o ímpeto de levantar-se, como que acordando para o que tinha acontecido, com quem estava. Como se sentia.

— Não faça isso. – sentiu a mão de Blaise em seu ombro, deslizando até suas costas – Fique.

Ron deixou a cabeça pender, depois voltou a se deitar e ficou.

A família aceitou Blaise como um novo membro da família e os encontros eram sempre cheio de risos e boas lembranças. As partidas de quadribol ainda eram acirradas, disputadas ponto a ponto. Ninguém ali gostava de perder.

Os encontros entre ambos variavam entre bares, a casa de um ou do outro, viagens.

A confiança crescia entre eles, aos poucos.

Ser auror era seu sonho de criança e adolescente, porém encontrou felicidade em seu novo trabalho. Estava ágil no fechamento do caixa, na negociação com comerciantes e também clientes. Depois de alguns meses de namoro, começou a participar da preparação de novos logros. Retomou, então, um sonho de infância, algo perdido que era estar lado a lado nesse momento e não alvo de peças.

— Não recebemos mais multas, George. Estão dizendo no ministério que Blaise está abafando a situação.

— Imagina. Eu que parei com os barulhos – disse, de forma direta, porém com um traço de zombaria que o caçula notou.

— Parou? Foi preciso todas aquelas multas?

— Claro que não, Rony. Foi preciso você aceitar o convite do Zabini – ele deu uma piscadela marota e saiu assobiando, com a mão no bolso.

Ron balançou a cabeça, sorrindo e sentiu a presença de Fred rindo e caminhando ao lado do seu gêmeo.

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