Em mil pedaços.
7 Mais um dia qualquer.
Então eu e minha irmãs chegamos em casa mais ou menos meio dia e quarenta e cinco e uma e meia eu tinha que estar no trabalho, então eu coloquei uma roupa qualquer que havia achado no guarda roupa, prendi o cabelo e fui almoçar, depois de ter almoçado eu fui e fiz alguns trabalhos de escola que os professores haviam passado, deitei na cama e descansei por uns dez minutos, então quando eu me levanto vejo que já são uma e dez. Coloquei minha calça jeans, uma blusa regata, um salto bem pequeno e minha jaqueta jeans por cima. Prendi o cabelo em um coque deixando minha franja para fora solta, enrolei o cachecol no pescoço e peguei carona com a Claudia.
– Que horas você vai sair do trabalho? – Pergunta Claudia.
– Acho que umas seis e meia.
– Qualquer coisa me liga.
– O.k, beijo tchau.
– Tchau.
Ela estava eu, indo diretamente em direção a diretoria, quando uma mulher bem sorridente me chama.
– Olá, você deve ser a Sophie Collins, não é?
– Sim.
– Olá Sophie, eu sou a senhorita Moreno, eu dou aula de matemática para os primeiros anos.
– Olá Srtª. Moreno, eu sou a sua ajudante Sophie.
– Pode vir por aqui, Sophie você trouxe material de professora?
– Bem, eu trouxe um caderno e um estojo cheio de canetas, isso serve?
– Sim.
Então, depois de saber onde ficam alguns lugares no qual talvez eu precisasse ir na escola, finalmente eu chego em uma sala cheia de pirralhos.
Ainda bem que era uma sala quieta, não suporto bagunça.
– Turma, essa será a nossa nova professora ajudante, Sophie Collins.
– Olá Sophie.
– Olá crianças.
Então a professora começou a fazer a chamada e pediu para que eu passasse um desses exercícios bobos com ilustrações na lousa.
A professora foi explicando enquanto eu me sentei em uma carteira no fim da sala.
Eu fui ajudando algumas crianças que não haviam entendido a explicação direito, então assim que a parte da aula de matemática da senhorita Moreno havia acabado, eu tive que ir para outra sala, e foi assim o dia todo, tinha uma aula de matemática por sala então eu passei em seis salas. Umas mais bagunceiras que as outras, mas nada do tipo “Que horror, isso aqui é um caos!”
Ensinei coisas bem básicas, até que não foi tão cansativo, pelo que vi, todas as salas eram bem quietas, aquela escola era bem organizada, em todos os termos.
Depois de um dia todo ajudando aqui e ali, finalmente chegou a hora deu ir embora. Liguei para a Claudia e esperei uns dez minutos e ela chegou.
Cheguei em casa, tirei a roupa e fui tomar um banho, desci as escadas e fui jantar.
– Então Sophie, como foi o seu dia?
– Bom Claudia, e o seu?
– Também, aquele professor de sociologia é um gato.
– Só se for desse gatos endiabrados, cara chato.
– Mas mesmo assim é um gato.
Ajudei Claudia secando os pratos, e fui para a cama, capotei, não vi mais nada, deitei e apaguei. E isso foi bom, agora que comecei a trabalhar eu iria ter de dormir bastante se quisesse que tudo saísse direito.
Então mais um dia se iniciou, acordei as seis horas, fui para o banho e fiz tudo o de costume. Cheguei na escola e fui diretamente falar com a Sacha, dessa vez nem Pogue e nem Caleb vieram falar comigo, só Reid e Tyler.
– Olá meninas. – Diz Reid.
– Oi Reid e Tyler.
– E ai Sophie, já foi para o trabalho?
– Fui sim.
– E você teve que dar aula para todos aqueles pirralhos?
– Sim, como você sabia que eu comecei a trabalhar na raio de sol?
– Caleb me contou.
– Entendi.
– Você já conhece as namoradas de Pogue e Caleb?
– Não.
– Pogue e Caleb já vieram falar com você?
– Não.
Acho que foi meio que idiotice ele perguntar isso, aposto que ele sabia que eles não viriam falar comigo, principalmente quando as namoradas deles estivessem ao lado deles.
– Então meninas nós vamos voltar para o nosso canto, tchau.
– Tchau.
– Nossa, eles parecem serem tão amigos seus e hoje nem vieram falar com você, que caras de pau.
– Eles só foram legais comigo, garotos populares não gostam muito de mim.
– Porque eles são uns trouxas.
Então bateu o sinal e chegou a hora de ir para as salas de aula. Agora seria a aula de história, e lá vem mais um professor gato. Pois é, nessa escola só tem professor gato e aluno gato, então eu vou passar a lista de todos os meus professores gatos.
O Jonas, que é de matemática, um loiro lindo dos olhos azuis, o Mark de sociologia com seus olhos verdes e o cabelo enroladinho, o Harry, que era o de história, ele tinha o cabelo preto e os olhos castanhos, parecia um vampiro e para finalizar, meu professor de geografia, o Emmet, e ele também parecia um desses vampiros de filme.
Então finalmente chegou a hora do intervalo, a melhor parte do dia, Reid e Tyler vieram falar comigo, mas Pogue e Caleb não, eles ficaram quietos abraçados a suas namoradas, apenas me observando, mas nem se quer vieram me dizer um oi. Estava me sentindo meio abandonada, eu já devia saber disso, nunca tenho amigos populares, porque eu teria agora? Acho que eles nem nunca gostaram de mim como amiga.
E lá se vai aquela boa sensação de me sentir amada, mas Tyler e Reid continuaram com a gente.
Eu estava lá sentada com a Sacha e com a Claudia quando chegam Reid e Tyler com o almoço na mãe e se e se sentam em nossa mesa numa boa, como se fizessem isso sempre.
– Olá meninas. – Diz Tyler.
– Olá Tyler, vocês vão ficar aqui? – Pergunto meio surpresa.
– Bem, eu e Reid decidimos, que deve ser bem mais legal e interessante andar com vocês do que com eles.
– Mas porque vocês decidiram isso?
– Porque eles só ficam com a Sarah e com a Kate, e nós não estamos afim de segurar vela.
– Entendi.
Então, ficamos lá, conversando, mas mesmo assim eu ainda me sentia abandonada por Caleb e pelo Pogue.
Cheguei na sala de aula e estudei, mal havia começado a ir para escola e não via a hora de chegar sexta à noite, para deitar no sofá, ver tv e não me preocupar com ter que acordar cedo na manhã seguinte ou com ir para escola.
Então fomos buscar nossas irmãs que estavam na escola, e fizemos tudo como no dia anterior.
Fui trabalhar e para minha decepção um pirralho vomitou na minha blusa. Mas no fim de tudo isso foi bom, porque eu voltei para casa mais cedo, passei apenas duas horas na escola ao em vez de cinco.
– Nossa, Sophie! Chegou mais cedo hoje? – Pergunta Claudia surpresa.
– Voltei, graças a um pirralho que vomitou em cima de mim.
– Que nojo!
– Pois é, agora eu vou trocar de roupa, principalmente de blusa, que nojo, que nojo, que nojo!!!
Entrei no meu quarto desesperadamente, a pressa para tomar banho e me livrar daquela roupa era tanta que eu ao menos coloquei minhas coisas em um lugar adequado, pelo contrário, joguei na cama sem me importar com nada, nem fechei a porta do meu quarto.
Tirei minha blusa com uma velocidade absurda, e depois terminei de tirar o resto da roupa, quando me dei conta lá estava eu, apenas de calcinha, com a porta do meu quarto e a do banheiro aberta. Esqueci de contar que a porta do meu banheiro é bem de frente para a porta do meu quarto”. Com medo de alguma visita esperada aparecer e me ver semi- nua, em uma velocidade enorme corri até a porta do meu quarto para fechá-la e em seguida a do banheiro.
Coloquei minhas roupas no cesto que havia em meu banheiro e entrei no chuveiro, a melhor coisa era sentir aquela água quentinha escorrendo pelo meu corpo, em seguida me enrolei na toalha e arrumei o meu banheiro. Sai, tranquei a porta do meu quarto, passei os meus cremes e óleos pelo corpo me troque, penteei o meu cabelo e desci para fazer algumas coisas.
Depois eu tentei ler um livro, mas não consegui e em poucos instantes, adormeci.
Fale com o autor