Em meus sonhos
28 Capítulo 28
Notas iniciais
POV Alice
Minutos depois do meu ataque de choro, Irina entra pela porta.
– Senhorita Alice — ela me chama, fez lembrar de quando Jasper me chamava assim- vou te ajudar a tomar banho...
– Por favor, me ajude a sair daqui eu faço oque você quiser, posso conseguir uma boa quantia de dinheiro- eu levantei a cabeça para olhar ela nos olhos suplicando.
– Eu sinto muito, mas não posso- ela me olha com pesar e culpa.- E não é algo que posso fugir, se não já teria feito, acredite — ela balança a cabeça.
– Não pode ser, eu posso te ajudar, me diga oque te impede? — ela então vai para trás de mim e começa a conduzir minha cadeira até o banheiro.
– Chega desse assunto, não vou falar mais nada disso, tenho apenas que cumprir meu trabalho! — ela diz ríspida, mas ela parecia ser boa pessoa, Benito devia ter ameaçado ela com algo.
Era um pouco desconfortável alguém me dando banho, a última vez que me lembro era quando era bem pequena, quando terminei de tomar banho, Irina me levou para sala de jantar para comer, ainda bem que aquele idiota não estava a mesa iria perde o apetite, Irina me levou depois para um passeio no jardim, comecei a tentar ser amiga dela, pois quem sabe assim ela falaria algo do seu segredo que a mantém nas mãos de Benito, esse que veio horas depois conversar comigo, mas apenas fiquei em silêncio. De noite foi mais difícil não conseguia dormi com mil pensamentos e lembranças do loiro misterioso que achei que só existia em meus sonhos, o encontrei, me apaixonei e me casei com ele e agora carregava o nosso primeiro filho ou filha, molhei o travesseiro com minhas lágrimas e depois fui vencida pelo cansaço e adormeci. Ficou tudo escuro, mas depois estava sentada num banco em um jardim cheio de flores como no nosso primeiro beijo, senti alguém beijar meu pescoço, me virei e vi os seus olhos caramelo me encarando com ternura, Jasper estava ali com o rosto a pouco centímetros do meu, ele se senta ao meu lado e pega minha mão e a beija " Jasper!" ele assenti e sussurra "Logo eu vou te achar senhorita, eu prometo !" sua voz é determinada e ele sorri, me inclino para beijá- lo, mas acordo e vejo a luz da manhã fraca por de trás da cortina. Foi um sonho estava triste por ter sido interrompido, mas com uma pontada de alegria por ter sonhado com ele e.... será que era um aviso fraco? E minhas visões iriam voltar? Todos esses pensamentos foram interompidos ao ouvir batidas na porta.
– Entra Irina- gritei com a voz meio grogue e me sentei na cama.
– Bom dia princesa!- Benito entra com uma bandeja na mão.
– Bom dia só se for para você- digo com raiva.
– Olha voltou a falar comigo, esperava que fosse mais simpática visto que te livrei de Jacob, mas já é alguma coisa — ele sorri.
– Claro muito obrigado por me manter como sua prisioneira- o fuzilo com o olhar.
– Não você não é prisioneira, você pode ir embora, mas isso teria consequências ... ruins, você sabe- ele coloca a bandeja perto de mim e senta na cama para me encarar, eu suspiro.
– Tá legal vamos conversar civilizadamente, eu achei que você poderia ser um bom amigo, mesmo com seu jeito convencido, achava que era um homem de caráter, mas me decepicionei e como você quer que alguém que foi enganado posso ter sentimentos pelo traidor...- o encaro suplicante para algum resquício de bom senso nele.
– Pelo que sei você não contou nada a Jasper de Jacob, então não merece também o amor dele, e você pode regastar essa boa imagem que tinha de mim... Jasper já experimentou o seu amor, só quero ter minha chance, é a primeira vez que tenho algo forte assim com alguém, tudo oque senti antes foi só físico e não durava muito tempo... Não consigo te tirar da cabeça por nenhum segundo...- ele fala seu discurso absurdo.
– Mesmo se cedesse a seu desejo, quem garante que não sou só mais presa, e não vou trair a confiança de Jasper por algo assim!
– Se não colaborar posso dar um susto no seu querido ex eposo- ele ri . Fico calada e olho para o outro lado.
– Pense bem docinho- ele se levanta e sai pela porta e a bate com força.
Os dias foram se passando e resolvi fingi uma falsa simpatia com Benito, ele contratou uma fisioterapeuta para me ajudar a voltar a andar normalmente, minhas pernas haviam ficado muito tempo paradas e não aguentava andar muito, estava realmente feliz pelo progresso que estava fazendo, mas ele achava que estava alegre por sua companhia nas sessões. Finalmente conseguia andar um pouco sozinha e com ajuda de muletas algumas vezes mas estava me sentindo mas independente. Estava voltando de um passeio ao jardim com Irina, Benito parecia parecia apreensivo ao falar no celular.
– Sim, vou estar lá... Te ligo depois- ele desliga ao nos ver.- Eu vou ter que viajar hoje, Irina cuide bem dela e nada de gracinhas vocês duas ou ... já sabem- ele pisca para nós- Amo você !- ele dá um beijo em meu rosto e depois vai para a escada.
– Vamos desinfetar meu rosto por favor- digo sussurando com nojo para Irina que ri.
Iria aproveitar essa viagem dele para tentar fugir, descobrir o segredo de Irina ou Benito para usar contra ele. Achei a oportunidade perfeita quando em outro dia pedi para Irina me mostrar suas maquiagens que estava com saudades de usar, ao chegar no quarto dela comecei a me maquiar e borrei o delineado de propósito.
– Droga ! Estraguei minha obra de arte, você pega um demaquilante para mim?
– Tenho sim um bom, vou pegar no banheiro.- Assim que ela entrou no banheiro fui junto.
– Aqui achei esse é maravilhoso- ela me entrega o frasco.
– E você teria uma máscara facial para fazermos depois ? — sorrio para ela
– Eu acho que tenho.... Mas não lembro direito onde está- ela começou a mexer nas gavetas, então pequei a chave da porta do banheiro que estava por dentro e corri para fora e tranquei ela lá dentro.
– Alice abre essa porta, não faça nenhuma bobagem você só vai piorar as coisas!
– Relaxa, só quero achar algo que possa usar contra Benito. Comecei então a procurar nas gavetas dela até que achei uma caixa com um molho de chaves. Fui então até o escritório de Benito e comecei a procurar achei um cofre, tentei várias senhas sem sucesso depois comecei a mexer nas gavetas, até que achei fichas com foto de várias pessoas e incluindo Irina, comecei a ler... Irina Delani, dezenove anos acusada pela morte do próprio pai a facadas em Dallas, Texas... Não podia ser... Irina era uma assassina e do próprio pai, peguei várias cópias de outras pessoas e sai do escritório antes que algum outro empregado percebesse algo estranho. Fui guardar as cópias no meu quarto primeiro e depois subi até o quarto de Irina. Abri a porta e a encarei.
– Finalmente você ficou maluca, se outro empregado visse oque fez, estaríamos condenadas as duas e...- ela me olhava exasperada.
– Irina precisamos conversar- ela me olha preocupada.
– Eu vi uma copia de um documento que dizia algo terrível sobre você. — ela então entendeu e me puxou para cama.
– Por favor não diga isso a ninguém e não é oque parece...
– Eu achei extranho você não seria capaz de algo assim...- não conseguia nem dizer.
– Eu não queria te contar porque é algo muito doloroso para mim e arriscado, mas já que descobriu- ela fica com uma expressão triste e distante em seus olhos azuis- Meu pai era viúvo e quando completei dezoito anos ele se casou de novo, não fiquei muito feliz com a idéia no começo, mas quando a conheci a mulher achei que ela ia fazer meu pai feliz e me tratava super bem, nunca imaginei que por baixo daquela doçura escondia um demônio que ia destruir minha família. Ela começo a plantar discordia entre mim e meu pai, passávamos a brigar sempre e me tornei rebelde e comecei a fazer coisas erradas, mas de repente ela parou de me provocar e parecia arrependida, me convidou para aprender a cozinhar um dia, e no outro logo de manhã fez eu ter uma briga feia com meu pai, eu sai de casa e só voltei de noite , quando cheguei em casa ninguém respondia nem os empregados, fui até o quarto do meu pai e o encontei morto com a faca que eu tinha usado um dia antes para cortar carne enfiada no seu peito e ela do lado desacordada, tinha bebido algo para ficar dopada e por toda culpa em mim. Mesmo com o horror do que vi tive que fugir, ao ouvir barulhos de viaturas chegando, ela tinha armado tudo para mim ser a culpada, para ficar com a herança do meu pai, consegui fugir e fiquei vagando até que na porta de uma boate encontrei Benito, ele viu que estava desesperada e me levou para sua casa e me ajudou a me esconder, contei tudo para ele, não tinha pra onde ir ele me trouxe aqui para Califórnia nessa mansão dele, e me fez jurar que se um dia precisasse de um favor eu não negaria ou iria me entregar, eu sabia que a ajuda dele teria um preço, mas geralmente eram caprichos bobos...
– Até que eu cheguei- completei.
– Nunca pensei que ele chegaria a tanto, mas apesar de suas atitudes erradas devo muito a ele, ele pagou cirurgias para mudar meu rosto, identidades falsas para que eu pudesse recomeçar minha vida, eu trabalhava até então naquela clínica que você estava feita para pessoas que tem problemas com a lei ou familiares que tem medo de vinganças... — ela da um sorriso triste.
– Agora entendo, e realmente foi algo terrível que aconteceu com seu pai e você lamento.
– Obrigado, demorei muitos anos para amenizar minha dor e desejo de vingança, mas resolvi que se tinha uma nova chance, não ia desperdiçar por alguém como ela, apesar de serem bandidos me sinto bem em ajudar a tratar de alguém...
– Meu pai e irmão são médicos também e sei do amor que eles tem a profissão, meu irmão pelo menos, meu pai é mais pelo status, eu e ele não temos uma boa relação...- digo com uma pontada de dor pela falta do meu irmão e até do meu pai.
Irina dize que já tentou inúmeras senhas mas não conseguiu abrir o cofre, e duvido que algumas daquelas pessoas teria coragem de denunciar Benito. Poucas semanas depois, Irina recebeu uma ligação de que Benito retornaria, ela fingiu que eu não estava colaborando e o aviso da minha consulta amanhã para saber o sexo do meu bebê. Horas depois estava na sacada do terceiro andar quando vejo um carrro entrando no portão, e um táxi que parou por alguns minutos e foi embora, não sei porque mais aquele táxi mexeu comigo. Na manhã seguinte acordei animada, mas com um pouco de tristeza por Jasper não estar presente. Saímos de carro e tive uma sensação estranha. Chegamos na clínica, e Benito achou melhor eu ir de cadeiras de rodas para não forçar tanto minhas pernas, ele e Irina desceram primeiro e Benito me pôs na cadeira de rodas, depois o segurança que ele contratou desceu e ficou olhando em volta. Na sala fui colada na cama ao lado do aparelho, e primeiro ouviriamos a batida do coração do bebê, o som era estranho mas concerteza era uma batida de coração, o som mais lindo que escutei lágrimas se despejaram no meu rosto como cachoeira, a médica olhou estranho para a tela e Irina também.
– Algo errado ?- perguntou Benito, e eu olhei ansiosa para ela.
– Não só algo que veremos no ultrassom. — ela sorri. Ela então passou um gel na minha barriga que me fez extremecer um pouco por ser gelado e colocou o aparelho.
– Hum vamos ver se esse bonitinho colabora... — ela sorri- esses bonitinhos na verdade, parabéns são gêmeos !
– Gêmeos ?- todos dizem.
– Sim agora vamos ver o sexo- ela muda a posição do aparelho na minha barriga, mas ainda estava aérea com a palavra gêmeos em minha mente.- Vejamos esse é... menino.
– Yes sabia que ia ter um herdeiro!- Benito comemora e Irina revira os olhos.
– E esse é... Uma linda princesa- ela sorri. — Vai ter trabalho em dobro heim mamãe, e pelo sua ficha tem que ter cuidado em dobro e repousar bem.
Gêmeos, uma menina e um menino, Jasper amaria. Depois fomos a uma farmácia comprar tudo que a médica orientou, Benito insistiu para comprarmos roupinhas para o bebês, Irina me ajudou já que não sabia nada sobre bebês. Ao chegar na mansão fui para o quarto descansar e ficar olhando as roupinhas, imaginando como seriam seus rostinhos. No dia seguinte havia uma pequena movimentação Benito estava entrevistando novos jardineros, fui até a cozinha e um dos homens que estavam na sala aparece atrás de mim me assustando.
–Você é Alice Cullen não é?- ele tinha cabelos pretos ondulados do tamanho de Jasper e olhos castanhos
– Er... Sim .
– O senhor Jasper tem um recado para você- ele sussura, me entrega um papel dobrado e volta correndo para sala.
Jasper? Eu me belisquei para ter certeza de que não era um sonho. Coloquei o papel no meu bolso e fui para meu quarto entrei no banheiro e tranquei a porta, desdobrei o papel e li " Para senhorita mais linda do mundo,
Eu praticamente não existia até te ver de longe ontem, sem saber que estava bem e o nosso filho ou filha, contratei um detetive e segui os passos de Benito, e felizmente te encontrei, quero tentar te libertar, pois tenho receio dele sumir com você novamente se a polícia for envolvida, contratei esse jardinheiro para conseguir emprego aí e eu entrar disfarçado no lugar dele para te ver e tentar te tirar daí. Te amo, Jasper."
Fiquei relendo umas cinco vezes sem acreditar iria podee ver Jasper e ainda talvez sair daqui, joguei o papel no vaso e dei descarga. Irina estava passando e pedi para ela convencer Benito a contratar o jardineiro que indiquei. Ao ver Irina se aproximar ele pediu sua ajuda para escolher, e ela conseguiu colocar entre os três que contratou. No dia seguinte, depois do café da manhã, esperei até Benito sair para ir ao jardim ninguém estava lá então me sentei na cadeira, será que ele não conseguiu entrar ? Foi quando senti meu cabelo ser afastado do pescoço e lábios o beijando. me virei e vi ele só que diferente usava lentes de contato castanho escuro e peruca, mas reconhecia seus traços e sorriso encantador.
– Jasper !-disse como foi no sonho e me levanto.
– Meu amor- ele me abraça, e o abraço de volta com força sentindo seu aroma, comecei a chorar de alegria.
– Jaz você não sabe o quanto temia nunca mais te ver e sentia sua falta- soluçava de tanto chorar.
– Sei sim eu senti o mesmo e em dobro senhorita- ele me olha também parecendo não acreditar que estávamos frente a frente depois de tantos meses. Ele se inclina para me beijar, e tocar seu lábios no meu era como acordar de um terrível pesadelo e entrar em um doce sonho, nós beijamos até ficarmos sem fôlego e ficamos com apenas nossas testas grudadas, ele tirou uma das mãos que estava em minha cintura e sentiu minha barriga e sorriu.
– Está tudo bem- digo sorrindo- vamos para meu quarto, para conversamos tranquilamente.
Fomoa rapidamente para meu quarto e traquei a porta e nós sentamos na cama.
– Me conte tudo oque aconteceu e não esconda nada por favor- Jaz me olhou nos olhos.
– Tudo bem- suspirei, contei tudo sobre a chantagem de Jacob, e o plano de Benito, o coma...
– Perai quer dizer que aquele idiota quase te matou com um plano egoísta de te tirar de mim e por causa dele você ficou em coma- Jasper fechou os punhos- Minha vontade era de esperar ele e arrenentar ele.
– Eu sei Jaz eu também queria quando soube que ele me enganou, mas temos que agir com calma- seguro suas mãos nas minhas.
– Você tem razão, é o seguinte você vai tentar gravar ou filmar Benito confessando oque fez- ele tira um pequeno gravador e micro câmera dentro do bolso do seu avental de jardineiro e me entrega.- Assim vai ser mais fácil provar, tiramos fotos ontem mas não ficaram muito boas.
– Pode deixar... Nem acredito ainda que você está aqui Jaz- aperto sua mão e o beijo.
– Nem eu,queria te levar hoje mesmo, aliás vocês dois- ele fala para minha barriga sorrindo.
– Tá mais para nós três...
– Oque ... quer dize... Que são gêmeos- Jaz arregala os olhos.
– Sim, um menino e uma menina, Peter e Charlotte como combinamos lembra? Vamos poder usar os dois- pisco para ele, que estava emocionado e começando a chorar.
– Que surpresa maravilhosa.... Vou ser pai de gêmeos- ele beija minha barriga- Eu amo vocês desde já, muito.
– Nós também papai Jaz- imito voz de criancinhas, mas ficou ridículo, nois dois rimos.
– Mais dois motivos para fazermos dar certo e vamos conseguir- ele diz com firmeza.
E pela primeira vez desde muito tempo eu tinha uma certeza de que não deixaria mais nada nem ninguém nós separar, nunca mais.
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