Notas iniciais
Finalmente minha net voltou, então aqui estou eu postando mais um cap só para vcs .. ! espero que gostem... Boa leitura, amores !

O dia seria mais longo do que eu imaginei que poderia ser, minha cabeça ainda doía muito, Tia Jenna ainda não havia voltado do café, quando a porta abre mais uma vez e, para minha triste surpresa, era o idiota do Matt, com aquele ar de superioridade que tanto me irritava. Diferente do Damon, ele não trazia nada nas mãos, o que não era de se estranhar, pois ele sempre foi frio, grosso, e mal educado, eu não sei onde eu estava com a cabeça quando comecei a namorar com esse imbecil, talvez fosse por estar muito triste, na época, pela morte dos meus pais, e ele, o Matt, fingiu ser um belo cavalheiro me oferecendo apoio e carinho. Matt realemente parecia uma pessoa totalmente diferente daquele que eu conheci, eu realmente me apaixonei, e ele, simplesmente, foi cruel comigo. Meu Deus! Ele é verdadeiramente um psicopata, e agora estou totalmente presa a esse homem repugnante.

— Oi, princesa. Acabei de ver o idiota que te atropelou saindo do hospital, o que ele veio fazer aqui, Elena?

Eu não queria responder, eu não queria nem olhar na cara nojenta do Matt, mas, infelizmente, se eu não respondesse poderia ser bem pior do que apenas sentir náuseas por falar com ele; Matt não se importaria com o fato de eu estar em uma cama de hospital, para ele, isso é o mesmo que nada, se eu não respondesse, ele não pensaria duas vezes antes de levantar a voz comigo ou, até mesmo, me bater. Como eu odeio esse garoto!

—Oi, Matt, ele veio apenas saber como eu estou e pedir desculpas, ele conhece a tia Jenna... -Falei com muito esforço, eu sentia nojo do Matt e acho que já disse isso, sei que estou sendo repetitiva, mas se eu pudesse eu o mataria com toda certeza.

—Hum, okay! Não gosto do fato desse cara ter vindo aqui, Elena. Espero que não se repita. Mas, então, como você está se sentindo?

— Bem, obrigada.

Eu não estava olhando pra ele, meus olhos estavam em direção a porta, suplicando que alguém entrasse no quarto, odeio ficar sozinha com esse idiota, e, por algum motivo, não conseguia parar de pensar em Damon, não consegui entender o motivo pelo qual ele me olhou daquela forma tão intensa, tanto no momento em que acordei no chão no meio da rua, como, também , quando ele deu um beijo em minha testa. Não, não, eu preciso parar com isso! Não posso me envolver com outro alguém, não posso me interessar por ele e muito menos me apaixonar, por mais que eu quisesse acabar o meu relacionamento com o Matt , eu não poderia, não mesmo.

— Elena, o que é que você tanto olha? Terra chamando Elena! Eu venho até aqui saber como você está e não ganho nem um beijinho, querida?

Quando ouvi aquilo me contorci inteira e logo sai do meu devaneio. Por que ele precisa me tratar dessa forma? Me torturar assim? Na verdade, acho que sei o motivo disso tudo, Matt Donovan é sádico, doente e desequilibrado.

— Matt, a culpa foi sua, se não tivéssemos brigado e se você não tivesse batido em mim eu não teria sido atropelada e não estaria aqui, a culpa é sempre sua. E agora, você quer que eu o beije? É sério isso?

— Como é, Eleninha? A culpa é sua e daquele idiota. Sua porque é uma demente e só vive distraída e daquele idiota por não saber dirigir! Agora venha cá.

Matt segurou minhas bochechas com muita força, meus olhos ficaram marejados de tanto medo e ao mesmo tempo de raiva, ele me olhou com aquele olhar de louco e sarcástico que eu conhecia muito bem. Sem demora, aproximou-se do meu rosto e me beijou nos lábios com força, ele sempre me beijava daquela maneira, não demorou muito e ele me soltou, eu só consegui sentir uma grande ânsia de vômito. Ele se afastou da cama e foi em direção a janela.

— Sabe, Eleninha, logo logo você será minha esposa e eu estive pensando muito nisso. Acho que podemos noivar no final do ano, assim casaremos o mais rápido possível, e será bom, pois só assim você termina o 1° período da faculdade e poderemos nos mudar desse lugar chato e nada empolgante. E, então, o que acha?

— Como assim, Matt? Estamos em setembro e você já quer noivar em dezembro? Não acho uma boa ideia; eu já havia lhe falado que só casaria após o término da minha faculdade, eu não quero noivar agora, não posso. -minha voz saiu o mais firme possível. O quanto mais eu pudesse adiar aquilo eu o faria.

—Bom, eu não sei nem o motivo de te perguntar isso, você não tem que char se é uma boa ideia ou não, uma vez que não tem o que querer. Será dessa forma e pronto, nos amamos. Para que adiar o inevitável?

Inevitável? Inevitável? Não. Eu não posso deixar isso acontecer, preciso conversar com a Tia Jenna e contar a verdade pra ela. Porém, meu Deus! Se eu contar, ele vai matá-la e também vai infernizar minha vida e a do Jeremy, mesmo ele estando longe, esse imbecil vai achá-lo em qualquer lugar. Não, posso permitir isso, não posso perder mais ninguém. Mas, e agora? O que eu vou fazer? Não vou aguentar viver minha vida inteira ao lado de uma pessoa como o Matt... Quando eu já estava a ponto de gritar, minha Tia entrou no quarto, tirando-me daquele turbilhão de pensamentos.

—Elena, querida, tenho uma ótima noticia, conversei com o seu médico e ele disse que você terá alta amanhã, disse que você está bem e que não tem motivos para te manter aqui, mas o gesso do seu braço e de sua perna esquerda vai permanecer por mais alguns dias.

— Ain, Tia, isso é bom, ao menos, vou poder voltar pra casa. -Disse sorrindo, não queria eu ela desconfiasse de alguma coisa.

Titia notou que o Matt havia chegado e falou com ele em muito entusiasmo, então ele aproveitou o momento e comunicou a sua decisão, mas, para minha alegria, minha super tia não gostou muito da ideia, e disse que até poderíamos noivar, mas casar só depois que eu terminasse minha faculdade. Porém eu conhecia bem o Matt, no fundo, sabia que ele não iria desistir, foi então que ele disse que tinha que fazer alguma coisa em algum lugar e se despediu de mim, agora, sem beijos graças a Deus. Abraçou minha tia, e disse que voltaria amanhã para nos buscar. Caramba, como ele é falso!

Tia Jhenna fechou a porta atrás de si e sentou na beirada da minha cama, ela não estava muito feliz com a noticia, ela me olhava com um olhar de preocupação, então se aproximou um pouco mais de mim e começou a alisar meus cabelos, isso me fez lembrar de minha mãe, pois eram muito parecidas. Mais uma vez, meus olhos ficaram marejados e senti uma vontade imensa de contar tudo, mas não consegui. A dor da possibilidade de perdê-la era muito forte e muito maior do que eu.

— Querida, você tem certeza de que é isso que você quer? Digo, casar com o Matt, você tem certeza disso? Desculpe-me, meu amor, não quero me meter na sua vida, mas não vejo o brilho nos seus olhos quando olha pra ele.

Minha cabeça estava fervendo, mas lutei com todas as minhas forças para responder aquela pergunta com firmeza e disse:

—Sim, tia, eu tenho certeza. Não se preocupe, vai ficar tudo bem.

Ao dizer isso senti uma lágrima escorrer em meu rosto, tentei disfarçar, mas acho que ela percebeu, porém não falou nada, apenas assentiu com a cabeça e continuou a alisar meus cabelos, então adormeci com a leveza dos seus movimentos.

(Sonho Helena part.1)

Eram mais ou menos umas 16:00 horas, o sol já estava fraquinho, mas os efeitos que ele causava com seus raios ainda eram fortes. Haviam flores de todos os tipos em todos os lugares em variadas cores. Eu estava com um vestido branco um pouco rodado e meus cabelos estavam soltos, notei que havia uma flor neles. Olhei ao meu redor, os pássaros cantavam, mas não havia ninguém por perto, a não ser um garoto branco dos cabelos pretos com uma camisa branca e calça jeans meio velha, sentado embaixo de uma árvore.O rapaz estava incrivelmente concentrado lendo um livro.

Aquela imagem era quase surreal , ele era lindo, então, de repente, ele olhou para mim e sorriu, eu nunca tinha visto um sorriso como aquele antes, era empolgante, contagiante, alegre, maroto... então, continuei olhando-o e ele me chamou, eu caminhei lentamente em sua direção, apreciando aquela bela paisagem, o campo era de um verde claro e ao mesmo tempo escuro com relevos, o céu estava num tom de laranja claro e alguns tons de azul e rosa, não haviam muitas nuvens. Cheguei perto dele, ele ficou de pé e sorriu mais uma vez, quando olhei em seus olhos, notei algo estranho, aquele olhos me faziam sentir algo diferente, comecei a sentir meu coração pulsar um pouco mais forte, então ele disse...

— oi, me chamo Damon Salvatore, tudo bem ?

Minhas emoções estavam a flor da pele, não conseguia pensar direito, não entendia o porquê aqueles olhos eram tão familiares , algo me fazia pensar que eu o conhecia de algum lugar, mas por que meu coração está batendo tão rápido?

—oi, sou Elena, estou um pouco confusa, que lugar mais lindo, onde estamos?

—Bom, acho que você está perdida. Estamos no sul da Flórida, isso aqui é uma propriedade da minha família, mas como você veio parar aqui, Elena?

— eu não sei muito bem, estava com meus pais no banco de trás do carro, quando, simplesmente vim parar aqui e vi você sentado embaixo dessa arvore. Você sabe como eu faço para sair daqui?

— olha, se você quiser posso te deixar em casa, meu carro está estacionado logo mais a frente.

— Eii, mas eu não te conheço, e se você sumir comigo ou seilá?

—Não, eu jamais faria mal a você, Elena.

Algo no tom de sua voz ao dizer meu nome me fez acreditar que ele estava falando a verdade, então caminhamos lado a lado, deixei um espaço entre nós para não nos esbarrarmos, olhei para o chão e notei que ele estava descalço.

—Damon, você vem sempre aqui? Que livro é esse que você está lendo? E por que você está descalço? eu heim!

— sim. Eu venho sempre aqui, é o me lugar secreto. Antes de você, ninguém visitava esse lugar há muito tempo, e o nome do livro é “Grandes esperanças, do Charles Dickens”. E para sua informação, eu amo andar aqui descalço, gosto de sentir a terra em meus pés.

—hum... Não é muito higiênico, não acha? E esse autor é muito bom, tenho a coleção dos livros dele, espero que goste da história desse livro que esta lendo.

Ele olhou para mim e sorriu, quando me olhou alguns raios do sol encontraram seus olhos, nossa! Foi de perder o fôlego! O azul dos seus olhos eram incríveis e únicos, ele notou que eu o estava encarando então tentei disfarçar, estávamos quase chegando ao carro quando ele perguntou...

—e você gostou da história deste livro? Até onde você iria em nome do amor, Elena?

Quando eu ia lhe responder, tudo foi ficando escuro e o seu rosto foi se perdendo naquela escuridão junto com aquele lugar maravilhoso.

(...)

Acordei com o coração batendo forte, olhei para os lados, não havia ninguém no quarto além da tia Jhenna, sentada na poltrona lendo uma revista que eu não consegui distinguir o titulo. Não fiz muitos movimentos para ela não notar que eu havia acordado, e então fiquei pensando no sonho que tive, sempre com a dúvida do motivo que me levou a sonhar justamente com o Damon, e por que ele me perguntou aquilo, como eu fui parar naquele lugar, e por que não havia mais ninguém conosco? Será que eu estou me apaixonando por ele? Não, isso não pode estar acontecendo.

Notas finais
Amores da minha vida, comentem preciso da opinião de vcs ! bjoôs e até o próximo cap. fuime! Ahhhh antes de ir, hoje é quinta pessoas, dia de TVD rsrssr bjos !