Notas iniciais
Sabadão e capitulo novo chegando...

— Eu tenho boas noticias. Edward falou animado assim que chegou do Hospital na tarde seguinte.
— Fala Edward. Como esta o Theo? Bella pediu ansiosa.
— Ele esta melhorando. A medicação esta fazendo o efeito esperado e se continuar assim, em breve ele vai sair da UTI.
— Meu Deus, que alivio. Bella falou abraçando a mãe. Ambas chorando emocionadas.
— Obrigada Senhor. Rene falou em meio as lagrimas.
Edward olhou as duas e depois a Charlie que mantinha um sorriso discreto no rosto e os olhos emocionados.
— Mal posso esperar minha vez de visita-lo amanha. Bella falou contente.
.......................

— Então? Como ficou seu trabalho? Charlie falou sentando-se ao lado dele na varanda. O fim do dia se aproximando. A melhora de Theo trazendo alivio e conforto a familia.
Edward deu de ombros antes de responder.
— Eu não posso voltar, pelos menos não nos proximos dias. Alem do mais, eu tenho muitas ferias acumuladas, então estou usando.
— Não é uma boa maneira de aproveitar as ferias. Charlie tentou fazer piada.
— Pois é. Desculpe Charlie. Bagunçamos toda a sua rotina.
— Lavinia é uma menina doce, cheia de energia, mas a inocência dela encanta a todos. Bella, fazia tempo que não vinha aqui, Renne ficou feliz com a visita dela, entao eu não tenho do que reclamar. Theodoro, é um garoto esperto, curioso, sabia que ele foi pescar comigo antes de ficar doente? É um otimo garoto.
— Ele é sim.
— E você Edward? Esta aqui só pela quarentena? Quando isso passar, você vai embora e deixar sua familia para tras de novo? Ou vai refaze-la?
— Bella contou sobre o divorcio? Devolveu compreendendo "a conversa".
— Nem precisou. Só de olhar para ela chegando aqui sozinha do casa, ja soube que algo estava errado. Mas eu ouvi ela conversando com Renne sobre vocês. Sabe. Eu fiquei muito bravo com você quando ouvi a forma que o Theo falava, você tinha que ver. Ele é apenas um garoto e ja carregava em seus ombros um peso que não era dele.
Edward suspirou. Era algo que ainda tinha pendente para resolver.
— Você esta certo. Meu filho não devia carregar este peso. Quanto a mim e a Bella é complicado.
— Tão complicado quanto assumir uma gravidez aos dezoito anos de idade? Perguntou e Edward o olhou. _ Você ganhou meu respeito garoto. Não é qualquer um que consegue contruir o que você conseguiu. Tudo o que conseguimos com esforço, valorizamos ainda mais não acha?
Perguntou e Edward pensou por um momento, se perguntando onde ele queria chegar.
— Sim, acho que sim.
— Otimo. Então talvez esteja na hora de esforçar um pouco para reconquistar o coração da minha filha. Isto é, se você ainda a amar.
— Charlie, eu não fui exatamente um otimo marido para Bella. Falhei de muitas maneiras com ela, agora eu percebo isso. Refletiu apertando uma mão na outra, gesto tipico de quando ficava ansioso com algo.
— É por isso que estamos aqui, tendo esta conversa não? Pense bem, para não voltar a magoa-la novamente, ou serei capaz de esquecer que você é o pai dos meus netos. Falou levantando-se.
— Obrigado Charlie. Edward falou antes que ele se afastasse.
— Pelo que?
— Assim que descobri sobre a ação do virus, meu primeiro pensamento foi que Isabella viesse para cá. Eu sabia que vocês cuidariam dela aqui. Então, obrigado.
— Não ha de que.
.............................

— Ainda esta cedo para ir ao Hospital. Edward disse enquanto Bella arrumava a bolsa no sofá.
— Eu sei, mas eu estou muito ansiosa para ficar parada. Estou muito esperançosa de que vou encontra-lo sem aqueles tubos.
— É provavel. Edward respondeu deixando um leve sorriso no rosto surgir. _ Podemos conversar um pouco antes de você ir? Ele perguntou e ela olhou ao redor.
Rene lia um livro no sofá, enquanto Charlie assistia um programa na Televisão e Lavinia se entretia brincando no meio da sala. Era tudo o que podiam fazer, já que não podiam sair de casa.
— Esta bem. Concordou. _ Vamos para a Varanda. Chamou e ele acenou a seguindo. _ O que foi? Soube de alguma novidade do Theo? Perguntou sabendo do contato entre Seth e ele.
— Não. Não é sobre isso que eu queria falar. Começou colocando as mãos nos bolsos.
— Então é sobre o que? Ela perguntou o olhando.
— Bella... Eu... Começou gaguejando nas palavras. _ Isso é mais dificil do que imaginei. Comentou frustrado e ela continuou a olha-lo, esperando.
— Você o que? Incentivou.
— Eu sinto muito. Eu só queria dizer isso. Que sinto muito por nosso casamento ter fracassado.
— Edward...
— Não. Deixa eu terminar de falar. Pediu e ela calou-se. _ Eu venho pensando muito, principalmente nos ultimos dias com tudo o que vem acontecendo. Suspirou se aproximando. _ Eu sei que fui um pessimo pai e marido pior ainda para você. Falou e ela não conseguiu evitar de uma lagrima cair.
Seu coração ainda estava ferido.
— Bella, me perdoe. Falou e ela o olhou, as lagrimas vindo com mais força. _ Me perdoe. Eu magoei você, fui negligente, não dei a atenção que minha familia precisava. Se estamos nos divorciando agora, sei que a culpa é minha. Admitiu.
Buscando as palavras certas, ela secou o rosto tomando uma respiração.
— Eu ansiei tanto ouvir estas palavras de você. Confessou e suspirou. _ Mas não é só culpa sua Edward. Eu tambem tenho minha parcela de culpa nisso, sei disso. Eu percebi uma coisa desde que cheguei aqui. No processo entre trabalhar para te ajudar no começo do nosso casamento e depois, cuidando da casa e dos nossos filhos, eu percebi que eu me perdi. Acho que eu acabei me perdendo de mim mesma.
Edward a olhou surpreso com suas palavras.
Esperava que ela disse que a culpa era dele, mas não esperava esta revelação.
— Não sabia que você se sentia assim.
— Não mesmo. Mas isto é algo que me ocorreu recentemente. Sabe? Eu poderia fazer qualquer coisa. Tudo o que eu quisesse segundo a minha mãe. Falou e ambos riram da brincadeira dela. _ O fato é que eu preciso me encontrar, como pessoa, não apenas como mãe, esposa ou dona de casa, entende? Eu quero recomeçar minha vida, e desta vez, não quero ter lamentações ou arrependimentos. É o que eu vou fazer assim que esta fase sombria passar. Concluiu.
— Então, sobre nós dois, você acha que ha alguma chance? Ele perguntou em expectativa, o coração martelando no peito.
— Você estava certo quando disse que me magoou. Sim, você me magoou muito. E em troca, eu fiz o mesmo com você, então me desculpe tambem. Mas, por enquanto, eu só quero me concentrar na recuperação do Theo. Isso é o que mais importa no momento.
— Tudo bem. Ele disse convencido. Talvez fosse mesmo tarde demais.
— Eu vou ao Hospital agora. Falou e ele acenou. Com um impeto de coragem, ela se aproximou deixando um beijo na bochecha dele e se afastou caminhando rapidamente para o carro.
Surpreso, Edward ficou a observa-la a sair com o carro ate que não tinha mais visão.
Como um adolescente apaixonado, ergueu a mão devagar e tocou o local onde ela havia beijado.
A porta foi aberta de repente e Lavinia passou por ela, com um bico emburrada, se colocando a frente dele.
— Papai esta muito chato brincar sozinha. Quando o Theo vai poder voltar para casa? Edward a olhou sorrindo do seu bico e se abaixou, ficando na mesma altura que ela.
— Seu irmão vai precisar de um tempo para se recuperar princesa. Mas enquanto isso, o que você acha de brincar comigo?
— Eba. Com os olhos brilhando e um sorriso no rosto, ela começou a pular animada.
— Isso é um sim, não é? Você parece a sua mãe quando esta empolgada com alguma coisa. Falou começando a fazer cocegas e ela gargalhou se contorcendo em suas mãos.
..............................

Dias depois...

— Oi filho. Tudo bem? Edward perguntou colocando uma embalagem ao lado da cama e sentando-se a frente dele.
Dias após dia, Theo vinha melhorando.
A cor voltava ao seu rosto, e ele respirava sem dificuldades. A unica lembrança do episodio passado era um curativo no local onde antes haviam os tubos, o que indicava que logo ele poderia ir para casa.
—Oi Pai. Eu estou entendiado, não tem nada para fazer aqui. Quero logo ir para casa.
— Eu imaginei que você diria isso, então comprei um presentinho no caminho para cá. Revelou lhe entregando o pacote e bagunçando seus cabelos.
— O que é isso? Theo perguntou animado, ja abrindo a embalagem. _ Pai, é um jogo de palavras? Serio?
— Por que não? Nós podemos jogar para passar o tempo enquanto você estiver aqui. Existem muito outros jogos alem do video game, sabia?
Theodoro sorriu voltando a colocar o jogo na embalagem.
— Obrigado.
— Por que esta guardando? Não vamos experimentar?
— O senhor vai jogar comigo? Perguntou duvidando.
— Ei, ja esta cansado da minha presença? Deixe de tentar bancar o esperto. Ainda vou ficar muito tempo de em olho em você. Edward falou e Theo deixou escapar um sorriso.
— Esta bem. Não deve ser tão dificil jogar isso. Falou voltando a abrir a embalagem.
.................................
— Pai, esta palavra não existe. Theodoro falou batendo pé.
— É claro que existe. Edward revidou. O jogo rendendo muitas risadas entre os dois.
— Isto é trapaça. Eu estou ainda estou no colegio, o senhor não deveria poder usar termos de medicina comigo.
— Vai ficar reclamando ou vai jogar? Edward provocou amando ver o filho se expressar e Theo fechou a cara pegando outra ficha.
— Um verbo com a letra F. Theo leu e levou a mão ao queixo pensativo. Um gesto totalmente vindo Edward e ele sorriu admirando o quanto filho se parecia com ele. _ Ja sei, Flopar.
— Que palavra é essa? Theodoro, por acaso você esta xingando alguem?
Theo começou a gargalhar da expressão do pai.
— Não é um xingamento pai. É uma expressão que as pessoas usam na internet.
Edward começou a rir junto com o filho.

— Toc. Toc. Seth falou entrando no quarto. _ Vejo que estão animados hoje.
— Como vai Seth: Edward perguntou com um aperto de mão.
— Eu vou bem. E com otimas noticas. Seth falou olhando para Theo. _ Pronto para ir para casa?
— É serio? Eu posso ir? Theo perguntou surpreso e animado.
— Sim. Pode continuar se recuperando em casa. Tenho certeza que este médico aqui vai cuidar de você. Falou tocando o ombro de Edward e Theo sorriu.
Ver a recuperação do seu paciente era gratificante e revigorante.
— Obrigado doutor.
— De nada. Aqui esta os papeis com a alta assinada e a receita com os medicamentos para tomar em casa. Pode se vestir e esta liberado.
— Obrigado Seth. Edward recebeu os papeis agradecendo. _ Por tudo.
— Não foi nada. O importante é ve-lo recuperado. Preciso ir agora. Disse se afastando.
Edward sacou o celular pronto para contar a noticia e pedir que Bella trouxesse roupas quando uma ideia lhe ocorreu.
— Que tal a gente fazer uma surpresa para sua mãe e seus avós? Todos estão ansiosos com seu retorno.
— É uma boa ideia pai. Mas e as minhas roupas? Eu não posso sair daqui usando isto. Theo fez uma careta apontando a camisola hospitalar e Edward riu.
— É, tem razão. Pensou um pouco. _ Eu tive uma ideia. Me espere aqui. Pediu.
— Pai, o que... Mas ele ja tinha saido do quarto.
Intrigado, Theo se concentrou em guardar as peças do jogo e esperando o pai voltar.
— Tome. Já pode se trocar. Edward disse lhe entregando uma sacola.
— Onde o senhor conseguiu estas roupas? Theo perguntou derramando o conteudo sobre a cama.
— Eu comprei em uma loja aqui perto. Agora, vá se vestir. Precisamos ir antes que sua mãe fique preocupada.
— Esta bem. Concordou indo para o banheiro e se vestindo rapidamente.
— Serviu? Edward perguntou ao pé da porta do banheiro e Theo a abriu mostrando a roupa.
— Acho que sim. Respondeu.
— Então vamos.
Edward dirigiu em silencio por alguns momentos.
— Pai. Theo chamou com a expressão seria e Edward desviou a atenção da estrada para ele rapidamente.
— O que?
— Desculpa por causar problemas. Theo pediu e Edward lembrou das vezes que Bella e até mesmo Charlie comentaram sobre o peso que ele carregava.
— Você não causou nenhum problema. Nunca vai causar Theo. Respondeu convicto.
— Mas o Senhor teve que deixar seu emprego por minha causa. Insistiu.
— Não se preocupe com isso. Ele ainda vai estar la quando eu voltar. Alem do mais, você é minha prioridade. Você, sua irmã, sua mãe, são minha familia, o bem mais precioso que eu tenho. Falou e Theo ficou a olha-lo. _ Vocês são presentes que eu nunca mereci, mas que estou aprendendo a cuidar e a valorizar. Falou tocando os seus cabelos como uma mão e sorriu notando o sorriso no rosto do filho.
Era a primeira vez que ouvia o pai falar daquela maneira.

— Ja estamos chegando. Esta pronto? Edward perguntou e Theo acenou concordando.
Bella abriu a porta apressada, assim que avistou o carro se aproximar e foi ao encontro deles sem perceber a presença do filho no banco do carona.
— Você demorou Edward. Aconteceu alguma coisa? Questionou preocupada assim que os alcançou. O clique da porta do carona a fez virar o rosto na direção dele. _ Theo. Ela balbuciou surpresa e emocionada. _ Meu Deus, filho, é você mesmo?