Em luta pelo amor
25 Rotina
CAPITULO XXV
–bom dia kyoko chan
sentiu seus pequenos demônios se esconderem ao ver o sorriso brilhante que ren lhe ofertava
–bom dia tsuruga san, o que faz aqui?
–vim buscar minha namorada
viu o moreno deixar o carro e se aproximar dela
–sobre isso tsuruga san poder...
quando decidiu busca-la aquela manha sabia perfeitamente que kyoko lhe pediria para voltar atras em seu anuncio de certamente o convenceria a dizer para a mídia que tudo não passara de uma brincadeira, mas ele não estava disposto a voltar a atras em seu pronunciamento, quando dissera naquela entrevista que estava namorando com kyoko fizera aquilo impulsionado pelo ciumes que sentia ao saber que o fuwa havia estado no apartamento dela na noite anterior e que ele ainda a tinha como um propriedade sua, ao fazer a declaração não levara em conta os sentimentos dela apenas pensara que desse modo todos saberiam a quem o coração dela pertencia.
Naquela tarde ao encontra-la no corredor chegou a pensar em uma desculpa qualquer para justificar seu gesto, algo que não a deixasse irritada com ele mas ao ve-la tão linda e confusa não pode evitar seguir provocando-a, minutos depois ao ver lory anunciar que o cantor da banda vie ghou seria o empresario dela considerou que sua decisão havia sido correta, enquanto fosse oficialmente o namorado dela ninguém poderia se opor a presença dele ao lado dela enquanto a protegeria de qualquer ataque daquele pervertido que um dia tentara agarra-la a força.
Não deixaria kyoko obriga-lo a voltar atras em sua decisão por isso agora a beijava lascivamente a impedindo de seguir com suas palavras, mesmo que ela seguisse negado ele continuaria a seduzi-la ate ela o aceitasse completamente, a beijou ate ambos estivesse sem folego
–não faça mais isso tsuruga san
sorriu vendo como as faces da garota estavam vermelha e sua respiração descompassada, seu sorriso se alargou ao perceber que seu beijo nada inocente tivera um inesperado telespectador, que agora se aproximava como um semblante serio
–kyoko
para a sua surpresa kyoko viu reino surgir do nada e lhe oferecer um capacete
–hum?
–precisamos ir ou chegara atrasada
–diga-me aonde ela precisa ir e a levarei
–não precisa tsuruga sou o agente dela é minha responsabilidade leva-la aonde precisar ir
–kyoko não se sente bem andando de moto
–ela não reclamou ontem a noite, quando a trouxe de volta do trabalho
sentiu o olhar mortal de ren sobre si, não havia subido na moto do beagle por vontade própria, se tivesse outra opção de chegar em casa rápidamente para ver o filho ela teria negado a carona dele.
–isso por que minha namora é educada demais para lhe dizer na cara que não gosta de andar de moto, recomendo que na próxima vez providencie um carro para o maior conforto dela, um bom empresario sempre pensa primeiro no seu cliente.
Reino sorriu simplesmente ignorando as provocações de ren, apanhando o capacete da mão da garota lançou umas poucas palavras a ren antes de seguir rumo a sua moto
–lme em vinte minutos
–chegaremos em quinze
fitou o ator que tinha uma expressão divertida no rosto, simplesmente não conseguia compreende como uma simples amnesia havia feito ren mudar tanto.
–vamos kyoko chan
viu a porta do carro ser aberta por ren lhe convidando a entrar no carro, a julgar pelo modo estranho que ren vinha agindo nos últimos dias ela evitaria ficar muito tempo a sós com ele mas diante daquela situação simplesmente não tinha escolha, por isso se resignou a aceitar a carona.
–tsuruga san, sobre a declaração de ontem poderia desmenti-la
–não
–hum...?
–so se poder desmentir o que não é verdade
não compreendeu ao certo o que o moreno estava dizendo mas persistiria em faze-lo dizer que o namoro deles era uma mentira
–tsuruga san pode dizer que foi apenas uma brincadeira entre amigos
–uma brincadeira
viu o carro ser estacionado enquanto as travas elétricas eram ativadas e os vidro escuros se fechavam, sentiu aquela sensação incomoda na barriga ao ver o homem ao seu lado retirar o cinto e se voltar em sua direção
–se acha que estou apenas brincando
disse a voz sensual de ren em seu ouvido provocando um arrepio em seu corpo
–deixe-me provar o quanto estou falando serio
não pode conter o gemido que escapou-lhe dos lábios quando sentiu ren morder suavemente o glóbulo de sua orelha, a língua quente deslizava agora sobre a pele do seu pescoço deixando um rastro de fogo por onde passava, sua mente buscava forças para se opor a ele mas sua resistência foi completamente vencida quando sentiu os lábios dele tomarem os seus e aquela indomável língua explorar cada canto de sua boca.
Ao interromper o beijo sentiu seu corpo reagir diante da expressão no rosto dela, as faces coradas, os olhos enegrecidos, os lábios inchados e entreabertos, seu rosto inocente e ao mesmo tempo carregado de malicia, sua expressão lhe dizia claramente que ela o desejava assim como ele a ela, no entanto seguiria com aquela doce tortura ate ouvir dos lábios dela o seu desejo
sentiu o toque da mão masculina em contato com a pele do seu joelho a acaricia-la suavemente, se ren soubesse como aquele simples gesto provocava em seu corpo as mais diversas reações, se tivesse forças para impedi-lo ela o faria mas aqueles olhos acinzentados a haviam feito prisioneira, queria negar o que sentia mas seu corpo estava completamente a merce dele
teve vontade de atirar pela janela o celular dela que naquele momento tocava quebrando o clima que ele havia criado, contrariado se afastou dela retornando ao seu lugar e ligando o carro enquanto kyoko ainda corada atendia ao telefone
–ja estou chegando beagle
sorriu pensando nas diferentes formas que poderia usar para torturar reino antes de mata-lo por haver interrompido um momento tão intimo entre ele e kyoko.
Manteve o celular junto ao ouvido mesmo depois de reino haver desligado, não sabia como agir diante de ren depois do que acabara de acontecer, sentia um misto de vergonha e desejo, seu corpo desejava continuar de onde havia parado enquanto sua mente lutava por esquecer.
–irei busca-la quando terminar seus compromisso de hoje
disse o ator assim que ela guardou o telefone
–não precisa se....
o sorriso de ren a fez compreender que era suicídio se negar a aceitar a oferta dele
–sim tsuruga san
–agora que somos namorados pode me chamar apenas de ren
–sim
disse sem muita convicção, permanecendo em silencio ate que o carro parece no estacionamento da lme
–tenha um bom dia tsu...ren chan
já estava abrindo a porta para se retirar quando a voz do moreno a deteve
–não esta esquecendo de nada kyoko chan
–hum....
a garota o fitou com ar confuso, tomando a dianteira se aproximou dela e a beijou do modo mais provocante que pode, ao afastar-se sorriu ao constatar que simplesmente adorava ver aquela expressão inocente e sensual no rosto dela.
–tenha um bom dia minha kyoko.
**********
Quando o presidente pararia de lhe dar tarefas infantis como aquela e simplesmente a deixar trabalhar, já estava cansada de fazer analise de filmes românticos, ele realmente creditava que assistindo aquelas besteiras faria com que ela se tornasse uma garota sonhadora e apaixonada, estivera envolvida no mundo do espetáculo desde pequena sabia que a maioria dos finais felizes só acontecia nas novelas nunca na vida real.
Deixou-se relaxar na cadeira ligando, o filme em questão era consideravelmente bom mas o final em sua opinião havia sido muito apelativo, finais onde a mocinha morria após ter sofrido muito e encontrado seu principe encantado era algo para pessoas de coração mole e mente fantasiosa, aquele era o tipo de final que mais odiava, fitou o caderno onde estivera fazendo a analise que teria de entregar a lory, definitivamente teria de mudar o relatório inteiro ou o presidente jamais iria deixa-la em paz.
Apanhou a garrafa de água sobre a mesa descobrindo que a mesma estava vazia, considerando que merecia um descanso de toda aquela melação romântica apanhou o objeto vazio e deixou a sala indo buscar mais água gelada.
Guardou o celular após encerrar a ligação, pela voz levemente alterada da garota podia apostar que aquele cara estava fazendo algo pouco convencional, quando encontrou o ator na tarde anterior percebeu claramente que algo estava diferente, aquela outra personalidade que se projetava com fúria através dos olhos de ren já não era uma imagem agressiva, se poderia ate dizer que a mesma encontrava-se agora agindo junto da personalidade denominada tsuruga san, era quase como se no tempo em que o ator esteve desaparecido ele houvesse encontra um meio de estar em paz consigo mesmo, de se aceitar como um ser frágil e ao mesmo tempo cruel e violento.
Mas seria o ator capas de manter-se em equilíbrio ao descobrir o segredo que kyoko com tanto empenho tentava ocultar dele?....
seria capaz de não se sentir culpado novamente ao saber que por sua culpa a mulher que amava havia sofrido muito e quase perdido o filho deles?.....
o que faria se soubesse que mesmo sorrindo por fora o coração dela ainda chorava lagrimas de sangue por pensar que o homem que amava sofria sem passado, que ela sentia-se culpada por seu infortúnio o qual somente a garota não percebia ser falso, o que faria o ator se descobrisse que ao se aproximar fisicamente dela ele feria cada vez mais o coração de kyoko.
Sua interessante mio era uma pessoa capaz de sacrificar a si mesma por outras pessoas, um menina com força suficiente para defender seus entes queridos mas fraca demais para defender a si mesma, no momento ela era incapaz de resistir aquele jogo de ren mas quando soubesse estar sendo enganada ela certamente jamais o perdoaria e seria nesse momento em que teria sua chance de conquista-la.
Certo que com um pouco de espera lograria chegar ao seu objetivo seguiu por um dos muitos corredores da lme, foi então que uma repentina e forte energia negativa vindo de uma das salas lhe chamou a atenção, seguiu em direção ao local infelizmente chegara tarde e a pessoas que emanava aquela energia já não estava, adentrou a sala agora vazia encontrando sobre a mesa alguns dvds cujo o titulo já ouvira em algum lugar mas nunca tivera paciência de ve-los, não era fã de filmes melosos sempre preferiu filmes de terror ou suspense.
Revirou a pilha procurando algum filme que pudesse justificar a manifestação daquela aura maligna que sentira, em geral as pessoas a manifestavam quando estavam sobre tenção ou com medo mas tudo o que encontrou foi inocentes filmes de romance, deixou os dvds de lado passando a prestar mais atenção ao caderno aberto sobre a mesa, a letra era forte e grande indicando que a pessoas estava com raiva quando escreveu, apanhou o pequeno objeto trazendo mais perto de si
“ POR QUE TENHO DE ASSISTIR ESSE FILMES IMUNDOS” “POR QUE SEMPRE ME MANDAM FAZER ESSE TIPO DE TRABALHO” “POR QUE TENHO QUE ME APAIXONAR PARA CONSEGUIR ME FORMAR NESSA SESSÃO” “POR QUE...POR QUE.....POR QUE”
–quem é você?
Sua atenção foi desviada do caderno o qual ao seus olhos continham a mais bela das poesias, aquelas palavras tão cheias de ódio faziam seu coração bater mais forte
–não sei quem você é, mas não tem permissão de mexer nas minhas coisas
viu a garota de negros cabelos e olhos quase da mesma cor se aproximar e tomar-lhe o caderno das mãos, podia sentir a aura de raiva que ela emanava e isso realmente o deixou interessado, era a primeira vez que encontrava uma garota quase tão interessante quanto kyoko
–se o presidente o mandou para pegar o relatório lamento, mas ainda não terminei a analise quando houver terminado eu mesmo entregarei
–as palavras do caderno, é o que sente assistindo esse filmes
–quem lhe deu permissão de ler o que escrevi
viu aquele cara de roupas negras e cabelos prateados se aproximar, e sem qualquer cerimonia tocar sua mão tomando-lhe o caderno
como se um filme passasse em sua mente viu as imagens que se projetavam da mente dela para sua, seu passado traumático após o acidente durante uma gravação, seu medo de jamais voltar a atuar a raiva e a inveja que em certo momento ela sentira por kyoko e o acidente que provocara, como haviam se tornado amigas no final e a raiva que trazia em seu coração contra tudo aquilo que julgava ser errado, se não pudesse obter a verdadeira mio ele já havia encontrado a substituta perfeita.
Ouviu o telefone do rapaz tocar, sentiu-se aliviada quando o mesmo soltou o seu braço e num gesto rápido conseguiu reaver seu caderno enquanto o intruso falava ao telefone
–onde você esta beagle idiota?
kyoko era a única garota que conhecia que tinha coragem de falar com ele naquele tom, ela não o temia nem o admirava apenas o travava como um igual
–kyoko, esta atrasada
para sua surpresa sentiu o telefone ser arrancado-lhe das mãos, fitou a morena próxima de si que naquele momento com um real sorriso no rosto levava seu celular ao ouvido
–kyoko san
–amamiya san?
–poderia me ajudar kyoko san
afastou o celular de si quando deixou de ouvir a voz de kyoko, apertou alguns botões verificando que o aparelho ainda continuava ligado,
–kyoko san?
chamou duas vezes porem o silencio continuou
–espero que não o tenha quebrado
–não queira me cobrar algo que já estava com defeito
viu a garota fechar seu celular e sem qualquer aviso jogar o aparelho em sua direção, felizmente seus reflexos eram rápidos o suficiente para apanhar o celular antes que o mesmo chegasse ao chão, não pode deixar de pensar que kyoko atraia para si somente pessoas pouco convencionais
–amamiya san?
voltou sua atenção para a porta pela qual naquele momento entrava uma kyoko completamente esbaforida que seguiu diretamente para junto da morena que olhava com um sorriso sincero nos carnudos lábios
–kyoko san, como sabia onde me encontrar
–encontrei sawara san e ele me disse que amamiya san estava na sala de vídeos perto da sessão love-me
quando tomou-lhe o telefone a morena parecia ter esquecido de levar consigo o caderno o qual se encontrava novamente sobre a mesa, apanhou o mesmo buscando não prestar atenção ao conversa das garotas, estava sorvendo lentamente aquelas palavras cheias de ódio quando sentiu os pequenos demônios de kyoko o rodearem, fechou o caderno sabendo que haviam dois pares de olhos direcionados a ele.
–o que pretendia fazer com a amamiya san?
–essa garota foi a única que fez alguma coisa aqui
qualquer pessoas que visse aquele sorriso nos lábios do rapas pensaria que ela fez algo improprio com o mesmo
–não fale as coisa dessa maneira estranha, kyoko san pode pensar coisas erradas sobre mim
–acho que o que fez foi muito errado, pegar ele sem qualquer cuidado daquele jeito
kyoko sentiu o rosto aquecer, não podia evitar pensar que reino e amamiya haviam feito algo tão imoral dentro da lme
–vocês...não podem fazer coisas assim aqui
–hum...?
chiori corou ao perceber que pela expressão de kyokoko, ela havia interpretado errado as palavras de reino, que naquele momento sorria divertido
–esta sendo corrompida muito facilmente kyoko
–o que quer dizer com isso beagle
–aquela garota pegou meu celular sem permissão e acabou por danifica-lo
teve vontade de esconder seu rosto com as mãos ao perceber que compreendera a situação toda errada
–vamos kyoko ou chegara tarde a sua primeira gravação do dia
viu o rapas deixar a sala sendo seguida pela garota que se despediu rápidamente sem lhe dar tempo de pedir ajuda com o relatoria, kyok sempre fora uma garota sonhadora por isso pretendia pedir ajuda dela mas agora se via obrigada a continuar sozinha aquela árdua tarefa.
Apanhou o controle do aparelho de dvd e sentou-se junto a mesa onde seu caderno estava, abriu o mesmo procurando pelas paginas onde havia escrito aqueles agressivos rabiscos, surpreendeu-se ao ver que a pagina havia sido arrancada e na seguinte havia um numero de telefone escrito em uma letra rápida e bem marcada
–eu mereço
resignada sentou-se deixando de lado o numero marcado voltando ao trabalho.
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