Em crise
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Capítulo 3
No dia seguinte ele não foi à aula, nem no outro dia, nem no outro...
Será que essa praga morreu? Não é possível, quem se machuca sou eu e ele fica deprê?
Uma semana depois ele deu sinal de vida, apareceu na escola e nem olhou na minha cara, incrível como ele tem tantos amigos, todos da sala ficam o rodeando, falando com ele, e eu lá no fundo da sala excluída com pessoas me olhando feio, tudo oque eu não queria era mais alguém me desprezando.
Bateu o sino para o recreio e ele aparece na minha mesa e começou a perguntar um monte de coisas:
_oi, desculpa ter te ignorado e faltado todos estes dias... Não caiu a fixa ainda... Porque você faz isso? Ele diz olhando para o meu braço.
_Eu não confio em ninguém, mas agora que você já sabe, e minha vida ta uma merda, acho que posso te contar...
Como eu disse minha vida esta uma merda, minha mãe casou de novo e me abandonou com meu pai e minha irmã, tem pouco tempo que meu pai morreu em um acidente, e minha irmã me odeia, pois ela acha que eu sou a culpada de tudo isso...
_Eu te entendo perfeitamente. Ele disse
_Como assim você me entende? A sua vida é perfeita, esta rodeado de gente que se preocupa com a sua felicidade, ninguém me entende e se você tentar vai morrer sem conseguir.
_Oque você sabe sobre mim? Você sabe o meu nome e só isso
(para falar a verdade eu ainda não sei o nome dele kkk )
Ele abaixa a cabeça e fica com uma expressão pensativa, ergue a sua camiseta deixando de fora apenas a barriga, eu escondi meu rosto com vergonha e ele disse para olhar, dei uma espiada e vi cortes, tão fundo quantos os meus, tão fundos que estavam até com roxo ao redor, olhei para e ele e comecei a chorar e a me desculpar.
_Porque está se desculpando? A culpa não é sua
_Porque você fez isso?
_É...
O sinal toca bem na hora “H”. Aquelas meninas doidas continuam olhando para mim. Durante a aula toda uma delas me olhava com uma expressão de raiva, como se eu havia feito algo de errado.
...
Bate o sino para ir para casa, guardei minhas coisas e antes de eu sair da porta da sala, uma delas me abordou na saída e me deu socos no rosto, elas me empurravam e me chutaram, até que ele entra na sala e empurra todas elas para fora da sala, escondi meu rosto, não queria que ele me visse nessa situação, sangrando e chorando, com roxos no rosto.
Ele me levanta, e pergunta oque aconteceu, eu não respondi nada, só perguntei como o nome dele era, o nome dele era Eduardo, finalmente descobri o nome dele.
Eu fui até o banheiro lavar meu rosto e ele estava me esperando do lado de fora (porque o banheiro era feminino).
Ele me acompanhou até em casa e depois disse:
_Não se machuque por causa delas, elas não merecem isso.
Eu entrei em casa, e dormi pensando nele.
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