Em busca do tesouro de Magritt
2 Capítulo 2- Á primeira vista
Resolvi pedir informação em um bar próximo ao porto.
–Ainda bem que só trago uma mala. –murmurei.
–O que uma moça tão bela faz por esses arredores? –perguntou-me um homem bêbado antes de vomitar na barra do meu vestido.
–Que nojo. –disse enquanto tentava limpar com um lenço adentrando no bar.
O lugar era a maior bagunça, havia muita música, confusão. Pessoas brigando, bêbados bebendo (N/A: Jura?!) tive a impressão de que estava em um inferninho.
Ainda estava enojada por causa do senhor da entrada. Encostei-me no balcão e coloquei a mala no chão.
–Senhor, por favor.
–Hum... Olá moça, em quê posso ajuda-la? –falou com um olhar carregado de segundas e terceiras intenções.
–Ahn. Eu quero uma informação. –respondi desconfiada.
Enquanto ainda falava, um senhor jogou um moço no balcão de forma com que quebrasse todas as garrafas e copos que haviam em cima do mesmo.
–Ahh... –falei surpresa. –Moço, moço. Você está bem? –dei alguns tapinhas em seu rosto.
–ACHEI QUE TINHA SIDO BEM CLARO DA ÚLTIMA VEZ. –disse o homem que jogou o rapaz apontando uma espada.
–Acontece que não foi tão claro como agora. –disse se levantando ainda zonzo.
Pegou sua espada, ficou de pé no balcão. Enquanto outros homens também vinham armados em sua direção.
Ele era meio desajeitado, cheio de trambelhos. Nunca havia visto homens como eles; brigavam com espadas a fim de derrotar um ao outro, subiam em mesas, atiravam cadeiras.
Enquanto assistia a briga-que não eram mais só entre eles, mas sim com todas as pessoas que estavam ali- peguei mais um lenço para enxugar o meu decote que devia até ter cacos de vidros, tirei meu medalhão e enxuguei-me, quando percebi que o moço gritou:
–PAREM!
Logo cessou toda a confusão e todos firmaram os olhos nele.
–Nossa! –disse ele com uma cara de surpreso.
–Bem, já que o Capitão Barbossa me acusa de roubar seu suposto tesouro. –caminhou me parecendo um pouco tonto ainda.
–VOCÊ O ROBOU JACK! –disse o tal Barbossa interrompendo.
–Bom, que seja. –continuou. — E se de repente eu encontrasse algo bem melhor?
–Impossível. Tem algo em mente? Um tesouro por acaso Jack Sparrow?
–Capitão... –resmungou com um sorriso sarcástico.
Eu não estava entendendo nada. Capitão?!
Estava me perguntando, quando ele puxou-me pelo braço de onde eu estava escondida, por trás do balcão abaixada.
–Não me machuque! –falei erguendo os braços.
–Não se preocupe madame, só quero algo seu! –falou passando a mão em meus seios.
–Ah! Como é que pode?! –falei desferido uma tapa em seu rosto, indignada.
–Cadê? –disse surpreso.
–Cadê o quê?
–O medalhão. –sussurrou.
–Eu não tenho medalhão algum.
–É claro que tem me passa.
–JÁ CHEGA JACK! ATAQUEM-O! –disse Barbossa.
Ele me puxou pelo braço enquanto lutava. Na verdade ele achou mais fácil fugir, então saímos correndo para dentro do navio que ele parecia estar roubando em minha presença, cortou as cordas e me empurrou para o chão quando viu Barbossa atirando contra o navio.
–SEU LADRÃO, NÃO SE ATREVA A ROUBAR O MEU NAVIO. –continuou. –NÃO SE CONDUZ UM NAVIO SEM TRIPULAÇÃO. –disse ele gargalhando e cessando o tiroteio.
–Jack!? –falou um senhor saindo de dentro navio acompanhado de outros homens.
–Olha, parece que tenho uma tripulação. –disse coçando a nuca.
–É o mínimo que podemos fazer por você. –disse.
–Lógico. –disse Jack caminhando parecendo estar procurando algo. –Depois de terem tirado o navio de mim...
–Nós não te traímos, sabe que tudo que é deixado para trás fica para trás. Código número um dos piratas. –disse interrompendo.
–Como vocês ousaram deixar o Barbossa no comando do Pérola outra vez? –falou parecendo estar aliviado ao encontrar uma garrafa de rum.
–Bom, águas passadas, afinal, você acaba de recupera-lo e pelo visto muito bem acompanhado. Quem é a moça?
–Não sei. –disse Jack me encarando.
–Sou Mellanie McKinnon. –disse fazendo uma reverencia. Ele não pareceu se importar muito. Continuei. –E exijo uma explicação por estar abordo deste navio.
–É simples. Dei-me o medalhão e na minha primeira oportunidade te atiro ao mar.
–Olha, já lhe disse que não tenho nenhum medalhão. –falei espantada.
–Mentirosa. –falou.
–Senhor Jack Sparrow!
–Capitão! –disse. –Por que sempre esquecem o capitão?
Dei-lhe as costas e me adentrei em uma cabine. Peguei a mala e abri meu livro preferido Longas Cartas Para Elisa Donovan.
Então finalmente li a carta que deixaram na Academia e que recebera ontem.
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