Notas iniciais
Heyy! Primeira Fanfic, espero que gostem!

**Calipso**

Há pouco tempo, deixei minha prisão, Ogígia, com o meu namo... não, ele não era meu namorado, com o meu Leo. Ele veio resgatar-me, como ninguém havia feito antes. Eu estava abraçada nele, em cima do dragão de metal, Festus que as vezes mergulhava no ar e eu morria de medo (como Leo bem sabia, humpf!), e meu garoto em chamas se aproveitava disso por que quando eu sentia medo, me abraçava forte nele. Esse foi um dos casos:
— AAAAAAHHHH!! — gritei — Leo Valdez! Pare com isso! — apertei-o com força — juro que se você fizer mais um desses...
Ele riu. Como se isso fosse engraçado.
— Ai — disse ele seguido de meu aperto em sua barriga — Relaxe, Flor Do Dia, só queria você mais perto de mim. Tipo, do estilo "Ai Leo, ayúdame" — disse ele, supostamente imitando minha voz. — Não do tipo apertando-a-barriga-do-meu-Leo-porque-estou-com-medo.
— Em primeiro lugar, eu não falo espanhol, em segundo lugar, eu não falo assim! E em terceiro...
Quando eu estava prestes a dizer alguma coisa a ele (não me lembro do que, o evento a seguir me desnorteou), ele se virou, me olhou por cima do ombro esquerdo dele, com aqueles olhos castanhos quentes e disse:
— Em terceiro lugar, Calipso, eu te amo.
E me deu um beijo. Eu o beijei de volta, enquanto Festus assumia o controle do voô, que antes parecia ir na velocidade do som, agora parecia que eu estava flutuando no oceano. Antes, ele estava me beijando por cima do ombro, agora ele se virava, ficando de frente para mim, segurando meu rosto, enquanto eu entrelaçava meus braços em volta de seu pescoço. Ficamos assim por alguns minutos, ele com suas mãos em minhas bochechas, que logo deceram para meus braços, me mantendo em segurança no vôo de Festus e minhas mãos em seu pescoço, de vez em quando passando para o cabelo. Depois de alguns minutos, Festus deu um solavanco (dragões de metal sentem ciúmes?) E chiou algumas vezes. Leo não soltou meus braços mas se desprendeu do beijo. Eu não havia pensado em nada durante o nosso beijo, mas agora a única coisa que me ocorria eram as palavras que Leo me disse antes de me beijar. Em terceiro lugar, Calipso, eu te amo. Não percebi que estava encarando seus lábios até ele erguer meu queixo delicadamente com a mão e disse:
— Sinto muito se disse cedo demais que te amava, mas queria que você soubesse.
No mesmo instante me senti culpada.
— Não! — acrescentei rapidamente — Eu... eu também te amo. Só estava com medo de dizer isso em voz alta...
Realmente o amava. Não falei nenhuma mentira. A única coisa que me incomodava, era que talvez Leo me amasse mais do que eu o amava. Que ele estava em um nível diferente de amor do que eu.
— Bom — Disse ele, quebrando o silêncio que pairava, enquanto se virava para voltar a assumir o comando — Festus me disse que estamos quase chegando na França. Quer descer um pouco? Acho que você não conhece a França.

Assenti. Não fazia ideia do que era a Tal França, mas desde que eu estivesse com Leo, e desde que eu tivesse tempo, estaria tudo bem.

Enquanto descíamos, Leo falava sobre coisas que ele ficou sabendo, por meio de livros e algo chamado internet (N/A: acho que em algum capítulo vamos ter que ensinar a Calipso a usar o Google, não é mesmo?) sobre a França, reclamando que não falava francês, mas que isso não seria problema.

Finalmente chegamos em solo. Festus aterrissou atrás de um bosque, onde descemos e Leo falou algo sobre mostrar um novo truque enquanto mexia em sua esfera de Arquimedes. Acho que um minuto depois, festus se transformou em uma lambreta (pelo menos Leo disse que era isso) dourada. Valdez subiu nela e fez sinal para que eu me sentasse na garupa.

**Leo**
Eu estava tão nervoso. Como pude diser pra ela que a amava? Só tinhamos nos beijado duas vezes, tirando o beijo em cima de Festus. Ela me disse que também me amava, mas por algum motivo eu não tinha tanta certeza disso. Comecei a me estressar tanto, que, se eu fosse uma pessoa normal, eu estaria suando. Se eu fosse normal. O que eu não era. Em vez de suar, eu comecei a pegar fogo. Típico do Leo. Inicialmente, tinha sido só meu nariz (cara, tão embaraçoso!), mas depois meu tronco entrou em combustão, e o antebraço esquerdo de Calipso sofreu uma queimadura de primeiro grau.
— Ai! — gritou ela.
Parei a Lambreta no mesmo instante. Ela estava a beira das lágrimas. Ai meus deuses, ai meus deuses, o que eu fiz!, pensei.
— Calipso! — Olhei para o braço dela. A pele estava vermelha e esfolada pelas chamas — Ai meus deuses Calipso, desculpa, desculpa, desculpa, — me abracei a ela, que estava virada de costas, analisando a queimadura — lo siento, lo siento, lo siento! Eu.. eu...
— Leo, — ela se virou. Chorava, mas não queria que eu a tratasse como uma donzela em perigo. — está tudo bem. Sério. Não é sua culpa. Só pegue um pouco de ambrosia, está bem?
Assenti. Cara, eu tinha morrido e ressucitado por aquela mulher, e agora eu ia machucá-la? Típico do Leo. Todos a sua volta sofriam por causa do fogo. Primeiro sua mãe, agora Calipso? Não, isso não iria acontecer. Cara suja já estava adormecida de novo, e não tinhamos inimigos. Calipso não iria sofrer comigo por perto. Peguei a pomada para queimaduras e um rolo de faixas no porta-malas da lambreta/festus.
Cuidava do braço dela enquanto murmurava uma oração em espanhol que minha mãe me esinara quando eu era um chiquitito. Calipso comia a ambrosia e as lágrimas começaram a cessar. Apesar de estar machucada (por culpa do isqueiro vivo idiota aqui) sorria pra mim, como se eu tivesse acabado de dar pra ela uma caixa de chocolates (supondo-se que ela gostasse de chocolate). Como se lesse meus pensamentos disse:
— Sorrio pra você por que é o melhor herói que apareceu na minha ilha. O único que me amou de verdade. E também o único que pega fogo, deixa a camisa em farrapos e ainda pede desculpa. O único herói que é o meu herói. Por isso eu te amo. Amo como nunca amei a ninguém. Amo como Odisseu amava Penelope. Não... amo mais.
Depois desse discursso meu queixo deve ter caído. Por que ela riu, me abraçou e sussurrou no meu ouvido:
— Eu te amo, Leo McManeiro Valdez.
Eu devo ter sorrido como um bobo antes de cair na gargalhada.
— Também te amo, Flor Do Dia. Agora vamos, você vai conhecer a torre Eifel!

Eu sou um semideus, o que significa que as coisas estavam boas demais pra continuar assim. Era óbvio que viria um monstro.

Notas finais
Se alguém estiver realmente lendo isso, espero que goste!