Em busca da Berry perdida
1 Onde ela está?
Notas iniciais
-Muito bom! Rachel, perfeita como sempre! – o diretor aplaudiu e a morena sorriu envergonhada.
Rachel Barbra Berry desde que conheceu a Broadway quando era criança tinha apenas um sonho na cabeça, ser conhecida pelo seu talento, e ela conseguiu depois de muito esforço. De Lima, Ohio, a pequena morena veio com seus sonhos deixando o lugar onde teve grandes amigos e lembranças boas e ruins para seguir seu destino. Nada disso aconteceria sem a motivação de sua namorada, que agora é noiva, Lucy Quinn Fabray. Era por ela que Rachel acordava sorridente toda manhã sendo atacada por beijos, por ela Rachel nunca teve dúvida de onde deveria estar e se deveria estar no topo. Quando a loira dizia “ Bom ensaio minha pequena, Dê tudo de si” ela levava aquilo como um comando e dava tudo de si. Um namoro de 8 anos que mais parecia um casamento formal sendo que metade desses anos elas moram juntas.
- obrigada Jonh! Fico feliz...vou para casa. – falou educada.
- claro, tome cuidado que está tarde. – o senhor falou simpático. Ele era o diretor da peça que estrearia logo e esse foi apenas o primeiro ensaio.
Rachel pegou seu casaco e bolsa no camarim e caminhou pelo longo corredor até a saída. Desceu as escadas para a noite fria de New York morrendo de vontade de receber uma boa massagem de Quinn quando uma Van bloqueou seu caminho. Um homem encapuzado saiu e pegou-a pela cintura, ela gritou e puxou algo da carteira dele no chão o batendo nas costas fazendo-o sussurrar para que calasse a boca.
- O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – Rachel gritou irritada sentada no chão da Van com o homem.
- Fale baixo ou eu te mato. – apontou o dedo para ela.
- Sabe com quem está falando? Se minha noiva descobrir você está morta cara! Morto!
— Eu estou falando com uma baixinha lésbica e irritante que se não calar a boca vai perder a língua. – respondeu irritado.
- minha língua é mais preciosa que toda a sua vida!
- cale a boca! – ele apontou a arma para a baixinha que se encolheu.
- eu só quero ir pra casa.
Enquanto isso em um apartamento próximo ao central park...
Quinn andava de um lado para o outro com o celular na mão depois de ligar 10 vezes para a noiva dando fora de área em todas as vezes. A loira estava preocupada já que era onze e meia da noite e ela ainda não havia dado sinal de vida. Ela mesmo de pijama e pantufas saiu de seu apartamento até o vizinho e bateu a porta impaciente. Ouviu alguns resmungos até a porta abrir com violência.
- ah...é você Fabray! Qual é o seu problema mental para bater em minha porta a essa hora? – A latina perguntou irritada. Santana Diabla Lopez sempre foi amiga de Quinn desde pequena e sempre tiveram uma amizade diferente cheia de brigas por suas personalidades fortes mas sempre foram unidas ajudando uma a outra. Santana encontrou o amor da vida dela mais cedo, com 13 anos conheceu Brittany S. Pierce, uma loirinha doce e inocente. Já Quinn conheceu Rachel com 15 anos no ensino médio e meio que não queria aceitar sua homossexualidade, mas teve muita ajuda de todos inclusive de Rachel.
- eu liguei para Rachel umas 10 vezes e ela não atende Santy! Eu não sei onde ela está! – A loira choramingou.
- ela deve estar te traindo. – Santana riu.
- eu estou falando sério Satã! E se aconteceu alguma coisa?
- O celular está dando fora de área?
- Sim. – falou inquieta. – eu sinto que ela está se afastando, eu sinto que ela não está segura.
- Para com isso Juno, você é algum tipo de médium ou algo assim? Senta ai! – a latina apontou para o sofá da sala.
- aconteceu alguma coisa? – Uma loira saiu do corredor preocupada.
- Rachel não voltou para casa Britt.
- já tentou ligar para ela?
- já! – falou impaciente enquanto algumas lagrimas escaparam de seus olhos.
- vamos ligar para a polícia. – disse Brittany.
- Não! Lembra da última vez que ligamos pra lá? Você ficou bêbada se perdeu no esgoto e ficou lá por 15 dias? A polícia desistiu de procurar 4 dias depois de você sumir.
- ah, eu lembro, eu fiquei com muita fome...
- a Santana chorou litros. – Quinn riu e Santana bufou jogando a almofada na loira.
- então vamos procurar a Frodo. – Santana entrou num quarto e voltou com uma arma. Ela era policial á 3 anos e Brittany trabalhava como professora em uma academia de dança. – só uma coisa...você procurou de baixo da cama?
- Santana! – Brittany deu um tapinha na mulher enquanto ria.
- tá...desculpa. – riu.
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