Em Suas Mãos

11 Capítulo 10 – Sem Sono


Notas iniciais
Voltei depois de alguns anos...

Em Suas Mãos

Capítulo 10 – Sem Sono

.

Caroline voltou até a casa dos Mikaelson para pegar suas coisas e partir. Tudo o que ela queria era sair dali e fazer sumir todas as sensações que aquela cidade trazia a ela. Depois de tantos anos, não estava mais acostumada a se sentir assim, vulnerável.

Ela desceu do táxi tentando se equilibrar no salto, ajeitou os cabelos e olhou a sua volta. O carro de Klaus estava exatamente no mesmo lugar de quando ela decidiu que seria uma boa ideia dar uma desculpa qualquer para sair e reabrir algumas feridas estancadas.

― Você está bem? Srta., quer que eu te leve até... ― Ofereceu o senhor taxista percebendo que a loira não conseguia se mover, estática.

Mal sabia ele que Caroline apenas pensava se prosseguiria ou não. Dar de cara com Klaus naquele estado não faria bem a ela. A nenhum dos dois, na verdade.

― Não precisa. Obrigada. – Ela interrompeu e deu ao homem uma nota mais alta do que o necessário, saindo em direção a porta mesmo contra todos os seus instintos que cismam em praticamente gritar que ela deveria ir embora dali naquele exato momento. Mas olhar para trás só a fez bufar alto e cruzar os braços.

Ela subiu os degraus lentamente ainda tentando se equilibrar e bateu à porta na esperança que alguém a atendesse e ao mesmo tempo desejou que isso não acontecesse. Mas lembrou-se que estava do lado de fora, bêbada, sozinha, desarmada, com os reflexos alterados e com uma das blusas compridas que Rebekah ousa chamar de vestido. E já que o taxista resolveu não esperar sua crise de consciência passar, pensou que nesse estado não havia a menor possibilidade de voltar para o Centro, quanto mais para Atlanta. Então desistiu de se lamentar por um momento e prosseguiu.

Mais alguns minutos se passaram até que uma mulher mais velha finalmente apareceu.

― Desculpe a demora Srta. Meu turno acabou de começar. Se precisar de alguma coisa pode me chamar e... – Disse a moça ajeitando sua roupa de maneira apressada.

― Não se preocupe. – Caroline a interrompeu. Já estava quase virando um hábito pedir para as pessoas não se importarem com ela ou com o seu atual estado de existência. ― E por favor, me chame de Caroline. Pode voltar a descansar, se quiser. – Sorriu cansada e a mulher deu espaço para ela entrar na casa.

― Então você é a Srta. Forbes. – Sibilou a mulher, um pouco surpresa.

― Às vezes tenho a sensação de que todo mundo me conhece. Me sinto quase uma celebridade. – Elas riram e Caroline se lamentou por fazer isso tão alto.

― É que o patrão me deixou ciente sobre a sua possível volta, o irmão dele não parava de falar de você e bem... minha sobrinha pediu para avisá-la que foi embora mais cedo com o Sr. Salvatore. Então digamos que está quase na calçada da fama. – Risadas ecoaram pelo local e Caroline caminhou alguns passos até se virar para ela.

― Espera... Elena é sua sobrinha? – Questionou. ― E foi embora com Damon? Eu sabia! Aquela safada! – Ela imaginou que a amiga estivesse por aí transando com o chefe, ou se lamentando justamente por não fazer isso e nem ao menos se repreendeu por pensar alto, arrancando uma risada alta da mulher que pelo visto não se importou muito com o conteúdo da frase anterior.

― Sim, ela é a minha sobrinha. Eu a criei com seus irmãos desde muito novos pós acidente dos seus pais. E mesmo os três maiores de idade sinto que sempre serei a Tia Jenna. – Falou com um certo orgulho na voz. ― Elena mora em Atlanta com você, Jeremy trabalha como fotógrafo em Nova York com a noiva Bonnie e Katherine... – Ela abaixou a cabeça em negação.

― É. Eu sei. Elas não se falam a o que? Um pouco mais de dez anos? – Perguntou a loira, despretensiosa.

Caroline e Vickie saíram algumas vezes sozinhas quando Elena estava ocupada demais tentando conciliar seu emprego com a residência e os relatórios. E na mesinha de um bar qualquer, Vickie soltou algo como “a gêmea Gilbert má” e deixou Caroline intrigada não comentando mais sobre o assunto. Também evitava falar nisso, mas deixou claro que, embora as irmãs não se falassem, ela conseguia lidar com as duas igualmente desde que não tocasse no nome uma da outra até o final do segundo grau, quando Katherine decidiu que seria uma boa hora para desaparecer no mundo. E ao ouvir isso, de certa forma, Caroline sentiu um pouco de inveja dela.

― Já até perdi as contas. Elena detesta tocar nesse assunto. Finge até que a irmã morreu. – Jenna concluiu entristecida.

A doce e amarga ironia. Parece que Elena não é a única com segredos de família. E enquanto ela finge que sua irmã está morta, Caroline desejava profundamente que a sua estivesse viva.

A loira suspirou com a lembrança. Não queria voltar a pensar nisso ou ficaria bem pior do que já está e andou desajeitadamente até a beira da escada.

― Tem certeza que não deseja algo, Srta... Digo, Caroline? – Perguntou Jenna preocupada. ― Você não parece muito bem.

― Nada que um bom banho não resolva. – Caroline sorriu educada mascarando um “que legal. Você está alcoolizada na casa do seu patrão na frente da mulher que provavelmente conta até sobre a sua respiração para ele no meio de uma missão e doida para voltar para casa para dormir até o próximo ano. Parabéns, Caroline Anne Forbes! Parabéns de verdade!” e Jenna retribuiu, encarando-a brevemente até Caroline se atrever a subir o primeiro degrau de maneira quase decente.

Antes de prosseguir para o que esperava ser o melhor banho da sua vida, virou-se para a mulher e sibilou a frase com uma certa dificuldade.

― Jenna. Eu acidentalmente, assim, por um acaso, bebi um pouquinho a mais que o esperado e voltei de táxi, esquecendo todas as minhas roupas no porta malas do meu carro. E dormir com esse vestido não parece muito confortável. – Fez uma cara engraçada e quando Jenna riu, percebeu que talvez ela não fosse tão conveniente assim com o patrão, que por sinal, era das duas e pensou até em fazer uma reuniãozinha para falar mal dele um dia qualquer.

― Claro. Eu levo para você em um minuto. – Jenna sinalizou positivamente e se retirou.

Caroline subiu devagar, não estava com pressa. Ela passou pelo corredor e percebeu a porta aberta do quarto antes do seu. Klaus não estava no dele, muito menos na casa e isso daria tempo o bastante dela se questionar o que estava fazendo ali dessa maneira e tentar compreender tudo o que aconteceu essa noite. Além disso, não queria nenhum tipo de mal entendido envolvendo o Mikaelson. Ainda mais depois de ter avançado tanto. E estava cansada o suficiente para não querer pensar em mais nada. Então entrou no banho rapidamente deixando tudo o que sentia escoar pelo ralo. Se livrar dos sentimentos que carrega a tanto tempo só a faria mais focada e disposta a prosseguir até o final. E suportar ao menos essa noite era essencial.

O Mikaelson, apesar de não demonstrar, tem um apego incondicional à família, principalmente aos irmãos. E é exatamente isso que o motiva e o destrói. Só ele sabia o quanto. A pressão de Mikael para que ele seja o filho que se encaixa perfeitamente a um sangue que não é seu, Elijah como o exemplo de honra que deve ser seguido, Finn com a sua construção familiar impecável, Rebekah em como deixar-se levar pela emoção de um amor a cada dois meses sem perder o foco na carreira e Kol em como ser um conjunto completo entre babaca-mimado e despojado-divertido que sabe exatamente onde investir o seu dinheiro, só o fazia não querer passar mais nem uma hora na companhia deles apesar de ainda estar cedo. Esse era apenas um dos vários motivos do qual ele se mantém sempre distante, ainda mais sem Caroline e suas doses excessivas de distração com a troca de sarcasmo, foras e provocações. E não saber para onde ela foi só o deixou ainda mais frustrado. Ele não poderia nem ao menos reclamar e ir atrás dela com uma ameaça ou algo do tipo. Mesmo sem perceber, ela trabalhou a semana toda sem folga. Não seria justo fazê-la ficar em um lugar ao qual ela mesma propôs ir para que não passasse por isso sozinho. E foi pensando nisso que ele decidiu isolar-se nos fundos do atelier e não ir para o Grill com a sua família. Mas imaginar ficar até o dia seguinte lhe causava arrepios. Aquele lugar também não trazia boas lembranças a ele.

Klaus concentrou-se apenas em misturar as cores na paleta para afastar a sensação que causava repulsa ao lembrar-se de tudo o que fez para chegar um pouco mais perto da perfeição exigida por seu pai e depois por ele mesmo. A cada pincelada forte, sua raiva o dominava quase por completo. E se não fosse a lembrança do que aconteceu mais cedo na mesa atrás de si com uma certa loira, provavelmente ele não estaria sorrindo a cada detalhe formado do quadro transformando-o em um misto de leveza e agressividade.

Caroline não demorou tanto no chuveiro quanto gostaria. Além de tudo o que sentia, imaginar Klaus além das circunstâncias profissionais não estava ajudando-a em nada e nem a água fria resolvia já que a sua distração sexual substituta foi interrompida por ninguém menos que o insuportável Enzo. Por não querer pensar nem mais um minuto nisso, ela vestiu a roupa que Jenna deixou em cima da cama, um conjunto de camiseta rosa e um moletom confortável perfeitos para dormir, e desceu as escadas para agradecê-la, mas ela não se encontrava mais no lugar.

Ao se dar conta de onde estava, a loira parou em frente a sala iluminada apenas com a luz da noite atravessando o cômodo e olhou fixamente para fora da enorme janela do hall. Tudo muito tranquilo para ser verdade. Pela primeira vez uma noite calma. Calma e injusta.

Ela se aproximou da mesa do bar, pegou a garrafa e encheu um copo. Hábito costumeiro que tinha ao chegar em casa de madrugada ou depois de acordar no mesmo horário de sempre e, dessa vez, os pesadelos não foram mais ao dormir, ela os experienciou de maneira plena e absoluta completamente acordada. Ainda podia sentir o assombro daquela noite a atravessando mesmo com menor intensidade. Mas ainda assim, se sentia anestesiada. As sensações anteriores estavam amortecidas pela quantidade de álcool no organismo e, embora agora o efeito tenha passado um pouco, estava alheia. A cada pequeno gole Caroline podia sentir brisa fria tocar seu corpo e balançar seus cabelos sem permissão, mas ela parecia não se importar. Nada importava. Ao menos não ali. Não agora.

Impaciente e irritado por não conseguir se distrair o suficiente, Klaus saiu do atelier praticamente bufando para se limpar e sair daquela casa. Ele passaria direto pelo hall se não percebesse alguém de costas para a sala com os cabelos soltos desajeitadamente e com um copo em mãos.

Caroline não sabia dizer quanto tempo passou enquanto observava o jardim, mas soube ser bastante quando sentiu um arrepio pelo som que ecoou no local.

― Água? Agora estou realmente impressionado. – Ele deu alguns passos em sua direção e parou atrás dela.

Caroline perguntaria áspera o que diabos ele estava fazendo ali interrompendo seus pensamentos torturantes quando lembrou que aquela era a sua casa e tentou ser o menos rude possível, sem muito sucesso.

― Não quero ter que lidar com você no café da manhã de ressaca. – Disse seca.

Klaus pensou em respondê-la a altura provocando-a e perguntando alguma coisa sobre a sua volta, mas as palavras escaparam da sua mente no momento em que a Forbes virou-se para ele.

Caroline estava sem maquiagem alguma, descalça, vestida sem aquela prepotência e arrogância inerente a sua postura meramente profissional e tão relaxada que parecia comum demais para existir. E ele se pegou admirando-a ainda mais, mal sabendo que comum era tudo o que ela não era e que não podia ser.

― Então você ficará até amanhã. – Afirmou cauteloso e Caroline deu de ombros.

― Talvez eu fique, mas depende de como passarei essa noite. Espero que hospitalidade seja o seu forte já que não posso falar da chefia sem ser demitida. – Ela riu provocativa e olhou para cima, finalmente reparando no Mikaelson.

O rosto dele estava sujo de tinta e os cabelos levemente bagunçados. Sua calça jeans escura e a camisa preta com alguns botões abertos que deixava à mostra um pedaço da sua tatuagem também não escaparam de alguns respingos. O seu cheiro de whisky com perfume masculino e tinta o deixavam um pouco menos insuportável de tolerar. E ele estava absurdamente sexy com uma mão no bolso sorrindo de lado de um jeito aborrecido, porém, contido para ela. Como se quisesse manter o controle de algo que obviamente não tinha.

― Pode falar a verdade, amor. Você não resiste à tentação em vir me provocar só para ver até onde você aguenta. Por isso votou, Srta. Forbes. Mas não se preocupe. Farei o seu masoquismo valer a pena na primeira gracinha. – Sussurrou próximo a Caroline e ela apenas se concentrou em não falar algo que realmente custasse seu cargo.

― Não seja convencido. Eu voltei porque... – Ela pensou em contar tudo, mas achou que não seria conveniente explicar que foi até a sua antiga casa para relembrá-la os motivos pelo qual o mataria, depois encheu a cara em um bar e encontrou com um antigo-atual “amigo” com o mesmo sotaque delicioso dele. Então procurou omitir o mais rápido que sua mente a permitiu, que nem ao menos deixou-a escolher a melhor resposta. ― ...não importa. Não é da sua conta. – Tentou encerrar o assunto passando por Klaus e dando as costas sem nem ao menos olhar para ele.

― Será que devo lembrá-la que está aqui a trabalho? ― Afirmou Klaus em tom autoritário e Caroline parou de andar, se virando para ele.

― E o que você quer que eu faça agora, hm, Sr. Mikaelson? ― Ela se aproximou e ficou de frente para o patrão. ― Já que eu trabalho para você a hora que você quer, fazendo que você quer, do jeito que você quer? ― Repetiu suas palavras de alguns dias atrás e encarou-o. ― Vamos Lá! Estou à sua disposição. Peça qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo, que eu farei. ― Disse em tom sarcástico.

― Caroline... – Sua voz falhada e rouca saiu como um rosnado, o sotaque carregado, o olhar sombrio dele sobre o dela... Tão vazio que fez com que eles se encontrassem ali.

Ela podia sentir o ar quente da sua respiração sobre si e um arrepio percorrer seu corpo. Muito mais intenso que sua voz rechaçando no ambiente. E por um momento, tudo pareceu desaparecer da sua mente e a única coisa que ela sentia era o clima perigoso de todas as suas vontades misturadas as dele.

― Foi o que pensei. Com licença. ― Caroline se desvencilhou dele e bateu com o copo na mesa do bar. ― Boa noite, Sr. Mikaelson. ― Disse firme e subiu as escadas lentamente por conta de estar ainda levemente alcoolizada e por, no fundo, querer ser interrompida no meio do caminho.

O Mikaelson assistiu aos poucos Caroline dar alguns passos firmes para longe e antes de ela conseguir alcançar um terço das escadas, sentiu uma mão firme virar o seu corpo e jogá-la brutalmente contra a parede. E o contrário do que ele pensou ao encará-la por alguns segundos, a loira não reagiu.

Klaus a beijou intensamente enquanto ela enrolava as pernas em sua cintura segurando sua nuca e a respiração contida da loira o excitou ainda mais. Ele podia sentir cada pedaço da pele de Caroline se arrepiar em sua língua enquanto sua barba deslizava pela lateral da sua mandíbula. Ela gostaria de dizer algum tipo de provocação, mas tudo o que saiu da sua boca foi um gemido um pouco mais alto do que gostaria quando Klaus segurou forte em sua cintura e mordeu levemente o lóbulo da sua orelha enlaçando a outra mão em seus cabelos puxando-a para ele, fazendo Caroline sentir sua nada discreta ereção a cada degrau acima.

Foi difícil se concentrar em abrir os botões da camisa de Klaus no corredor enquanto ele percorria seu corpo com a mão e se dedicava a provocá-la com a boca. Não suportando a excitação, Caroline rasgou o tecido sem pena e capturou seus lábios em um beijo absolutamente ardente e cheio de desejo. O gosto do Bourbon só fez a sensação de ter os lábios dele sobre o seu ainda mais deliciosa de uma forma se tornou uma missão difícil conseguir abrir a porta do quarto.

Ao finalmente entrar, Caroline inverteu o jogo e, com a palma da mão espalmada em seu peito, o fez bater forte com as costas fechando a porta com o seu corpo e pressionou-o contra a parede. Sem hesitar, a loira abaixou-se com a mão ainda em seu peito formando um caminho vermelho no arrastar das suas unhas e, nessa hora, pelo seu olhar sombrio febril, Klaus entendeu que esse era um jogo doentiamente excitante do qual não existia perdedores e então se rendeu.

O deslizar da fivela só fez com que Caroline ficasse ainda mais ansiosa para prová-lo e por deus! Aquilo nem havia começado e já estavam enlouquecendo um ao outro.

Sem nenhuma cerimônia, a loira expôs seu membro rígido e passou a língua por toda sua extensão fazendo-o pulsar e ao alcançar a parte sensível e Klaus gemeu rouco, o que só fez aumentar o sorriso, até então, contido de Caroline.

Klaus enlaçou a mão nos cabelos da loira enquanto ela alternava entre coloca-lo todo em sua boca e sugar a ponta. E a cada deslizar do seu toque úmido e quente, Klaus balbuciava algo completamente desconexo.

Quase não suportando, o Mikaelson encaminhou-a até sua cama e a jogou nela sem dó.


Caroline retirou a sua camiseta voltando a beijá-lo com volúpia enquanto ele empurrava o seu moletom para baixo. Klaus sorriu pervertidamente ao ver a loira apenas de roupa íntima e todo o tesão acumulado fez com que nenhum dos dois perdesse tempo questionando se era certo.

Aquele olhar da Forbes já dizia tudo quando Klaus deslizou pelo seu corpo fazendo acender cada célula ao toque de sua língua e mordiscou e sugou levemente seu seio direito enquanto apertava sua coxa e a observou respirar fundo, tentando manter o controle. E ele sabia o quanto ela era séria e controlada e a faria perder tudo aquilo ao qual ela tanto se segurava. Seu coração palpitava de uma ansiedade diferente do que estava acostumada a sentir. Ele sabia como manipular as variáveis. E ela também.

Ele a puxou pelas pernas para a beirada lateral da cama e segurou suas coxas, ajoelhando-se de frente para ela, que ainda respirava descompassadamente. Quando sua língua lhe tocou a intimidade uma onda inebriante fez Caroline arquear o corpo para trás e apertar o lençol tão forte que seria capaz de rasgá-lo.

— Oh meu Deus, Klaus... – Pronunciou em um gemido e o patrão sorriu satisfeito.

Caroline segurava seus cabelos na mesma intensidade para sentir ainda mais sua língua macia deslizar sobre e penetrar sua pele sensível. A pressão que seus lábios faziam em sua carne úmida e quente era quase enlouquecedora e talvez ela sentisse que deveria se entregar a esse ato de insanidade de vez. Não muito tempo, a Forbes sentiu seu corpo esquentar em demasia. Uma onda levemente dormente e depois absurdamente prazerosa dominou cada centímetro do seu corpo.

― Há muito tempo queria sentir esse gosto. E devo dizer que é deliciosa, Srta. Forbes. – Provocou Klaus numa última chupada rouco de desejo e sentiu seu membro latejar. Ainda mais.

Já não bastava o Mikaelson fazer o trabalho extremamente bem feito. Ele realmente precisava falar aquilo.

Caroline se afastou. Pensou que seria uma transa rápida e prática, como todas as vezes que fez isso, por necessidade, somente. Mas Klaus estava disposto a prová-la por completo. Queria Caroline por inteira.

Ela abriu seus olhos e eles estavam em chamas, como todo o seu corpo, e sorriu pervertidamente.

Klaus a puxou de volta com rispidez, soltando um gritinho involuntário da loira e esfregou seu membro em sua abertura.

― Ah Caroline. Você está completamente molhada.

E puta merda, ele poderia soar menos gostoso ou ela gozaria de novo antes mesmo de ele continuar. Mas não. Acostumada a dominar, Caroline se deixou levar e foi, definitivamente, a melhor que ela tomou. O Mikaelson a virou de costas e enrolou seu cabelo em uma de suas mãos enquanto a outra tocava o ponto mais sensível de Caroline, dando uma estocada lenta, torturante, como se estivesse aproveitando cada centímetro da sua carne envolvendo-o. E realmente estava.

Cada parte do seu corpo respondia a ele. E a sua respiração rápida, fora do ritmo e ofegante anunciava o que estava por vir.

― Não sabia que era tão gostosa mexendo desse jeito, amor.

Uma última rebolada de Caroline e ela pode sentir Klaus preenchendo-a detalhadamente. E Caroline se prendia aos detalhes.

Klaus respirou por algum tempo ainda em cima dela e se encaminhou em direção ao banheiro. Ela permaneceu tentando se recompor.

Julgando o tempo de preparar algo para os dois comerem, Klaus não demorou na ducha. Mas ao sair ela já não estava.

E ele sorriu em direção a cama vazia, ainda rodeado pela lembrança e sensação de ainda agora.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.