Notas iniciais
Tenho várias histórias para atualizar, mas surgiu outra ideia. O que eu posso fazer? hahahah. Aproveitem a leitura.

Era noite, a tempestade estava muito forte, o céu estava completamente nublado, não se via as estrelas. A estrada estava escorregadia, a neblina tomou conta da pista. Christinne dirigia sua lamborghini preta em velocidade reduzida, pois não conseguia ver nada adiante naquela noite. Ela estava indo para Chicago, onde estava acontecendo um congresso de tecnologia armamentista ao qual foi convidada. Era a melhor fase de sua vida, pois o seu projeto de uma arma super potente para o exército americano foi aprovado pelo governo e seu recente casamento com Brad Vinners finalmente aconteceu.

Christinne era filha do bilionário Richard Miller, o empresário das indústrias armamentistas Miller Industries. Ela seguiu o mesmo ramo do pai e se formou em Física Nuclear. A empresa garantia armamentos e equipamentos de espionagem para todo o exército e FBI. Seus projetos e invenções tornaram-se conhecidos no mundo todo. Ela estava muito feliz com a sua vida.

Dirigindo o seu carro, ela percebeu pelo retrovisor um caminhão logo atrás. A chuva estava muito forte e Christinne estava tendo dificuldade para enxergar a estrada. Enquanto ela dirigia, seu celular tocou.

- Finalmente você ligou e então o que descobriu? -Perguntou enquanto viu um carro se aproximando dela.

-Foi ele.

Christinne não acreditou no que ouvira e começou a chorar. O caminhão que estava atrás dela foi se aproximando, Christinne em meio ao choro, não percebeu a curva na estrada e tentou frear, mas o caminhão empurrou o seu carro até a ribanceira. A última visão que ela teve foi a de um carro parando enquanto ela caía. Enquanto o carro descia rapidamente, Christinne tentava abrir a porta para sair, ela se esforçou bastante, mas não estava conseguindo sair.

O carro caiu e a gasolina começou a vazar. Christinne ficou de ponta cabeça, a sua perna estava presa entre as ferragens do carro.

-Preciso sair daqui! –Desesperou-se.

Ela tinha que se apressar ou iria morrer. Com o braço quebrou o vidro da janela e conseguiu se apoiar no chão, começou a se arrastar e suas pernas foram soltas das ferragens. Saiu e não conseguia andar, apenas se arrastava no chão. Ela se afastou do carro e desmaiou. Em segundos sua lamborghini explodiu destruindo tudo, deixando apenas destroços.

A explosão foi grande. Naquela noite, tudo mudou. Depois disso, suas memórias se apagaram e então Christinne inicia uma longa jornada em busca de verdades que mudarão completamente o seu destino.

Hospital Newville – 3 dias depois

- Doutor! – a enfermeira apontou. Ela finalmente acordou!

O médico imediatamente foi em direção da jovem mulher que acabara de acordar. Felizmente conseguiu salvá-la dos graves ferimentos. Sentou-se no pé da cama e apresentou-se para a mulher na qual não sabia o nome.

— Sou Neal Lawrence, o médico que está cuidando de você. –Disse olhando a moça de olhos azuis bem vivos. – Você chegou aqui quase sem vida, mas conseguimos salvá-la.

Ela olhava ao redor e não se lembrava de nada. Sua mente estava em branco. Ouvia atentamente o que o médico falava sobre o seu estado de saúde. Sentia fortes dores nas costas, não podia se mexer muito.

— Qual o seu nome? –Perguntou o médico. Não conseguimos identifica-la e nem avisar algum familiar.

— Eu não me lembro. – disse forçando a mente. Sentia-se inútil por não se lembrar do próprio nome. –Na verdade, eu não me lembro de nada. Não sei o que aconteceu comigo. –Desesperou-se.

— Fique calma! Nós vamos resolver isso. Seu estado de saúde era grave. Você quebrou algumas costelas e o que causou o seu coma foi um traumatismo craniano. A sua falta de memória é sequela disso.

— Como eu vim parar aqui?

— Bom, um homem a trouxe já desacordada. Ele informou que a viu inconsciente perto de sua cabana. Então imediatamente ele a trouxe. É só isso que sei. Desculpe-me! –Retirou-se.

Ao lado de sua cama, viu alguns de seus pertences. O que mais lhe chamou a atenção foi à aliança bem dourada. Pegou-a e viu um nome escrito: Brad.

— A senhora é casada. Nós só tiramos a aliança para fazer alguns exames. –Disse uma enfermeira de estatura baixa e muito sorridente. – Ainda bem que sobreviveu, a equipe toda pensou que morreria.

— Em que cidade estou?

— Você está em Newville. É uma pequena cidade de Illinois. Que a senhora se recupere rápido para voltar para sua família.

Não saber quem era dificultava tudo. Fechava os seus olhos e tentava buscar lembranças, algum indício do que realmente aconteceu. Era impossível, sua cabeça doía muito. E lá estava ela solitária e perdida.

Mansão dos Millers

- O que estamos esperando? Christinne merece uma última homenagem! Não podemos ficar parados! Minha filha não está mais aqui conosco. Ela merece um enterro digno. – Disse Richard.

Brad permaneceu em silêncio. Todos naquela casa não acreditavam no fim trágico que a jovem tivera. Jornais estampavam a triste notícia em primeira página. A imprensa estava em peso em frente à casa da família.

— Eu deveria ter ido com ela. – Brad Lamentou-se.

— Não se culpe. A minha filha não gostaria de nos ver assim. Vamos nos lembrar dos momentos em que passamos ao lado dela.

Todos queriam saber o que acontecera. As investigações indicavam que foi somente um acidente. O carro perdeu o controle e acabou caindo na ribanceira finalizando em uma grande explosão com o vazamento da gasolina.

Todos estavam em luto. Richard Miller amava muito a sua filha. Ela era a única que o entendia. A notícia repentina o pegara de surpresa. Foi um grande choque no qual não sabia se iria se recuperar.

Brad Vinners era marido de Christinne e gerente de negócios na Miller Industries. Ambos se casaram há pouco tempo e rapidamente ele se tornou viúvo. Conheceram-se na empresa de Richard e logo se apaixonaram. Não tinha cabeça para planejar um enterro, principalmente de sua esposa.

— Senhor Brad! Precisamos conversar. – Disse um homem de terno apresentando o distintivo. – Sou Robert Arris, chefe do departamento de Polícia. Quero lhe fazer algumas perguntas.

— Me desculpe. Agora eu não estou em condições para conversar!

— E se o acidente que a sua esposa sofreu foi intencional? O que me diz? Ainda não encontramos o corpo. Só achamos alguns pertences destruídos e nós vamos investigar. Pode não ter sido só um acidente. Precisamos coletar provas.

— Senhor Robert. A minha esposa não tinha nenhum inimigo. Quem iria matá-la? Não entendo. Todos gostavam dela. É melhor pararmos por aqui e, por favor, não me incomode mais.

— Tem algo a esconder?

— Pense como quiser! – Retirou-se deixando o investigador sozinho.

A mansão estava cheia de policiais e autoridades para investigarem o ocorrido. Richard se preparava para ir até ao enterro. Sentado em seu escritório olhava o retrato de sua filha. Lembrou-se da viagem que fizeram para o Egito. Seus dedos acariciavam o pequeno retrato. Era como se a sua filha estivesse junto dele. Bateram na porta, era seu motorista que o chamou para avisar que já era chegada a hora.

-Senhor, podemos ir! –Disse abrindo a porta do escritório.

— Eu já vou indo. Deixe o carro ligado.

O motorista então obedeceu e Richard vai em direção ao seu cofre. Pensa e hesita se o abre ou não. Quando pensa em abrir, seu celular toca. Ao atendê-lo ouve uma voz irreconhecível.

— Quem é?

— Prepare-se senhor Richard para um belo espetáculo que vai acontecer em 15 segundos.

Richard não entendera o recado. Saiu correndo pela porta da frente da casa, quando viu o seu carro explodir com o motorista que morrera no ato. Todos mantiveram distância. Após a explosão Richard recebeu uma mensagem pelo celular:

“Acho que deverá preparar outro enterro, senhor Richard Miller. O próximo pode ser o seu.”

Beliov, Rússia

- Nikolai! Conseguimos o recado já foi dado.

— Ótimo! Podemos seguir com o nosso plano. O senhor Richard vai pagar caro pelo que fez e eu finalmente vou pegar de volta o que me pertence. Planejei durante muito tempo a minha vingança e agora nada vai me impedir de concretizá-la.

A neve caía lentamente e Nikolai saiu de seu aposento. Seus homens estavam trabalhando duramente no inverno. Cerca de cinquenta soldados se equipavam com seus armamentos e conquistavam território em cidades vizinhas.

— Homens! Vamos comemorar. A nossa vitória está mais próxima do que imaginamos.

Cinco dias depois

— Consegue se levantar? –Perguntou o médico entusiasmado.

— Acho que sim! – Disse esforçando-se. Encostou os pés no chão e segurou suas mãos nos braços do doutor para se equilibrar.

Deu seus primeiros passos após o acidente. Desequilibrou-se, mas o médico a segurou. Tentou novamente e começou a andar lentamente pelo corredor do hospital. Sorriu aliviada por conseguir andar novamente.

— Muito obrigada doutor.

— Não precisa agradecer. Pode me chamar só por Neil. A senhora é forte, está se recuperando rápido.

— Eu só queria me lembrar de tudo. Nada faz sentido para mim. Sinto um grande vazio. Quero saber quem eu sou.

— Com o tratamento que estamos fazendo em breve vai conseguir se lembrar.

Felizmente Christinne se recuperava rapidamente. Durante sua estadia no hospital fez dois grandes amigos: o médico Neal e a enfermeira Mary. Ambos estavam prontos para ajuda-la. Certa noite, enquanto dormia, Christinne lembrou-se vagamente que estava dirigindo e que de repente seu carro caiu.

Acordou assustada e foi até o banheiro. Olhou-se no espelho e lavou seu rosto. Olhava a si mesma tentava aprofundar as suas lembranças, mas não conseguiu. Durante o dia ao tomar café da manhã, assistia ao noticiário e se surpreendeu ao se ver na televisão.

Foi noticiada a sua morte e o atentado que seu pai sofrera. Finalmente descobriu o seu nome e quem realmente era. Neil entrou para realizar mais alguns exames e ela abriu um sorriso com a excelente novidade.

— Eu sei o meu nome. Me chamo Christinne Miller.

— Que ótimo. Alegrou-se. Vejo que essa noite você dormiu bem!

— Eu ainda não me lembro de tudo. Sei o meu nome porque vi no noticiário. Também vi o meu pai. Eu também me lembrei da noite do acidente. Eu estava na estrada e o meu carro caiu.

— Já é um começo Christinne. Esses flashes de memória significam que a lesão não foi tão grave e que você pode se lembrar de tudo.

— É o que quero. Meu pai sofreu um atentado. Quero saber se tentaram me matar também e é isso o que pretendo descobrir.

Notas finais
E então o que acharam? Próximo capítulo em breve!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.