Em Pouco Tempo
31 Problemas
Notas iniciais
Bem antes de anoitecer, decidi voltar logo pra casa. Em tudo naquele lugar eu via a Sakura, sentia o seu perfume e a sua presença. Coloquei minhas coisas no carro e voltei dirigindo para casa.
(...)
Quando estava bem perto, decidi passar pela frente da casa do idiota do Naruto. Parei o carro um pouco curioso, ao ver dois caras conversando com o Naruto, na realidade eles pareciam bem estressados. Saí do carro e fui andando na direção onde eles estavam. Coloquei a mão no ombro do Naruto o fazendo me olhar aliviado.
– Algum problema? – perguntei.
– Todos... – um cara de cabelos longos e castanhos se atreveu a responder em um tom bem desagradável. Os seus olhos se assemelhavam aos da Hinata, parecia até um irmão dela.
– Não estou perguntando a você... – respondi em um tom frio. Seu rosto se enfureceu ainda mais.
– Esse cara é primo da Hinata... Eh... Neji é o nome dele e veio aqui me dizer que tenho que me afastar da prima dele... Imagina se vou fazer isso só porque esse idiota está mandando! – Neji se aproximou do Naruto o segurando pela gola da camisa e nesse instante eles se separaram com o golpe que o Naruto lhe acertou. O outro rapaz que estava apenas olhando tentou interferir, mas eu o impedi com um empurrão violento, fazendo-o cair ao chão. Quando o Neji tentou acertar o Naruto, o mesmo se desviou e acabou o acertando, novamente, em cheio bem no rosto.
– Vocês vão nos pagar! – ele se levantou furioso do chão, juntamente com o outro cara que estava com ele e foram embora.
– Mandou bem... – Naruto ficou todo se achando com o elogio. Mas, na verdade, desde crianças, quando nos metíamos em brigas, sempre ganhávamos, então, já era certa a nossa vitória.
– O que você faz aqui? — ele perguntou.
– Devia estar bem agradecido por eu ter me lembrado de passar por aqui... Você iria perder feio pra dois caras...
– Isso nunca! – começamos a rir. – Quer entrar? Podemos assistir algum filme ou podemos jogar vídeo-game, o que você acha?
– Não somos mais crianças!
– Pra essas coisas, somos sim! – fiquei por mais algumas horas jogando vídeo-game e comendo várias guloseimas que a mãe do Naruto fazia pra gente. Confesso que foi bem divertido.
(...)
– Tem certeza que já vai? – já estávamos na porta da casa do Naruto, decidi ir pra casa antes do Itachi querer me matar por estar fora tanto tempo sem dar notícias.
– É melhor... – me virei e fui em direção ao carro e assim que entrei, percebi que havia esquecido meu celular dentro do carro. Olhei e haviam várias chamadas não atendidas do Itachi para mim. Dirigi mais que depressa até em casa. Guardei o carro na garagem e praticamente entrei correndo na sala de casa e vi o meu irmão sentado cabisbaixo no sofá. — Itachi...
– Me ligaram da clínica onde a Sakura está internada e, pelo horário da tarde, ela teve uma recaída e acabou sendo levada com urgência para uma ala especial e... Não sei direito, mas pelo que a Shizune me disse, ela está em observação com muitos aparelhos em seu corpo e vai ficar inconsciente por alguns dias... – ele disse tudo isso sem ao menos olhar em meu rosto.
– Preciso vê-la!
– Mesmo se você chegasse nessa cidade, não iria poder vê-la... O melhor a se fazer é esperar!
– Esperar? Esperar por notícias? Quer que eu sente e espere a Sakura... – exitei em minhas palavras e me apoiei em uma mesinha que ficava perto da porta. Parecia que não havia chão para mim. Em um instante eu estou sorrindo e me divertindo e em outro, meu mundo se despedaça e a dor me consome. Saí correndo da sala em direção as escadas e subi mais que depressa até o meu quarto. Fiquei sentado na cama, me sentindo um inútil por não poder fazer nada. Olhei em direção da janela e vi a lua sendo coberta por algumas nuvens negras, era um sinal certo de que essa noite iria chover.
(...)
Passei a noite em claro, vendo as gotas de chuvas caírem lá fora. Esperei até o último grito do despertador sem me importar com a raiva que tinha desse maldito som. Me levantei da cama e fui até o banheiro e logo realizei todas as minhas higienes matinais como de costume e em alguns minutos, já estava pronto para ir ao colégio.
Itachi me esperava na mesa para tomarmos o café da manhã. Mas, me recusei e ele entendeu. Pelas olheiras que estavam em seu rosto, era sinal de que ele também não havia dormido essa noite.
(...)
Como sempre, fomos os primeiros a chegar no colégio. Ele entrou e eu fiquei esperando no estacionamento. Com alguns instantes, outros alunos foram chegando. Percebi que a Hinata chegou e passou bem apressada em direção ao portão de entrada. Com alguns minutos, o Naruto chegou e eu o chamei. Ele veio em minha direção até o estacionamento, mas foi parado com um golpe em seu rosto, bem inesperado, dado pelo idiota do Neji. O que ele fazia aqui? Logo, um aglomerado de pessoas se fez em volta deles, passei por todos e me coloquei bem no centro da briga.
Dessa vez, eram cinco contra apenas nós dois. Onde o Gaara está quando se precisa dele? Em meio a confusão, derrubei dois deles, enquanto o Naruto batia em dois também. Neji apenas observava. Quando estava com a vantagem, fui acertado em cheio em meu rosto pelo meu lado direito. Três contra um não vale, mas se é assim, vou bater em todos! Quando Gaara apareceu, ele logo se envolveu em nosso meio e a confusão só parecia aumentar. Até sermos parados pelos professores e o segurança do local. O pior é que apenas o Naruto, o Gaara e eu fomos para a diretoria. Aqueles idiotas não eram alunos do colégio, então apenas soube que a polícia se encarregaria de comunicar aos pais deles. Ficamos os três em frente à Tsunade. Ele nos olhava bem furiosa.
– Garotos, o que pensam que estavam fazendo? Nosso colégio não é lugar para briguinhas... Vão ficar de castigo realizando atividades extras a semana toda, todos os dias, sem falta alguma! E... Vão ajudar na organização do festival de Inverno... Em tudo! – Naruto tentou questionar, mas acabou perdendo na discussão.
Assim que saímos, fomos direto pra sala e quando entramos todos ficaram cochichando e nos olhando bem curiosos, afinal, já fazia muito tempo que não nos metíamos em confusão. A Ino e a Hinata se aproximaram de nós e ambas foram conversar cada uma com o seu namorado. Olhei para trás e pensei no que a Sakura faria se estivesse aqui.
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