Em Pouco Tempo

33 Momentos de Uma Flor


Notas iniciais
Gente, esse capítulo é especial!!! Mostra o início da fic e o final do último capítulo na versão da Sakura!!! Não mostrei tudo, apenas alguns fatos importantes!!! BOA LEITURA!!!

Sakura Pov's On

Meus dias no Colégio de Konoha não são os melhores. Procuro não chamar muito a atenção e me refugio apenas no grupo de música, no qual o professor é a pessoa que considero como meu pai, Itachi Uchiha. Ele cuida de mim desde que fiquei sozinha. Apesar de não vivermos juntos, ele sempre me visita e me leva para aprender música em sua casa. Infelizmente, seu irmão Sasuke Uchiha, não se agrada muito de mim e me ignora de todas as formas. Mesmo estudando juntos, nunca trocamos uma palavra. Suas atitudes infantis apenas me mostram o quanto ele é arrogante, chegando até a jogar os livros da minha mão e nem ao menos ter a coragem de me pedir desculpas. Mas, apenas tento conviver com isso.

– Sakura...

– Sensei, você veio me ver? — estava deitada em minha cama na casa da Shizune, ela é a assistente social que cuida de mim.

– Claro que sim... Você está bem?

– Um pouco... Obrigada por vir me visitar! — seu celular começou a tocar. — Você pode atender se quiser... — ele olhava pra tela, mas ignorava a chamada.

– É apenas o meu irmãozinho...

– O Sasuke né... Ele me odeia e faz questão de mostrar isso a você!

– Sakura, não se preocupe com ele...

– Certo...

(...)

Hoje seria um novo dia e o sensei me prometeu levar para o colégio. Levantei bem cedo e olhei em todas as minhas roupas e escolhi uma que menos chamasse a atenção. Escolhi uma blusa larga e de mangas compridas e uma calça jeans que também não se ajustava ao corpo. Prendi o meu cabelo e peguei todos os meus livros. Ouvi o barulho do carro do sensei chegando, ele buzinou uma vez e logo buzinou novamente. Saí toda desajeitada e vi logo que era o Sasuke que estava no volante. O Itachi saiu do carro e pegou os livros da minha mão. Fiquei olhando apenas para o sensei para não ter que cruzar o meu olhar com o do Sasuke. Entrei no carro e logo em seguida, o Itachi. Percebi que ele me olhava seriamente pelo retrovisor interno do carro, e mantive firme o meu olhar. Se ele acha que serei intimidada por ele, está muito enganado. Fiquei firme. Não desviaria o olhar por nada. E finalmente, ele cedeu e não olhou mais em meus olhos durante o caminho todo até o colégio.

O sensei foi chamado pela diretora e teve que se afastar de nós, deixando apenas o Sasuke e eu. Ele se encostou no carro e eu fiquei organizando meus livros para me dirigir até a entrada. Ele ficava me olhando, mas não dei a mínima atenção para ele.

– Qual o seu problema Uchiha? Se quer que eu vá embora, já estou indo. Apenas estou organizando esses... – e os livros que estavam em minha mão acabaram caindo. – Livros. – me abaixei rapidamente e comecei a pegá-los. Ele também se abaixou e pegou o último livro pra mim. Novamente, nossos olhares se cruzaram, só que de uma distância bem mais próxima. Me levantei e saí de perto dele o mais rápido que pude em direção a entrada do colégio.

Entrei na biblioteca e fiquei sentada, sozinha. Pensando no que havia acabado de acontecer. Com alguns minutos ele apareceu. E para piorar, puxou uma cadeira bem de frente à minha e sentou.

– Você deixou isso pra trás. – ele entregou o livro em minhas mãos.

– Obrigada... Me diga, o que você quer?

– Ei... Calma, apenas estou sendo gentil... Se não gostou eu vou embora!

– A quem você quer enganar? Ontem mesmo, você derrubou os livros da minha mão e hoje me ajuda com eles! Me desculpe, mas esse Sasuke que está em minha frente não é o mesmo que frequentou essa escola todos esses anos.

– Escuta garota, apenas quis ser gentil com você.

– Já acabou? Então me deixe em paz! Não quero ser vista conversando com um garoto como você! – dei um sorriso e continuei a ler o meu livro.

– Não me faça rir. Se eu quisesse, faria você ficar louca de amor por mim.

– Jura? Não sou eu que estou atrás de você...

– Veremos então. – ele saiu de perto e comecei a rir sem parar.

(...)

Durante a aula, acabei me sentindo um pouco mal devido a medicação da noite anterior e acabei saindo da sala de aula. Por sorte, o sensei me encontrou no corredor e me levou até em casa. Assim que chegamos, ele me levou até o quarto e me deitou na cama, sentando-me ao meu lado.

– Acho melhor levar você para a minha casa!

– O que?

– Já conversei com a Shizune e ela concordou que é o melhor a se fazer, afinal, sou seu tutor!

– E o seu irmão?

– Apenas quero que fique longe dele! Deixe que com o Sasuke eu me resolvo!

(...)

Ele me ajudou a arrumar as malas e me levou para a sua casa. Shizune não se impôs, pois sabia que a minha tutela estava sob as ordens do Itachi. Assim que chegamos em sua casa, o Sasuke veio abrir a porta e ficamos calados, realmente, u não sabia o que dizer.

– Itachi... O que ela faz aqui?

– Sasuke, me ajude a levar as coisas da Sakura pro quarto da mamãe... Ela ficará lá por uns tempos. – ele ficou bem de frente à mim. Bem próximo mesmo. Não sei se fiquei corada, mas senti o meu rosto esquentar, mas não desviei o olhar. – Sasuke. – Itachi tentava chamar a sua atenção. – As malas estão aqui... Vem, me ajude logo... E Sakura, sente-se ali no sofá! Daqui a pouco eu preparo o almoço...

Fiquei sentada sem saber o que fazer. Estar sob o mesmo teto que Sasuke Uchiha era o sonho de qualquer garota do colégio, menos o meu. Com alguns instantes, ele voltou e se sentou ao meu lado no sofá.

– Eh... – tentei dizer alguma coisa. – Eu não quero ser um incômodo pra você.

– Não seja!

– Vou continuar do mesmo jeito na escola. E...

– Sabe de uma coisa... Você me irrita! – novamente, ele aproximou o seu rosto do meu.

– Garotos como você não me intimidam ao se aproximar!

– Tem certeza? – Ele se aproximou mais ainda. Podia sentir até a sua respiração. E do nada, ele se afastou e começou a rir. – Esses dias serão bem divertidos.

(...)

Finalmente, o sensei surgiu da cozinha e ficou nos olhando com uma expressão um pouco sem jeito

– Eh... Podemos ir almoçar, a não ser que vocês dois queiram conversar mais um pouco...

– Hum. – ele se levantou primeiro e logo fui em direção à mesa para almoçarmos. Apenas respirei fundo e comecei a me servir.

– Sakura, eu vou precisar sair no período da tarde... Tenho assuntos pra resolver com a diretora Tsunade sobre a apresentação musical de inverno.

– Ah... Tudo bem... Não se preocupe comigo sensei, eu não estou aqui para atrapalhar nada.

– Isso chega a ser hilário! Tem certeza que você, a garota mais irritante que existe, não está aqui pra atrapalhar? – fiquei apenas o olhando, mas logo me virei para falar com o Itachi.

– Sensei, eu acho melhor... – antes de terminar, ele me interrompeu.

– Já disse! Você não atrapalha em nada... Não dê ouvidos ao Sasuke, ele ainda é imaturo e egoísta demais pra conviver com outras pessoas. Já me acostumei com ele... – ele piscou pra mim e me fez até dar um sorriso. – Espero que você sobreviva no tempo que ficarei fora.

– Você devia se preocupar comigo! Coloca uma garota dentro de casa que não é muito normal. Já imaginou se ela é uma psicopata? – Esse comentário dele me deixou muito irada, tirando-me do sério.

– Psicopata? É mais fácil você tentar fazer alguma coisa pra mim. Agora a pouco, você tentava me intimidar com esse jeito de garotão popular e arrasador de corações. Se enxerga, Sasuke. Você não consegue fazer nenhuma garota te amar de verdade! – comecei a aumentar o tom da minha voz

– Não me faça rir... Você estava louquinha pra me beijar!

– Já chega! Os dois! Sasuke, deixe de irritar a Sakura... E Sakura, meu irmão é assim mesmo... Tente ao menos suportá-lo.

– Tudo bem, sensei.

– E quanto a você Sasuke? Achei que já tínhamos conversado.

– Ok... – finalmente, ele se calou e tentamos jantar em paz.

Minha estadia nessa casa não começou muito bem, mas aos poucos, nossas vidas foram tomando um rumo bem diferente daquele que imaginei. E foi durante uma grande tempestade que nos aproximamos um do outro para assumirmos o que realmente sentíamos.

(...)

Depois do jantar, a ajudei na limpeza e fomos pra sala. Itachi já havia viajado, então, havíamos decidido assistir um filme. Quando o Sasuke estava pra colocar o dvd, foi embora a energia elétrica, deixando a casa totalmente no escuro.

– Sasuke! – segurei firme em seu braço.

– Vou pegar algumas velas, fique aqui...

– Nem pensar! Tenho medo do escuro! – ouvi o barulho de chuva. E pela forma que estava o clima, uma tempestade era bem previsível.

– Ótimo... Vem comigo! Tem velas no quarto do Itachi...

Subimos as escadas e fomos em direção ao quarto do Itachi. Pegamos algumas velas e as acendemos, colocando algumas nos pontos mais estratégicos da casa, de forma a não deixá-la totalmente no escuro. Fomos pra sala e ficamos por várias horas conversando sobre o nosso passado. E do fato de que jamais fazíamos ideia de que estaríamos morando juntos. A cada instante que passava, a tempestade piorava. O pior é que o meu medo por trovões só piorava. Olhei no meu celular e vi que já era quase meia-noite. O tempo passou tão rápido que nem percebemos.

– É melhor irmos dormir... Amanhã, vamos acordar bem cedo... — ele disse.

– Você vai conseguir dormir com esses trovões? Eu não consigo!

– Quer dormir comigo? – Não sabia o que dizer. Mas, um barulho estrondoso de um trovão me fez dar uma resposta bem rapidinho.

– Quero sim!

– Ótimo... Vem comigo! – ele pegou em minha mão e me levou até o seu quarto. Me sentei em sua cama e ele ficava me olhando sem parar. – Você vai dormir com essa roupa?

– Não... Mas, não quero que você me agarre...

– Sem problemas.

– Se vira. – Quando ele fez isso me deitei na cama e embrulhei o meu corpo com o lençol. – Pode olhar.

– Você está nua?

– Não. Estou de camisola. Peguei uma no caminho pro seu quarto. – Ele começou a tirar as suas roupas ficando apenas de cueca em minha frente. Meu corpo agia de uma forma diferente e eu não poderia explicar que sensação era essa. Ele entrou embaixo do lençol comigo e colocou as suas mãos em minha cintura, puxando o meu corpo para bem mais perto do seu.

– Está frio... Quero sentir o calor do seu corpo...

– Você disse que não ia me agarrar...

– Já disse isso uma vez... Não consigo resistir...

– Estou me apaixonando por você. – disse sem pensar duas vezes. Sem nem ao menos levar em consideração que os meus dias estão contados devido a minha doença. Temi pela resposta dele.

– Eu também. – Ele colocou o seu corpo sobre o meu e nos beijamos. Nosso beijo ficava cada vez mais profundo. Quando dei por mim, suas mãos estavam tocando em um dos meus seios. Ele estava rápido demais e isso me assustava. Mas, não queria que ele parasse. Mas, por impulso, peguei sua mão e a tirei de lá. Ele deu um sorriso e ficamos abraçados, aquecendo o corpo um do outro enquanto a chuva caia do lado de fora.

Semanas Depois...

Eu consegui. Consegui chegar a tempo de vê-lo tocar. Ele estava lá no palco em meu lugar. Valeu a pena cada segundo em que vivi apenas pelo fato de vê-lo em um momento como esse. Assim que ele terminou de tocar a música, toda a plateia ficou em pé o aplaudindo. Se rosto estava cabisbaixo, mas assim que seu olhar se direcionou a mim, meu coração chamou o dele. O Sasuke pulou do palco em meio à multidão e veio correndo em minha direção sendo acompanhado pelas palmas das pessoas. Quando fiquei frente à frente com ele, suas mãos tocaram o meu rosto. Era como se ele não acreditasse que eu estava lá. Não saiu palavra alguma de nossas bocas. Parecia que nos entendíamos apenas pelo olhar e sabíamos o que queríamos. Ele afundou o seu rosto em meu pescoço.

– Prometi que voltaria e cumpri a minha palavra. – pude sussurrar em seu ouvido.

– Não quero mais viver longe de você!

– Nem eu... – nos afastamos e todas as pessoas continuavam a nos olhar com muita alegria.

– Itachi...

– Tudo bem... – ele disse e o entregou a chave do carro. Saímos juntos do Salão do Colégio em direção ao estacionamento para pegarmos o carro. Assim que entramos, não consegui conter as lágrimas, mas ao mesmo tempo, ficava sorrindo por tamanha felicidade.

– Obrigada! Obrigada por tudo, Uchiha...

– Ei, Haruno... – ele tocou em meu rosto. – Eu te amo!

– Eu também te amo! – Ele aproximou o seu rosto ao meu e juntamos nossos lábios em um beijo terno e cheio de amor. Meus lábios necessitavam dos seus. Ele segurava firme o meu rosto e aprofundamos ainda mais o beijo. Apenas nos separamos por falta de ar. Ele distribuía diversos beijos em meu rosto.

– Vamos pra casa! – ele disse. Finalmente, estávamos juntos, outra vez.

Notas finais
Continua no próximo na versão do Sasuke!!! Beijos e até!!! Deixem suas opiniões!!!