Em Pouco Tempo
24 Mergulho
Notas iniciais
Me acordei como barulho infernal do despertador. Qualquer dias desses, eu o jogo no lixo. Assim que o parei, olhei para o lado e ela estava ali, dormindo tranquilamente. Nem ao menos o barulho foi capaz de acordá-la. Toquei em seu rosto suavemente com as pontas dos dedos, ela se mexeu um pouquinho, mas logo foi abrindo os olhos.
– É melhor você ir logo para o seu quarto... Não é bom chegarmos atrasados hoje!
– Tudo bem... – ela se levantou e eu não resisti, acabei a puxando por um dos seus braços, fazendo-a cair sobre o meu corpo, selei um beijo em seus lábios enquanto minhas mãos passavam por sua cintura, apertando-as. Nos separamos do beijo, quando ouvimos a porta ser aberta e ficamos perplexos com um Itachi bem chateado nos olhando.
– Os dois... Assim que se arrumarem, estarei os esperando na cozinha para tomarmos café da manhã. – Ele saiu e eu olhei para a Sakura que estava mais vermelha do que nunca.
– Sakura? – ela não dizia nada e seu olhar era de medo. – Amor?
– O sensei vai nos matar!
– Por qual motivo? Não fizemos nada de errado!
– Diz isso pra ele... Eu vou me arrumar logo! Te espero na cozinha também. – ela saiu toda apressada e me deixou deitado na cama confuso com o que aconteceu.
(...)
Depois de me arrumar e pegar as minhas coisas, fui descendo as escadas bem calmo. De longe pude ver a Sakura e o Itachi sentados ao redor da mesa, tomando café. Assim que me aproximei, preparei o meu café e me sentei juntamente com eles.
– Eh... Bem... Nem sei por onde começar... – Itachi disse.
– Sensei...
– Sasuke, eu nunca me importei com nada relacionado a sua vida amorosa ou qualquer relação que você tinha... Quando você saía, eu te dava toda a liberdade de aproveitar a sua vida da forma que você queria... Mas, eu sempre te aconselhava nos momentos devidos... E Sakura, você é muito importante para mim, e eu sempre te disse isso... E ver vocês dois dormirem juntos está me incomodando um pouco...
– Um pouco? Tem certeza? – perguntei em um tom bem irônico.
– Sensei, não fizemos nada de errado...
– Como responsável por vocês dois, meu dever é apenas aconselhá-los... Não posso impedir nada... Então, ao menos, usem camisinha! – a Sakura ficou muito vermelha e eu fiquei surpreso com as palavras do Itachi.
– Eh... Sensei! Não... – ela ia se justificar se atropelando toda em suas palavras, logo a interrompi.
– Pode deixar! Da próxima, nós faremos isso... – Itachi suspirou aliviado e a Sakura quase me matou com o olhar.
(...)
Assim que chegamos ao colégio, fomos para a biblioteca, pois a Sakura queria pegar um livro. Me sentei em uma mesa e a fiquei esperando.
– Oi... – ouvi uma voz soar por trás de mim. Me virei e era a loira dos olhos perolados.
– Ah... Shion, não é?
– Isso mesmo, Sasuke Uchiha! – sem que eu a convidasse, ela se sentou bem em frente a mim e ficou a me encarar com o rosto um pouco corado. – Está esperando alguém?
– Minha namorada...
– Eh... A Haruno? – ela perguntou um pouco decepcionada.
– Sim...
– Hum... Isso é meio estranho pra você...
– Estranho?
– Um garoto tão perfeito como você poderia ter qualquer garota nesse colégio... Isso me intriga Uchiha.... Por que justo ela?
– Algum problema com isso? – perguntei colocando os cotovelos sobre a mesa, de forma a apoiar o meu rosto e firmar o olhar bem em seus olhos.
– Nada não... Apenas achei intrigante...
– Hum... – quando vi a Sakura se aproximando, retirei os braços da mesa e peguei as minhas coisas e andei na direção da minha rosada. Assim que me aproximei dela, peguei em sua cintura e fomos caminhando até a saída da biblioteca.
– O que você conversava com a Shion? – ela perguntou parecendo um pouco interessada.
– Ciúmes?
– Você não me respondeu! – ela parou e ficamos a nos olhar.
– Você fica linda quando está brava e ciumenta... – passei a mão em seu rosto. Estávamos no corredor do colégio e haviam poucas pessoas ali, e mesmo assim, algumas ainda nos olhavam.
– Ainda estou brava por você não ter explicado ao sensei que não houve nada muito íntimo entre nós dois... Mas não estou com ciúmes de você!
– Sei... – comecei a rir.
– Do que você está rindo?
– Do fato de ter me apaixonado pela garota mais irritante do colégio! – sua boca tentava esconder um sorriso todo sem jeito.
– É melhor irmos para a sala!
– Tudo bem... – seguramos um na mão do outro e fomos andando até a nossa sala.
(...)
Durante a aula, pensei em diversas formas de manter o contato direto com a Sakura durante o tratamento dela. Em tão pouco tempo começamos a nos relacionar e logo, vamos ficar separados. Ainda não sei o que devo fazer e muito menos se vou conseguir ficar longe dela. Olhei para trás e ela estava concentrada em um livro. Seus olhos esmeraldos estavam tão profundos, imersos em pensamentos dos quais eu sempre quero estar.
(...)
O dia passou normalmente. A rotina em casa era a mesma. Mas hoje a noite, pretendo fazer algo diferente.
(...)
Pedi que ela entrasse em meu quarto exatamente às oito horas da noite. Itachi havia saído e não nos falou o local e nem o que faria. Então, aproveitei a oportunidade para lhe fazer uma surpresa.
Estava tudo pronto. Apenas faltava a Sakura entrar. Assim que ela abriu a porta, seus olhos marejaram ao me ver.
– Sasuke... – ela sorriu ao dizer o meu nome. Eu estava sentado em minha cama com a minha antiga guitarra em mãos. Ela ficou parada em minha frente me olhando, enquanto que eu comecei a tocar uma música especialmente a ela.
“O horizonte está se afastando
O céu é azul demais para descrever o amanhã
Sobre um grupo de pessoas lutando para respirar
Desde quando estou mergulhando aqui?
Vou derramar minha tristeza
Não seria melhor olhar para frente?
Então acho que não posso ficar na frente
Mesmo se fizer todos a minha volta inimigos
Ainda conseguirei sentir uma fraca luz
Estou indo para tão longe
Quero respirar, é doloroso aqui
A noite olhando a escuridão
Um mergulhador boiando com uma doença
Querendo confirmar se estou vivo
Vamos respirar mais uma vez, indo para o fundo do oceano
A noite quando esta assustado
Com as coisas que faltam
Eu sempre achei que era forte
Sempre achei que era mais forte
Sempre achei que era mais forte que todos
Como um cisne perdido
Flutuando no céu estrelado
Então começou a chuva tranquilizante
Mas parece que não podemos ficar assim
Assim como as estrelas são estrelas, eu sou apenas eu
Posso ir tão longe
Oh
Com uma pesada âncora nas costas
E uma imagem de orações
Começou a chover como se estivesse me dando uma dica
Quero respirar, é doloroso aqui
A noite olhando a escuridão
Um mergulhador que não consegue flutuar
Querendo confirmar se estou vivo
Vamos respirar mais uma vez, indo até o fundo do oceano
Quero tentar respirar
Se eu pudesse ser feliz de novo, nunca mais me afogaria”
Assim que terminei, ela começou a chorar. Coloquei a guitarra no chão e a Sakura se jogou em meus braços, me abraçando com toda a sua força. Coloquei minha mão em seu queixo e levantei o seu rosto de encontro ao meu. Beijei os seus lábios em meio as suas lágrimas em um beijo lento e terno que aos poucos foi se tornando mais profundo. A joguei na cama e coloquei o meu corpo sobre o seu. Minhas mãos passavam por sua cintura e seu cabelo, enquanto que as delas apertavam com força os meus braços. Nos separamos do beijo e comecei a tirar a minha camisa. A olhei e ela estava toda corada, mas seu olhar era decidido e ciente de que dessa vez não iríamos parar. Me levantei da cama e fui em direção à porta para trancá-la. Assim que o fiz, me virei e a Sakura estava sentada na cama com os pés sobre o chão. Andei em sua direção e fiquei de joelhos entre as suas pernas, envolvendo meus braços em sua cintura.
– Eu te amo! – disse à ela.
– Você sabe que eu te amo mais que a minha própria vida... – ela respondeu. Seu vestido era rosa com bordas pretas, um pouco acima do joelho. Me afastei um pouco e ela o levantou até a sua cintura, deixando a mostra a sua calcinha de renda vermelha. A ajudei a tirar totalmente o vestido, mostrando também o seu sutiã vermelho. Olhei em seu corpo com muito desejo.
– Juro pra você que não fiz de propósito... Nem sabia que faríamos isso hoje! – ela disse toda sem jeito.
– Está perfeita... – tirei minha calça e me levantei para tirar o seu sutiã. Ela se virou e logo me livrei dessa sua parte, beijando delicadamente seus ombros até chegar em um dos seus seios. Ela começou a suspirar alto e ficar bem ofegante. Fui descendo o beijo até alcançar a sua barriga e comecei a beijá-la também. Ela apoiou suas mão na cama e virou um pouco seu corpo para trás de forma a me deixar bem a vontade para sentir todo o seu corpo. Distribuí alguns beijos nessa região, até ela começar a rir por sentir um pouco de cócegas.
Ela me puxou para a cama e voltamos a nos beijar ferozmente. Em poucos segundos, tiramos juntos o resto das nossas roupas, ficando nossos corpos um colado ao outro, sem nada para atrapalhá-los. Coloquei minha mão em sua intimidade para acariciá-la ela começou a gemer.
– Sas... – ela estava tão excitada e isso estava me deixando louco.
– Você me quer? – sussurrei em seu ouvido.
– Muito...
Ela enlaçou suas pernas em volta da minha cintura e me posicionei sobre ela para penetrá-la. Sentir a sua pureza era algo inexplicável. Assim que coloquei o meu membro bem devagar dentro dela, percebi que seus gemidos eram de dor. Olhei em seus olhos e eles estavam fixos em mim. Ela colocou a sua mão e meu rosto e novamente a beijei enquanto continuava a penetrá-la.
Aos poucos seus gemidos eram apenas de prazer. Sua intimidade apertada me fazia querer ejacular a qualquer instante. Comecei a acelerar o ritmo de minhas estocadas e por sorte estávamos sozinhos em casa.
– Quer... Mudar de posição? – perguntei e ela apenas concordou com a cabeça. Me deitei e ela ficou sobre mim. Voltei a penetrá-la, mas dessa vez, deixei ela ficar no comando. Coloquei minha mão em sua cintura e apenas a ajudei em se movimentar. Em alguns instantes, chegamos juntos ao clímax e ela jogou o seu corpo sobre mim. A deitei em meus braços e ficamos ofegantes um ao lado do outro.
– Se eu soubesse que você ia se entregar depois que eu tocasse uma música, já teria feito isso há muito tempo! – Minha voz estava exausta devido o imenso prazer que senti. Ela me acertou com pouca força em seu braço e depois começou a rir.
– Eu te amo, Sasuke Uchiha! – ela fechou os olhos e adormeceu em meus braços.
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