Em Minhas Memórias
25 Melhoras?
Notas iniciais
Demorei, tive uma semana bem agitada, tive a gincana (ganhei em primeiro lugar õ/ e meu time foi o que ninguém imaginou que venceria), entrei de férias na sexta e ontem eu fiquei com meus amigos de infância que moram longe de mim *------*, enfim, voltei e agora é pra ficar u.u, irei repor o tempo perdido, espero que vocês compreendam e, mesmo se for difícil ter esperado tanto tempo, eu entendo vocês, até porque eu também sou leitora.
Falando sobre a fic, eu me dei conta de que o drama não pode acabar, mas a "enrolação" tá ficando chatinha '-', Elesis e Ronan ficam sempre no quase... x_x, então resolvi mudar isso, vamos por a fic nos eixos u_ú.
Boa leitura!!
Cutuquei o meu pai e ele me olhou pelo retrovisor interno.
–Pai, tem como parar aqui?
–Por que Ronan? – Indagou ele.
–Eu quero descer aqui.
–Não senhor, — Interviu a minha mãe – você não pode pegar sol agora, ainda mais esse de meio dia.
–Mas será rapidinho! – Implorei.
–Não. – Disseram meu pai e minha mãe juntos.
Quando me dei conta, meu pai já estava estacionando perto de casa. Droga...
Desci do carro com a ajuda da minha mãe, olhei para ela tipo “Eu não sou criança, mãe...”.
Meu pai fechou a porta de ambos os lados e trancou o carro.
–Ronan! – Aquela voz... Quanto tempo eu fiquei sem ouvi-la com tanto entusiasmo. Como em minha infância...
Meu coração disparou involuntariamente. É fato que os músculos cardíacos são involuntários, mas a aceleração por causa de um sentimento é algo incrível do corpo humano.
Olhei para trás e a vi... Ela correu em minha direção e eu não pude deixar de sorrir.
–Elesis, quanto tempo não a vejo chamando o Ronan. – Disse meu pai, estranhando a ruiva ficar tão alegre.
–É... – Elesis corou um pouco e abaixou o rosto.
–Pai, eu posso falar com ela rapidinho?
–Não, Ronan. – Minha mãe me respondeu, eu só quero deixar bem claro que a pergunta foi para o meu pai.
Elesis levantou a face e olhou um tanto surpresa para a minha mãe, até eu fiquei surpreso.
–Você pode falar com ela lá dentro. – Continuou minha mãe, abrindo a porta de casa e nos deixando aliviados – Aqui fora está muito quente e o Ronan precisa de repouso, ou você esqueceu a sua promessa, hein? – Ela olhou para mim.
–Não mãe, eu não esqueci e entendo a sua preocupação.
–Eu também tia, e quero o bem estar do Ronan. – Elesis se aproximou mais de mim e isso me deixou nervoso... Estranho. Minhas mãos começaram a suar.
–Então não vamos ficar parados aqui fora, entrem. – Pediu meu pai, esperando que todos entrassem para ele, por fim, entrar também.
A porta da sala ficou aberta para que o frescor do vento não pedisse licença para refrescar o local.
–Eu vou preparar algo para comermos, podem ficar a vontade. – Avisou a minha mãe, indo para a cozinha.
Meu pai, por sua vez, foi para o quarto. Eu e Elesis ficamos na sala. Eu nada disse e ela também não. Aquilo estava sendo constrangedor.
Quando eu percebi que a ruiva iria falar algo, me veio à cabeça o caderno onde eu escrevia um projeto de carta para a Elesis. Saí correndo para a rua e olhei para a calçada.
–Onde está o meu caderno?! – Pus a mão na cabeça.
–Está tudo bem, Ronan? – Indagou Elesis, se aproximando de mim.
Engoli a seco.
–S-sim... Ér... – Virei-me em sua direção – Na verdade não...
–O que houve? Eu posso ajudar?
Elesis estava sendo tão gentil comigo, nem quando éramos crianças ela era assim. Será que... Ela pegou o caderno? Não! Não... Tudo menos isso! Resolvi falar logo a verdade.
–É que, ontem, eu deixei um caderno aqui na calçada. – Meu desespero era visível em meu semblante.
–Hum... – Ela parou um pouco para pensar – Eu o vi.
Meu coração disparou, sendo que agora de forma mais agressiva.
–E vo-você sabe onde está? – Temi pela resposta dela.
–Desculpa... Mas eu não sei.
Suspirei aliviado. Não tanto por saber que meu caderno sumiu, mas pelo menos Elesis não o leu.
–Ronan? – A ruiva me chamou.
–Oi.
–É melhor entrarmos. Ou eu vou me estressar com você! – Ela me encarou. Agora sim é a Elesis que eu conheço.
Não argumentei nada, apenas entrei.
–Vou tomar um banho, preciso tirar a essência do Hospital de mim. É desagradável. – Disse.
–Tudo bem.
Subimos as escadas e eu parei em frente ao meu quarto.
–Elesis, posso te fazer uma pergunta?
–O que?
–Está tudo bem com você?
–Por que quer saber disso?
–Nada... – Passei a mão na nuca – É que você está mais próxima de mim, isso tão...
–Repentinamente? – Sugeriu ela – Sim... É que eu... Eu quero resgatar o tempo perdido e por em pauta tudo o que está confuso.
–Entendi... – Decidi não questionar mais nada e entrei no quarto.
Fui diretamente para o armário e peguei uma roupa qualquer, algo simples mesmo. Uma toalha estava em cima da cama, então não teria o esforço de chamar a minha mãe para pegar uma para mim.
–Já volto. Fica... Ah! Você já é de casa. – Sorri ao terminar a frase, era bom dizer aquilo novamente.
–Valeu. – Elesis se sentou na cama e eu fui para o banheiro tomar banho.
Ronan OFF
Elesis ON
Era estranho e ao mesmo tempo maravilhoso estar de volta a vida do Ronan, frequentar a casa dele, vê-lo ao meu lado... Eu sentia meu corpo mais leve.
Dei uma boa olhada no quarto dele e não havia mudado muito. Talvez a pintura seja mais recente, eu lembro que o quarto dele era azul anil e agora está um azul mais forte, como seus olhos. No teto tinha algumas estrelas que floresciam à noite, hoje está simplesmente sem nada.
A janela estava fechada e fazia um pouco de calor, resolvi abri-las e, assim que o fiz, o vento nem fez cerimonias para adentrar ao ambiente.
Fiquei pensando, enquanto olhava para a rua, se contava ou não sobre a Arme. Isso pode estressa-lo e, pelo que pude presenciar com os pais dele, ele não pode se expor muito.
Aproveitei que Ronan estava ocupado e resolvi descer. Fui até a cozinha e senti um adorável cheiro de comida sendo feita na hora. Fez-me suspirar.
–Tia. – Chamei.
–Oi, meu anjo. Já vai? – Perguntou ela, ou me ver sozinha sem o Ronan.
–Não, eu vim aqui para falar com a senhora mesmo.
–Ah sim. – Ela pegou um pano de prato em cima da pia e secou as mãos – Eu quero que você fique aqui para almoçar com a gente, se quiser, eu ligo para a sua mãe e aviso.
–Eu agradeço o convite, tia.
–Mas diga o que você quer comigo? – Ela foi direto ao ponto.
–O que o Ronan tem?
A tia abaixou a cabeça e depois se virou para o fogão, destampando uma das panelas e cutucando o que estava dentro com um garfo.
–Tia? – Chamei, eu não iria desistir de descobrir a verdade.
–Elesis... – Ela continuava de costas para mim – Acho que Arme, amiga do Ronan, já te contou o que aconteceu com ele no passado, porque ela me disse que havia se encontrado com você. – Agora ela virou em minha direção – Ontem o Ronan só teve um aumento de pressão.
Eu sabia que ela estava mentindo. Arme me deu todas as dicas que há uma verdade por trás disso. Mantive a minha calma e tentei mais uma vez:
–Tia, eu sinto que não é bem isso que aconteceu. O Ronan estava muito mal ontem, não foi por uma simples pressão alta que ele desmaiou daquele jeito. Eu sei que isso é sim possível, mas algo me diz que o que a senhora está me contando é incompleto. Falta algo, me entende?
–Sim, Elesis, mas eu ficarei te devendo isso. – A tia foi até a geladeira e pegou vinagre e azeite para temperar a salada que havia feito – Eu acho melhor não tocarmos neste assunto. Não é bom falarmos sobre isso.
–Por quê? – Mesmo a mãe do Ronan tentando encerrar o assunto, eu queria saber mais e mais.
–Porque... – Ela se virou para mim, parando de temperar a salada – Você tem os seus problemas, meu anjo, assim como o Ronan tem os dele. Vocês dois já ficaram separados por tanto tempo, vai querer mesmo mexer no passado agora que estão voltando com a amizade linda dos dois?
A mãe do Ronan foi bem direta, o que me deixou sem ter o que responder para reverter a situação.
–A senhora tem razão... – Disse, num tom derrotado. Mas isso não ficaria assim. Eu já sei que tem um segredo por trás de tudo, só preciso encontrar alguém que me conte, sem questionar as minhas perguntas e me responder a verdade.
A tia terminou de aprontar as coisas e subiu para o quarto. Eu permaneci na cozinha, tinha um ponto fixo em meu olhar, talvez fosse a panela de arroz, não sei bem. Por mais que eu tivesse o ponto fixo, meus pensamentos não permitiam que eu enxergasse nitidamente o que estava a minha frente, eu estava realmente com o pensamento em outro lugar.
–Elesis? – Ronan me chamou e eu o olhei, sorrindo brevemente – Minha mãe disse que você estava aqui.
–É... Eu resolvi te esperar aqui embaixo mesmo.
–Vai ficar para almoçar comigo, né?
–Claro! Fui convidada pela sua mãe. – Cruzei os braços e falei num tom superior.
–Muito convencida, você.
–Sempre. – Eu consegui arrancar um sorriso do Ronan, um sorriso lindo...
O que?! Não. Desviei meu olhar do dele, acabou de surgir um clima estranho entre nós dois...
–Bem... – Ronan pigarreou, parando a fala. Ele colocou a mão na boca para abafar a tosse.
–Está tudo bem? – Perguntei, não querendo demonstrar tanto preocupação, mas o menino havia acabado de sair do Hospital, eu deveria estar preocupada.
Ronan não me respondeu de imediato e isso me irritou um pouco. Ele olhou para a palma da mão e me olhou.
–Eu já... – Ele tossiu mais uma vez e continuou – Eu já volto.
Ronan correu até o banheiro e eu o segui. Não o deixaria sozinho.
–Ronan! O que houve? – Perguntei e não obtive resposta de novo – Ei!
Ele estava mexendo no armário da pia, agachado no chão, enquanto eu estava parada na porta.
–Elesis... – Ronan me olhou – Espera lá na cozinha, eu já estou indo.
Ele se levantou com uma caixa na mão. Não deu para ver muito bem o nome do medicamento, pois Ronan me empurrou para trás e fechou a porta.
Cerrei o punho com força. Eu não estava acreditando que eu não poderia saber o que de fato estava acontecendo com o Ronan! Que droga!
Passei a mão no rosto para acalmar meus ânimos e fui para a cozinha. Acabei encontrando os pais de Ronan. O pai dele estava sentado à mesa e a tia colocava os pratos sobre a mesma.
–Sente-se, Elesis. – Pediu o pai de Ronan.
–Obrigada. – Sorri e sentei-me.
–Olha, pode ficar a vontade, viu? – A tia me entregou o prato – Quando você era pequena, eu colocava a sua quantidade, agora você já está crescida, então pode se servir.
Ela riu e me deu passagem no fogão, onde estavam as panelas. O cheirinho era maravilhoso. A tia tinha feito Bife de Panela. Que delícia... Só de ver, a barriga reclamava pedindo rapidamente para que eu comesse.
–Onde o Ronan está? – Perguntou o pai dele, fazendo-me desviar a atenção da panela para ele.
–Ele está no banheiro. – Avisei.
Percebi uma troca de olhares por parte dos pais do azulado, mas fiquei apenas observando, nada disse.
Notas finais
Erros...? Pode avisar ^.^
É isso, até o próximo!!
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