Notas iniciais
Notas finais. Boa Leitura!

Em meio ao fogo

Escrita por Coffee

Capítulo III: Tempo

Ela tinha três opções quando entrasse no castelo de Madara, ou seria escrava, e posta em serviços como cozinhar, limpar, ou ela viraria uma concubina e serviria os capangas de Madara do modo mais sujo que existia, ou seria morta.


Não soube dizer se existia uma melhor. De todo modo, enquanto pulava de galho em galho, ao lado de Naruto e Sasuke, rezava mentalmente para que lhe colocassem como escrava.


– Quando virmos um grupo de capangas de Madara, vamos fazer o que? – Naruto perguntou a ninguém exatamente. – Vamos simplesmente falar “não queremos mais ela, levem-na para Madara?”.


– Claro que não, Naruto. Se falássemos isso – O moreno começou -, poderiam simplesmente mata-la, ou violenta-la e mata-la em seguida.


– Sim. A gente vai brigar.


– Brigar?


– Sim. Vocês dois vão estar contra mim, eles tem que ver vocês dois. E quando eles tentarem capturar vocês dois, vocês deixaram que eles me capturem, eu vou fazer uma cena, que odeio vocês, e que quero me vingar. Isso vai deixar eles confusos, e talvez, com sorte, eles entendam que eu posso ajudar Madara a encontrar vocês dois.


– E se eles não entenderem? – Naruto lhe perguntou.


– Eu sou morta.


Viu Naruto estremecer com a frase. Sasuke continuou a pular de galho em galho, prestando atenção ao redor.


– Como vamos acha-los? – Perguntou enquanto seguia os dois.


– Vamos parar antes Sakura-chan.


– Parar?


– Sim, eu e Sasuke já achamos algumas pousadas algumas vezes. Os donos dessas hospedarias não falam, mas é Madara quem os sustentam, elas são feitas aleatoriamente em lugares para que seus capangas possam descansar.


– Mas... Não temos dinheiro.


– Nós pegamos um pouco de moedas de ouro de uns homens, talvez com sorte eles nos deem um quarto.


– Qual o sentido de irmos lá?


– Capangas de Madara sempre estão por perto, e precisamos de um lugar fechado para arrumarmos as ultimas coisas, precisamos conversar direito, quando você entrar lá não teremos mais contato.


– Estou vendo fumaça, talvez seja de uma lareira, vamos. – Sasuke disse voltando a pular pelos galhos.


Ele parecia ainda mais distraído do que o normal. Não perguntou nada. Seu coração se apertou em pensar que logo estaria longe dele e de Naruto, logo agora que se encontraram novamente... Ainda o amava tanto, ainda o amava tanto que chegava a doer.


Quando chegaram a frente a pousada, escondida entre alguns arbustos e arvores altas, o lugar era pequeno, antigo, mas limpo. A recepcionista era uma mulher alta, com cicatrizes no rosto e um cabelo preso em um rabo-de-cavalo. Ela não sorriu.


– O que querem?


– Três quartos.


– Só temos um sobrando.


– Serve.


– Não.


Viu Sasuke enfiar a mão da mochila, e tirar várias moedas de puro ouro do bolso da mochila e jogar sobre a mesa. A atendente arregalou os olhos e em seguida entregou uma chave prateada a ele.


– O que vocês querem aqui?


– Não te interessa. – Sasuke disse seco, pronto pra sair.


– Nós estamos pensando em nos juntar a Madara-sama. – Tentou ser convincente.


Viu Naruto acenar positivamente atrás dela.


– Tem sabonete no banheiro, e um pouco de shampoo. Sujos desse jeito Madara não vai os querer nem pintados de ouro.


Sentiu as bochechas ficarem vermelhas antes de seguir o mesmo caminho de Sasuke e subir as escadas sendo seguida por Naruto.


O quarto era pequeno, e só tinha duas camas de solteiro. Uma porta para um banheiro.


– Vou ver se há algum capanga na região...


Naruto disse depois de terem tomado banho. Sasuke esfregava a toalha branca nos cabelos tentando inutilmente seca-los.


A verdade é que não queria sair. Mas podia ver os olhares de Sasuke e Sakura, sabia que os dois precisavam de um momento juntos, só deles. Sakura poderia não ter notado, mas ele viu, ele ouviu Sasuke perguntando de Sakura quando os dois se perderam dela, ouviu o suspiro de alivio de Sasuke quando eles a encontraram via os olhares que ele lançava de hora em hora para ela como se procurasse se ela estava machucada, ou procurando algum ferimento.


O olhar de Sasuke, o olhar de preocupação que ele lançava a ela, era o mesmo olhar que ele lançava a Hinata quando ainda estavam na aldeia, juntos. Nunca se perdoaria por ter perdido Hinata de vista, por não sabe se ela estava viva ou morta.


– Talvez eu demore um pouco, vou procurar algo para comermos.


– Tome cuidado Naruto.


Logo depois de dizer Naruto saiu pela porta deixando ela e Sasuke sozinhos. No momento em que olhou sem graça para Sasuke desejou ter ido com Naruto.


– Eles têm até água encanada aqui...


Amaldiçoou-se pelo comentário idiota. Mas adorou o fato deles terem água encanada. Pela primeira vez em muito tempo sentia-se limpa, eles tinham pequenas embalagens de shampoo, sabonete com aroma bom, tinha lavado bem seu corpo, tirado o resto dos pelos incômodos e lavado muito bem seu cabelo. Ainda usava a calça suja – era a única que tinham, mas usava uma camiseta limpa que Naruto a emprestara, ele já havia usado, mas lavado em seguida.


Olhou para Sasuke, ele não dissera uma palavra. Levantou-se.


– Talvez eu devesse ir com Naruto...


Andou apressada até a porta, e quando estava prestes a abri-la, uma mão a impediu. Segurando firme a porta, Sasuke estava ao seu lado, sem camisa, com gotas de água escorrendo de seu cabelo negro.


Olhou-o, seus olhos estavam arregalados, encarando os olhos negros feito a noite. Ele pareceu pensar em algo, e voltar seu olhar para ela, centímetros mais baixa do que ele.


Em um impulso seus lábios estavam colados. Suas mãos foram diretamente para os cabelos negros e úmidos puxando-o mais ainda para si, em tempo dele puxar sua cintura.


Seus lábios buscavam um ao outro feito um imã. Sentiu-o puxar seu lábio inferior entre os deles, e suga-los. Gemeu apenas com o ato, sentindo seu corpo vibrar e se arrepiar. Quando a língua quente entrou em sua boca seu interior se contraiu, juntou-se a ele, naquele beijo intenso, intimo.


Não conseguia raciocinar o que exatamente estava acontecendo, não conseguia pensar em nada mais.


Rapidamente, quando se separaram em busca de ar, ele tirou sua blusa e desceu beijos pelo seu pescoço, pelo seu ombro e pelo seu seio. Ele lhe levou até a parede prensando-a contra a parede branca.


Ele facilmente tirou sua calça, segurando sua cintura e a erguendo, deixando-a na sua altura. Enlaçou suas pernas na cintura de Sasuke, sentindo o tamanho de sua ereção. Apenas a calça fina de Sasuke os separava.


Olhou-o como se perguntasse o porque daquilo.


– Não faça perguntas difíceis. – Ele disse antes de continuar. – Apenas sinta.


Ele passou os dedos pelos seus seios, e depois os sugou. Sentiu sua intimidade ainda mais úmida. Sasuke prensou-a ainda mais na parede, ainda sugando seus seios e descendo seu dedo para sua intimidade exposta.


Quando seus dedos roçaram em sua intimidade estremeceu.


Ele a arrastou até a cama, desabando ambos sobre ela, beijou seu pescoço, seus seios novamente. Pousou as mãos pequenas sobre a calça dele, abaixando-a. Já não tinha mais controle sobre seus pensamentos, seus sentidos, nada.


Ele se posicionou entre suas pernas, e lhe penetrou em uma única estocada. A dor foi absurda, controlou-se para não gritar, não chorar de dor. Ele moveu-se lentamente dentro de si, deixando-a sentir o prazer.


A dor se esvaiu. Remexeu o quadril como se dissesse para ele continuar. Sentia suas bochechas queimando feito fogo. Assim como o resto do corpo, estava quente.


Ele aumentou o ritmo das estocadas, sua mente parecia nublada, pelo prazer que ele lhe proporcionava. Segurou firme nos ombros dele, arranhando seu ombro e suas costas nuas.


Ele sugou novamente seu seio, e depois lhe beijou. Gemeu quando chegou ao clímax, sua mente ficou ainda mais nublada, estava tão feliz... Não havia mais guerra, não havia mais miséria, não havia mais fome, pobreza, não havia mais nada, só ela, e Sasuke.


Ele também chegou ao clímax, sentiu seu liquido quente invadi-la, e depois desabou sobre o corpo pequeno.


Viu ele se mexer para o lado, ele ainda conseguiu levantar, e pegar suas roupas perto da porta. Ele mesmo vestiu a calça e a blusa nela, e a sua própria calça. Depois deitou novamente ao seu lado, puxando seu corpo para perto dele.


Sua mente vagava entre a consciência e inconsciência.


– Por quê? – Perguntou com a voz fraca devido ao esforço e ao prazer que ainda rastejava pelo seu corpo.


– Não queria que ninguém a não ser eu, tirasse isso de você.


Ele passou as mãos pela sua cintura. Queria perguntar mais coisas, queria dizer tantas coisas, mas o cansaço, o cansaço de anos sem dormir direito, abateu-se sobre si, e adormeceu antes mesmo de dizer que o amava.


(...)

Entrou no quarto e pode ver Sasuke e Sakura dormindo na mesma cama. Sorriu, sabia o quanto eles se gostavam, embora Sasuke nunca tenha falado nada, ele apenas sabia.


Olhando os dois, deixou o que havia conseguido de lado, e deixou-se na cama oposta, rezando baixinho para que Hinata estivesse bem, e que um dia eles pudessem estar juntos, como os dois.


Notas finais
N/A: Sei que demorei absurdamente. Mas andei sem ideias para a história, e sem clima para escreve-la. E quando não tenho inspiração para escrever, não escrevo, pois sei que irá sair mal feito, então melhor não escrever.
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Mas finalmente tive ideias, e agora tenho todo o enredo praticamente pronto. Por isso as atualizações serão frequentes. Peço desculpas pela minha demora, e peço que se ainda querem a história, por favor, comentem, para que eu possa ter uma noção de quantos ainda tem interesse nela.
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Sobre o capítulo: Sei que o hentai não foi 'O hentai', mas há um motivo para isso, que vocês verão no passar da história. Espero que entendam.
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Enfim, comentem, se haver um bom número de comentários, postarei logo a continuação, beijos.