Em Meio Ao Fogo
10 Promovida
Notas iniciais
Em Meio Ao Fogo
Escrita por Coffee
Capítulo IX: Promovida
– Preciso de ataduras, faixas e gazes.
Disse, sem olhar a ninguém da sala.
Estava curando aquele homem com tanta eficiência que estava surpreendendo a si própria. Havia conseguido salvar o braço daquele ninja sem amputá-lo. Reconstruindo veia por veia, artéria por artéria e tecido por tecido estava orgulhosa do seu trabalho.
Mesmo tendo ficado tantos anos sem curar ninguém daquele modo era como se nunca estivesse deixado de fazê-lo, continuava com a mesma segurança, sabendo exatamente o que e como fazer.
Se aquilo não conseguisse impressionar Madara, nada conseguiria.
O mesmo homem magrelo estendeu um braço minutos depois lhe entregando o material que pedira. Ela enfaixou os pontos necessários, limpando o suor da testa com o antebraço e levantando-se fraca.
Soltar apenas uma das tornozeleiras lhe dera uma quantidade regulada de chakra. O suficiente para curá-lo, com muito esforço e naquele momento já sentia seu corpo reclamar pela falta de chakra novamente.
Assim que terminou e disse que terminara, o capanga de Madara viera ao seu encontro, furando seu tornozelo e prendendo a corrente em si novamente.
Ela cambaleou, quando a tornozeleira sugou todo o seu chakra restante. Suas vistas escureceram, mas ela conseguiu se equilibrar.
Tinha que ser forte.
(...)
O ninja correu, assim que saiu do transe em que se encontrava.
Ele e Sasuke fizeram o mesmo. O ninja provavelmente não os reconhecera, ou pensava que era algum tipo de justu.
Com sorte conseguiram segui-lo, correndo. Sasuke parou de repente, e logo ele percebeu o porque.
Em questão se segundos, estavam cercados.
Vários cabelos compridos e vários olhos perolados.
E ali, mesmo correndo risco de vida, ele só queria um.
Só queria ali, no meio de vários, um par de olhos perolados.
(...)
– Quero falar com você.
Madara disse quando ela estava prestes a se retirar.
Ela voltou, escondendo a felicidade dentro de si e colocando a mascara de indiferença.
– Mas não agora.
Ele disse e seus capangas pegaram-na pelo braço, e a arrastaram pelos corredores, até a cozinha. Ali, voltando para o meio da cozinha, cheirando a comida, ela se sentiu derrotada, então apagou a luz e voltou a dormir, embora soubesse que já estava amanhecendo.
Madara não havia a procurado naquela manhã, nem a tarde, nem a noite e nem nos dois dias que se seguiram.
Derrotada ela levava a bandeja que lhe fora dada até a mesa de jantar. Havia pessoas diferentes desta vez. Três homens. Provavelmente senhores feudais, baixos e gordos.
Ela se colocou entre eles, colocando a bandeja com carne sobre a mesa, e sentiu o olhar deles sobre si.
– Gostosa essa Madara, muito bonita.
Um deles comentou.
Ela ficou envergonhada, queria muito dá-lo um bom soco, mas não tinha mais posição nem chakra para isso.
– Saia.
Madara lhe disse.
Ela acenou e saiu rápido.
Era tudo que ela mais queria. Sair dali.
Não só da sala de jantar.
(...)
– Dattebayo!
Disse inconformado.
– Sou eu! Naruto! – Falou com as mãos ao alto.
– Como sabemos?
Alguém perguntou, embora ele achasse que não a pergunta não era para ele. Nem para Sasuke.
– Sou eu, Naruto, e o Sasuke. Ficamos muito tempo procurando por mais gente de Konoha!
Alguém desceu em sua frente.
Era Hiashi. Ele o observou, demoradamente, fazendo o mesmo com Sasuke.
– São eles.
Ele afirmou, segundos depois, e todos os Hyuugas desativaram o Byakugan.
– É claro que somos nós!
Disse, andando e observando onde estavam.
Haviam construído uma vila, ali, bem ao meio do nada. Não era grande, nem majestosa como o antigo distrito Hyuuga, mas tinha classe para uma vila pós-guerra.
E pensar que tomamos banho sem sabonete.
Pensou inconformado.
Eles foram convidados para entrar em uma das casas, os deram água e comida, e embora aquilo fosse uma gentileza os rostos dos Hyuugas não eram nenhum pouco gentis.
Ele não admitia que ficava desconfortável ali, em meio a eles porque sabia que isso era pecado, afinal eles estavam os ajudando.
Após comer e não aguentando mais esperar, ele finalmente perguntou.
– Onde está Hinata?
Alguns dos Hyuugas fizeram uma careta, mas foi Hiashi quem se levantou.
– Venha comigo.
E acenando para Sasuke, que continuava sentado com sua pose de indiferença, ele seguiu o Hyuuga.
Ansioso ele seguiu-o passando por várias casas da pequena vila e parando na ultima. Havia dois ninjas em pé ao lado da porta. Eles abriram a porta para eles e passando por ela ele pode ver Hinata.
Sentada em um colchão no chão.
– Hinata? – Ele chamou.
(...)
– Hey você! Garota!
Um guarda a chamou, ela olhou para trás, espantada.
– O chefe quer a ver.
Ela deixou a panela que lavava sobre a pia, enxugando as mãos na calça em que vestia, e segui-o, passando pelos corredores intermináveis, até parar na sala onde ela percebeu ser o escritório.
– Entre. Fecha a porta Hayzuke.
Ela entrou, tentando disfarçar as pernas que tremiam de medo e ansiedade. Madara olhava alguns papeis, e não a olhou durante longos minutos.
– O... Senhor queria falar comigo?
Perguntou, não aguentando mais esperar.
– Você já deveria ter aprendido que não deve falar comigo a não ser que eu lhe dê permissão.
Ela tinha vontade de arrancar a cabeça dele com ou sem permissão.
– Perdoe-me. – Disse, mentindo.
– Bom, chamei-a aqui porque fiquei impressionado com o seu desempenho em curar meu subordinado.
Então porque não me chamou antes? Ela teve vontade de dizer.
– Não tenho ninjas médicos aqui, na verdade até os tenho, mas não são eficientes. Estou disposto a torná-la a ninja médica do castelo. – A voz de Madara era estranha e lhe dava arrepios – Mas há uma condição.
– Qual? – Perguntou, engolindo saliva à seco.
– Que fique bem claro que, se tentar alguma coisa, se matar algum de meus homens... Não serei misericordioso.
Acenou positivamente com a cabeça. Internamente ela sorriu, apesar do medo, estava finalmente conquistando a confiança dele.
– Vou mandar que tirem uma de suas tornozeliras, por enquanto. Depois, dependendo de seu comportamento, posso tirar a outra.
Ela sorriu e ele pareceu acreditar em seu sorriso. Afinal ele não era de todo falso.
Isso é tipo subir de cargo.
Ela pensou.
Ela estava prestes a se virar, quando ele a chamou novamente.
– Quero que fique longe dos homens daqui.
Ele lhe disse. Ela não pode conter sua sobrancelha arqueada.
– Os senhores feudais que passam por aqui. Fique longe deles.
Confusa e desconfiada ela acenou positivamente.
– Vá tomar um banho, vou mandar que a levem outras roupas, e lhe providenciar um outro dormitório.
Contanto que o meu dormitório fique bem longe do seu...
Ela quis dizer, mas imaginou que se o dissesse, perderia sua “promoção de cargo”.
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