Em Conflito
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês!
Quero agradecer a todo mundo que está lendo em especial aqueles que tem deixado seus comentários nos fazendo tão felizes e empolgadas para escrever a fic com tanto afinco. Então nossos beijos e agradecimentos vão para vocês: Rascunho, brandzess, catta, Lisandra-chan, Mina, Leitor, bruninha_nili, anne06, Bianca89, MaryJae, Luhh-chan, Anna- Lykawka, superciliaDF, Agathachan, Me-chan, Thainara- Aline, ToLove-ru, Sakuraseyu, shin-ji, Sooky e Doolk.
Vocês são uns amores gente! Obrigada!
Agradecimentos mais um beijo especial para o leitor que deixou uma recomendação para nós! Obrigada! Ficamos super felizes e empolgadas com essa recomendação!
Dedico esse cap para você!
Bjussss!!!
Betado pela Relena!
Obrigada beta chan!
Depois da saída de Yue, Akira e Hikaru uma verdadeira confusão se iniciou na sala da família Minase. Hajime se mantinha em silencio enquanto Takafumi tentava explicar o ocorrido de meses atrás, ali mesmo dentro daquela própria casa. Akane e Road não viram a situação tão facilmente como Hajime fez. Ambas estavam escandalizadas e chocadas com a atitude de Takafumi.
Road se sentia péssima pelas palavras proferidas a quem não merecia escutar, queria pedir desculpas, porém era orgulhosa demais para tal. Já a senhora Minase queria bater no filho, o por de castigo mas Takafumi já não era mais uma criança, ela agora só podia esperar que o filho arcasse com as conseqüências do ato egoísta que ele próprio havia tomada ao violentar aquele menino.
- Takafumi? Tem certeza que você realmente deseja esse casamento? Você não acha que aquele menino já sofreu demais?
- Akane, o que você está falando? A família Minase não pode.... – Começou Hajime, se pronunciando pela primeira vez desde que aquela conversa começou.
- Esquece a família por um instante Hajime. O que está em jogo é a felicidade não só de Takafumi, mas do seu neto e daquele menino. — Akane interrompeu o marido.
- Eu já tomei minha decisão mãe. Vou me casar com Yue. Eu sei que ele me odeia agora, mas vou mudar isso, você vai ver.
Hajime, que estava pronto a brigar com a mulher, parou sorrindo satisfeito ao ouvir as palavras do filho. Para ele nada era mais importante que o nome da família nem mesmo a felicidade dos seus filhos, ele era realmente um homem egoísta.
Akane apenas concordou com as apalavras do filho, não tinha como ir contra os desejos dele, ela só esperava que no final Takafumi não saísse machucado e nem machucasse mais Yue. Ainda magoada por todas as mentiras Akane se recolheu junto de Road que não queria nem sequer olhar para Takafumi. A verdade é que se tinha alguém que Road amava e admirava esse alguém era Takafumi então não tinha mais ninguém que estivesse tão decepcionada com toda aquela situação que ela.
Takafumi também foi se deitar. Ele amava sua família, mas nada era mais importante naquele momento do que Yue.
Hajime foi o único que continuou na sala. Dali a algumas horas seria o casamento do seu filho do meio e também um novo inicio para a família Minase. Ele sabia do ódio daquele garoto por seu filho, contudo ele não podia deixar o nome da família cair em ruína por um escândalo como aquele. O sobrenome da família já estava muito comprometido, não só pelos escândalos protagonizados por Takafumi, mas também pelas excentricidades de sua mulher e pela fama ruim de sua filha menor. Estaria tudo bem se Hajime pudesse confiar em Toshio seu filho mais velho porém era exatamente Toshio que Hajime mais temia. Seu filho mais velho era esperto e estava sempre armando pelos cantos e Hajime tinha medo que algum dia fosse destruído pelo próprio filho. Sim a família Minase já tinha muitos problemas e Yue era apenas mais um que ele estava disposto a enfrentar.
Já Yue estava satisfeito pelo rumo que as coisas estavam tomando, não estava feliz, no entanto estava satisfeito. O menor tinha se contentado com o destino que escolheu. Depois da dura batalha na mansão Minase estavam finalmente indo para casa.
Hikaru dormia no banco de trás por estar embriagado enquanto Akira dirigia totalmente concentrado na estrada. Desde que saíram da mansão Minase que não ousaram trocar nenhuma palavra.
Akira tinha gostado de provocar Takafumi, mas no fundo estava chateado, pois no final seria o outro a ganhar o que mais desejava, era Takafumi que iria se casar com Yue e no fundo o moreno tinha medo que a vida desse uma virada e os sentimentos de Yue mudassem com a convivência. No fundo Akira estava morrendo de medo de perder Yue para Takafumi.
Yue estranhou quando Akira parou em frente a uma casa grande que ficava bem distante da sua.
- Essa é minha casa e da minha família. O Hikaru mora com a gente. Eu vou deixá-lo em casa rapidinho e já volto ok? – Disse Akira pegando um adormecido Hikaru no colo e o levando para dentro de casa recebendo um aceno de Yue que não entendeu porque o outro não o levou em casa primeiro. — Prontinho.
- Akira, por que você não me levou para casa primeiro? –
- Porque eu preciso falar com você. – Disse Akira seriamente, mas não tirou os olhos da estrada e não falou mais nada a até estarem confortavelmente instalados no sofá da sala do menor.
Assim que chegou Yue tirou os sapatos dos pés inchados suspirando aliviado, tirou o blazer também e abriu a calça um pouco apertada pela volumosa barriga deitando-se no sofá. Akira também tirou os sapatos e o Blazer. Levantando as pernas de Yue o moreno se sentou no mesmo sofá que Yue deixando os pés do menino em cima do seu colo enquanto ele os massageava fazendo o menino suspirar baixinho de satisfação.
- Yue... – começou Akira. – É isso mesmo que você quer? Levar essa história de casamento adiante? Sei que a situação é complicada, mas poderíamos achar uma saída juntos.
- Akira. – Suspirou o menino. — Já não dá mais para mudar de ideia e eu também não quero. Admito que no inicio eu não tinha escolha mas agora as coisas são diferentes. Eu quero ver o Takafumi sofrer, quero vê-lo se humilhar e implora r o meu perdão. Não se preocupe que também o farei implorar pelo fim do nosso casamento.
- Yue. Quando foi que você se tornou tão amargo assim. – Disse Akira olhando a expressão amarga e determinada do outro.
- A presença de Takafumi desperta o que há de pior em mim.
- E é só isso que ele desperta em você?
- Não entendi. – Murmurou Yue.
- Esquece – Disse Akira tirando os pés do outro de seu colo e se levantando. Não queria ter externado seus receios. O medo que sentia de perder o menino para Takafumi – è melhor eu ir.
Ao ver o outro levantar e começar a pegar suas coisas para partir Yue percebeu que não queria ficar sozinho. Não naquele momento então rapidamente se levantou e abraçou Akira por trás o surpreendendo, mesmo que seu ato fosse extremamente egoísta.
- Fica comigo Akira. Só por essa noite.
- Não posso Yue. Ter você assim tão perto e saber que é inalcançável é uma tortura. Eu quero te beijar, te tocar, te fazer meu mas você já pertence a outro alguém.
- Eu não pertenço a ninguém Akira, então me toque. Me faça seu por essa noite, só por essa noite.
- Yue... Não faz assim...
- Nossa despedida Akira... Me ame essa noite, me mostre o que você pode me oferecer que “ele”não pode.
Mediante aquelas palavras Akira não mais resistiu. Virou-se de frente para Yue o beijando com intensidade, desvendando cada pedaço da boca pequena como era a sua vontade desde o dia que conheceu aquele menino.
Quando o beijo findou. Akira pegou Yue no colo com delicadeza o levando para quarto, conhecia a pequena casa muito bem então não foi difícil achar.
Yue estava tranqüilo quando foi depositado na cama. Aquele momento com Akira seria como uma despedida de solteiro, despedida ao antigo Yue. Amanhã depois do casamento nasceria um novo Yue, um mais forte e determinado a alcançar seus objetivos, porém naquela noite ele seria apena o Yue egoísta e carente que precisava de outros braços para aquecê-lo, que precisava se sentir amado como nunca antes.
E Foi o que Akira fez. Livrou-se de suas roupas e da roupa de Yue sem pressa, praticamente reverenciando o corpo menor do outro, muito diferente da primeira vez de Yue.
Akira fez questão de provar com beijos e lambidas cada pedaço de do corpo do menino fazendo questão de decorar cada gemido de prazer que o menor dava e com aquele ato demonstrando o quanto o outro era importante para si.
Yue se sentiu especial alem de finalmente sentir o prazer de estar com outra pessoa. Entre beijos e carícias Akira o possuiu ambos gemendo em deleite o maior sempre tomando cuidado com a barriga de Yue.
Daquela vez ele gritou e chorou, mas de prazer, sentindo o membro do outro saindo e entrando dentro de si o amando com loucura, porém com cuidado e carinho. Não sentia dor nenhuma com o ato por Akira ter tido a paciência de prepará-lo, no momento Yue só sentia prazer tendo o outro dentro de si movendo-se com cada vez mais pressa.
O menino sentindo um prazer sem igual ao ser tocado profundamente não agüentou e desfez-se entre os corpos. Akira tendo o membro estrangulado pelo interior perfeito do outro também chegou ao auge derramando-se dentro de Yue. Depois sem uma única palavra os dois se beijaram e acariciaram até adormeceram, um nos braços do outro.
Mas a manhã veio e a realidade tomou Akira como uma bomba. Não podia encarar Yue naquele momento pois sabia que se olhasse o outro nos olhos não mais conseguiria abrir mão dele então apenas se levantou calmamente para não acordá-lo. Se vestiu e ainda teve a paciência de silenciosamente preparar o café da manhã do seu amado para só então ir embora e apesar do grande vazio que sentiu ao deixar Yue, sempre guardaria aquela noite como uma das suas lembrança mais preciosas e se tudo desse certo no final daquela história eles poderiam repetir aquela noite muitas e muita vezes.
Yue acordou com o som da campainha da porta. Levantou-se assustado procurando por Akira. Vestiu a primeira coisa que achou e foi atender a porta depois de confirmar que o moreno não estava mais ali, notando satisfeito o café da manhã sobre a mesa pensando o quanto Akira era gentil. Ele não conseguia se arrepender da noite passada. Não amava Akira, mas mesmo assim não podia se arrepender de ter desfrutado de um pouco do amor que o maior lhe oferecia. Yue só rezava para que seu ato egoísta não machucasse ainda mais aquele a quem tanto ele prezava.
- Bom dia – Disse Akane acompanhada de Road, surpreendendo Yue.
- Bom dia. – Respondeu o menino seco deixando as duas entrarem. – Gostariam de tomar café? – Perguntou educado.
- Não! Já tomamos. Só viemos te entregar isso. – Disse Akane estendendo um cabide com uma capa preta a Yue. Rapidamente o menino abriu se deparando com um belo terno branco. – É para o casamento, acho que deve dar em você. Eu sou boa com tamanhos.
- Humm... Ta. – Murmurou o menino desgostoso.
- Yue. Sei que o que o Takafumi fez não foi certo. Eu sinceramente sinto vergonha pelo que ele fez a você, mas eu te peço que você use esse casamento como uma chance de perdoar os erros do Takafumi. Ele é só uma criança tola, mas no fundo ele só quer te fazer feliz. Ele ama você.
-...
Yue não ousou dizer nada. Não poderia fazer aquela promessa à mulher. Via a sinceridade em Akane Minase, mas ele sabia que ela estava equivocada, que só queria defender o filho, coisa que qualquer mãe faria. Takafumi não o amava, o desejava era obcecado por ele, isso Yue sabia, porém aquilo não era amor e seria a ruína de Takafumi. O menor não podia descontar o seu ódio em todos os membros da família Minase, no entanto Takafumi e Hajime teriam que pagar.
- Road também tem algo para te dizer. – Disse Akane.
Yue saiu de seus pensamentos e levantou os olhos curiosos, encarando a menina emburrada e corada sentada no sofá ao lado da mãe.
- Eu nunca vou perdoar Takafumi pelo que ele fez. – Disse a menina surpreendendo Yue. Realmente alguns membros daquela família não eram tão ruins quanto ele pensava. – M- me desculpe por falar aquilo para você, eu pensei que você fosse um daqueles aproveitares que só querem o nosso dinheiro.
- Tudo bem... Você é só uma criança. – Disse Yue, mas ele também não era tão mais velho que ela. – Mais da próxima vez pense antes de falar. Procure averiguar os fatos.
Road concordou emburrada e para alivio de Yue ambas se despediram e foram embora. O casamento seria na parte da tarde. As 16:00 horas então o menino tinha bastante tempo.
O resto do dia passou lentamente para Yue. As 16:00 horas Novamente Hikaru e Akira estavam a sua porta. Akira estava triste, mas tentava disfarçar e só estava indo ao casamento porque havia prometido sempre estar ao lado do menor e não poderia descumprir sua promessa em um momento tão importante quanto aquele, mas ele ficou bem surpreso pela roupa que o menino escolheu para se casar já Hikaru nem tanto, pois sabia dos planos do menino.
20 minutos depois os três chegaram ao cartório, tendo todas as atenções voltadas para eles.
- Porque você está vestido assim? – Indagou a senhora Akane vestida em um belo vestido de festa amarelo. Ali presentes estavam Road com um vestido bem parecido com o da mãe só que rosa. Toshio, Hajime e Takafumi todos de terno na cor fume só que com cores de gravatas diferentes a de Takafumi branca para combinar com o terno que Akane tinha comprado para Yue.
- Sou estou externando os meus sentimentos quanto a esse casamento. – Disse Yue deixando todos os membros da família Minane, mais o juiz e 4 testemunhas do casamento totalmente constrangidas. Yue estava vestido da cabeça aos pés de preto. Como ele disse a Hikaru estava em luto. Usava até óculos escuros que impediam Takafumi de ver aqueles olhos vermelhos que ele tanto adorava. – Vamos seguir com esse velo... Digo casamento?
Takafumi estava extremamente irritado. Não que ele esperasse um Yue feliz da vida, mas aquilo já era demais. Depois que ele estivesse casado com seu objeto de desejo as coisas seriam diferentes.
O casamento foi rápido e dentre os papeis do casamento estava o contrato de Yue com as suas exigências já assinado por Hajime e Takafumi, porém Yue duvidava que o outro soubesse de algo sobre aquele contrato.
A maior decepção de Takafumi foi na hora do beijo. Yue apenas o empurrou sussurrando em seu ouvido que preferia beijar um sapo a beijá-lo. Em choque Takafumi viu o outro virar-se já saindo do cartório como se nada tivesse acontecido ali.
- Aonde você vai? – Perguntou segurando o braço de Yue fortemente.
- Vou trabalhar. Tenho um filho para sustentar e você também então comece a trabalhar logo, não quero que meu filho seja criado por um vagabundo.
- Mas... E a festa? – Perguntou Takafumi engolindo o orgulho pelas palavras duras de Yue.
- Não tenho motivos para comemorar. Façam vocês mesmos a festa. Tenho certeza que vocês têm muito motivos para comemorar e tenho certeza que você pode achar uma companhia naquele bar que nos conhecemos para a sua... Festa. – Disse Yue venenoso. – Só não se esqueça das condições do contrato.
- Contrato? Condições? – Perguntou Takafumi confuso soltando o braço de Yue que foi imediatamente cercado protetoramente por Hikaru e Akira.
- Oh! Seu pai não te contou? Acho que a família Minane está precisando dialogar mais. – Disse Hikaru sarcástico chamando a atenção de Toshio.
- Vou te dar o final do dia livre para você comemorar. – Disse Yue cruelmente. – Mas a partir de amanhã você terá que trabalhar ou esse casamento já estará desfeito. Peça o contrato ao seu pai que você vai entender. – Disse Yue sorrindo deixando todos os presentes ali de boca aberta.
Takafumi atordoado ainda tentou impedir Yue de ir, mas ele tinha dois protetores que não o deixaram se aproximar e tudo que ele menos queria era causar confusão ali, dentro do cartório e no dia do seu casamento. Mas foi Minase o impediu de correr atrás do menino falando que eles tinham que conversar.
- Eu te disse maninho. Meu cunhadinho é osso duro de roer. Se prepara que a guerra vai ser boa. – Disse Toshio rindo saindo do cartório sendo seguindo um a um pelo resto da família Minase que viam que não tinham nada a comemorar. Nada!
Notas finais
Bjinhos galera! E nos deixem felizes com seus reviews.
Até o proximo capítulo!
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