Notas iniciais
Oi!
Estamos de volta com mais uma cap gente!

Capítulo betado pela Relena e por falar nela...
Aqui está o link de uma fic da minha beta-chan Relena. Se vocês curtem fics yaoi com o tema sobrenatural deem uma olhada e deixem minha querida beta feliz.
Aí está o link:http://www.fanfiction.com.br/historia/57340/Heiling

Yue não sabia quanto tempo ficou caído na rua chorando e amaldiçoando o seu horrível destino, mas o menor não era do tipo que se lamenta para sempre por algo que passou. Assim que extravasou toda dor que estava sentindo por ser estuprado por alguém que ele confiou, e achou que gostava dele e que nunca iria machucá-lo Yue levanto-se e foi para casa. Por mais que seu corpo reclamasse por descanso, a primeira coisa que o menino fez ao chegar em casa foi tomar um demorado banho tentando apagar todos os resquícios e o cheiro de Takafumi de seu corpo. Não tinha que se preocupar com a reação de alguém, Yue morava sozinho desde a morte do avô a 2 anos atrás. Havia sido o avô que o criou, seu “outro” pai não havia suportado a morte do marido no parto de Yue e acabou indo embora de casa e o menino nunca mais teve noticias do pai então Yue foi criado e amado por seu avô, pai do homem que deu a luz a ele.

No momento Yue só queria esquecer que tudo aquilo tinha acontecido, queria que seu avô estivesse ali para cuidar e aconselhá-lo, mas como estava sozinho teria que se virar. Quando saiu do chuveiro se assustou ao olhar seu corpo no espelho, além de todos os hematomas, marcas de mordidas e escoriações em sua pele, seu rosto machucado estava vermelho e inchado pelo choro, por um momento Yue nem reconheceu seu reflexo. Tentando não chorar o menino vestiu uma larga camisa e se deitou para finalmente dormir depois da pior noite de sua vida desejando ardentemente que quando acordasse tudo aquilo que viveu não tivesse passado de um pesadelo.

Algumas horas depois Yue acordou para descobrir que seu desejo não se tornou realidade. Seu corpo dolorido e pernas bambas eram apenas duas das inúmeras provas de que tudo tinha acontecido, que não uma era mentira, apenas um sonho ruim.

- Como eu fui burro. — Murmurou Yue. — Como pude confiar “nele”.

Yue sequer podia pronunciar aquele nome e tudo que passava por sua mente era que tinha que fazer Takafumi pagar pelo que tinha feito, mas... Como faria aquilo? Se fosse a delegacia sabia que seria apenas para se expor a toa. Os tal Neo eram considerados vadios, homens que davam mole para todo mundo. Se procurasse as autoridades era bem capaz de ser acusado de provocar o estupro além de ser humilhado, fora que Takafumi tinha uma das famílias mais poderosas de toda cidade. O menino se sentia impotente e humilhado, ficou dias trancafiado em casa enquanto jurava que um dia iria se vingar de Takafumi.

E assim os dias foram passando a primeira atitude que o menor tomou assim que seu corpo melhorou foi mudar de casa. Yue tinha sua casa própria, a casa que pertencia aos seus pais, mas que agora pertencia a ele então ele a vendeu e alugou uma casa menor, guardando o resto do dinheiro adquiro da venda para caso de necessidade. As dores no corpo e os machucados estavam sumindo, mas em compensação sentia fortes dores no abdômen e nas costas e já estava desconfiando que talvez estivesse com alguma coisa quebrada, mas o mais estranho eram seus olhos, eles pareciam mais vermelhos do que nunca. Yue às vezes se assustava ao olhar em alguma superfície espelhada a noite e ver seus olhos que pareciam brilhar no escuro. Estava assustado, mas foi então que uma terrível suspeita passou pela cabeça do menor. Mas depressa que pode Yue correu ao hospital, precisava saber se o destino foi realmente tão cruel assim com ele.

Yue nem precisou falar muito quais seus sintomas, assim que entrou no consultório foi levado em uma das salas onde o médico examinou seu ventre com um estranho aparelho.

- Você tem quantos anos? — Perguntou o médico depois do exame. Um senhor na casa dos 70 anos com um rosto gentil e expressão calma, mas que no momento não tranqüilizava em nada Yue.

- Dezessete.

- Oh! Vai ser pai tão jovem.

- Como?

- Meus parabéns jovem. Você está esperando um filho senhor Yue. Precisarei fazer mais alguns exames, mas ao que tudo indica está de mais ou menos de três semanas e meia de gestação.

Yue tinha parado de ouvir quando o medico tinha falado que ele esperava um filho. Já havia desconfiado, mas tinha agarrado-se a esperança de que estivesse errado de que o destino não fosse tão cruel assim com ele.

- Você está bem? Senhor Yue?

Yue voltou a si e encarou a face serena de olhos um tanto pesarosos do doutor sobre si e então não agüentou. Desabou totalmente em um choro compulsivo e quase histérico.

- Meu Deus, o que foi meu filho.

Yue ouviu os apelos e perguntas do médico que tentava a todo custo acalmá-lo, mas ele não conseguia parar de chorar e soluçar e, muito menos tinha condições de responder. O medido preocupado com o bebê devido ao estado de nervos de Yue chamou uma enfermeira que levou o menino para um leito e aplicou um sedativo no menor. Yue só acordou algumas horas depois. Uma enfermeira estava ao seu lado e assim que abriu os olhos ela foi chamar o médico que Yue notou ser o que havia lhe atendido mais cedo.

- Doutor eu...

- Eu sei.

- Como? — Perguntou Yue confuso.

- Depois do seu ataque de nervos e de te aplicar o sedativo a enfermeira trocou sua roupa Yue. Ela ficou apavorada com o estado do seu corpo e me avisou então eu tomei a liberdade de te examinar.

Yue olhou para seu corpo parecendo notar só naquele momento que realmente não estava mais com suas próprias roupas.

- Ou você sofre violência doméstica, ou você foi violentado, não é meu jovem?

Yue abaixou a cabeça envergonhado, mas em seguida levantou. Ele não tinha nada do que se envergonhar, a vítima tinha sido ele afinal.

- Sim, eu fui violentado.

- Entendo. Então esse filho....

- É. Definitivamente esse filho é do homem que me estuprou.

- Entendo. Creio que você não foi a policia não é?

- Não. Não iria adiantar muita coisa se eu procurasse a polícia mesmo.

- Eu entendo muito bem. Sei como as autoridades tratam os Tal Neo, mas eu não sou da mesma opinião. Yue... Eu não poderia estar fazendo isso, mas como se trata de um estupro vou te dar a possibilidade de um aborto.

- como? — Perguntou Yue arregalando os olhos.

- É contra-lei o aborto assim como esse tipo de procedimento não é feito aqui nesse hospital, mas você é jovem demais e sofreu um abuso e infelizmente a conseqüência está aí. Yue estou te dando a chance de escolher fazer um aborto. Se você quiser eu posso te dar um remédio que fará com que aborte essa criança naturalmente.

- E- eu....

- Não precisa responder agora, pense bem Yue. Por hoje você deve ficar aqui em observação.. Sua pressão está muito alta então aproveite seu tempo aqui enquanto isso pense direito sobre o que você quer. — Disse o médico e depois saiu deixando o menino perdido em pensamentos.

Yue pensou muito assim como chorou e se desesperou, mas quando o sol nasceu naquele dia ela já tinha tomado a decisão, mais tarde saiu daquele hospital com a certeza que tinha tomado a decisão certa. Não importava como tinha acontecido o fato era que estava esperando um filho, seu filho e ele não se livraria dele de maneira nenhuma.

Do hospital o menino foi direto para o pequeno mercado onde trabalhava. Durante a noite insone teve tempo para pensar em muita coisa, seu futuro e do bebê foi o que mais pensou.

- Yue, você quer mesmo se despedir? Mas... Você é meu melhor empregado.

- Sinto muito Senhor Hiroshi mas agora eu tenho outras prioridades na minha vida. Decidi abrir meu próprio negócio.

- Oh! Então te desejo tudo de bom.

- Adeus então senhor.

De fato Yue fez o que falou. Com o dinheiro que recebeu ao sair do emprego e algumas economias e o dinheiro da venda da casa que tinha no banco Yue abriu um pequeno negócio bem ali na sua casa mesmo. Um serviço de entrega de pizzas a domicílio. Ele sempre foi bom cozinheiro e o dinheiro que tinha era suficiente para ele comprar o que precisava e ainda contratar dois empregados que ficariam responsáveis pelas entregas.

Apesar de tudo o menino estava feliz. Tinha abandonado muita coisa. Além de seu emprego tinha deixado o cursinho, estava estudando em casa mesmo e seu planos de virar biomédico seriam adiados por um tempo mas Yue não havia desistido, ele apenas tinha outras prioridades no momento. Tudo que ele queria agora era ser feliz, somente ele e o pequeno ser que crescia em seu ventre. Deixaria tudo que aconteceu no passado, a vida estava dando uma nova chance para ele ser feliz, para esquecer tudo e pensar no futuro que teria ao lado do seu filho, no futuro de sua já amada família. E quanto a Takafumi? Para Yue aquele homem já não mais importava. Quando abandonou seu antigo lar, curso e emprego também tinha deixado aquele homem e tudo o que ele fez para trás e a única coisa que Yue rezava era para nunca mais ter que encontrá-lo.

Notas finais
Esse cap foi tranquilo mas logo as coisas vão esquentar ok?
Espero que tenham gostado.
Deixem reviews e façam duas autoras felizes!
Bjusss!!!