Notas iniciais
Nhooon
Boa leitura ^^

Fecho os olhos
E vejo mais claramente
Aquele deslumbrante lugar
Apesar de não sabermos o fim
Apesar de não podermos voltar atrás

As luz começava a me irritar, uma batalha dentro de mim se iniciava, eu não sabia se eu levantava da cama e desligava a luz e voltava a dormir ou levanto e me troco para ir para o colégio.
Meus instintos dizem que devo me levantar e ir para o colégio, já que eu estou bem atrasada, me levanto e me troco o mais rápido que eu posso, corro para o banheiro e jogo uma água no meu rosto e rapidamente arrumo meu cabelo e escovo meus dentes.

Desço as escadas o mais rápido que eu consigo, vou em direção a cozinha e percebo que minha mãe já partiu para o trabalho, há um bilhete sobre a mesa, mas não estou com tempo para isso.

Vou direto para a porta, antes claro dou uma olhada no espelho, o cabelo esta bom,a roupa esta bom, então acho que esta tudo em seus conformes.

Pego minha chave do carro, e após uns minutos chego na escola, meu cabelo já não esta bom pois o vento não me ajudou muito. Eu poderia ter fechado as janelas do carro, mas creio que não tem como eu fechar algo que não existe. Não sei como eu não levei uma multa.

— Erin!

Olho para a direção da voz e percebo que Molly esteve me esperando, faço um lembrete mentalmente para agradece-la depois. E não, eu não sou um menino, tudo bem que eu aparentava ser um, mas isso mudou, agora tenho seios e isso é a prova que eu sou uma garota, me pergunto o que minha mãe tinha na cabeça ao colocar meu nome de Erin.

— Molly, porque não entrou?

— Você poderia ao menos me agradecer não acha? E eu só estou aqui fora porque estou enrolando para entrar, hoje vai ter prova de historia e não estou nem um pouco afim de fazer.

Retirando o lembrete de agradece-la, você é uma ótima amiga Molly.

Reviro os meus olhos e vou em direção a porta, eu não fiquei magoada com Molly, esse sempre foi o jeito dela. Quantas vezes eu já fingi passar mal para ela poder ir embora da escola.

Enquanto eu escuto Molly falar sobre o seu ultimo namorado, procuro na minha massa cinzenta quando que o professor disse que teríamos prova hoje. Eu sempre estudo antes das provas, e eu me considero uma boa aluna, o fato de ter acordando tarde hoje foi porque eu não consegui dormir direito, novamente aqueles sonhos esquisitos retornavam, pelo jeito o trauma de ter perdido o pai aos 7 anos não passou ainda.

Entro na sala e como de costume todos estão fora de lugar, nunca fui de me incomodar com isso, estou com essa turma desde do primeiro dia que eu pisei nessa escola, então já até estou acostumada.

— Molly, apenas por um momento você poderia parar de falar sobre os seus namorado.

— Porque? E depois você se diz amiga.

— Molly eu sei o desfecho dessa historia, é sempre o mesmo final, você tem que fazer algo para mudar isso.

Ela me olha com os olhos brilhando, não que ela esteja chorando ou com raiva, pelo contrario. Eu sempre falava esses tipos de coisas para ela, e então ela me olha com uma cara de divertimento. Eu me pergunto as vezes como nossa amizade pode durar tanto tempo, somos tão diferentes uma da outra.

Molly é muito mais extrovertidas, faz amigos facilmente, tem todos os garotos aos seus pés. Não que eu inveje isso, pelo contrario, existe garotos que gostam de mim, mas nunca gostei de nenhum deles, e as amizades, o fato de ter somente uma amiga não me torna uma anti social.

Percebo que todos estão de voltas a suas mesas, o professor chega e para a minha surpresa, outro professor esta no lugar de Max.

Ele nos dá aula de historia, um dos professores que eu menos gosto, ele sempre falava com aquela voz de bêbado irritante. Então, obrigada por ter faltando hoje!

O professor entra e da uma olhada para a sala toda, ele aparentava ter uns 40 anos os cabelos batiam no obro e era meio branco com umas partes ruivas, os olhos castanhos demonstrava uma curiosidade intensa. Ele andava de uma forma ereta, o que me fez pensar na forma eu que eu estou sentada.

— Me chamo Elijah, e de agora em diante eu sou o novo professor de historia de vocês.

A sala começava a causar, quer dizer. Todos começar a opinar o porque do professor Max ter ido embora, eu me pergunto também, quando eu me viro para falar com Molly, ela esta fazendo uma dancinha da vitória. Onde consiste em balançar os braços e ficar fazendo biquinho. Juro que tentei não rir.

— Mas professor, porque ele foi embora?

Obrigada pessoa curiosa por fazer essa pergunta.

— Se esta com tanta vontade de saber o porque dele ter ido embora, você pode ir e perguntar para ele.

Mas o que, de onde veio tanta ignorância? Percebo que Molly mudou a dancinha da vitoria para uma careta.

Ele então se dirigiu a sua cadeira e simplesmente ficou lá encarando todos nós, e foi assim a aula inteira...

***

— Estou traumatizada! Você acha que eu devo denunciar esse professor Erin? Qual o problema dele, ele deve nos ensinar algo você não acha?

— Molly, você não tem o que reclamar, você odeia estudar.

Ela me mostra a língua para mim e fica murmurando coisas que são impossíveis decifrar.

De relance nosso professor de historia passa pelo nosso lado, e para a minha surpresa ele vira a cabeça para me olhar, algo que eu realmente sou boa é fingir que estou olhando para o nada, mas acho que dessa vez não funcionou já que ele deu uma risada.

Esse simples fator fez com que minha curiosidade nascesse, ele vai em direção a quadra. E algo me diz que eu devo ir atras, eu devo para de ser curiosa.

— Molly eu já volto ok?

— Mas...

Nem deixei ela perguntar e corri em direção a quadra, tudo estava um silencio lá, como se ele não estivesse vindo para cá. Mas eu vi ele, não estou ficando louca!

— O que você faz aqui?

Tomo um susto com isso, me viro e percebo que o professor esta atras de mim, ele esteve ali o tempo todo?

— Eu...nada.

Porque eu não consigo mentir, eu realmente queria ser a Molly nessas horas.

— Eu posso lhe fazer uma pergunta senhorita?

Senhorita? Hum, gostei. Balanço minha cabeça concordando.

— Você acredita em lendas? — Mas que tipo de pergunta é essa?

— Bom, depende da lenda, você diz lendas chinesas, japonesas? São as que eu mais gosto.

— Não, quando eu digo lendas. Eu quero dizer lendas que falam sobre cidades de ouro, um lugar perdido. Um lugar que ninguém conseguiu encontrar, mas que existe pessoas fiéis nisso, e estão até hoje por ai a procura da cidade de ouro.

— Você quer dizer a cidade perdida? O Eldorado?

Ele me olha com um brilho no olhar diferente, um calafrio pelo meu corpo passa, um sentimento estranho se estendeu no recinto.

— Existe algo há mais em você Erin, o Eldorado lhe chama, e você deve atender esse pedido.

Em um piscar de olhos ele simplesmente some da minha frente...

***

Ao chegar em casa as palavras do professor Elijah estavam em minha cabeça, eu realmente acho que ele deve usar algum tipo de droga.
Estou com tanto sono, deito na cama e fecho os meus, e fico na esperança das palavras dele sumirem...e então os sonhos voltam.

Estava em um lugar diferente dessa vez, uma luz me cegava, eu estava em um barco, e logo na minha frente estava uma construção em forma de piramide, e pelo incrível que pareça, brilhava.

Não era um brilho normal, aquilo era mais que um simples brilho.

Quando finalmente chego perto da construção, escuto a voz de Elijah dizendo.

''O Eldorado lhe chama, atenda esse pedido...o Eldorado lhe chama atenda esse pedido...''

Percebo que o brilho, desce do céu e encosta na construção, e então se torna em ouro, sim, isso mesmo ouro, ouro puro!

Começo escutar pessoas conversando, musicas tocando, eu não faço a miníma ideia o porque estar aqui.

Mas eu sei que aqui é meu lugar, e que o Eldorado precisava de mim.