Em Busca da Cidade Perdida - Eldorado
3 A fuga de Erin
Nesta viagem perigosa
Obstáculos continuam a aparecer
Mas nós tornamo-nos um e ultrapassamos tudo
A luz esta a ficar maior
Sem dor não há ganho,este é um mundo de mistério
— Você viu que ousadia a dele?! Quem ele pensa que é? Tudo bem, ele é bonito mas isso não significa que ele tem que dar em cima de todo mundo!
Minha mãe, Leila, estava contando sobre o seu companheiro de trabalho, minha mãe no fundo sempre foi muito carente. Todo momento ela esta a procura de alguém, da ultima vez que ela saiu com uma pessoa não deu muito certo. Ela depois acabou desistindo de sair.
Agora ela esta tentando novamente, dessa vez o sortudo é o Hugo, ela conheceu ele no trabalho, diz ela ele ser muito bonito, mas como disse no caso de Molly eu sei como essas historias acabam. A pessoa acaba se machucando.
— Tem certeza que você vai nesse encontro mamãe?
— Absoluta! Tenho que sair dessa vida, já estou enjoada de ficar dentro dessa casa.
Confesso que isso me machucou, não que eu seja uma garota distante da minha mãe, com problemas familiares, o meu pai morreu quando eu tinha 7 ano. Depois disso o mundo da minha mãe desmoronou, ela nunca mais foi a mesma, se distanciou um pouco de mim. Mas após um tempo tudo melhorou, minha tia Rosie ajudou minha mãe, ela voltou a ser a mesma , mas algo nela sempre diz que tem que ter alguém ao lado dela, não basta eu na vida dela.
Ela percebeu que minha expressão mudou um pouco, ela me olha e diz um sorriso acolhedor. De fato eu tento entender ela.
— Bom...espero que ocorra tudo certo no seu encontro, e se caso ocorra eu quero conhece-lo. — Eu nunca conheci nenhum dos "namorados" da minha mãe.
Minha mãe cruzou os dedos, cruzei os dedos junto com ela e lhe dei beijo na bochecha. Ela saiu, mesmo dentro de casa eu conseguia ouvir o barulho do carro saindo. Alguns adolescentes iriam comemorar o fato de que os pais não estão em casa, e isso é algo que eu simplesmente detesto. Então eu simplesmente me tranco no quarto fico conversando com a Molly até tarde e depois vou dormir.
Subi para o meu quarto, Molly estava online como sempre e mandava mensagens para mim.
" eu realmente fico irritada quando vc não me responde!"
" vc poderia ser mais paciente nãp?"
" enfim esta sozinha em casa?"
" estou minha mãe foi para um encontro"
" quem é sortudo? é bonito? rico? ;)"
" ahahahaha eu não sei nunca vi ele, ele se chama Hugo a unica coisa que eu sei é que ele é moreno"
" as vezes eu esqueço do seu medo de ficar sozinha em casa..."
" vc não precisa se preocupar"
" to nem ai pra sua opinião...quer que eu fique ai com vc?"
" as vezs vc parece um anjo na minha vida pq se preocupa tanto? eu realmente to bem eu me tranquei no quarto"
" obrigada pelo elogio sei que sou perfeita hahahahahha mas caso quiser eu vou ai"
" não precisa molly estou um pouco cansada vou deitar um pouco ok?"
" depois se diz amiga....preferi dormir do que falar comigo..."
" hahahahahahaha boa noite Molly...;)"
Tenho certeza que ela continua online, sei que até minha mãe chegar vai demorar, por isso acho melhor eu me deitar. As vezes eu fico meio doida dentro de casa, e eu não quero ficar igual ao meu avó doido.
Me deitei na esperança de quando acordar eu escutar minha mãe cantando, alegre porque deu tudo certo. Eu realmente espero....
— ERIN!
Acordo com o meu corpo tremendo, o suor escorria pelo corpo, meu coração estava acelerado. O grito que veio da cozinha me acordou, meio óbvio, percebo que meu celular apitava freneticamente . Eu realmente estou passando mal, acho que vou botar tudo para fora que eu comi. Pego meu celular e vejo milhares de mensagens de Molly.
" erin vc esta bem?"
"porque não me responde?"
" ainda esta dormindo?"
" erin não saia do quarto"
" estou indo ai"
" erin fui na sua casa percebi que estava tudo bem"
" apenas tive um presentimento ruim"
" juro que não sou doida"
" amanha na escola irei te contar algo"
" por favor não me odeie"
" não sou quem vc pensa que eu sou"
" erin fala comigo..."
O que deu nela? Ela deve ter usado droga, quando que ela veio aqui? Eu não acordei com ela qui?
" Molly o que ouve?"
" erin vc esta bem?"
" sim o que aconteceu? porque veio aqui em casa? estou assustada escutei um grito vindo da cozinha vc por acaso ainda esta aqui?
" não, saia da casa e me espere fora de casa irei te levar para um lugar seguro"
Nunca fui de obedecer a Molly, e não vai ser agora que eu vou, tudo bem que eu estou com medo mas não deve ser nada de mais.
Desci o mais silencioso possível, estava tudo escuro lá. Minha mãe não havia chegado ainda, e isso já me passou um tremor, um arrepio pelo corpo, fui em direção a cozinha o bilhete que minha mãe havia deixado de manha ainda estava lá. Por curiosidade eu peguei e comecei a ler.
"Minha filha, tenha uma ótima aula, saiba que eu te amo muito."
Confesso que uma lagrima escorreu, ela mesmo não expressando direito o seu amor, nas pequenas coisas que ela fazia ela dizia o quanto me amava. Agora eu tenho outra preocupação, tenho que saber o porque de minha mãe não ter chegado ainda, sera que esse tal Hugo fez algo com ela, não, o desespero passou por mim, minha mãe, deve ter acontecido algo com ela. Porque eu deixei ela ir, devia ter a impedindo, devia ter dito o quanto aquilo era errado. Se acontecer algo com ela, sera minha culpa.
Corri para pegar o telefone, disquei o numero da policia, mas o telefone estava mudo. QUE ÓDIO!
Peguei o meu celular, eu poderia ter pensado nisso antes não? Novamente as mensagens de Molly me deixavam mais nervosa.
" erin cade vc estou aqui fora"
" venha o masi rapido possivel"
" erin me escuta sai agora da sua casa!"
Acredito que agora seja a hora de escutar Molly, corro em direção a porta, Molly me deve explicações do porque tudo isso.
Antes mesmo de encostar na porta escuto um barulho na cozinha, isso me impedi de sair, pode ser minha mãe, talvez ela tenha se assustado com a Molly e resolveu entrar pelo fundo.
Me virei bem devagar, mas ao invés de encontrar minha mãe, para a minha surpresa lá estava o professor Elijah. Usava uma roupa totalmente preta, para a minha surpresa seus cabelos estavam totalmente ruivos, e ele aparentava estar mais jovem.
— Professor...o senhor....o que faz aqui?
Eu realmente não sei mais o que esta acontecendo, minha mãe pode ter sido sequestrada, Molly diz que devo sair de casa e agora meu professor de historia esta na minha casa.
— Não se assuste Erin, sei que esta nervosa mas eu vou lhe ajudar. Você só tem que vim comigo.
— Espera, oque?! Eu não vou com você tem algo muito estranho acontecendo eu tenho que sair daqui de dentro!
— Não, você deve vim comigo! Sei que esta assutada porque sua mãe sumiu — Mas oque, como ele sabe? — Se você vier comigo vou leva-lá até ela.
— Professor, eu realmente queria acreditar em você mas...
— Eu acho sua mãe, e você me ajuda a encontrar o Eldorado, depois sua vida vai voltar ao normal e como um passe de magica você ira esquecer tudo.
Isso de novo! Esse professor é louco, mas é minha mãe, o que eu devo fazer? Mesmo eu não respondendo ele me puxa para fora, após sairmos pela porta dos fundo, vejo Molly do outro lado da rua, havia mais duas pessoas com ela, ela me viu junto com o professor. Ela começou correr em minha direção, eu realmente queria ir até ela, mas o professor me puxou com tanta força que nem deu tempo de eu gritar algo para Molly.
— Vamos Erin! Corra e não olhe para atrás!
Corri, corri como nunca corri na vida, isso era loucura. Esse professor poderia estar me sequestrando, mas é minha mãe, e seu estiver imaginado tudo isso, talvez minha mãe esteja deitada na sua cama preocupada comigo igual eu estava com ela.
Entramos eu um beco sem saída, agora eu realmente quero saber o que vamos fazer, já que Molly e seus amigo estão bem perto de nós.
— DROGA!
O professor gritou com raiva, mas porque eu devo ter medo? Molly é minha amiga!
— Porfessor, Molly é minha amiga ela não irá fazer nada de mal com nós.
—Erin!
Escuto a voz de Molly, viro e olho para ela e vejo o quanto ela esta cansada, o peito subia e descia muito rapido.
— Molly, que bom que você esta aqui, eu...
— Erin minha amiga, eu lhe avisei. Não sou quem você pensava que eu era.
Com um grito agudo vindo de Molly, seus amigos se transformam em bestas gigantes, com asas pretas e olhos vermelhos. Eles voavam em minha direção, com a boca aberta e os dentes expostos,enquanto isso o professor de forma mais idiota possível batia no muro.
Era assim meu fim? Minha amiga solta um grito e bestas vem me matar e meu professor bate como um louco no muro? Fecho meus olhos e espero a morte chegar. Mas algo, ou melhor dizendo alguém, faz com que isso não ocorra. Abro meus olhos lentamente e vejo uma figura na minha frente, usava uma capa preta, e na sua esquerda estava uma espada, ela começava com um brilho dourado e no final o brilho se transforma em um brilho vermelho.
Ele me olhou, os seus olhos eram azuis, quer dizer, somente um deles. O outro era dourado, sim isso mesmo.
E da forma mais estranha possível ele diz.
— Finalmente te encontrei....
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