Notas iniciais
Olá, olá, semideuses!!! Esse é o primeiro capítulo que vou postar nessa fic, portanto quero dicas, opiniões, beijos, abraços, néctar... Ah, ops, aqui só dá pra deixa review. MAS SERVEEEEEE. Enfim, eu queria mostrar o *outro* lado do chalé 11, por isso usei a personagem Marina de Lucca, que é da minha fic, quem quiser ler, o link é esse: https://fanfiction.com.br/historia/222724/O_Arco_Perdido/. Espero que gostem!!!
P.S. Fiz ouvindo Defying Gravity, do Glee Cast, Forever Young e Both of Us :)

Leo era lindo. Leo era lindo. Leo era lindo. Oh, meu deus.

Ou deveria dizer: oh, meus deuses.

EU TENHO PAUL. Não tenho? Eu gosto dele.

Não gosto?!

— Cléo! — era Jess.

— Oh, eu estava te procurando — digo.

— Sério?

— Ah, não, na verdade, era o Leo que tava te procurando — respondo confusa. — Ele precisa falar com a conselheira.

— Vejo que está sofrendo de Valdez addiction. — ela sorri

— Uh?

— É assim que todas ficam depois de vê-lo pela primeira vez. Não se preocupe, já passa. Vou lá falar com ele.

— Certo. Acho que vou... Vou falar com... Connor?

— Connor?! — ela pergunta.

— Connor. — respondo, com convicção.

— Ah. — ela diz dando de ombros. — Certo, você vai gostar dele. Até que Katie chegue. Bem... Aí ele fica insuportável.

Connor... Pera, quem é Connor, mesmo?

O garoto de cabelos cacheados nariz pontudo. Aquele que parece um elfo. Isso.

Saio do chalé e passo por Leo e Jess. Eles são bonitos juntos; isto é, se você relevar o fato de que ela está praticamente implorando para que ele deixe o 11 passar sem essa.

— Até mais, namorada do Paul — ele diz, sorrindo.

MEU SANTO HERMES, AQUELAS COVINHAS.

Foco, Cléo. Você vai falar com Connor.

...

Vou até a quadra de vôlei, e o vejo sentado na grama sozinho.

— Connor? — pergunto, sentando-me ao lado dele.

— Na verdade, Travis, mas foi por pouco. Afinal, você é nova por aqui.

— Sim. Sou Cléo. Do 11, como você.

— Eu sei. Mas não foi isso que eu quis dizer. Gosta de pegadinhas, Cléo?

— Uh. Nunca tentei... Quero dizer, já roubei algumas coisas, mas...

— O que acha de me ajudar com uma coisa?

— Acharia ótimo. — digo.

— Vamos colocar um bode nos canteiros do chalé 4.

— Um bode? Que falta de criatividade, Travis. — diz uma menina, sentando-se perto dele.

— E o que você pretende fazer, baixinha?

Ela mostra o galão que está segurando: tinta preta. E na outra mão um pote cheio, e digo cheio mesmo, de moscas mortas.

—Onde arranjou tantas moscas? — pergunto.

— Oh, Cléo! Jess falou de você. Sobre as moscas... Tenho meus contatos — ela diz com uma piscadela. — Sou Mari e sou do...

— Deixe-me adivinhar: 11, também.

— Astuta.— ela sorriu.

Seus cabelos eram curtos e vermelhos, levemente ondulados, tinha uma mecha azul e uma prateada presa atrás da orelha, seus olhos eram verdes e no seu pulso uma tatuagem toda prateada se enrolava.

Ela percebeu que eu encarava o intrincado de letras gregas e puxou um bracelete grosso, que escondia a tatuagem.

— É uma longa história — ela explicou.

— Beeeeem longa. — completou Travis com um sorriso. —Mas, posso garantir que tudo começou com um desses— disse acenando para o galão de tinta.

— E a melhor parte: — ela disse sorrindo — foi no chalé sete.

— Ahnnn, o de Apolo?!— perguntei.

— Isso mesmo, Cléo. — riu Travis.

— Astuta. Como eu pensei.

Percebi, tarde demais, que a história da tinta no chalé sete era uma piada interna deles... E que eu estava louca para fazer parte de toda aquela loucura do chalé 11. Seria um enorme privilégio.

...

Era madrugada e uma brisa gelada pinicava meus braços. Além de Mari e Travis, um garoto louro uniu-se a nós.

— Cléo, esse é Will do sete, e, Will, essa é Cléo, minha nova meia-irmã.— disse Mari, reluzente.

Percebi que a mão dele contornava delicadamente a cintura dela.

— Prazer — disse, sorrindo e estendendo a mão.

—Todo meu — ele replicou.

Se os irmãos dele forem tão lindos quanto ele, meus problemas não estarão apenas com Leo.

— Chega de apresentações — Mari riu.

— Vamos lá, então. — disse Travis.

—Leve as moscas. — ela diz.

Andamos até o chalé Quatro, da deusa da agricultura, Deméter. Não havia ninguém do lado de fora, apenas o leve coaxar dos sapos e o piar das corujas é audível.

Will pegou Mari no colo e a lançou para cima, de forma que ela alcance as videiras e consiga pular no telhado.

— Cléo — ela sussurrou — Acho que vou precisar de ajuda.

—Acho que posso subir. — respondi — Travis, pode me dar apoio?

Ele faz uma escadinha com as mãos e me dá impulso, Mari estende a mão e me puxa para cima.

— O plano é o seguinte: — ela começou, espanando a poeira do short — Tá vendo aquela mangueira ali? Ela leva água pra todos os irrigadores desse chalé (e são muitos). E tá vendo aquilo? Eu não sei o nome, mas é de onde a mangueira tira a água. Preciso de ajuda pra tirar essa tampa. Ela é meio pesada. Essas flores vão ficar... Diferentes. Diferente é bom, certo?

Ela vai até a tampa de cimento e consegue tirá-la com um pouco de esforço.

— Pode colocar a tinta, Cléo? — ela arfa.

— Sério?

— Claro que sim, né. Essa é sua iniciação.

Sorri. Essa era a única coisa que ela e Jess tinham em comum: simpáticas, hospitaleiras.

A água, antes cristalina, tornou-se negra e espessa.

— E o que faremos com as moscas?

— Elas vão dar um belo tapete. Não acha? Will e Travis já cuidaram disso. E outra coisa... Soube que está sofrendo de Valdez Addiction. Quer me contar sobre isso?

E eu contei.

...

Deitei a cabeça no travesseiro, esperando por pesadelos, mas aquela noite, dormi sem nenhuma interrupção divina.

...

No café da manhã, Katie Gardner (acho que era ela) estava tendo um acesso histérico por causa de suas flores. Havia uma mancha preta em seu nariz arrebitado.

— Vocês prometeram que parariam de estragar as plantas dela. — sussurrou Corror,apontando para Mari e Travis.

— Não paramos de atormentar o sete. — argumentou ela.

— Ou o três. — completou Travis.

— Mas...

— E não estávamos sozinhos — pontuou Mari.

— Will estava com vocês, aposto.

— E Cléo também! — ela sorriu

— Cléo?!! — exclamou Jess, que estava sentado do outro lado da mesa.

— Não se incomode Jess. Ela vai ficar ok. Não acho que ela esteja passando para “este” lado da personalidade do nosso pai.

— Ela é das suas — concordou Travis.

Jess bufou e apertou minha mão.

— Fique claro que...

— Você nos ama, mas vai precisar contar a Katie que fomos nós para que a harmonia no acampamento continue presente. — recita Mari, com um sorriso forçado.

— Não ia falar isso! — diz ela, jogando um pedaço de pão na meia-irmã.

— MAS VOCÊ SEMPRE DIZ! — Mari riu.

—Ia dizer que vocês três precisam falar com o Sr. D. Ele pediu que fossem até a Casa Grande. E que você, Cléo, fosse falar com a Rachel.

— A Oráculo. — Travis explicou.

...

POV- Hermes

— Precisamos contar a eles! Aos outros deuses, quero dizer... Afrodite, os outros estão começando a dizer que estamos tendo um caso. Se Ares ouvir isso...

—Ícor irá jorrar — ela sorriu mal-humorada.

— Isso é importante... Os Olimpianos precisam saber que eles estão aqui outra vez.

— Hermes, queridinho, os Asgardianos não vieram para a Terra. Apenas dois deles. Contra doze de nós (se não contarmos nossos filhos e os deuses menores).

Bati o pé esquerdo impacientemente.

— E o que o seu diadema roubado significa?!

— Que você o pegou para me deixar assustada, ou algo do gênero.

— Não sou o único deus mentiroso na Terra... E você sabe disso.

— Loki não invadiu o Olimpo! Tenho certeza...

Suspirei.

— Você acha mesmo? —perguntou uma voz melódica e rouca, vinda das sombras.

— Quem está aí?! Mostre-se agora. — ordenei.

— Se assim você deseja... — a voz respondeu.

Saído das sombras estava o próprio deus. Alto, esguio, com dedos longos e cabelos escuros levemente ondulados. Seus olhos eram de um verde maníaco e seu nariz era pontudo.

— Não vai ser dessa vez que Thor via deter, sabem? Se eu fosse um Olimpiano... Bem começaria a me preocupar. — e com um estalar de dedos, ele desapareceu, deixando para trás fumaça verde.


Notas finais
♔ Lista de coisas que eu deveria ter feito nesse cap:
✣ Fazer um Leo ultra séquisy ✔
✣ Fazer a Cléo se rebelar ✔
✣ Ser civilizada ✕
✣ Apresentar nosso vilão ✔
AHHHHH, gente, fiz três de quatro. Tá beleza.
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